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O drama dos refugiados é nosso também

O drama dos refugiados venezuelanos, em fuga desesperada da miséria em que se encontra aquele país, só aumenta. Agora, eles desembarcam em Teresina em caravanas cada vez maiores. Até chegarem aqui, já enfrentaram uma longa jornada, passando pelos estados de Roraima, Pará e Maranhão. Chegam, portanto, exaustos e debilitados física e psicologicamente.

O poder público ainda está atônito, preocupado em como lidar com uma situação que exige uma ação humanitária, mas que, ao mesmo tempo, é difícil de ser resolvida. Não há como saber quantos mais virão para cá em busca de alimento, casa e trabalho. A Fundação Municipal de Saúde e a Secretaria de Assistência Social estão acompanhando os que já se encontram aqui, em número próximo de cem. Muitos deles estão com a carteira de vacinação atrasada.

Teresina não tem capacidade para absorver um sem número de refugiados, proporcionando habitação, saúde e emprego a todos eles. Mas também não pode simplesmente virar as costas e permitir que essas pessoas morram à míngua, sem qualquer tipo de assistência. É um desafio e tanto imposto à atual administração.

Quem deixa sua terra, história, casa, família e amigos, e parte sem qualquer expectativa com relação ao que vai encontrar pela frente, o faz por absoluto desespero. Depois de perder tudo o que tinham, buscam recuperar a dignidade que ficou para trás e recomeçar outra vez em terras estrangeiras. O que a ditadura da Venezuela fez com a população daquele país é absolutamente desumano. E, ao que parece, sem solução a curto prazo.