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O jogo começa a virar

A vitória foi além do esperado. 379 votos a favor e 131 contra a Reforma da Previdência na votação em primeiro turno, ontem, na Câmara dos Deputados. Uma articulação bem feita pelo presidente da casa, deputado Rodrigo Maia. A simples expectativa da aprovação fez com que o dólar caísse e o índice da Bolsa subisse. A revista Forbes anunciou que o Brasil está de volta ao jogo.

Os cálculos mostram que não havia outra saída. A redução na taxa de natalidade e o aumento na expectativa de vida fizeram com que menos gente contribuísse para que mais pessoas recebessem o benefício da previdência. Diante dessa realidade, era inevitável uma reforma. O discurso da oposição de que a nova previdência prejudica os pobres é um desses engodos para enganar quem não faz cálculos. Os maiores beneficiados pelo antigo sistema são justamente os que ganham mais. Eles descontavam 11% do seu salário durante 20 anos e o recebiam na integralidade ( R$ 20 mil, R$ 25 mil, R$ 30 mil) até o fim da vida, que hoje chega facilmente aos 90, especialmente entre os bem nascidos.

Atualmente, as pessoas chegam aos 60 anos de idade cheias de vigor e no auge da sua capacidade intelectual. Não tem sentido pararem de trabalhar quando poderiam estar contribuindo com a soma do conhecimento e das experiências acumuladas ao longo da vida. Por isso mesmo, a maior ameaça à reforma está na manutenção dos privilégios de algumas categorias.

Dos deputados federais piauienses, apenas dois votaram contra o projeto: o deputado Assis Carvalho e a deputada Rejane Dias, ambos do PT. Esse placar torna mais difícil a situação do governador Wellington Dias junto ao Planalto, justo em um momento em que o Pìauí está precisando, e muito,  do aporte de recursos da União.