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Piauí pode ganhar novo fôlego financeiro no segundo semestre

Sufocado em meio a uma das maiores crises financeiras, o Piauí pode ter um suspiro neste segundo semestre por conta de decisões judiciais que determinam a liberação de recursos para o Estado e que podem fazer a diferença quando o caixa do governo já se encontra próximo do volume morto.

A primeira boa notícia veio da decisão do desembargador federal do Piauí, Kássio Marques, do  Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que derrubou a liminar da 5ª Vara da Justiça Federal do Piauí e autorizou a Caixa Econômica Federal  a liberar R$ 293 milhões do Fundo de Financiamento à Infraestrutura e Saneamento ( Finisa). É um dinheiro para ser aplicado em obras de mobilidade urbana por todo o estado. A demora na liberação da segunda parcela do Finisa deu-se em razão de falhas na prestação de contas da primeira parcela do mesmo financiamento. De acordo com o desembargador, as falhas já foram sanadas e, portanto, o Piauí está apto a receber o novo repasse.

A outra esperança do governo está na liberação de R$ 1,5 bilhão, referente às perdas sofridas pelo Piauí no repasse do extinto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério ( Fundef). A ação, segundo o governador Wellington Dias, já foi julgada no Supremo Tribunal Federal por unanimidade e agora foi autorizada também pelo TRF. Assim como o Finisa, o Fundef é conta carimbada e seus recursos devem ser aplicados, exclusivamente, na educação.

Com a chegada desses recursos, o governo poderá retomar obras em todo o estado, contratando mão de obra e movimentando a economia que encontra-se praticamente estagnada. É um sopro de esperança na aridez das finanças estaduais.