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Bolsonaro veta trechos da lei que obriga uso de máscara

Foto: Estadão Conteúdo

É difícil controlar o avanço de uma pandemia que já causou mais de 62 mil mortes no país, e ainda está longe de chegar ao fim, quando o presidente da República não só nega o problema, mas insiste em boicotar todas as iniciativas para conter a propagação do vírus. Hoje de madrugada, foi publicado no Diário Oficial da União o veto do presidente Jair Bolsonaro ao uso obrigatório de máscaras sempre que o brasileiro precisar sair de casa.

Bolsonaro vetou a obrigatoriedade do uso de máscaras em órgãos e entidades públicos e em estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas. A justificativa usada por ele foi de que a obrigatoriedade do equipamento de proteção “incorre possível violação de domicílio”.

Médicos do mundo inteiro apontam a máscara como uma maneira eficaz, simples e barata de ajudar a conter a transmissão da doença. As pessoas devem usá-la para se proteger e proteger os outros. É o sentido de responsabilidade e compromisso com o bem comum, que os orientais já praticam há muito tempo.

Desde o início, o presidente vem minimizando a mais grave pandemia dos últimos cem anos. Participa de eventos com aglomerações de pessoas, sem o uso de máscara, e se coloca contra o isolamento social, indispensável para evitar uma explosão simultânea de casos. Ele excluiu do texto a parte em que havia a previsão de punição para os infratores reincidentes que deixassem de usar a máscara em locais fechados.

Agora, resta torcer para o bom senso da população, para que escute a ciência e observe a experiência bem sucedida no resto do mundo, onde a máscara tem ajudado a salvar vidas.

MP pede controle das polícias nas estradas que dão acesso ao litoral piauiense

A chegada do mês de julho, período em que tradicionalmente os piauienses se dirigem para o litoral piauiense, acendeu o alerta de preocupação para os gestores de saúde daquela região, preocupados com a possível aglomeração de pessoas nas praias de Luís Correia. A preocupação se acentua com o decreto do governador que determinou o ponto facultativo nesta quinta e sexta-feira, ampliando o fim de semana.

Diante desse quadro, e dos crescentes números de casos de Covid-19 no Estado, a Secretaria de Saúde de Luís Correia pediu apoio do Ministério Público do Piauí para que haja um esforço conjunto das Polícias Militar e Rodoviária Federal no controle das estradas que dão acesso ao município.

O Grupo Regional de Parnaíba sugeriu que seja feita uma fiscalização de forma mais intensa na rodovia estadual localizada entre Piracuruca e Cocal, que diminui a distância para o litoral. A proposta é exercer um controle mais rígido do fluxo de veículos e de pessoas.

O fim de semana ampliado em razão dos decretos estadual e  municipais não pode ser confundido com férias, quando as pessoas vão à praia em busca de lazer. O momento é de extrema cautela porque estamos no auge de uma pandemia, com quase 700 mortos no Estado e o registro do avanço da doença no interior do Piauí.

Governo e Prefeitura voltam a se reunir hoje para definir novas medidas de isolamento

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Embora não tenha obtido o índice de isolamento desejado no fim de semana em que foram implementadas medidas mais rígidas de isolamento, o governo do Estado avalia como positivo os números dos últimos dois dias. Em todo o Estado, o índice de isolamento neste domingo foi de 50%, enquanto na capital este percentual foi de 56%. O que mais preocupa no momento é a taxa de ocupação dos leitos de UTI, que permanece alta. No Estado, ela é de 74%; em Teresina, 80,1%.

Hoje, às 16h30, o governador Wellington Dias volta a se reunir, por meio de plataforma on-line, com o Prefeito Firmino Filho, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, APPM, Assembleia Legislativa e o COE- Comitê de Operações Emergenciais. Juntos, todos esses órgãos irão fazer um balanço das medidas adotadas e traçar um plano único para o próximo fim de semana, a fim de obter resultados favoráveis que permita o início da flexibilização da quarentena, previsto para o próximo dia 6, exatamente daqui a uma semana.

As autoridades estão percebendo que está cada vez mais difícil fazer cumprir a determinação do distanciamento social, ainda imprescindível neste momento em que os números da doença continuam crescendo, assim como a quantidade de pacientes que dependem de leitos de UTI.

No final de semana, veio a notícia de que o diretor do SAMU , Dr. Zé Ivaldo, está internado na UTI da Unimed com Covid-19. Definitivamente, não podemos baixar a guarda. O melhor seria que a população permanecesse em casa ao longo de toda esta semana para que, na próxima, pudéssemos contar com a volta progressiva do comércio e do setor de serviços.

Vacina contra Covid-19 pode ser aprovada até o final deste ano

 

A vacina que o mundo inteiro espera contra a Covid-19 pode estar mais perto do que se imaginava. Em entrevista concedida  ontem ao Jornal Cidade Verde, o Diretor Clínico do Grupo Fleury, infectologista Celso Granato, disse que, em uma previsão otimista, a vacina desenvolvida na Universidade de Oxford, na Inglaterra, deve ser aprovada até o final deste ano. Como o Brasil está se habilitando para produzi-la, as doses poderão estar disponíveis para a população em março do próximo ano.

Dr. Celso é responsável pela etapa da triagem dos voluntários brasileiros que estão participando da terceira etapa da pesquisa, a última antes de ser encaminhada para aprovação. O Grupo Fleury, do qual ele faz parte, vai colher o sangue de 2.300 profissionais de saúde previamente selecionados pela Universidade de São Paulo para realizar o teste sorológico nessas pessoas. Esta etapa é para afastar os voluntários que testarem positivo, já que a vacina deve ser aplicada apenas em quem ainda não teve a doença, a fim de aferir a sua eficácia.

Os dois mil voluntários selecionados serão, então, divididos em dois grupos, sendo que metade receberá a vacina de Oxford e a outra metade receberá a vacina contra meningite. Os pesquisadores irão avaliar quantos dos que receberam a vacina contra a Covid-19 desenvolverão a doença. Se tudo sair como planejado, o processo de aprovação ocorrerá ainda este ano, avalia o Dr. Celso Granato.

Esta, com certeza, é a notícia mais aguardada no mundo inteiro hoje.

Universalização do acesso à água potável é estimada para 2033

O Senado volta a ser palco hoje de uma importante votação para o Brasil, que é o novo Marco Legal  do Saneamento Básico. A aprovação da matéria já é tida como certa e vai representar um importante impulso para o desenvolvimento de um setor vital para a saúde pública e para o controle de doenças, além de contribuir para a recuperação da economia, segundo o governo. Isto porque a regulação, quando aprovada, vai facilitar a privatização do serviço de abastecimento de água.

Atualmente, o serviço de água é controlado por estatais em 94% das cidades brasileiras. Em apenas 6%, o serviço é privatizado, entre elas Teresina. A capital piauiense sempre teve um péssimo desempenho no quesito de esgotamento sanitário, índice que vem melhorando gradativamente depois da privatização, embora ainda esteja muito, muito distante do ideal. Hoje, apenas 31% do esgoto são tratados.

Esta é a realidade de boa parte dos municípios brasileiros. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 100 milhões de brasileiros não têm esgoto coletado e 34 milhões não têm acesso à água tratada. A estimativa dos especialistas na área é de que, com a aprovação do marco legal, o setor receba investimentos da ordem de R$ 500 bilhões a R$ 700 bilhões. Nesse cenário,  a universalização do acesso a água potável deve ser  alcançada em 2033. Um horizonte distante, porém, agora, já perceptível.

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