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Ponto de ônibus modelo para Teresina

O estado de Santa Catarina apresenta mais uma novidade desenvolvida para melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes. Novidade que bem poderia servir de exemplo e ser copiada em outros lugares, especialmente Teresina. É uma parada de ônibus ecológica, confortável e que ainda presta serviço  adicional aos usuários, como o carregamento do celular.

O protótipo foi desenvolvido pelo Núcleo de Paisagismo da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis e, por enquanto, apenas um modelo foi confeccionado. A estrutura é 100 % reciclável, com placas fotovoltaicas para carregar o celular enquanto o passageiro espera o ônibus, e o telhado verde permite a reutilização da água da chuva. Ou seja, um equipamento urbano sustentável que merece ser multiplicado país afora.

O teto verde possibilita um melhor conforto térmico, algo absolutamente necessário em uma cidade que registra, com facilidade, temperaturas superiores a 40° C. E a geração de energia proporcionada pelas placas fotovoltaicas é  suficiente para iluminar o equipamento com as lâmpadas de LED, além de irrigar a cobertura e permitir o carregamento de celulares. Perfeito, não?

Não é de hoje que os passageiros de transporte coletivo de Teresina reclamam das paradas de ônibus da capital, quando elas existem, já que em alguns lugares há somente uma placa afixada a um poste. Normalmente, elas são quentes e desconfortáveis e não conseguem proteger os passageiros do sol ou da chuva. 

A nação, os estados e as cidades brasileiras precisam investir na qualidade e no conforto do transporte público, para que ele se torne atrativo e possa servir adequadamente à população. Do contrário, o trânsito nas ruas continuará cada vez mais complicado, com congestionamentos quilométricos, provocados por um número crescente de automóveis e motocicletas.

Polícia volta às ruas em operação conjunta


Não é bom para o Piauí, muito menos para sua população, que as polícias civil e militar entrem em rota de colisão. Em um estado de crescentes registros de violência e criminalidade, todos os esforços policiais devem atuar de forma integrada para garantir a segurança da sociedade.
Quando disputas internas, ou briga de egos, se sobrepõem ao interesse comum, os cidadãos são penalizados . Esta semana foram registrados vários casos de assaltos e sequestros relâmpagos, com troca de tiros na zona sul. A sensação de insegurança toma conta dos piauienses, que estão com medo de sair de casa, justamente em uma época em que são convidados a participar de festas e confraternizações.


O governo percebeu o perigo da situação depois que os policiais militares se aquartelaram, recusando-se a sair para fazer o policiamento nas ruas. Medidas amargas, e até autoritárias, como o pedido de prisão dos líderes, inclusive do vereador R. Silva, foram tomadas. O ideal mesmo é que o bom senso prevaleça de ambas as partes, sem excessos ou radicalismos que firam o bem estar comum.


Ontem à tarde, a reação começou a ser vista nas principais avenidas da cidade, com blitzen realizadas pelas diversas esferas policiais. O primeiro efeito obitdo é o psicológico: a simples presença de homens fardados nas ruas já dá uma sensação maior de segurança a quem precisa se deslocar pela cidade. Mas essa é uma ação que não pode limitar-se apenas à fachada. O espírito de cooperação entre as polícias tem que ser sentido dentro das corporações e ser compartilhado por seus líderes. Do contrário, será apenas alegoria de fim de ano.

A guerra política em Brasília

Acabou a chantagem. Com a informação de que os três deputados petistas que integram o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados iriam votar pela cassação do seu mandato, o Deputado Eduardo Cunha, ato contínuo, abriu o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. E o declarou em entrevista coletiva, no momento exato em que a bancada governista comemorava a aprovação da redução da meta fiscal de 2015.


A situação, como escrevemos ontem neste espaço, estava insustentável. Agora, começa uma nova etapa de guerra declarada entre Cunha e o governo. Pelos cálculos do Presidente da Câmara, com a abertura do rito de impeachment, todas as atenções do país devem se voltar para a votação do impedimento e, assim, ele ganhará mais tempo e fôlego para livrar-se do processo de cassação do seu mandato. Ontem, ele conseguiu adiar a votação mais uma vez.


Mas o governo não vai deixar barato. Os petistas compraram a briga e vão partir com tudo pra cima de Cunha, a fim de obterem uma retaliação à altura. Ainda ontem, ao saber da decisão de Eduardo Cunha, a presidente Dilma fez um pronunciamento direcionado a ele, elencando faltas como as contas não declaradas na Suíça. Definitivamente, este não será um Natal de paz em Brasília. 


Não se sabe ainda onde vai parar esse processo, que tem um rito próprio, e não é fácil de ser aprovado. São necessários dois terços dos votos da Câmara ( 342) e dois terços do Senado (81). E é claro que o governo usará todo seu poder de fogo para que a oposição não atinja esse quórum.


O que preocupa a sociedade e o setor produtivo, mais especificamente, é a paralisação da economia durante esse período. O ano de 2015 foi particularmente difícil para a economia brasileira e, por isso mesmo, o país precisa aprovar medidas urgentes para que as empresas voltem a produzir, os investidores retomem a confiança para investir e os consumidores sintam-se seguros para comprar. Do contrário, não há como festejar a chegada de 2016.

 

Um país em letargia

Está insustentável a indefinição sobre a cassação do Presidente da Câmara Federal, Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O Parlamentar não tem mais respaldo moral nem autoridade para permanecer no comando da Casa, no entanto, lança mão de todos os artifícios, pressão e chantagem para continuar sentado na cadeira de Presidente, o que lhe confere poderes que estão acima da sua idoneidade.


Ontem, depois de longa discussão e artimanhas por parte dos seus aliados, Cunha conseguiu postergar, mais uma vez, a votação do relatório sobre o pedido de cassação do seu mandato por quebra de decoro. Como todos lembram, ele negou, perante os colegas, que possuísse contas bancárias na Suíça, o que foi desmentido pelo Ministério Público. Além do mais, o nome do deputado é citado mais de uma vez em delações premiadas dos presos na operação Lava-Jato por ter recebido propinas, somando alguns milhões de reais.


Por conta desse impasse político, de tirar ou não o presidente da Câsa, a Câmara segue parada, sem votar projetos importantes, entre eles o ajuste fiscal, indispensáve para o reequilíbrio das contas do governo. Este também está mais ocupado em impedir o processo de impeachment da sua presidente, do que em consertar a destroçada economia do país.


Eduardo e Dilma alternam apoio e ameaças um ao outro, na tentativa de salvarem a própria pele, pouco preocupados com a coerência ou com a nação. Eduardo Cunha quer os votos do  PT para não ser cassado e Dilma espera contar com a boa vontade de Eduardo para o arquivamento de um eventual processo de impeachment. Os dois não se toleram, mas são capazes de darem as mãos em um acordo espúrio em troca dos próprios mandatos.


Enquanto isso, o país está paralisado, com uma recessão brutal, o PIB ( Produto Interno Bruto) negativo, desemprego em ascenção, inflação em alta, juros crescentes e a população sofrendo as consequências das ações de quem coloca o projeto político acima do projeto de governo.

Ausência da Polícia nas ruas assusta a população

É cada vez mais preocupante a situação da segurança no Piauí, agravada neste final de ano com o movimento dos policiais militares. Eles iniciaram o protesto da corporação com o "Tolerância Zero", cujo objetivo era prender os responsáveis por qualquer pequeno delito cometido, a fim de lotar a Central de Flagrantes e mostrar a falta de estrutura do local, ao mesmo tempo em que criavam um embaraço para  o Estado. Até aí, a sociedade estava mais ou menos tranquila, porque, pelo menos, eles estavam vigilantes.


A segunda fase do protesto, no entanto, é grave. Denominada de "Polícia Legal", nesta etapa os policiais fazem justamente o contrário: deixam de agir por mínimos problemas existentes na estrutura ( ou falta de ) da Polícia Militar. Exemplo: se os pneus da viatura estão "carecas", eles não saem do quartel; ou se a licença é para dirigir um veículo pequeno, o policial não assume o volante de um outro maior. 


Depois de se aquartelarem no quartel, os policiais demonstraram que estão decididos a levar o movimento às últimas consequências. Eles dizem não se sentem representados pelo comando militar. Sem essa hierarquia, indispensável dentro da polícia, fica difícil manter a ordem. Os policiais também reclamam de que não recebem promoções, os soldo é baixo e eles não têm a segurança de sair para o trabalho e voltar para casa. Alegam as dez mortes de militares ocorridas este ano.


De fato, para a atividade de risco que exercem diariamente, eles ganham pouco e dispõem de armas e viaturas em desvantagem com os bandidos. Precisam estar seguros para garantir a segurança dos demais piauienses. No entanto, a população, sempre o lado mais frágil, é a que mais sofre com esse impasse. Impotente, a sociedade tem medo de sair de casa para realizar as atividades corriqueiras e indispensáveis, como ir ao trabalho, ao supermercado ou ao banco.


O número de assaltos e assassinatos só aumenta e assusta ainda mais os moradores que já se encontram apavorados e não sabem mais a quem recorrer, senão a Deus. O Governo do estado justifica que está em situação de extrema dificuldade financeira e que está juntando os trocados para pagar o décimo terceiro salário do funcionalismo. Vai recorrer, mais uma vez, à ajuda da Força Nacional. Na verdade, os gastos públicos, sempre altos, precisam ser melhor direcionados. Menos recursos para o custeio da máquina, contratação de apadrinhados, pagamento de suplentes e mais investimento nas atividades fins. Segurança é uma delas e merece total prioridade.

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