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Projeto de reforma do governo chega hoje à Assembleia

O governo deve encaminhar hoje o aguardado projeto de reforma administrativa, com a expectativa de economizar R$ 300 milhões até o final do ano. O pacote prevê o corte das Coordenadorias criadas na gestão passada, também sob o comando do governador Wellington Dias, e duramente criticada pela oposição. Das dez estruturas, deverão permanecer apenas três: a de combate às drogas, à de proteção aos jovens e a de proteção  às mulheres.

Wellington Dias também entendeu que existe mais de uma secretaria fazendo o mesmo trabalho e, por isso, deve ser extinta. Com a redução da estrutura burocrática, haverá uma natural diminuição do número de cargos comissionados. O pacote ainda prevê redução e/ou extinção de contratos de terceirizados , locação de veículos  e aluguéis de imóveis.

Passada a eleição, a ficha caiu e a realidade econômica se impôs. Sentado à cadeira para comandar o seu quarto mandato como governador do Piauí, Welllington viu que, ou corta despesas, ou não terá como administrar. A demanda por obras e serviços cresce diariamente, mas as receitas não acompanham esse crescimento. Ao contrário. Agora, ele já nem conta mais com um aliado no Palácio do Planalto.

Como se não bastasse, o gargalo da previdência dos servidores, um problema que atinge todos os gestores públicos no Brasil, consome uma parcela significativa do tesouro.  Mensalmente, o governo tem que cobrir R$ 73 milhões de diferença entre o que é arrecadado pelo sistema e o que é pago aos segurados.

A expectativa do governador é de que o projeto seja votado em regime de urgência. Deputados de oposição avaliam que a reforma é muito tímida diante do inchaço da máquina, mas, mais tímido ainda, é o tamanho da oposição, formada por apenas quatro dos trinta parlamentares eleitos.