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Total de empresas no país recua ao de uma década atrás.

O tamanho da crise econômica que se instalou no país desde 2014 pode ser avaliado pelos dados divulgados pelo Cadastro Central de Empresas  do IBGE. No ano de 2017 o país registrava um total de 5 milhões de empresas, um resultado comparável ao de 2010, quando havia 5,1 milhões de empresas. Ou seja, em vez de avançarmos, andamos para trás.

2014 foi o pior ano para a atividade econômica, quando o número de empresas recuou 74,2 mil e a população assalariada diminuiu 3,2 milhões; em 2015 houve uma ligeira recuperação, voltando a cair nos dois anos seguintes.

Outro fator que pode ser constatado é a concentração de grandes empresas, o que é uma característica de períodos de crise. As pequenas empresas, geralmente, não conseguem se manter diante das grandes companhias, que acabam dominando o mercado. São elas que, embora em menor número, detêm o maior número de empregados.

A boa notícia é que o número de empregados com nível superior  cresceu 14 vezes mais que o dos que não possuem curso superior, mostrando uma melhoria na qualificação dos contratados, com o consequente aumento no nível salarial. Os salários de quem cursou a graduação é quase três vezes maior do que o de quem não concluiu o terceiro grau. Em 2009 eram apenas 6,6 milhões de assalariados com nível superior; em 2017, esse número passou para 10,2.

Mas, como avaliam os analistas, o país ainda está longe de recuperar o crescimento desejado e, para que isso aconteça, é necessário remover alguns entraves de ordem burocrática, política e tributária.Os empresários estão fazendo a sua parte; que o governo, pelo menos, não atrapalhe.