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Sem margem para negociação

Em encontro seletivo com a imprensa ( parte dela, na verdade, já que ficaram de fora três grandes jornais brasileiros: Globo, Folha e Estado), o Presidente Jair Bolsonaro admitiu reduzir a idade mínima para aposentadoria das mulheres, passando de 62 para 60 anos de idade. O presidente mostra certa flexibilidade, mas no momento errado.

Ele entregou o poder de barganha antes mesmo do início do jogo, que é quando começam as discussões no Congresso. Se já começa a ceder agora, ficará sem margem de negociação depois com os parlamentares.

O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado foi pífio, restringindo-se ao mesmo índice de 1,1% do ano de 2017. As reformas anunciadas, a da Previdência em especial, são essenciais para que a confiança na economia seja recuperada e os empresários voltem a investir no Brasil, com a retomada das vagas de emprego perdidas durante a recessão.

Portanto, ainda não é hora de ceder. O governo deve assistir às negociações e embates que certamente surgirão no parlamento para entrar em cena no último momento, cedendo o que for possível sem comprometer a essência da reforma.

Carnaval em alerta

O carnaval ainda nem começou oficialmente e o número de ocorrências policiais já aumentou bastante. Os assaltantes sabem que parte do contingente policial é destacada para o interior do Estado e se sentem ainda mais à vontade do que de costume para agir como bem entendem, roubando os bens e o sossego dos cidadãos teresinenses.

Assaltos em descidas de pontes, cruzamentos e nas portas das garagens têm se intensificado ao longo de toda esta semana. O teresinense deve, pois, redobrar os cuidados durante esses dias de momo, em que a folia mesmo está por conta dos marginais.

A atenção maior deve estar voltada para o momento em que a pessoa entra ou sai de casa e de qualquer estabelecimento comercial, independente da localização do imóvel e do horário. São os momentos em que o motorista está mais vulnerável à ação dos ladrões.