Cidadeverde.com

Uespi pede socorro

A Universidade Estadual do Piauí foi criada com a promessa de expandir o ensino superior no Estado, abrindo oportunidades a todos os piauienses que tinham interesse em cursar a graduação. A ideia era boa, afinal a educação muda o destino de um Estado. E assim foi nos primeiros anos. O Decreto Federal que autorizou o funcionamento do Centro de Ensino Superior foi assinado em 1985.

De lá para cá, a Universidade cresceu bastante em números. Hoje, a UESPI conta com 12 campi espalhados na capital e no interior que, juntos,  recebem cerca de 20 mil estudantes em pouco mais de 200 cursos e dois mestrados. Mas, infelizmente, ao longo do tempo, a qualidade do ensino e da estrutura física foi caindo à proporção que a Uespi aumentava de tamanho.

Atualmente, os estudantes estão em permanente mobilização, com o slogan #SOSUESPI, pedindo mais atenção para aquela instituição. A estrutura física há muito não passa por manutenção e encontra-se bastante degradada. Há disciplinas sem professores, alunos fazendo “vaquinha” para comprar material e laboratórios sucateados. Há poucos dias, o MEC descredenciou a residência médica do Hospital Getúlio Vargas. Um cenário desolador para quem acreditou no sonho de estudar em uma universidade pública de qualidade.

A UESPI é um grande patrimônio do povo piauiense e não pode morrer à míngua por falta de sensibilidade e investimentos, exatamente nessa ordem. Os jovens do Piauí precisam e merecem uma universidade de qualidade, porque este é o único caminho possível para reduzir a desigualdade social e proporcionar oportunidade de crescimento.

O pedido de socorro da UESPI, portanto, não pode ficar restrito a uma hastag. Ele precisa ecoar entre os gestores que têm a responsabilidade de fazer aquela instituição de ensino funcionar com qualidade.