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Transtornos evitáveis

A lentidão em  tudo que diz respeito ao serviço público acaba tornando-se um desserviço para a população. No interior do sertão piauiense, em uma área inóspita e longe da civilização, a arqueóloga  Niède Guidon construiu o Museu da Natureza, que é um colosso arquitetônico e cultural. Imagino a dificuldade de realizar uma construção daquele porte em cima de um morro no sul do Piauí. E ela o fez em tempo recorde.

Enquanto isso, aqui na capital, sede do poderes administrativos, um simples pedaço de meio fio, compreendido no trecho localizado entre o Quartel da Polícia Militar e a cabeceira da Ponte Wall Ferraz, se arrasta há mais de mês, causando um congestionamento infernal nos horários de pico, sem falar nos abalroamentos provocados por causa da obra que está levando o tempo de uma vida.

O atraso nas obras públicas, tão comum por aqui, não só cria transtornos para a população como traz prejuízos aos cofres públicos. Sinal de ineficiência, que em nada colabora para o desenvolvimento do lugar. É o que se pode dizer da recuperação da BR 316 que, de tanto esperar pela ação do poder público, virou cenário para um protesto criativo dos piauienses. Para chamar a atenção dos numerosos buracos que se espalham ao longo da pista, ameaçando a segurança de todos que trafegam por lá, os moradores da redondeza resolveram plantar capim em cada um deles, transformando a estrada em uma plantação. Há tempos, moradores dos conjuntos habitacionais da zona sul, como Irmã Dulce, Esplanada e Porto Alegre, bem como os empresários e trabalhadores do Polo Industrial Sul reclamam da falta de conservação daquele trecho.