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Sucessão municipal começa a ganhar corpo em Teresina

Falta bem mais que um ano para a eleição municipal de 2020, mas as especulações sobre os nomes que vão encabeçar prováveis candidaturas ao cargo de Prefeito de Teresina já dominam todo encontro onde haja, pelo menos, mais de duas pessoas.  A Prefeitura de Teresina, sem dúvida, é uma vitrine. A capital do Estado vem sendo administrada pelo PSDB  há 30 anos, com uma breve interrupção durante o mandato do hoje senador Elmano Férrer (Podemos).

A hegemonia tucana já foi posta à prova ao longo de décadas, mas agora os adversários apostam no desgaste provocado pelo longo tempo de permanência do grupo político originário do professor Wall Ferraz à frente do Palácio da Cidade. O próprio PSDB encolheu consideravelmente nos últimos tempos. Na Assembleia Legislativa, a bancada foi reduzida de três para um parlamentar.

O prefeito Firmino Filho, hoje, identifica-se mais com o PP do que com o próprio PSDB, que além de pequeno está dividido e cheio de mágoas internas. Dentro dos muros do Palácio da Cidade, a candidatura do atual presidente da Fundação Municipal de Saúde, Charles Silveira, vem sendo incensada diariamente.

Do lado de fora, a corrida é grande. Dr. Pessoa, que saiu recentemente da disputa pelo governo do Estado, já se apresenta para concorrer à eleição majoritária do município. Nesse propósito, espera contar com o apoio do presidente da Câmara Municipal de Teresina, vereador Jeová Alencar. Nomes como Georgiano Neto(PSD), Fábio Abreu (PTB),  Luciano Filho (PSDB), além dos candidatos que ainda deverão surgir do PT e do PP, já começam a mapear o terreno que irá pavimentar o caminho até o Palácio da Cidade. Nada mais falso, portanto, do que o discurso de que a eleição só deve ser discutida no ano que vem.