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Intrigas Palacianas

Na Idade Média, era comum o clima de intrigas e brigas internas dentro dos palácios, onde os assessores do rei disputavam espaço e prestígio junto ao monarca. Com um corte radical no tempo e no regime político, passamos para os dias atuais, na República chamada Brasil, e o que se vê é que as intrigas palacianas continuam a dar o tom no Planalto.

Sob o peso da sombra sempre presente dos filhos, o governo Bolsonaro  gasta demasiados tempo e energia  para apagar os incêndios causados pelos arroubos do clã, que faz uso das redes sociais de forma intensa e atabalhoada.

As brigas virtuais desencadeadas pelos filhos do presidente já provocaram a demissão do então ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria Geral da Presidência, que saiu com uma mágoa incontida pela maneira desrespeitosa como foi tratado. Não satisfeitos , “os meninos” continuaram a disparar uma artilharia pesada nas redes, como se estivessem à frente de um game no qual ganham pontos à medida que conseguem “abater” supostos inimigos.

A guerrilha virtual está voltada agora, com toda intensidade, contra o vice-presidente, General Hamilton Mourão, homem de temperamento contemporizador, que tem se revelado um ponto de equilíbrio dentro do governo. O General Hamilton vem assumindo um destaque natural, em função de declarações em defesa da democracia, das liberdades e do liberalismo. É o bastante para despertar a ira familiar, sempre à procura de algum “inimigo que esteja tramando contra a estabilidade do governo Bolsonaro”.  Esse delírio já está indo longe demais e canalizando a atenção que deveria estar voltada para a articulação política necessária para a votação das reformas imprescindíveis para o desenvolvimento do país.