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Até onde o fanatismo pode levar

 

O filme Atentado ao Hotel Taj Mahal, em cartaz nos cinemas, mostra até onde pode levar o fanatismo, no caso, o religioso. Jovens mulçumanos, sem sequer entender direito o que estão fazendo, cometem uma série de atentados em Mumbai, centro financeiro da Índia. Foram vários ataques coordenados, causando cerca de 200 mortes, de forma brutal.

Os terroristas, todos bem jovens, são visivelmente alienados e induzidos a entregarem a própria vida com a promessa de receberem o paraíso pela intercessão de Alá. Recebem ordens em tempo real pelo fone de ouvido e são submetidos a uma verdadeira lavagem cerebral, o que explica o comportamento extremamente agressivo e sem compaixão para com as vítimas que encontram pelo caminho.

O filme é baseado em fatos reais, acontecidos em novembro de 2008. Um massacre que durou mais de 60 horas e foi transmitido pelos principais veículos de comunicação do mundo. Depois desse episódio, a Índia investiu em equipamentos de defesa e segurança para tentar se proteger de novos ataques. Fato é que ninguém está a salvo de ataques terroristas.

Tão perigoso quanto o fanatismo religioso é o político, que cega os seus seguidores e os leva a praticarem atos insanos, até mesmo violentos. Basta dar uma olhada nas redes sociais, a nova arena onde leões virtuais de digladiam ferozmente para atacar ou defender políticos, de acordo com suas preferências pessoais. Não sabem eles que os inimigos políticos de hoje podem estar abraçados amanhã, de acordo com suas conveniências partidárias. E que a política deve ser vista à luz da ração, nunca da emoção.