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Força Tarefa e OAB-PI se unem para fiscalizar processo eleitoral

A Força Tarefa Popular, coordenada pelo advogado Arimateia Dantas, está de volta para fiscalizar a transparência do pleito municipal no próximo mês de novembro. O movimento está em campo com a campanha “Compromisso Eleitoral com a Transparência e Participação Popular para o Controle e Combate à Corrupção”.

A proposta é estimular a sociedade civil a fiscalizar e denunciar atos ilícitos durante o período da campanha eleitoral e, também, no dia da votação. As marchas organizadas pela Força Tarefa percorrem os municípios piauienses orientando a população e pedindo que ela participe ativamente para evitar a corrupção eleitoral.

A OAB-PI está apoiando a Força Tarefa e vai promover um debate com entidades da sociedade civil organizada, instituições públicas e privadas na próxima sexta-feira, 30, às 9h, na sede da OAB para discutir estratégias de controle popular sobre o processo eleitoral, a fim de garantir eleições limpas para a escolha dos próximos dirigentes e legisladores municipais.

 

Segunda onda da Covid-19 ameaça Europa

Em março deste ano, o mundo assistiu, atônito, à pandemia do novo coronavírus se espalhar pelos países europeus, levando ao fechamento completo –  o lockdown – de cidades turísticas onde costumava haver um movimento intenso de pessoas nas ruas, parques, bares e restaurantes. Ainda hoje, ecoa na memória as imagens dos caixões empilhados no norte da Itália ou na Espanha. Inesquecível também é a imagem do Papa Francisco caminhando solitário na Praça de São Pedro, em plena Semana Santa, o ponto alto das celebrações católicas.

Aos poucos, a rotina parecia ter voltado ao normal com o controle do número de novos casos da doença. Lojas, museus, escolas e restaurantes começaram a abrir, o que coincidiu com o verão europeu e as pessoas voltaram às ruas em busca de sol e liberdade.

Mas agora a Europa vive o pesadelo temido pelos infectologistas, com a chegada da segunda onda da doença. A Itália voltou a decretar medidas rígidas, como horário determinado para fechamento de bares e restaurantes. Países como a França, a Espanha e Portugal também já impõem medidas restritivas aos seus moradores diante do avanço da doença.

Não se sabe ainda se é uma nova cepa do vírus que está em circulação ou se é a mesma que apenas aguardava o afrouxamento das regras de distanciamento social para se alastrar outra vez de forma oportunistas. Do primeiro semestre para cá, os médicos já aprenderam muito sobre as formas de tratamento da Covid-19, mas ela continua a ser letal. E até que a vacina, ou as vacinas em estudo, seja aprovada, a população terá que conviver com as medidas de proteção aprendidas na fase mais crítica da pandemia

No Brasil, o estado do Amazonas apresenta um recrudescimento da doença que preocupa as autoridades médicas, como uma possível segunda onda. É bom os demais estados colocarem as barbas de molho e se anteciparem ao problema para que não aconteça o mesmo no restante do país.

Vacina de Oxford apresenta resultados positivos entre idosos

A semana começa com uma notícia promissora vinda do Reino Unido. A vacina contra Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica sueca AstraZeneca, mostrou resultados positivos na imunidade de idosos e adultos jovens. Os idosos, como se sabe, constituem grupo de risco para a doença. Portanto, uma resposta de imunização satisfatória nessa faixa etária anima bastante não só os pesquisadores como a população do mundo inteiro.

Os resultados da fase 2 da pesquisa que levaram a essa conclusão já foram comunicados à Organização Mundial da Saúde – OMS – e devem ser publicados brevemente nas revistas científicas. Os testes realizados até agora ainda não são comprobatórios de total segurança e eficácia, mas os primeiros resultados são promissores até o momento.

Assim que for aprovada, a vacina será destinada prioritariamente aos profissionais de saúde e idosos (pessoas acima de 65 anos), uma população calculada em 5,4 bilhões de pessoas. Serão necessárias duas doses da vacina para que haja a imunização. Por isso mesmo, a OMS acha que a vacinação em massa da população contra a Covid-19 só acontecerá em 2022.

Mas só em saber que já no próximo ano os primeiros grupos começarão a ser vacinados já é um alento, porque, com isso,  vai aumentando a imunidade global e restringindo a circulação do vírus.

A 25ª Caminhada da Fraternidade acontece amanhã de um jeito diferente

No ano em que comemora 25 anos, a Caminhada da Fraternidade se reinventa e se apresenta em formato diferente. Os organizadores estavam programando um grande evento para comemorar o jubileu de prata da maior manifestação pública de solidariedade em Teresina. Mas a pandemia do novo coronavírus mudou os planos e a Caminhada acontecerá agora sem passos pelas ruas, sem a multidão que costuma percorrer as principais avenidas da cidade, mas com o mesmo entusiasmo e motivação.

A 25ª Caminhada da Fraternidade será realizada amanhã, a partir das 17h, por meio de uma live solidária, com a presença do grupo Melhor de Três, formado pelo humorista João Cláudio Moreno e os cantores Flávio Moura e Soraya Castelo Branco, acompanhados pelo maestro Luciano e banda. As pessoas poderão acompanhar pelo canal youtube “Em Tuas Mãos” e pelas TVs Assembleia e Antares.

Ao longo da programação, as pessoas irão assistir a vídeos e depoimentos das entidades beneficiadas com os recursos arrecadados pela Caminhada. Na tela, estará visível um leitor de QR Code para que os telespectadores apontem a câmera do celular e possam fazer suas doações.

Quem preferir, já pode antecipar a sua doação desde já por meio da conta bancária do Banco do Brasil, Agência 3178-X, Conta Corrente: 33.003-5. Qualquer doação é bem-vinda.

Durante os últimos 24 anos, a Caminhada da Fraternidade sustentou o Lar da Fraternidade, que abrigava pacientes portadores do vírus HIV. Como a procura dos pacientes foi caindo gradativamente porque eles passaram a receber o coquetel de medicamentos  e fazer o tratamento em casa, o Lar da Fraternidade perdeu a razão de continuar existindo com essa função e hoje abriga os idosos de Teresina em tratamento da Covid-19.

Mas a Caminhada continua a ajudar outras casas não menos importantes, a exemplo do Lar de Misericórdia, que recebe pacientes com câncer que vêm a Teresina em busca de atendimento médico, ou o Centro Maria Imaculada, referência no atendimento a pacientes com hanseníase. A missão da Caminhada é acolher e proteger os mais fracos e necessitados. Por isso, precisa tanto da solidariedade de todos e de cada um. E se os pés não poderão caminhar juntos este ano, o coração irá bater no mesmo compasso, porque como diz o tema de 2020: ComPaixão – o coração junta essas palavras.

Eventos políticos agravam a disseminação do novo coronavírus

O Piauí ainda não está em situação confortável com relação à Covid-19. Embora tenha voltado para o quadro de estabilidade, o número de novos casos da doença permanece alto. Ontem, o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado fechou com 108.346 casos e 2.322 mortes provocadas pela doença.

Além das aglomerações promovidas por festas particulares e bares, um outro foco de concentração humana preocupa agora os infectologistas: são as reuniões políticas. A eleição municipal é sempre muito disputada porque os candidatos encontram-se mais próximos dos eleitores. E a pandemia não foi capaz de suspender os eventos que reúnem grande quantidade de pessoas.

Em algumas situações, até se vê o uso de máscaras por parte dos frequentadores. Mas os vídeos de reuniões – especialmente no interior – com multidões reunidas, como se não estivéssemos atravessando uma calamidade pública na saúde, são impressionantes.

Em alguns municípios, o Ministério Público do Estado conseguiu firmar acordos para suspender esse tipo de evento. Mas, de modo geral, eles seguem a todo vapor, multiplicando-se tanto quanto o vírus, que tem especial predileção por lugares lotados.

A campanha eleitoral não pode passar por cima dos cuidados sanitários com a prevenção contra o novo coronavírus. E os candidatos precisam entender que se os eleitores adoecerem – e pior – vierem a morrer, não poderão votar no dia 15.

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