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Presidente espera por alta para acompanhar reforma da previdência

É grande a expectativa para a possibilidade de alta do Presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira. Ele está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde o dia 28 de janeiro, para a retirada da bolsa de colostomia. Apesar da recomendação médica sobre a necessidade de repouso no pós-operatório, o presidente tem pressa em voltar ao trabalho para acompanhar de perto a tramitação da Reforma da Previdência, o carro chefe da sua administração.

Sem ela, o governo seguirá engessado no seu orçamento, em função do déficit da previdência que cresce a cada ano. A proposta de agrado de Bolsonaro é a que prevê idade mínima de 57 anos para as mulheres e 62 para os homens. Uma idade bem razoável, se levarmos em conta que a expectativa dos brasileiros aumentou e está estimada, atualmente, em 76 anos.

De fato, aos 60 anos, homens e mulheres estão em plena atividade física e intelectual, no auge da maturidade e da experiência profissional, portanto, com muito a contribuir no mercado de trabalho. Por outro lado, do jeito que está, a conta não vem fechando no final do mês. A queda no número de nascimentos por família faz com que haja menos jovens contribuindo com a aposentadoria dos idosos. Sem falar nos altos benefícios pagos aos servidores do setor público.

Os governadores estaduais, por sua vez, também estão de olho nessa reforma para modificarem os seus regimes de previdência, que representam um gargalo, hoje, em qualquer esfera da administração pública. O tema, que foi tabu por tantos anos, finalmente, ganhou destaque e parece estar despertando a consciência de gestores e parlamentares para a sua importância. O mercado acompanha a tudo atentamente para voltar a investir no Brasil.