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Brasil reinicia testes com a vacina de Oxford

Os testes com a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca serão reiniciados hoje no Brasil, segundo a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A autorização foi concedida após informações vindas do Reino Unido de que há segurança para a retomada dos testes da vacina, que se encontra na fase 3, a última antes da aprovação das agências reguladoras.

Os testes com a vacina vinda de Oxford foram suspensos na última terça-feira, depois que foi constatada uma reação adversa séria em uma voluntária do Reino Unido, que não teve a identidade revelada. A mulher teria desenvolvido mielite transversa, uma síndrome inflamatória que atinge a medula espinhal.

Estudos independentes foram realizados para saber se haveria segurança para a continuidade dos testes, o que foi confirmado. Não é possível constatar que a doença da voluntária tenha sido decorrente da vacina ou de outras causas. No Brasil, a vacina será aplicada em 5 mil voluntários, sob a supervisão da Universidade Federal de São Paulo. 4,6 mil voluntários já receberam a dose da vacina e nenhum deles apresentou qualquer reação séria.

O Brasil já manteve acordo para comprar 30 milhões de doses dessa vacina e mais 70 milhões, caso comprovada a sua eficácia. A vacina de Oxford é uma das grandes esperanças para o controle da Covid-19 e a retomada dos testes foi vista com otimismo pela população e pela comunidade científica.

Setor de serviços cresce 2,6%, mas ainda não recuperou perdas com a pandemia

O setor de serviços registrou alta de 2,6% no mês de julho, um crescimento abaixo do setor varejista, que apresentou elevação de 5,2%, segundo pesquisa divulgada hoje pelo IBGE. Esta é a segunda taxa positiva na área de serviços, mas ainda insuficiente para compensar os prejuízos sofridos entre fevereiro e maio – período de maior isolamento da quarentena – acumulados em 19,8%.

A baixa recuperação desse segmento tem um peso significativo para o país porque representa 70% da economia. Como o setor de serviços depende de atendimento presencial, e este demorou mais a ser liberado, é natural que seu crescimento seja mais lento do que o do varejo. E, mesmo depois de autorizado a funcionar, ainda persiste o receio de alguns clientes em manter contato físico com prestadores de serviços. Diferente da compra de mercadorias, que pode ser feita a um clique no celular ou notebook, o consumo de serviços requer o compartilhamento de espaço com outras pessoas.

De qualquer forma, o registro de crescimento seguido por dois meses já é um sinal de que, pouco a pouco, a roda da economia começa a girar outra vez. A atividade que mais cresceu nesse setor foi a de informação e comunicação, com 2%. Em seguida, vem o transporte de cargas, até pelo suporte logístico que fornece a outras atividades.

A recuperação mais lenta ou mais rápida depende agora de um pacto de responsabilidade firmado entre empresas e clientes. Ambos devem seguir as atividades com respeito às regras sanitárias já amplamente divulgadas até o momento. Se assim o fizerem, a economia segue seu curso sem o sobressalto de uma nova onda da doença. Até que tenhamos uma vacina segura, este é o melhor caminho para gerar renda e empregos. Do contrário, voltaremos à estaca zero.

O Piauí possui 11 crianças à espera de cirurgia para cardiopatia congênita

O Piauí possui onze crianças na fila de espera para realizar a cirurgia de correção para cardiopatia congênita. A doença é uma má formação do coração que surge ainda nas primeiras semanas de gestação e causa algum tipo de anormalidade na estrutura ou função do coração. Como esse tipo de cirurgia não é realizada no Estado, o governo encaminha essas crianças para serem operadas fora daqui.

No ano passado, 40 crianças viajaram para se submter à cirurgia  em outros estados brasileiros, por meio do Programa de Tratamento Fora do Domicílio, a cargo da Secretaria de Saúde. Este ano, em função da pandemia, o número diminuiu bastante e, por causa disso, a fila de espera aumentou. De janeiro até agora, apenas quatro crianças foram contempladas com a cirurgia.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 30 mil crianças nascem por ano com cardiopatia congênita no país. Tratada corretamente, a criança segue uma vida absolutamente normal.

Suspensão nos testes vai atrasar início da vacina contra Covid-19

A população do mundo inteiro acompanhou ontem, com apreensão, o comunicado da farmacêutica AstraZeneca sobre a suspensão dos testes com a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra. A vacina já se encontra na fase 3, com a aplicação de testes em milhares de voluntários, 5 mil deles aqui no Brasil.

A suspensão dos testes ocorreu depois que foi verificada uma reação adversa séria em um paciente do Reino Unido, que apresentou Mielite Transversa, uma doença neurológica que causa a inflamação da medula espinhal. Ainda não se pode afirmar, no entanto, que a doença seja consequência da vacina. Por isso mesmo, a farmacêutica suspendeu os testes com novos voluntários até que uma investigação independente esclareça o caso.

Os cientistas esclarecem que a suspensão de testes no desenvolvimento de um fármaco é um procedimento absolutamente normal e rotineiro e reforça ainda mais a segurança e a transparência com que a vacina vem sendo desenvolvida. Os resultados apresentados até aqui pelo produto desenvolvido em Oxford têm sido extremamente promissores. Muitos voluntários já receberam, inclusive, a segunda dose da vacina.

O Brasil destinou R$1,9 bilhão para a aquisição de insumos e desenvolvimento da vacina inglesa. Pelo cronograma original, as primeiras doses já deveriam estar disponíveis em dezembro deste ano. Com a suspensão dos testes anunciada ontem, esse cronograma deve atrasar. Mas, nesse caso, a segurança importa muito mais que a velocidade.

Por que os preços dispararam no supermercado durante a pandemia

Ao longo da pandemia, o consumidor foi surpreendido por um aumento expressivo de preços nos produtos comercializados nos supermercados. Durante todo a quarentena, com mais tempo livre dentro de casa, as pessoas passaram a cozinhar mais, a testar novas receitas e a aumentar o consumo de alimentos. Mas logo perceberam que a conta no supermercado estava pesando cada vez mais no bolso.

Os supermercados foram uma das poucas empresas que não fecharam as portas na pandemia. Na verdade, passaram a vender tanto ou mais do que antes. No entanto, em uma economia em recessão, com aumento no índice de desemprego, os preços dos produtos nas prateleiras aumentaram de forma considerável. Os consumidores sentem o peso na hora em que passam pelo caixa e veem o valor do dinheiro diminuir a cada nova compra.

A explicação dada pelas associações de supermercados brasileiros está na crescente procura internacional pelos alimentos produzidos no Brasil, especialmente pela China, que forma estoques estratégicos de proteína vegetal e animal. E os produtores brasileiros preferem vender para o comércio exterior, já que a cotação do dólar está acima de R$ 5, o que lhes garante um lucro bem maior.

Mercadorias como o óleo de soja, o arroz, o feijão, o milho, o açúcar e até mesmo o frango e a carne bovina sofreram os maiores impactos na alta dos preços. No caso da soja, de janeiro a julho deste ano, o Brasil exportou 50,5 milhões de toneladas, um aumento de 32% com relação ao mesmo período do ano passado. O mercado internacional da soja está tão promissor que o Brasil já começou a negociar a soja que será colhida em 2022. Bom para quem produz, ruim para o consumidor brasileiro, que cada vez leva menos produtos para casa e deixa mais dinheiro no supermercado.

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