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Como o Japão contém a pandemia sem fechar a economia

Leio artigo na BBC de Portugal sobre a estratégia do Japão no enfrentamento à pandemia da Covid-19. Diferente dos outros países, o Japão entendeu que não iria adotar o comportamento de fechar a economia para conter a expansão do novo coronavírus porque, tão logo a reabrisse, o vírus voltaria a circular da mesma forma.

E o que fez o governo japonês? Ensinou a população a conviver com o vírus de uma forma cuidadosa, afastando os riscos de contaminação. Para isso determinou que ninguém deixasse de usar a máscara, sob hipótese alguma, não se promovesse aglomerações e, em locais públicos como bares e restaurantes, os japoneses evitassem conversar e, quando o fizessem, usassem um baixo tom de voz para não espalhar gotículas de saliva.

Assim, a economia vai sendo tocada e as pessoas vão vivendo dentro do possível. E por que lá essa medida funciona? Porque as pessoas são conscientes, responsáveis e obedecem as determinações. O japonês não tem a cultura da transgressão. Ele não quer ser visto como o culpado pelo problema.

Essa estratégia jamais daria certo no Brasil porque aqui as pessoas se orgulham de burlar as leis, de passar por cima das regras, de desrespeitar os códigos. E o mau exemplo começa de cima, com desembargadores rasgando multa na cara do guarda que a aplica, no estrito cumprimento do seu dever. Jovens brasileiros, endinheirados ou não, promovem festas de toda natureza, com as pessoas sem máscaras, dançando e cantando bem próximas umas das outras. E, não só não se envergonham de um comportamento irresponsável durante a pandemia, como ainda exibem fotos nas suas redes sociais. É por isso que a educação é e sempre será o melhor investimento em qualquer nação que pretenda subir ao pódio do primeiro mundo.

Teresina recebe mais 14 pacientes vindos de Manaus

Nesta madrugada, Teresina recebeu mais 14 pacientes vindos de Manaus para se tratar da Covid-19 no Hospital Universitário. São 11 homens e 3 mulheres, sendo que um dos pacientes é piauiense de São Miguel do Tapuio. Eles têm entre 32 e 70 anos de idade e todos apresentam algum tipo de comorbidade. Segundo informações do superintendente do Hospital, Dr. Paulo Márcio, que os recepcionou pessoalmente, 8 pacientes chegaram com quadro estável. Seis deles, no entanto estão instáveis.

Na sexta-feira passada, os cinco primeiros pacientes do Amazonas que receberam alta foram mandados de volta para casa. Ainda restam quatro que vieram no primeiro voo. A direção do Hospital garante que o recebimento dos pacientes vindo do Estado do Amazonas não compromete a capacidade de atendimento dos pacientes do Piauí.

A saúde pública de Manaus entrou em colapso, sem leitos para receber os pacientes, que se amontoam nas portas dos hospitais ou dentro das ambulâncias – e o pior – sem oxigênio. Muitos já morreram asfixiados, sem conseguir respirar. Médicos amazonenses relatam que foram obrigados a dar morfina aos pacientes para que eles sofressem menos pela morte por asfixia. Um drama sem precedentes, causado pela falta de planejamento para socorrer essas pessoas.

A saída tem sido enviar doentes para outros Estados, a fim de evitar que eles morram à míngua. O colapso se repete agora em Rondônia, cujo governo já anunciou que também vai transferir para outros estados pacientes que se encontram hoje em fila de espera.

Os fura-fila merecem ser punidos exemplarmente

O desrespeito às prioridades estabelecidas para a vacinação contra a Covid-19 não é só irregular, é imoral e até mesmo desumano. Enquanto centenas de profissionais de saúde se expõem diariamente em clínicas e hospitais com alto risco de contágio, espertalhões que não pertencem a esse meio dão um jeito de passar a perna nos outros e receber a vacina antes de todo mundo. É a velha mania de se dar bem a qualquer custo que ainda existe no Brasil.

Interessante notar que muitos dos que estão hoje atravessando o que determina a diretriz do Ministério da Saúde são negacionistas que até ontem debochavam da pandemia e até mesmo da coronavac, por sua origem chinesa, como se o princípio ativo ( IFA) de boa parte das vacinas, inclusive a de Oxford/Astrazeneca, não viesse de lá.

São pessoas sem senso de cidadania e respeito ao coletivo. Os profissionais de saúde não apenas colocam suas vidas em risco para salvar os outros como exercem um trabalho fundamental nesse contexto. Todos eles já estão cansados por quase um ano de atuação em condições adversas. Muitos adoeceram e outros tantos já morreram. Se continuarmos a perder profissionais de saúde para a Covid-19, quem irá tratar os pacientes que não param de chegar aos hospitais?

O Brasil não se preparou para vacinar sua população. O Ministério da Saúde não desenvolveu uma estratégia de compra antecipada, como fizeram outros países. Agora, corre atrás de doses minguadas para uma população gigantesca de 210 milhões de habitantes. É preciso que haja consciência para respeitar que as pouquíssimas doses disponíveis sejam destinadas a quem mais precisa neste momento.

 

HU dá alta a mais três pacientes de Manaus

Foto: Arquivo Cidadeverde.com

O Hospital Universitário dará alta, ainda na manhã de hoje, a mais três pacientes oriundos de Manaus que vieram para Teresina em busca de tratamento para a Covid-19, depois que a saúde do Amazonas entrou em colapso, com falta de leitos e de oxigênio. Ao todo, nove pacientes desembarcaram no Piauí, na última sexta-feira, em um avião da Força Aérea Brasileira.

Ontem de manhã, duas mulheres receberam alta e já se encontram em um flat de Teresina, aguardando que a Superintendência do Ministério da Saúde providencie a viagem de volta para casa. Os pacientes que deixarão o hospital hoje, já curados da Covid-19, são Danilo Moura de Araújo, 30 anos; Leonardo Rafael Perez Cova, 46; e Francinete Binda Dutra, 57.

Restam ainda quatro pacientes internados, mas todos com quadro estável e recebendo todo o suporte necessário para o tratamento da doença. O superintendente do Hospital Universitário, Dr. Paulo Márcio, o primeiro a se dispor a receber os brasileiros vindo do Amazonas, disponibilizou até mesmo um tablet para cada leito, a fim de que os pacientes pudessem se comunicar diariamente com suas famílias. Mais que um compromisso com a saúde, um gesto de sensibilidade em um momento tão difícil para quem foi obrigado a deixar sua terra natal, sem nem mesmo tempo para se despedir dos parentes.

 

Bandidos usam vacina para aplicar golpe por aplicativo

A vacina contra a Covid-19 tornou-se isca para o mais novo golpe aplicado por bandidos por meio de aplicativos. Pessoas inescrupulosas ligam para o celular da vítima dizendo que irão agendar a sua vacinação. Para isso, solicitam dados pessoais e acabam por clonar o aplicativo de mensagens. Não caiam nessa. É GOLPE!

O próprio Ministério da Saúde já emitiu nota esclarecendo que não está ligando para ninguém para agendar vacina. Até mesmo porque nem há vacinas disponíveis no momento. Quando houver, elas serão disponibilizadas de acordo com o calendário de fases já amplamente divulgado.

O Ministério lembra ainda que o cidadão não precisa de cadastro prévio no posto de saúde, nem no aplicativo Conecte SUS Cidadão. Este aplicativo é só para facilitar a identificação no momento de tomar a vacina. Se você tiver o cartão do SUS, deve levar ao posto, mas também não é obrigatório.

Quando chegarem novas doses da vacina contra a Covid-19, os meios de comunicação irão divulgar e dar publicidade ao calendário. O brasileiro não merece ser vítima de mais esse golpe em um momento já tão doloroso por causa de uma pandemia que ceifou mais de 200 mil vidas em todo o país. Portanto, não passem seus dados pessoais em ligações para agendamento de vacina. Isso não existe.

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