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Correios fecham 3 agências em Teresina

Em um passado não muito distante, os Correios já foram considerados a empresa de maior credibilidade no Brasil. Eram a certeza da entrega eficiente, seja da carta ou da mercadoria. Acabaram-se as cartas e a respeitabilidade da empresa. O escândalo do mensalão, revelado em maio de 2005, veio à tona justamente pela divulgação de um vídeo em que era registrado o pagamento de propina, em espécie, a um alto funcionário dos Correios, reduto do PTB do então deputado Roberto Jefferson.

Desmontava-se ali um castelo de cartas sustentadas por propinas e negócios escusos, arrastando junto parte da reputação dos Correios. O aparelhamento político da empresa foi um desastre, fazendo com que a propagada eficiência dos seus serviços desse lugar a operações lentas e inseguras, marcadas por sucessivas greves dos carteiros.

Para completar, a própria evolução da tecnologia de informação trouxe para o cotidiano das pessoas o e-mail, o whatsApp o Facetime e todos os outros aplicativos que permitem uma comunicação instantânea e eficiente, independente da distância em que se encontrem emissor e receptor. Foi mais um golpe nos Correios.

Desidratado e desacreditado, resta aos Correios o enxugamento da sua máquina, o que se vê agora. Ontem, a empresa anunciou o fechamento de mais 161 agências próprias até o dia 5 de julho, sendo que três delas encontram-se em Teresina: uma situada no Shopping da Cidade, outra na Agência Central e a terceira no Teresina Shopping. Os funcionários dessas agências serão remanejados para outros postos ou poderão optar pelo reenquadramento da atividade. Com o aperto no orçamento do governo federal, as empresas estão tendo que cortar na própria carne. E as que não mostram resultados positivos são as mais atingidas.