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Em busca do emprego perdido

A expectativa positiva que cercava os brasileiros no início do ano com relação à recuperação econômica do país ainda não deu para ser sentida. Ontem, dia do trabalho, muita gente ficou à margem das comemorações porque ainda não conseguiu uma ocupação. A taxa de desemprego, ao invés de cair, subiu. O índice acumulado no primeiro trimestre deste ano chega a 12,7%, o que corresponde a 13,4 milhões de brasileiros desempregados.

Outro dado apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é que, hoje, existem 28,3 milhões de trabalhadores subutilizados no país. São pessoas que estão sem ocupação, trabalham menos de 40horas semanais ou desistiram de procurar emprego, os chamados desalentados.

Em janeiro, havia uma esperança muito grande de que a aprovação da reforma da previdência e as promessas de desoneração da folha de pagamento iriam estimular o mercado e abrir novos postos de ocupação. A turbulência política, provocada por falas e atitudes completamente desnecessárias, acabou atrasando o cronograma da votação e passando um sentimento de incerteza para os investidores. O resultado é que o mercado segue em compasso de espera, aguardando uma definição do que está por vir na área econômica.

O problema é que, como diria o saudoso Betinho, quem tem fome tem pressa. E os mais de 13 milhões de desempregados já não aguentam mais esperar.