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Governo recua quanto ao congelamento de salários

Diante da forte reação negativa, não só da parte dos servidores públicos, mas até mesmo de parlamentares que compõem o bloco de apoio ao governo do estado, o governador Wellington Dias decidiu retirar do projeto que encaminhou à Assembleia Legislativa a proposta que previa o congelamento de salários, as promoções e progressões. A medida, segundo os líderes do governo, era para adequar as despesas com pessoal ao que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O governador lembrou que o Estado já atingiu o limite prudencial de 48,5% dos gastos com a folha de pagamentos. Acontece que quem elevou a folha a esse percentual foi o próprio governador. Portanto, não é o servidor que deve arcar com essa penalidade.

A necessidade de controlar os gastos da máquina pública é inegável e ninguém, em sã consciência, pode ser contra. Mas é preciso saber onde cortar sem prejuízo à população e aos servidores. Excesso de secretarias e órgãos da administração indireta, cargos comissionados em quantidade além do necessário, passagens, diárias, locação de veículos, telefones corporativos, tudo isso pode passar pela tesoura da Secretaria da Fazenda.

O equilíbrio das contas públicas deve perseguido ao longo de toda a gestão, mesmo em períodos eleitorais, para que a solução não venha depois em forma de um pacote imposto de cima para baixo, restringindo o direito de servidores que efetivamente trabalham e contribuem para o desenvolvimento do estado.