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Por que ir ao Salipi

Só a leitura nos salva. Em tempos difíceis, em que armas são apontadas como solução, um punhado de professores e escritores planta a semente da paz a partir dos livros. Estes, sim, são a mais poderosa arma contra a ignorância que mata tanto quanto a bala disparada dos revólveres.

O Salão do Livro do Piauí, que será aberto hoje à noite no Espaço Rosa dos Ventos da Universidade Federal do Piauí, completa este ano 17 edições bem sucedidas de um evento de promoção da literatura e discussões sobre a língua portuguesa. Apesar de todas as dificuldades para a realização do evento, sobretudo de ordem financeira, a Fundação Quixote, responsável por sua organização, não desiste.

A cada ano, o Salão homenageia um escritor. Este ano, a homenageada é a professora Cecília Mendes, articulista da Revista Cidade Verde. Além da feira de livros, o evento promove ainda exposições artísticas e shows musicais. O cantor e compositor Geraldo Azevedo fará o show de encerramento do Salipi  no próximo fim de semana.

Ao longo de dez dias, os visitantes poderão percorrer os 80 stands de livros, contendo as novidades do mercado editorial, e assistir às palestras e bate-papos literários com nomes como os dos jornalistas Francisco José, da Rede Globo, Xico Sá, ou ainda das escritoras Paula Pimenta e Débora Aladim, além do cordelista Braulio Bessa, só para citar alguns.

É, sem dúvida, uma das melhores programações do calendário permanente de Teresina. Um sopro de sanidade que inspira e estimula os leitores a se deliciarem com o prazer de saborear um bom livro, iluminando as trevas da ignorância. Com livros, abrem-se a mente, as ideias, o coração. Com livros, e não com armas, constrói-se uma nação.