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Venezuelanos se multiplicam pelas esquinas

Nos últimos dias, os cruzamentos de Teresina foram tomados por indígenas vindos da Venezuela, pedindo esmolas com crianças no colo. A cena chama atenção, até mesmo pelo tipo físico diferente, as roupas coloridas e a língua falada por eles. A comoção criada pela imagem dos pedintes levou muitos teresinenses a fazerem  doações em dinheiro, sensibilizados com a crise econômica em que se encontra o país vizinho.

Ontem, circulou uma mensagem no aplicativo WhatsApp, de uma suposta funcionária da Prefeitura de Teresina, dizendo que eles estão sendo assistidos e que o dinheiro arrecadado nos semáforos serviria para o consumo de bebidas alcoólicas. Há meia verdade nessa mensagem.

De fato, a Prefeitura está dando assistência social a esses imigrantes, com cestas básicas e produtos de higiene. Também é verdade que, no começo, os servidores municipais foram rechaçados ao chegarem aos abrigos, especialmente os profissionais da área da saúde. Há que se  levar em conta que a rejeição inicial deve-se, em parte, pela diferença cultural. Como povos indígenas, os costumes deles são distintos dos nossos, inclusive os hábitos alimentares.

Em conversa com o Secretário de Assistência Social, Samuel Silveira, no entanto, ele explicou que a posição da Prefeitura é de acolhimento e que a assistência vem sendo mantida, sem problemas, até porque, acredita o secretário, essa situação é temporária. O dinheiro que os imigrantes arrecadam nos sinais, segundo ele, serviria para trazer mais venezuelanos ou para ajudar os que já estão aqui a seguirem viagem para outro destino.

A presença de crianças em situação de mendicância é proibida por Lei aqui no Brasil. E, embora sejam pessoas de outro país, em solo brasileiro, devem submeter-se às nossas leis. Com isso, o secretário reforça o pedido para que não seja dada esmola a quem estiver com criança no colo. Atualmente, já chega a 200 o número de venezuelanos na capital piauiense. Uma situação indefinida e complexa, que não se pode prever até onde pode ir.