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Um mosaico difícil de completar

Pouco a pouco, com cinco meses de atraso, a equipe de governo de Wellington Dias, neste quarto mandato, vai se completando. Perdeu-se muito tempo até aqui, ainda mais quando se recorda que o governador foi eleito logo no primeiro turno e que já tinha ideia que seria vitorioso antes mesmo da abertura das urnas, em função de todas as pesquisas eleitorais que o apontavam como favorito da disputa ao Palácio de karnak.

O governador, político hábil e experiente, até ensaiou um discurso de que faria diferente desta vez, chegando a dizer que não repetiria a grande quantidade de suplentes na Assembleia Legislativa e que iria reduzir substancialmente a máquina estatal. As pressões políticas, no entanto, e o olho sempre atento no próximo pleito, fizeram com que o governador fosse acomodando os aliados um a um, de forma a deixar todos satisfeitos.

Depois de tanta espera, ainda houve alguns equívocos que precisaram ser corrigidos, como o da nomeação da irmã da deputada Margarate Coelho, Nailer Castro. Ela foi exonerada ontem do cargo de assessora especial do Palácio de Karnak, porque é secretária de administração na Prefeitura de São Raimundo Nonato, no sul do Piauí, sendo notória a impossibilidade de estar nos dois lugares simultaneamente.

Por outro lado, o governador acertou em cheio ao nomear o médico Gilberto Albuquerque para a direção do Hospital Getúlio Vargas. Um médico experiente, dedicado e comprometido com o trabalho que realiza, como prova a sua gestão à frente do HUT por mais de dez anos. Para um hospital de grandes proporções e complexidade como o HGV era necessário mesmo alguém do porte do Dr. Gilberto.