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Natal ilumina e revitaliza o centro de Teresina

Em várias cidades do Brasil e do mundo, o Natal tem um significado especial que se reflete nas ruas, com luzes coloridas, músicas, celebrações religiosas e encenações teatrais. Em alguns lugares, esse espetáculo se transforma em um importante atrativo turístico, além de aumentar a autoestima da população.

Teresina sempre foi carente desse tipo de manifestação, com uma ou outra decoração e apresentação isoladas. Lembramos de exemplos perdidos como a belíssima catedral montada pelo artista plástico Hostyano Machado no espaço entre as duas pistas da ponte Juscelino Kubitscheck ou a apresentação da Orquestra Sinfônica de Teresina com o coral de mil vozes na escadaria da Igreja São Benedito.

Este ano, a Secretaria de Cultura do Estado teve a feliz ideia de recuperar o sentimento natalino em um movimento conjunto de revitalização do centro de Teresina. Ontem, o Museu do Piauí abriu as portas para  a abertura da exposição Anjos da Terra, com apresentações musicais e uma bonita ornamentação concebida pela artista Marília Brandão, com curadoria do professor Osvaldo Assunção.

Até o dia 21 de dezembro, uma série de atividades está programada para o centro da capital, com shows e iluminação especial. Na  próxima segunda-feira, às 18h30, uma exibição de mapping vai trazer luz e cor para a fachada da Igreja São Benedito. E, às 19h, um coral infantil irá se apresentar nas janelas do Theatro 4 de Setembro.

Todo o corredor da Avenida Antonino Freire receberá luzes coloridas, ligando a Igreja de São Benedito ao Complexo Cultural da Praça Pedro II. Durante esse período, que vai até o dia 21 de dezembro, as lojas do Centro Artesanal ficarão abertas à noite para receber o público. Uma iniciativa que merece os aplausos da população e o apelo para que não se restrinja apenas a este ano de 2019, mas que passe a ser uma política de cultura permanente.

Para ver a programação completa de Natal, acesse o link: https://www.pi.gov.br/noticias/natal-de-sonho-e-luz-sera-aberto-na-proxima-segunda-9/

Para rir ou para chorar?

Não era para ser assim, mas a distância que separa o Congresso da vida real dos brasileiros só aumenta. Desconectados dos anseios e dificuldades dos milhões de eleitores que os empregaram para que defendessem os interesses da pátria, os senhores deputados se esmeram em fazer justamente o contrário.

Ontem, como presente de grego neste Natal, a Comissão de Orçamento do Congresso aprovou a versão preliminar do relatório que define o valor do Fundo Eleitoral para o próximo ano. E prestem atenção na cifra aprovada: R$ 3,8 bilhões. Em um momento de crise, quando o país ainda patina para tentar respirar depois da pior recessão sofrida nos últimos anos, os deputados não se envergonham de querer destinar uma cifra astronômica para custear gastos com eleição.

Só para que os leitores tenham um parâmetro, a eleição do ano de 2018, a mesma que os colocou sentados em uma confortável cadeira em Brasília, custou aos cofres públicos R$ 1,8 bilhão. Qual a razão para este aumento significativo, em uma economia estagnada, com taxa de inflação projetada para menos de 4%?

É bom lembrar aos senhores parlamentares que a educação brasileira está de mal a pior, como revelaram os dados da avaliação do PISA divulgados esta semana. O sistema de saúde pública funciona aos trancos e barrancos, com a falta de medicamentos, aparelhos de exame e leitos de hospitais. Muitas mulheres ainda morrem de câncer de mama enquanto em boa parte do Brasil não existe um mamógrafo sequer para prevenir a doença. Sem falar nos 11,8% de brasileiros desempregados, sem qualquer renda para sustentar suas famílias. Diante desse cenário, fica a pergunta: faz sentido gastar R$ 3,8 bilhões com as eleições do próximo ano?  

A Reforma do Piauí

Depois do governo federal, agora é a vez de Estados e Municípios arrumarem a casa com relação ao déficit previdenciário. O problema é o mesmo de norte a sul do país: por causa da inversão da pirâmide etária, tem menos gente contribuindo para um número cada vez maior de aposentados e, com isso, a conta não fecha, causando um rombo nas contas públicas que aumenta progressivamente.

Embora o PT tenha se manifestado contra a Reforma da Previdência no Congresso, o governador Wellington Dias, ciente da dificuldade de administrar um rombo que chega a R$ 1 bilhão por ano, tratou de encaminhar o projeto para a Reforma da Previdência aqui no Piauí. Mas faz questão de dizer que, no caso do Piauí, “ o regramento será mais leve”. No entanto, o Estado pretende manter a mesma idade mínima definida pelo governo federal, ou seja, 65 anos para homens e 62, para mulheres.

O texto já chegou à Assembleia Legislativa e, se aprovado, como se espera, deve gerar uma economia de, pelo menos, R$ 200 milhões por ano, quando entrar em vigor.

No caso da Prefeitura de Teresina, o prefeito Firmino Filho diz que vai deixar a tarefa para seu sucessor, usando como argumento a condição de superávit de que o Instituto de Previdência do Município mantém hoje. Segundo ele, o IPMT dispõe de um patrimônio de cerca de R$ 800 milhões, e mais R$ 600 milhões em aplicações no mercado financeiro. Mas reconhece que, pelo mesmo motivo citado no início desse texto, com mais gente dependendo da previdência, o município também precisará de novas regras para evitar ficar com as contas negativas.

Independente das reformas nos três níveis da federação, o melhor mesmo é o trabalhador investir em um regime de previdência privada desde o primeiro salário recebidoebe, porque o atual modelo tende a ficar cada vez mais frágil.

Brasil vai mal na prova do PISA

A Organização para a Cooperação e  Desenvolvimento Econômico – OCDE – divulgou hoje em Paris os dados referentes à avaliação do PISA – o maior programa de avaliação de educação básica do mundo, que mede o desempenho de jovens estudantes em 79 países. As provas são feitas nas áreas de leitura, matemática e ciências.

O Brasil registrou discreta melhora, mas ainda continua com um desempenho pífio,  deixando o país nas últimas posições do ranking estabelecido pela OCDE. Nosso melhor  aproveitamento foi na área da leitura. Nesse quesito, o Brasil ocupa o 57° lugar. Já em matemática, o país registrou seu pior desempenho, ficando em 70° lugar. No caso de ciências, a posição do Brasil é a 66ª.

O foco da avaliação este ano foi a leitura. Os organizadores da prova perceberam que os smartphones estão mudando a formar como os jovens lidam com o texto e resolveram aprofundar os testes nesta área. A maioria dos estudantes brasileiros não consegue fazer uma interpretação correta de texto, o que compromete o seu desempenho em outras disciplinas.

Infelizmente, a educação não tem sido prioridade no Brasil. Ao longo do tempo, os professores, principais artífices desse processo, foram desvalorizados. As escolas, salvo raras exceções, são mal equipadas, não possuem bibliotecas ou laboratórios. E, para piorar o cenário, o atual Ministro da Educação, Abraham Weintraub, está mais preocupado com um discurso ideologizante do que com o rendimento dos alunos.

Neste cenário que se estende de norte a sul do Brasil, cabe louvar alguns exemplos aqui no Piauí que se destacam justamente porque fogem à média nacional, com resultados promissores. É o caso da educação municipal de Teresina, Oeiras e Bom Jesus, que vêm mostrando que é possível ensinar com qualidade, mesmo em uma realidade econômica desfavorável.

O Novo da disputa pela Prefeitura de Teresina

A cada dia, a sucessão municipal ganha novos nomes para uma disputa que promete ser acirrada no próximo ano. Alguns já se anteciparam e largaram na frente, anunciando suas pré-candidaturas. É o caso do deputado Fábio Novo (PT), Dr. Pessoa (MDB) e Georgiano Neto (PSD). Ainda há o deputado Fábio Abreu (PL) que, embora não tenha se posicionado publicamente sobre o assunto, trabalha nesse sentido já há algum tempo.

Uma das vagas mais cobiçadas é a do pré-candidato do PSDB, que deve ser escolhida pelo prefeito Firmino Filho. Fazendo jus ao estilo tucano de ficar na muda, o prefeito vai estudando o cenário e os seus opositores para, só depois, anunciar oficialmente o nome que vai disputar a cadeira ocupada por atualmente por ele.

Agora surgiu mais um nome, literalmente novo. É o do médico psiquiatra Leonardo Luz, que deve concorrer à Prefeitura de Teresina pelo Partido Novo. Leonardo é jovem e se destacou pela recente posição ocupada como Conselheiro Federal de Medicina. Dos pré-candidatos que se apresentaram até agora é o único que ainda não faz parte da política tradicional. Chega com a disposição de correr por fora, com discurso e propostas que pregam a renovação no velho jeito de fazer política.

Resta saber se essa pulverização vai evitar a antiga polarização PT X PSDB na capital piauiense.

 

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