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O melhor programa de domingo

Um dos grandes tesouros de Teresina não está guardado em cofres, ao contrário, se expõe regularmente nos mais diferentes bairros da cidade, ao alcance de quem quiser admirar. E, quanto mais compartilhado, mais enriquece seu valor. Trata-se da Orquestra Sinfônica de Teresina, que tem como regente o maestro Aurélio Melo.

Em todos os sentidos, a OST se diferencia das orquestras a que estamos acostumados. Embora possuidora de um talento inquestionável, ela não se fecha nos salões de elite, mas vai aos bairros para conquistar e formar novos ouvintes, ciente de que o público só poderá apreciar música de qualidade se tiver a oportunidade de conhecê-la.

Para levar adiante esse propósito, a Orquestra criou o projeto Sinfonia nos Bairros, destinado a fazer apresentações itinerantes de norte a sul da capital. Neste domingo, 21, a Orquestra irá se apresentar às 10h30 no Parque Ambiental Encontro dos Rios, na zona norte, proporcionando um agradável encontro entre a música e a natureza. Um espetáculo imperdível neste mês de férias, em um cenário de grande beleza.

A Orquestra não só se dispõe a ir até o público como também faz adaptações impecáveis da música popular brasileira com arranjos eruditos, aproximando mais ainda a população dos seus concertos. Em meio a uma invasão de canções de letras e arranjos vulgares, a OST é um oásis para os ouvidos. Um espetáculo para ser visto, ouvido e aplaudido.

Os bandidos agradecem

O magistrado Giovanni Falcone, que desvendou a máfia italiana Cosa Nostra, deixou uma lição para todos os investigadores que trabalham no combate ao crime organizado e à corrupção: “É só seguir o caminho do dinheiro, pois, sem capital, o crime não prospera”. Essa máxima passou a ser adotada em várias partes do mundo com efetivo sucesso, inclusive no Brasil. Mas, infelizmente, a decisão monocrática do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Dias Toffoli, pode pôr esse trabalho abaixo.

Na decisão que atende ao pedido do advogado de defesa do filho do presidente Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, Toffoli limita o compartilhamento de dados de órgãos do governo federal à prévia autorização judicial. A medida atinge em cheio vários processos que correm a partir dos dados obtidos junto ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras-COAF. E ele existe justamente para isso: identificar movimentações financeiras atípicas que sugiram alguma ilicitude. É a ponta de partida de muitas investigações hoje em curso no Brasil.

Ao atacar a economia movimentada pelo crime organizado, os investigadores chegam à origem da organização. Por isso mesmo, a decisão do ministro foi festejada pelos criminosos e suas caríssimas bancas de defesa. A quem mais pode interessar tal medida? Em Santa Catarina, inclusive, advogados dos investigados pela Operação Alcatraz já entraram com pedido de suspensão e nulidade dos processos que se utilizaram das informações do COAF.

Quando a gente pensa que o Brasil deu um passo à frente no combate à corrupção, vem um ministro do Supremo e faz o país voltar dez casas no jogo.

Governo estuda pedir novo empréstimo

Mal o governo do Estado conseguiu autorização da Assembleia Legislativa para contrair um empréstimo no valor de R$ 1,5 bilhão e já estuda o pedido de um novo financiamento para o próximo mês de agosto. Desta vez, o governo tentará uma operação de crédito por meio do Plano Mansueto, que ainda precisa ser aprovado pela Câmara Federal. O Plano Mansueto estabelece a possibilidade de linhas de crédito para estados que adotarem medidas de ajuste fiscal, como a utilização dos recursos para a quitação de dívidas.

O Estado acabou de receber mais uma parcela do FINISA, que tem recursos carimbados para serem aplicados em obras de infraestrutura. Somando-se os empréstimos já concedidos, o percentual da dívida consolidada em relação à Receita Corrente Líquida piauiense chegou ao 67,63% no ano passado.

A situação financeira do Piauí não é nada boa. Depois de antecipar todas as receitas possíveis, o estado não tem mais de onde tirar dinheiro. Já encaminhou à Assembleia o projeto para venda de cerca de 60 imóveis, a maioria na zona urbana, a exemplo da antiga sede do Banco do Estado do Piauí.

O secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, diz que o Estado fez uma série de reformas e redução de contratos que devem levar a uma economia de R$ 300 milhões ao final deste ano. É muito pouco diante do imenso déficit em que se encontram as contas públicas. A reforma na máquina administrativa precisa ser bem mais profunda, com corte no número de órgãos e secretarias, especialmente os que têm duplicidade de função, e, também, no número de suplentes convocados para a Assembleia, que já chega a seis.

Novos ventos na economia

O Brasil, lentamente, vai dando os primeiros passos rumo a um cenário de investimento econômico e recuperação financeira. A aprovação em primeiro turno do texto da base da Reforma da Previdência foi um movimento importante nesse sentido, mas não o único. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM), já fala em encaminhar para discussão o projeto de Reforma Tributária, outro projeto fundamental para que o país volte a crescer.

Na semana passada, o Senado votou a Medida Provisória da liberdade econômica, que prevê a simplificação da atividade empresarial, com a diminuição dos entraves burocráticos, como a dispensa de alvarás para atividades de menor impacto; a liberação de horário de trabalho aos domingos e feriados, desde que respeitadas as normas de vizinhança; o fim do E-social, uma dor de cabeça sem fim para os empresários, além de outras medidas nesse sentido.

O pacote completo tem como objetivo criar um ambiente favorável ao empreendedorismo, capaz de gerar empregos e fazer o dinheiro voltar a circular. O Brasil tornou-se, ao longo dos anos, um mastodonte pesado que dificulta a abertura e o funcionamento das empresas. Como são elas que criam riqueza, nada mais lógico que facilitar as suas vidas. O Estado deve ser um facilitador, não um empecilho.

Todas essas medidas fazem parte da agenda liberal do ministro Paulo Guedes, que vem sendo o pilar de sustentação do governo Bolsonaro. O Brasil já perdeu muito tempo no passado; agora, é hora de avançar a passos largos para um novo patamar de crescimento. A sociedade agradece. Os 13 milhões de desempregados, mais ainda.

Até onde o fanatismo pode levar

 

O filme Atentado ao Hotel Taj Mahal, em cartaz nos cinemas, mostra até onde pode levar o fanatismo, no caso, o religioso. Jovens mulçumanos, sem sequer entender direito o que estão fazendo, cometem uma série de atentados em Mumbai, centro financeiro da Índia. Foram vários ataques coordenados, causando cerca de 200 mortes, de forma brutal.

Os terroristas, todos bem jovens, são visivelmente alienados e induzidos a entregarem a própria vida com a promessa de receberem o paraíso pela intercessão de Alá. Recebem ordens em tempo real pelo fone de ouvido e são submetidos a uma verdadeira lavagem cerebral, o que explica o comportamento extremamente agressivo e sem compaixão para com as vítimas que encontram pelo caminho.

O filme é baseado em fatos reais, acontecidos em novembro de 2008. Um massacre que durou mais de 60 horas e foi transmitido pelos principais veículos de comunicação do mundo. Depois desse episódio, a Índia investiu em equipamentos de defesa e segurança para tentar se proteger de novos ataques. Fato é que ninguém está a salvo de ataques terroristas.

Tão perigoso quanto o fanatismo religioso é o político, que cega os seus seguidores e os leva a praticarem atos insanos, até mesmo violentos. Basta dar uma olhada nas redes sociais, a nova arena onde leões virtuais de digladiam ferozmente para atacar ou defender políticos, de acordo com suas preferências pessoais. Não sabem eles que os inimigos políticos de hoje podem estar abraçados amanhã, de acordo com suas conveniências partidárias. E que a política deve ser vista à luz da ração, nunca da emoção.

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