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Semana decisiva em Brasília

A proposta da Reforma da Previdência entregue pelo governo ao Congresso em 20 de fevereiro, finalmente, vai a votação esta semana. Depois de aprovado na Comissão Especial, o projeto chega agora ao plenário com previsão de votação em primeiro turno amanhã à noite e, em segundo turno, até sexta-feira desta semana.

Por enquanto, pelas projeções do governo, o placar está favorável à aprovação. Para isso, são necessários 308 votos. Pelo menos, 268 já se manifestaram a favor, embora alguns defendam ainda algumas mudanças no texto original; 105 são contra; e 140, estão entre os indefinidos. A maior preocupação agora é com a votação dos destaques, o que permitiria incluir regras mais brandas para algumas categorias profissionais, entre elas as dos profissionais de segurança pública, que têm feito pressão diária junto aos parlamentares.

O próprio partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL, é simpático à ideia de conceder regras especiais aos policiais. Mas a equipe econômica do governo teme que a concessão aos policiais acabe por abrir brecha para outras categorias profissionais, com um risco de prejuízo de R$ 933,9 bilhões nas contas da previdência nos próximos dez anos.

Brasília deve ferver, portanto, até sexta-feira. Com pressões das categorias profissionais de um lado e as do governo, de outro, os congressistas estão no meio dessa cruzada com a responsabilidade de aprovar uma matéria fundamental para a retomada do crescimento do país. A própria população, antes refratária à ideia, já aprova a reforma, por compreender a sua importância para o equilíbrio das contas públicas. É hora de deixar as paixões políticas de lado e pensar um pouco no futuro do Brasil.