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PERIGO QUE RONDA AS ESCOLAS

                                                        
As escolas são, ou deveriam ser, templos sagrados do conhecimento, para onde as crianças vão diariamente em busca de aprendizagem que lhes garanta cidadania e um futuro promissor. Deveriam ser, portanto, lugares confortáveis, agradáveis e, acima de tudo, seguros. Afinal, quando os pais deixam seus filhos nas escolas imaginam que os estão afastando dos perigos da rua.


Só que os traficantes de drogas já não se contentam mais em abordar os jovens nas ruas e resolveram investir agora nas escolas. Ontem mesmo, a polícia prendeu uma dupla com 47 papelotes de cocaína que seriam comercializados em escolas da zona sudeste de Teresina.
Esse é o tipo de crime duplamente perverso. Não só pela disseminação da droga entre os jovens, mas por fazer isso dentro do estabelecimento de ensino, onde esses jovens se econtram justamente para ter um destino diferente dos que se envolvem com tóxicos e toda a violência dele decorrente.


O aparelho policial, com o apoio integral da direção das escolas, precisa estar mais presente para garantir que quem vai à aula, de fato, estará livre desse assédio cruel dos traficantes. Quando a droga invade os muros da escola, esta se degrada por completo, porque começa a ser palco de depredação e violência.


O Piauí só poderá sonhar com um futuro melhor para as próxima gerações se conseguir oferecer-lhes educação de qualidade, suscitando vocações e despertando a consciência de uma vida responsável, pautada no estudo e no trabalho. Não há outro caminho.

 

OUTUBRO NEGRO PARA O PLANALTO

O Brasil assistiu ontem a uma sessão inédita no Tribunal de Contas da União, na qual todos os Ministros presentes em plenário votaram pelo parecer de rejeição às contas da Presidente Dilma Rousseff. Os Ministros não só acompanharam, como fizeram questão de elogiar o voto do relator, Ministro Augusto Nardes.  Foi mais uma derrota imposta ao Planalto esta semana.


Não tem sido fácil a vida da Presidente durante todo o ano de 2015. Já estamos em outubro, a dois meses do final do ano, e até agora o Governo não começou sua gestão. Esses dez primeiros meses foram dedicados a apagar incêndios, barganhar posições importantes dentro da máquina administrativa e tentar descolar-se, a todo custo, das investigações em curso sobre o escândalo do petrolão.


A sessão de ontem chegou a ser humilhante. E isso se deveu em parte à tentativa desastrosa do governo de tentar desqualificar, para depois afastar, o relator Augusto Nardes. Os demais membros da Corte fizeram questão de enfatizar, em seus votos, a natureza técnica do relatório e a qualidade do trabalho realizado por Nardes.


Segundo o relatório, os prejuízos causados na contabiliade de 2014 chegam a R$ 106 bilhões. Só com as famosas "pedaladas fiscais", foram R$ 40 bilhões. Dessa forma, ficou, segundo o MInistro, difícil apontar outro parecer que não o da rejeição das contas.
Agora começa um novo embate. A recomendação do TCU segue para o Congresso que deverá acatar, ou não, o que foi proposto. Mas nos bastidores já se fala que vai ficar difícil para os parlamentares votarem contra um parecer aprovado por unanimidade na Corte de Contas. Ainda mais com uma base fragilizada que não consegue sequer quórum suficiente para votar os vetos da Presidente. 

A INJUSTIFICÁVEL AGENDA DO CONGRESSO

A barganha oficialmente institucionalizada no Congreso parece não ter mesmo qualquer medida. Nem mesmo os sete ministérios concedidos aos PMDB, partido que lidera o mercado de votos no parlamento, foram suficientes para garantir o esperado apoio ao governo logo no primeiro teste de votação.


A sessão que deveria votar os vetos da Presidente aos projetos que aumentam as despesas do Governo acabou não acontecendo por falta de quórum. A primeira leitura que se faz dessa larga abstenção é a de que não há compromisso com o país, apesar da grave crise que estamos atravessando e que compromete não só a capacidade de investimento das empresas, mas o poder de compra das famílias e até mesmo seus empregos. A segunda mensagem, pior ainda, é o desprezo à própria função legislativa. A desculpa mais ouvida ontem para o fato de não haver deputados suficientes em plenário para a votação que analisaria os vetos foi a de que era difícil os deputados chegarem à sessão em uma terça-feira.


Os demais brasileiros da nação, aqueles que trabalham, estudam, pagam impostos e sustentam os salários e mordomias dos parlamentares, ficam a se perguntar que calendário é esse que move o Congresso. Para todo o restante do país, a semana de trabalho começa na segunda-feira pela manhã. Para o Congresso, a segunda-feira é tão somente um prolongamento do fim de semana. Na sexta-feira, eles também não trabalham sob o argumento frágil de que precisam retornar às suas "bases eleitorais". Pois além da segunda e da sexta-feira, a terça também tornou-se um dia improdutivo.


Quer dizer então que nós pagamos R$ 33 mil de salário aos senhores deputados, fora os outros benefícios que, somados, chegam a R$ 146 mil mensais, para que eles  trabalhem apenas dois dias na semana? Há algo de muito errado em um país onde a elite que deveria dar o exemplo aos demais habitantes recebe muito para fazer muito pouco. Chega a ser uma afronta ao Brasil e aos seus milhões de trabalhadores que suam a camisa para fazer este país funcionar.

MORTES EVITÁVEIS

A imprudência dos motociclistas não para de fazer vítimas em Teresina. Com manobras arriscadas, eles conseguem deixar um trânsito, já difícil, em algo absolutamente caótico. Hoje cedo, mais um acidente com moto, entre tantos que acontecem diariamente na capital, provocou um congestionamento kilométrico nas Avenidas Barão e Marechal Castelo Branco.


Mas os congestionamentos estão longe de ser o maior problema causado por quem pilota uma moto de forma perigosa. O maior dano é causado à própria vida de quem anda desafiando o medo nas ruas e avenidas da cidade. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Piauí lidera o macabro ranking de vítimas de acidentes envolvendo motocicletas. Aqui, o índice de mortalidade chega a 21,1 para cada 100 mil habitantes. No ano passado, o Estado registrou quase 5 mil internações hospitalares, gerando um prejuízo de R$ 6 milhões, dinheiro que poderia ser gasto com prevenção, em vez do tratamento de sequelas, às vezes irreversíveis, provocadas por acidentes com motos.

Outro dado que assusta é com relação ao perfil desses acidentados. A grande maioria, 78%, é formada por homens jovens, com idade entre 20 e 39 anos. Ou seja, homens que estão no auge da sua capacidade produtiva e que são afastados do trabalho, ou da própria existência, por uma ousadia por demais arriscada sobre duas rodas.

O número de motocicletas nas ruas só cresce a cada ano. Vendidas em infinitas prestações, elas são o sonho de consumo da maioria dos jovens, um símbolo de poder e de autoafirmação, mas que, ao mesmo tempo, são extremamente frágeis e vulneráveis quando vítimas de acidentes. Ou os jovens passam a se locomover com mais responsabilidade, ou veremos mais mortes no asfalto a cada novo dia. 

CONSUMIDORES PEDEM A VOLTA DO MERCADO DO PRODUTOR

O Mercado do Produtor, realizado no estacionamento da Ponte Estaiada, de domingo até hoje, é uma dessas felizes iniciativas para aproximar o público consumidor dos pequenos comerciantes. Oportunidade para conhecer e comprar produtos fresquinhos e sem agrotóxicos e, ainda, ajudar o crescimento de um segmento  que vem ganhando força a cada ano na economia piauiense.


O Mercado é uma iniciativa do SEBRAE para dar visibiidade ao Movimento "Compre do Pequeno Negócio". No espaço, foi montada uma feira com frutas, verduras, hortaliças, queijos, temperos, cajuína, doces, licores e até flores tropicais, reuniindo 25 expositores de 6 comunidades. Além da comercialização de produtos, foi montado ainda um espaço com café da manhã regional.


As micro e pequenas empresas correspondem a uma força expressiva das economias  local e nacional. Elas representam nada menos que 95% dos empreendimentos do país e geram 17 milhões de empregos com carteira assinada. Traduzindo esses números para cifras, são  R$ 334 bilhões em impostos arrecadados, equivalente a 27% do PIB nacional. Se puxarmos para o Piauí, os pequenos respondem por 42 mil empreendimentos.


Quem visitou o Mercado do Produtor gostou do que viu. Por isso mesmo, a iniciativa não deve ser isolada, mas repetida, pelo menos, uma vez por mês. Nas demais capitais brasileiras, é comum a realização de feiras abertas, nas quais o consumidor pode comprar frutas e verduras novinhas. O consumidor teresinense espera que o SEBRAE, com o apoio do Poder Público, leve adiante essa ideia e continue a promover o evento periodicamente, com uma frequência cada vez maior. Produtores e consumidores agradecem.

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