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Em defesa da educação

 

O Brasil voltou a sentir ontem a forte presença do povo nas ruas. De forma pacata, em alguns casos até bem humorada, estudantes de todo o país ocuparam ruas, praças e avenidas para protestar contra o corte nas verbas para a educação. Só nas universidades federais, o corte anunciado foi de 30% nas despesas discricionárias. As manifestações populares são autênticas, legítimas e necessárias.

O Brasil patina nos índices de educação avaliados por todos os testes nacionais e internacionais. Fala-se muito nos 13 milhões de desempregados e na recessão econômica, mas, quase sempre, se esquece de incluir a educação no debate econômico, o que é um erro. As nações desenvolvidas são também aquelas com melhor desempenho na área da educação.

Uma população com bom nível de instrução, qualificada profissionalmente, capaz de pensar e propor solluções tem muito mais chances de se desenvolver. Basta conversar com setores da indústria e serviços para ouvir deles a dificuldade em contratar mão de obra especializada. As mentes que pensam, e são estimuladas a isso nas universidades, realizam pesquisas que induzem ao crescimento do país. Portanto, de todos os setores para passar a tesoura na hora do ajuste, a educação deveria ser o último.

A  maneira desrespeitosa como o presidente Bolsonaro se referiu às manifestações de ontem só mostram o desprezo que ele tem pela área e em nada contribui para o Brasil de prosperidade com que todos sonhamos. Se o presidente admira tanto os Estados Unidos como diz,  deveria observar, e copiar, como eles tratam a educação e estimulam os jovens a avançar nos estudos e nas  pesquisas científicas. 

O velho golpe contra aposentados

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO, com o apoio das polícias civil e militar, começou a trabalhar cedo nesta quinta-feira. Junto com a Promotoria de Justiça de São Raimundo Nonato, no sul do estado, eles deram cumprimento a  31 mandados de busca e apreensão nos estados do Piauí e da Bahia.

As ações fazem parte da Operação Coiote, que apura as atividades de uma organização criminosa que vinha atuando em São Raimundo Nonato, aplicando golpes em aposentados e contra as instituições bancárias. Um golpe antigo que sempre se renova para lesar os velhinhos.

A quadrilha, pelo visto, era grande e bem articulada, com ramificações em dois estados. Mas o Ministério Público conseguiu descobrir o esquema e atuou firmemente, junto com a polícia. A primeira parte foi feita. Agora, é responsabilidade da justiça aplicar uma punição rigorosa aos criminosos que se aproveitam da ingenuidade dos aposentados, especialmente nas pequenas cidades, para roubar o pouco que recebem para a sobrevivência. Não se trata, pois, apenas de um crime financeiro, mas de uma desumanidade sem tamanho.