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Não dá mais para improvisar

Já no terceiro mês que ocupa o Palácio do Planalto, seria bom o presidente Jair Bolsonaro conferir um tom mais oficial ao cargo que ocupa como chefe do Poder Executivo. Primeiro: não dá mais para insistir na birra com a imprensa, por meio de uma comunicação truncada e cheia de desmentidos feitas de próprio punho, ou das mãos dos filhos, em redes sociais.  Já não é mais o candidato que fala e, sim, o chefe de uma nação. Portanto, a comunicação deve ser profissional, voltada a todos os brasileiros e não apenas à rede que o elegeu e que continua a bater palmas para ele. Agora, Bolsonaro é presidente de todos os brasileiros.

Outro ponto que ajudaria muito o governo seria deixar de lado essa ideologização exacerbada em qualquer ato ou fala presidencial. Toda a Nação espera sair do atraso econômico provocado pela política desastrada da então presidente Dilma Rousseff, que deixou 14 milhões de brasileiros desempregados. Da mesma forma, espera-se ação firme do governo no combate à corrupção, esse mal que corrói a administração pública e desvia dinheiro que deveria ser destinado aos serviços públicos.

Mas enquanto a preocupação maior do Planalto for em construir uma ideologia de direita para fazer frente ao desmanche do que o presidente chama de “antigo comunismo”, vamos continuar patinando nessa briga doutrinária, sem avançar naquilo que realmente interessa.

No primeiro encontro de que participou nos Estados Unidos, onde cumpre agenda oficial, as palavras do Presidente Jair Bolsonaro voltaram a bater na mesma e surrada tecla de que: “Brasil e Estados Unidos assustam os defensores do atraso e da tirania ao redor do mundo”. Alguém, que não seja o guru Olavo de Carvalho, precisa avisar a Bolsonaro que existe tirania de esquerda e de direita. Ambas são abomináveis e incompatíveis com o desenvolvimento econômico e social justo, que reduza as desigualdades e promova o bem estar a todos. Esse, sim, é o verdadeiro caminho para uma cultura de paz entre os povos.