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Prova de fogo, água e lama

Um país testado a fogo, água e lama. O ano nem bem começou e o Brasil já passou por várias provações em menos de 40 dias. A primeira, e pior das tragédias, sem dúvida, foi o rompimento da Barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho-MG, que deixou um saldo de mais de 150 mortos e outros 180 desaparecidos, sem contar o prejuízo ambiental, que ainda levará um bom tempo para ser dimensionado.

O que aconteceu em Minas, exatamente três anos após o rompimento da Barragem de Samarco, em Mariana, era o tipo do desastre previsível e que poderia ser evitado. Não o foi por ganância da mineradora e omissão do poder público no seu papel de fiscalizar empreendimentos dessa natureza. O Brasil inteiro chorou com Minas.

Mas, antes mesmo que as lágrimas secassem, um temporal com ventos semelhantes aos de um tufão atingiu o Rio de Janeiro, provocando o desmoronamento de barreiras, derrubando árvores, inundando ruas e avenidas e causando a morte de, pelo menos, seis pessoas, e deixando outras tantas desabrigadas.

Depois da água, hoje foi a vez do fogo que atingiu o centro de treinamento do Flamengo, também no Rio de Janeiro, deixando dez mortos e três feridos. O incêndio ocorreu de madrugada, enquanto as vítimas dormiam. A dor renasce nas chamas que queimaram o sonho de jovens adolescentes desejosos de ingressar na carreira futebolística.

Diante de todo esse quadro, o país ainda acompanha, apreensivo, a  evolução do quadro de saúde do presidente Jair Bolsonaro, operado no dia 28 de janeiro para a retirada da bolsa de colostomia que foi colocada após o atentado sofrido ainda durante a campanha. O presidente contraiu uma pneumonia, provavelmente por microaspiração de partículas de alimentos que passam pela sonda nasogástrica e chegam ao pulmão, ou por infecção hospitalar. O quadro dele inspira cuidados.