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Sucessão de erros compromete educação

O Ministério da Educação está se especializando em uma sucessão de atropelos e desmentidos, que em nada contribui para melhorar o nível do ensino público no Brasil. Aos olhos da nação, um ministério claudicante que parece não conhecer a realidade educacional do país e que não dispõe de um plano efetivo para que nossos alunos possam obter um melhor aprendizado, capaz de torná-los aptos a enfrentar o mercado de trabalho futuro.

 Na última avaliação do PISA ( Programa Internacional de Avaliação ), realizado em 70 países, o Brasil ficou com na 63ª posição em ciências; 59ª na leitura; e 66ª em matemática. O diagnóstico é claro: nossos alunos podem até estar freqüentando a sala de aula, mas não estão aprendendo.

Com tamanho desafio a enfrentar, o ministro da educação Ricardo Vélez  Rodríguez está mais preocupado com a ideologia nas escolas do que com a eficácia do processo ensino-aprendizagem. Depois da repercussão negativa de suspender a avaliação de crianças de 7 anos, em fase de alfabetização, o ministro voltou atrás. Não sem antes demitir o Presidente do INEP- Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais.

Não se viu até agora uma política clara e definida para a educação brasileira. A cada mês, o ministro envolve-se em uma polêmica desnecessária. E, até o momento, ainda não apresentou um plano consistente de trabalho. Ele nem precisaria ser original e criar algo completamente novo. Estudiosos da educação no mundo inteiro conhecem a receita para o sucesso na área e ela passa, necessariamente, pela formação e valorização do professor, avaliação periódica dos alunos como ferramenta para corrigir possíveis distorções, estímulo à leitura, incentivo à pesquisa entre os alunos.

Aqui mesmo em Teresina, esse modelo vem sendo posto em prática com sucesso nas escolas municipais, o que levou a cidade a conquistar o título de melhor educação nos primeiros anos de ensino fundamental no país, segundo o IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Como se vê, não se trata de uma questão de dinheiro, mas de bom senso e vontade de trabalhar.