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POLÍCIA RASTREIA DINHEIRO DO TRÁFICO DE DROGAS

A Polícia civil do Piauí, por meio do Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro, conseguiu rastrear a movimentação financeira de uma quadrilha que estava agindo no Piauí, com ramificação em Santa Catarina e no Paraná.  O líder da quadrilha é Cléber dos Santos, preso em flagrante no dia 11 de abril deste ano, acusado de tráfico de drogas e de associação para o tráfico de drogas.

Com  ele, foram apreendidos 20 kg de cocaína no interior de um avião monomotor, com capacidade para cinco passageiros, que caiu em São Miguel do Tapuio, quando se preparava para aterrisar.


O laboratório contra a Lavagem de Dinheiro descobriu que nos últimos três anos, a organização criminosa , sob o comando de Cléber dos Santos, movimentou o equivalente a R$ 3 milhões, uma quantia sem justificativa plausível, assim também como um patrimônio incompatível com a renda declarada na Receita Federal.

Em 2012, ele abriu uma empresa de produtos de estética na cidade de Cascavel, no Paraná, com o objetivo de lavar o dinheiro de origem ilícita obtido com o tráfico de drogas. A justiça de São Miguel do Tapuio já pediu o sequestro de bens imóveis pertencentes aos membros da organização criminosa, espalhados no sul do país.

O trabalho desse grupo altamente especializado da polícia civil é acompanhar a movimentação financeira de grupos criminosos para desidratá-los a partir do confisco de bens. Para isso, executa uma ação de inteligência que rastreia origem, percurso e destino do dinheiro que alimenta os crimes.

CONGRESSO BRASILEIRO É UM DOS MAIS CAROS DO MUNDO

Poucas vezes na recente história do Brasil, o brasileiro esteve tão perplexo diante da realidade que o cerca. Uma combinação de fatores desanimadores está minando a confiança de trabalhadores e empresários. Diante de um quadro que combina desemprego em alta, inflação e recessão econômica, era de se esperar uma conjugação de esforços para tirar o país do atoleiro. Afinal, se o país afunda, afundamos todos juntos.

O governo, no entanto, encontra-se completamente desorientado, perdido em si mesmo. Ora anuncia a recriação de um imposto, para minutos depois voltar atrás, ao perceber o que a sociedade inteira já antevia. A crise política alimenta a crise econômica e vice versa.

E o que faz o Congresso em um momento como esse, quando deveria levantar a voz para que o país acertasse o passo do ajuste fiscal e entrasse novamente nos trilhos? Utiliza a velha prática clientelista de barganhar verbas e cargos, com interesses paroquiais bem distantes da necessidade do país.

Pois bem, chegamos ao ponto mais triste dessa avaliação. Esse mesmo Congresso que trabalha quando quer e ao ritmo de uma pauta nada republicana é um dos mais caros do mundo. A constatação é da Transparência Brasil numa comparação feita  com outros onze países.

Pelos cálculos levantados, de cada R$ 100 de riqueza produzida no Brasil,, R$ 0,19 são destinados ao custeio do Senado e da Câmara dos Deputados. Um custo dez vezes maior que os dos Congressos da Espanha ou do Reino Unido, só para citar alguns exemplos. Se a comparação for feita com os Estados Unidos, a desproporção é maior ainda. Os nossos parlamentares custam seis vezes  mais que os de lá.

O trabalho realizado pela Transparência Brasil tem como base o ano de 2013. Ao cruzar a rubrica total dos orçamentos com o Produto Interno Bruto (PIB) de cada país, verifica-se que, no Brasil, o empenho relativo é maior do que em qualquer outro: 0,1933% de toda a riqueza gerada por cada cidadão do país no ano vai para manter salários de parlamentares e assessores, viagens, verbas de gabinete, etc. Com uma conta desse tamanho, está na hora de cobrarmos mais empenho dos nossos congressistas.

A NECESSIDADE DE MAIS PONTES EM TERESINA

A interdição da ponte Wall Ferraz para manutenção dos dormentes dos trilhos que cruzam a via mostrou a necessidade que a cidade tem de construir mais pontes. Com o privilégio de ser cortada por dois rios, Teresina tem também o desafio de transpor esses obstáculos naturais para que o teresinense possa locomover-se de um lado a outro da cidade.

Na última década, especialmente, o trânsito da capital cresceu assustadoramente e o número de veículos multiplicou-se de tal forma que a cidade não conseguiu adaptar-se à nova realidade, provocando congestionamentos frequentes nas principais vias.

A travessia do rio Poty, ligando a zona leste ao centro de Teresina, já é naturalmente complicada nos horários de pico, quando as pessoas se deslocam para o trabalho ou para a escola. O acesso à Ponte Wall Ferraz é sempre complicado, já que a ponte dispõe de apenas uma via em cada sentido.

Com a sua interdição, o que era ruim ficou péssimo. O deslocamento do teresinense hoje requereu uma boa dose de paciência e atenção dos motoristas que concentraram ainda mais o fluxo nas pontes Juscelino Kubitscheck e Estaiada. Sinal de que ainda há espaço para a construção de novas pontes que facilitem a vida dos teresinenses.

Mas enquanto sonhamos com uma melhor infraestrutura, e a consequente construção de uma nova ponte, nem a tal “ponte do meio” consegue ficar pronta. Depois de todo o investimento feito, a nova pista da ponte que liga a zona leste à Avenida Frei Serafim continua fechada, como um exemplo de dinheiro público desperdiçado. A obra começou errada desde o projeto e seguiu com uma série de erros que a impedem de ser concluída.

Enquanto isso, os motoristas se perdem em longas filas, gastando um tempo precioso do dia, simplesmente para ir e voltar para casa. Um pouco mais de planejamento e nós não precisaríamos passar por tamanho sufoco.

VELHO IMPOSTO, NOVA CONTA

Com as contas em frangalhos e sem conseguir o equilíbrio fiscal, o governo volta a lançar mão da saída mais fácil: aumento de impostos. Simples assim: eles gastam, nós, contribuintes, pagamos. A volta de um imposto equivalente à falecida CPMF é uma dessas ideias rasas de que o Planalto quer lançar mão para remendar a tarefa de casa que deixou de ser feita pelo próprio governo.

O velho novo imposto teria uma alíquota de 0,38% e, segundo os cálculos do Ministro da Saúde, Arthur Chioro, representaria um aporte de cerca de R$ 80 bilhões de reais ainda este ano. Acontece que os brasileiros já viram essa cena. Pagaram pela CPMF e, mesmo assim, a saúde pública continuou precária, com pacientes esperando  meses a fio por uma simples consulta e intermináveis filas nos corredores dos hospitais, onde falta quase tudo, até alguns medicamentos básicos.

Por isso mesmo, a volta do imposto é muito mal vista. Quem garante que, dessa vez, ele vai resultar em melhoria da saúde pública? Ninguém. O que deve acontecer é uma sobrecarga, sobretudo no setor produtivo, já extremamente penalizado neste país. As empresas que geram empregos e fazem a economia seguir em frente já estão passando por dificuldades por conta da recessão, o nível de desemprego chegou a 8,3%. Portanto, não há mais espaço para criar novas dificuldades para quem já está remando contra a maré para garantir a sobrevivência no mercado.

Além do mais, é um imposto injusto, que tem efeito cascata, dizem os empresários. A indústria já se antecipou e disse que vai mover mundos e fundos para impedir a aprovação da CPMF; a oposição, idem. E a população também não deve ficar calada. Agora que aprendeu a bater panelas e a mostrar a cara na rua, não vai ser fácil conter tamanha insatisfação de um povo heroico cansado de pagar por uma conta que não fez.

LAVAGEM DE DINHEIRO É ALVO DA POLÍCIA NO PIAUÍ

Está em curso a primeira operação do Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Secretaria de Segurança do Piauí. A ação é sigilosa e o princípio que a rege tem como modelo o trabalho já realizado com sucesso em outros Estados brasileiros. A estratégia do grupo é descapitalizar a atividade criminosa, matando-a por asfixia financeira.

O laboratório de tecnologia contra lavagem de dinheiro foi reativado com a posse do Secretário Fábio Abreu. E começa a dar sinais de que vem novidade por aí. A polícia se preparou para atuar de forma a minar a ação de bandidos, seguindo o curso do dinheiro obtido de forma ilegal

O grupo trabalha com inteligência policial, uma maneira eficaz e econômica de desvendar crimes que envolvem grandes quantidades de dinheiro. Segundo os profissionais que atuam no laboratório, só a prisão não resolve. É preciso secar a fonte que alimenta o crime para que ele não tenha mais fôlego para sobreviver depois que os bandidos já estiverem em liberdade.

Infelizmente, o crime de lavagem de dinheiro tornou-se mais comum do que se imagina no Brasil, ramificando-se aqui também pelo Piauí. A boa notícia é que a polícia está se organizando cada vez mais para desmontá-lo. O Laboratório existente na Secretaria de Segurança do Piauí revela uma nova forma de trabalhar, na qual a inteligência e a disposição da equipe são as principais armas de combate ao crime que faz escorrer pelo ralo o dinheiro do contribuinte.

Com o sequestro e a indisponibilidade de bens, o Estado tem como reaver o dinheiro sujo, fruto do crime, para devolvê-lo à sociedade sob a forma de serviços que são essenciais à população.

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