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O jogo da educação será sempre mais vantajoso

Há décadas patinando em uma vergonhosa posição no ranking que avalia o desempenho escolar dos seus alunos, o Brasil ainda está longe de apresentar uma proposta consistente para alavancar a educação no país, o que o colocaria em condições de competitividade no mercado global. Dados do próprio Inep/MEC mostram que de cada 100 alunos  que entram na escola apenas 64 concluem o ensino médio. Destes, 29,1% apresentam um português adequado e somente 9,1% obtêm aprendizado adequado em matemática.

Mas isso não parece preocupar o parlamento brasileiro, muito mais interessado em legalizar o jogo no país. Sondagem realizada pela Paraná Pesquisas aponta que 52,1% dos deputados entrevistados são favoráveis à aprovação da matéria; 40,8% são contra; outros 7,1% ainda estão indecisos. Para aprovar o projeto de lei sobre o assunto basta a maioria simples ou 257 votos.

Os entusiastas da matéria dizem que a legalização do jogo pode render R$ 20 bilhões por ano em impostos, mas esquecem de levantar uma série de outras questões que estão por trás dos jogos, como lavagem de dinheiro, aumento da dependência do vício e outros efeitos colaterais que costumam vir associado ao jogo, como prostituição e tráfico de drogas.

Como há argumentos contra e a favor da matéria, o ideal é que ela não seja aprovada de afogadilho, mas que passe, antes da sua votação, por uma rigorosa discussão, ouvindo diferentes segmentos da sociedade. Precisamos crescer, sim, mas que seja um crescimento saudável, sólido, sustentado em um projeto duradouro e virtuoso. Nesse sentido, nenhum outro é melhor do que investir em educação