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Governador tenta mais uma cartada para aumentar receita do Estado

O governador Wellington Dias está novamente em Brasília para tentar encontrar, junto com outros governadores, alternativas para aumentar a receita estadual. Ontem, ele participou de uma reunião na casa do presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre, na esperança de encontrar uma solução para o problema financeiro,  antes mesmo do recesso parlamentar, o que é pouco provável.

Na pauta da reunião também constava a retenção de repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), apesar do crescimento na arrecadação do país. Os governadores já pensam, inclusive, em levar o problema ao Supremo Tribunal Federal.  “Provavelmente, teremos que voltar ao Supremo e cobrar agora uma medida mais enérgica”, desabou Wellington Dias.

Ele tem motivos para estar preocupado e batendo à porta de todas as possibilidades para incrementar a receita do Estado. A inclusão dos Estados e municípios no projeto de Reforma da Previdência é apenas uma das estratégias, indispensável, é verdade. Mas só ela não basta para resolver a crise financeira em que se encontra o Piauí, com atraso no pagamento de fornecedores e terceirizados e sem recursos para investir em novas obras. A grande esperança se acendeu com a liberação da segunda parcela do Finisa, que deve injetar cerca de R$ 300 milhões na economia do Estado.

O governador precisa entender, no entanto, que não basta aumentar a receita. É fundamental cortar despesas, e não é isso que vem acontecendo por aqui. Para acomodar todos os políticos que lhe dão sustentação, o governador continua convocando suplentes na Assembleia, embora tenha prometido ao final do processo eleitoral do ano passado que não iria repetir essa prática no quarto mandato. O tamanho da máquina continua enorme e com sobreposição de funções. Dessa forma, fica difícil atingir o equilíbrio fiscal.