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Em compasso de espera

Já se vão 42 dias do atual mandato do governador Wellington Dias, sem que ele tenha nomeado e empossado a equipe de secretários que vai trabalhar com ele nos próximos anos. A princípio, o governador iria esperar a posse dos deputados estaduais e a eleição para a mesa diretora da Assembleia Legislativa, a fim de compor os arranjos políticos e acomodar a sua base.

A posse já aconteceu; a eleição para a mesa, também. A vida cotidiana segue, mas a maior parte das secretarias continua parada, à espera do seu futuro(a) chefe e das diretrizes que serão adotadas neste quarto mandato. É como se a administração estivesse seguindo em ponto morto.

Mesmo que o chefe do Executivo seja o mesmo, e que alguns antigos secretários sejam mantidos, a indefinição impede que novos projetos sejam lançados e desenvolvidos. A máquina pública está em compasso de espera. Enquanto os novos secretários não tomam posse, ele não têm como definir  suas equipese, tampouco, os seus planos de trabalho. Os que lá estão, na incerteza de saber se permanecerão, não têm como se programar para novos projetos.

Nessa letargia administrativa, o Estado vai perdendo um tempo precioso de trabalho. E o Piauí não pode se dar ao luxo de perder tempo porque há muitas questões urgentes e importantes a serem resolvidas. Cada dia desperdiçado torna ainda mais difícil a saída do Estado da posição de atraso rumo ao desenvolvimento que os piauienses esperam e merecem.