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Previdência militar na berlinda

O Congresso aguarda hoje, com expectativa, a proposta de mudança nas regras da aposentadoria para os militares. Integrantes do governo já disseram que todos, inclusive as Forças Armadas, terão que dar sua parcela de contribuição para conter o déficit da Previdência que, a seguir como está, já irá causar problemas para o governo pagar os aposentados a partir do próximo ano.

De fato, não é justo que a sociedade civil seja enquadrada nas novas regras e os militares fiquem de fora. Atualmente, metade dos gastos da Previdência é destinada ao pagamento dos aposentados e pensionistas das Forças Armadas. Segundo levantamento do jornal Folha de São Paulo, com base no Relatório de Acompanhamento Fiscal, a União gasta R$ 43,9 bilhões com pensões e aposentadorias de 300 mil militares e pensionistas.

Com um número duas vezes maior de servidores civis,  que chegam a 680 mil, a despesa é de R$ 46,5 bilhões. Caminhamos para o colapso do sistema, já que menos gente está contribuindo com um número cada vez maior de aposentados, em função da redução da queda da taxa de natalidade e o envelhecimento natural da população.

A Reforma da Previdência é prioridade para colocar a economia nos trilhos e recuperar a confiança do mercado. Só assim, os empresários voltarão a investir no país, gerando mais empregos e fazendo o dinheiro circular. Mas, para isso, não pode haver ilhas de privilégios. Todos, sem exceção, devem se adequar ao novo modelo de previdência, sob pena de apenas aprofundar o fosso das desigualdades sociais.