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PERIGO NO AR

    Acidentes com avião sempre assustam pelo grau do estrago provocado. Alguns são totalmente imprevisíveis e fogem ao controle humano. Outros, porém, são perfeitamente evitáveis. Mesmo assim, inexplicavelmente, continuam a acontecer. É o caso dos acidentes provocados pelo choque com aves, especialmente com urubus, em Teresina.

O aeroporto de Teresina Petrônio Portela está dentro da área urbana, a apenas 3,5 km do centro da cidade. À sua volta, existem muitas casas, empresas e pequenos comércios, entre eles alguns abatedouros. Eis aí o problema. Nem sempre, as vísceras desses abatedouros são acondicionadas corretamente antes de serem descartadas, o que atrai muitos urubus. Como o aeroporto está logo ao lado, urubus e aviões acabam traçando a mesma rota, em um encontro extremamente perigoso.

O último acidente ocorreu nesse final de semana. O piloto saiu machucado, mas, felizmente, ninguém morreu. O resultado poderia ter sido bem mais trágico. Por isso, é preciso que sirva de lição para que ações imediatas e definitivas sejam tomadas, a fim de evitar uma tragédia de proporções bem maiores.

A direção da INFRAERO em Brasília disse que possui uma comissão de gerenciamento do risco da fauna e que faz vistorias quinzenais do entorno do aeroporto para identificar os focos atrativos de aves. Mas acrescentou que a Prefeitura também deve cuidar do planejamento para manter remediadas áreas como aterros e o saneamento em volta do aeroporto.

Nos últimos anos, ganhou corpo a discussão sobre a reforma do atual aeroporto ou a construção de um outro em área mais afastada. A opção recaiu pela reforma e ampliação do já existente, que deve permanecer por mais 30 anos. A obra está avaliada em R$ 350 milhões, só que o dinheiro ainda não está assegurado. E quem acredita que em um ano de grave crise econômica, como este, o dinheiro vai ser liberado? Mais fácil urubu virar piloto. Por enquanto, a vigilância deve ser redobrada para evitar que os caminhos de aeronaves e aves voltem a se encontrar. E a população deve fazer a sua parte colocando o lixo no lugar certo e de forma adequada.

PIAUÍ É DESTAQUE NA EXPO MILÃO

A arte santeira do Piauí está representada na EXPO MILÃO 2015, a exposição mundial que acontece a cada cinco anos, com a participação de mais de 140 países e que este ano está sendo realizada em Milão, na Itália, desde o dia  1 de maio até o dia 31 de outubro.

O tema escolhido para esta edição foi alimentação e sustentabilidade, com o lema "Nutrindo o Planeta, Energia para a Vida". Na visita aos pavilhões, o visitante tem a oportunidade de fazer uma passeio gastronômico ao redor do mundo, conhecendo sabores, cores e aromas dos alimentos consumidos em todo o planeta. É possível saborear diferentes comidas, respeitando a cultura e a diversidade do mundo. Os pavilhões dos países estão  distribuídos em blocos de acordo com a especialidade alimentar de cada um: arroz, chocolate, café, frutas e legumes, pimentas, dieta mediterrânea, frutos do mar e cereais.

Além da rica produção de alimento e a defesa da biodiversidade, a exposição mostra também a beleza  da arquitetura universal. Cada país se esmerou no projeto dos seus pavilhões, oferecendo um show de criatividade e beleza. A EXPO 2015 é uma festa para os sentidos. 


Pavilhão do Brasil na exposição

O pavilhão do Brasil inovou com uma arquitetura leve e sustentável, propondo uma brincadeira aos visitantes. Um dos acessos é feito através de uma cama elástica suspensa, lembrando uma grande rede de pesca. Uma aventura a mais até descobrir a riqueza do país na produção de alimentos, especialmente no cultivo de grãos. O país mostrou a força do seu agronegócio, destacando a cana de açúcar, a soja , o milho e feijão. Em 40 anos, o Brasil multiplicou por seis a produção de alimentos.

Para revelar um pouco mais sobre a arte e a cultura brasileiras, foi reservado um espaço no qual o Piauí aparece com destaque, por meio da arte santeira de conhecidos artesãos como os mestres Expedito, Cornélio, Costinha, Ribamar e Araújo. As louças da Serra da Capivara também se fizeram presentes, sob a responsabilidade do SEBRAE , que se encarregou de mostrar ao mundo o talento piauiense.


Ao fundo, árvore símbolo da exposição

MAIS UMA MORTE NA CONTA DO ESTADO

Mais uma morte previsível no Piaui. E, mais uma  vez, a vítima estava sob a tutela do Estado. Primeiro foi o paciente que estava internado no Hospital Areolino de Abreu. Agora, o menor  internado no CEM, acusado do estupro coletivo das garotas de Castelo. Ele estaria supostamente mais protegido em um Centro de Reabilitação, como argumenta o PT, partido do governador Wellington Dias. No entanto, ficou provado que nem os presídios, tampouco os centros de reabilitação possuem segurança. 

A verdade é que a fragilidade do sistema prisional não pode mais ser mascarada. Ao longo dos anos, o Brasil não investiu o suficiente em educação e, por isso, vê-se obrigado a gastar agora com presídios. O Ministro da Justiça disse claramente em uma entrevista que se a redução da maioridade penal fosse aprovada, o país não teria condições de construir todas as vagas que deveriam ser abertas para abrigar os novos detentos. Então tá explicado! A questão é econômica, e não humanitária como nos fizeram acreditar.

O que acontece é que os menores estão praticando crimes, inclusive hediondos, como o de Castelo, e seguem impunes porque o Estado brasileiro não tem condições de mantê-los sob sua guarda, muito menos ressocializá-los. E , por conta disso, a sociedade segue indefesa e amedrontada, sem saber quem vai garantir a sua segurança. Mas qualquer brasileiro que trabalha sabe muito bem quem vai arrecadar parte do seu salário sob a forma de impostos. Os impostos que deveriam garantir-lhe tranquilidade para viver em paz.

ADEUS A VALTER ALENCAR

Ainda era estudante de jornalismo, recém saída da adolescência, quando comecei a trabalhar na TV Clube, a única existente no Piauí àquela época. E lá fiquei por mais de vinte anos, exercendo diferentes funções, de repórter a diretora de jornalismo. Nesse período, convivi com a família Alencar e com O Dr. Valter, o filho que herdou o nome do homem que implantou a primeira televisão no Estado.

Além do nome, Dr.Valter também ficou com a responsabilidade de levar adiante o sonho do Professor Valter Alencar, juntamente com os irmãos Segisnando e Teresa. De estilo despojado, dizia as coisas de forma direta e franca,bem ao seu modo. Não gostava de pompas nem protocolo. E, embora fosse um dos donos da TV e Rádio Clube, era avesso a entrevistas. Por timidez ou discrição, preferia agir nos bastidores.

Para quem não o conhecia de perto, podia até parecer rude, mas escondia um coração maior que o resto do corpo. E era sensível ao apelo de funcionários e amigos. Por conta disso, cultivou amizades sinceras e duradouras. Quando os netos chegaram para completar a família, voltou a ser criança, desmanchando-se em atenção com os pequenos.

Subi várias vezes até sua sala para tratar de assuntos pertinentes ao jornalismo da emissora, sendo sempre recebida com respeito e cordialidade. Pela confiança depositada em mim e pelas oportunidades que me foram oferecidas ao longo da carreira, desenvolvi por ele um sentimento de gratidão e reconhecimento. Sentimento que hoje está coberto pela tristeza ao saber da sua morte súbita. Não estando em Teresina, a tristeza parece ser ampliada tanto quanto a distância que me separa da minha cidade, nesse instante em que gostaria de abraçar e confortar a família.

Dr. Valter, ou Valtinho, como os amigos mais próximos o chamavam, partiu de um jeito bem particular, sem que houvesse tempo ou oportunidade para qualquer tipo de cerimônia. Depois de dar sequência ao sonho do pai no Monte Castelo, foi ao seu encontro para uma celebração que as câmeras de TV não alcançam, mas que certamente o deixará feliz, bem feliz!

 

SOB O SABOR DA TOSCANA

Florença - Para quem aprecia bom vinho, arte e cultura, e ainda não decidiu onde passar as férias, a Toscana é o lugar ideal. A região batizada com esse nome corresponde à quinta economia da Itália e reúne oito cidades, entre elas Siena, Lucca, Arezzo, San Gimignano e Florença, ou Firenze, como chamam os italianos. O turismo é uma das maiores fontes de renda da Toscana. E não sem motivo. Além da boa culinária, paisagens deslumbrantes, o turista ainda pode reviver a história, passeando por ruas e becos seculares, carregados de obras artísticas.

Florença, a capital da Toscana, é também o berço do Renascimento. E sua expressão artística pode ser vista facilmente na arquitetura, nas esculturas e nas telas e afrescos espalhados por toda a cidade. É como uma galeria de arte ao ar livre. Sem contar as inúmeras igrejas, no interior das quais encontram-se obras de Michelângelo, Da Vinci e Botticelli. As Igrejas, aliás, merecem um dia inteiro de visitação.

Nesta época do ano, o calor é intenso e lembra o de Teresina, chegando a 37 graus. Mas com uma beleza de tirar o fôlego, a viagem vale cada gota de suor derramado. Além do mais, quando a temperatura aumenta, podemos recorrer ao insuperável sabor do gelatto italiano. 

Florença é, antes de tudo, uma lição sobre preservação do patrimônio histórico e arquitetônico, o que acabou lhe rendendo uma atividade altamente lucrativa, como o turismo. Só por isso, já temos muito que aprender com essa cidade, principalmente quando vemos as mais belas casas de Teresina transformarem-se em estacionamentos da noite para o dia.

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