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Novo ministro, velhas ideias.

Finalmente, depois de três meses de desencontros e trapalhadas, Ricardo Vélez foi demitido do Ministério da Educação, uma pasta vital para a nação, mas que, passados cem dias da posse do novo governo, ainda não havia apresentado um plano claro de trabalho, com metas estabelecidas para melhorar o ensino no país.

Em seu lugar, o Presidente Jair Bolsonaro nomeou o economista Abraham Weintroub, que já integrava a equipe de governo, na função de Secretário Executivo da Casa Civil. O novo ministro é formado em economia pela Universidade de São Paulo – USP e mestre em administração na área de finanças, pela Fundação Getúlio Vargas. Professor da Unifesp, a Universidade Federal Paulista, liderou o Centro de Estudos em Seguridade Social.

Espera-se que ele se saia melhor como gestor do que Vélez, porém não dá para alimentar muitas esperanças. Assim como o seu antecessor, Abraham também é adepto das ideias de Olavo de Carvalho, que exerce perigosa influência sobre a pasta da educação.

O novo ministro, assim como o antigo, demonstra imensa preocupação em combater a ideologia de esquerda e já chegou a dar algumas declarações polêmicas. Mas ele precisa entender que o Ministério da Educação não pode ser utilizado como ferramenta de propaganda ideológica, nem de esquerda nem de direita. O que o Brasil precisa mesmo é de uma política educacional eficiente, capaz de assegurar que, ao final do curso, os alunos tenham um bom rendimento e estejam preparados para enfrentar o desafio que os espera em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e desafiador.