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Promover segurança é a nossa melhor homenagem

Viver virou um ato perigoso.  Nos últimos dias, as notícias sobre crimes, assaltos, roubos de carros e mortes assumiram uma proporção inaceitável.  Nesse contexto, as mulheres são as maiores vítimas, pois são vistas como mais frágeis e vulneráveis pelos bandidos.  Por conta própria, enfrentando o preconceito voltado contra o sexo feminino, as mulheres foram provando sua competência e assumindo posições relevantes na educação, saúde, administração e onde quer que tenham vontade.

Mas ainda são importunadas nas ruas e festas por homens que não conseguem entender que as mulheres têm desejos e vontades próprias que precisam ser respeitados. No século XXI, ainda precisamos fazer campanhas como o “Não é não”.

Da mesma forma, elas estudaram, se prepararam para o mercado de trabalho e, todos os dias, vão à luta, mas vão com medo de serem assaltadas,mortas ou estupradas na esquina seguinte. Ou se cuida da segurança de forma eficaz ou não adianta nenhum poema para festejar a mulher. O que ela precisa mesmo é de paz, segurança e tranquilidade para estudar, trabalhar, praticar esportes e viver sua vida como planeja. Do contrário, de nada terá adiantado tantos anos de luta e conquistas.

As políticas públicas devem voltar os olhos para garantir que as mulheres possam pegar um ônibus, bicicleta ou seu próprio carro para ir aonde quiserem, sem medo da violência que pode abortar seus sonhos de forma estúpida. A Lei Maria da Penha, sem dúvida, tem muitos méritos. Mas, mais importante do que punir o agressor, é evitar que ele venha a agredir uma mulher.