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Quarta decisiva na Câmara Federal

O projeto de reforma da Previdência passou no primeiro teste da Câmara, ao ter o encerramento, que consiste na fase de discussão, aprovado por 353 votos contra 118 na noite de ontem e madrugada de hoje. Nesta quarta-feira, o presidente da casa, deputado Rodrigo Maia, coloca o texto-base em votação e acredita ter votos suficientes para sua aprovação nos dois turnos.

Restam alguns pontos polêmicos, como a inclusão dos estados e municípios na reforma. Mas tudo leva a crer que os deputados entrarão em recesso, no próximo dia 18, já com o projeto aprovado, que segue, então, para duas votações no Senado, por tratar-se de uma emenda à Constituição. Na Câmara, são necessários 308 votos dos 513 existentes na casa.

O triste nessa história toda foi ver o esforço da oposição em barrar, de todo jeito, o andamento do processo, com o chamado “kit obstrução”. Não há um projeto alternativo viável, apenas o propósito de obstruir por tratar-se de um projeto do governo. Ora, não precisa ser eleitor de Bolsonaro, muito menos apoiar o seu governo, mas faz-se necessário um mínimo de responsabilidade com o país, que não pode mais continuar em compasso de espera até que a reforma seja aprovada para que a economia volte a deslanchar. Por enquanto, os investimentos estão todos parados, aguardando o desfecho da votação no Congresso. Até mesmo a população, antes reticente, convenceu-se de que a reforma é necessária.No entanto, um grupo de parlamentares insiste em fazer a oposição burra, do quanto pior melhor. Nesse caso, o quanto pior é pior para todo mundo.