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Governo estuda pedir novo empréstimo

Mal o governo do Estado conseguiu autorização da Assembleia Legislativa para contrair um empréstimo no valor de R$ 1,5 bilhão e já estuda o pedido de um novo financiamento para o próximo mês de agosto. Desta vez, o governo tentará uma operação de crédito por meio do Plano Mansueto, que ainda precisa ser aprovado pela Câmara Federal. O Plano Mansueto estabelece a possibilidade de linhas de crédito para estados que adotarem medidas de ajuste fiscal, como a utilização dos recursos para a quitação de dívidas.

O Estado acabou de receber mais uma parcela do FINISA, que tem recursos carimbados para serem aplicados em obras de infraestrutura. Somando-se os empréstimos já concedidos, o percentual da dívida consolidada em relação à Receita Corrente Líquida piauiense chegou ao 67,63% no ano passado.

A situação financeira do Piauí não é nada boa. Depois de antecipar todas as receitas possíveis, o estado não tem mais de onde tirar dinheiro. Já encaminhou à Assembleia o projeto para venda de cerca de 60 imóveis, a maioria na zona urbana, a exemplo da antiga sede do Banco do Estado do Piauí.

O secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, diz que o Estado fez uma série de reformas e redução de contratos que devem levar a uma economia de R$ 300 milhões ao final deste ano. É muito pouco diante do imenso déficit em que se encontram as contas públicas. A reforma na máquina administrativa precisa ser bem mais profunda, com corte no número de órgãos e secretarias, especialmente os que têm duplicidade de função, e, também, no número de suplentes convocados para a Assembleia, que já chega a seis.