Cidadeverde.com

Por que o ano que vem promete ser bem melhor

Já era quase madrugada de hoje quando a Câmara aprovou, por 345 votos favoráveis e 76 contra, a Medida Provisória da Liberdade Econômica - um conjunto de medidas para simplificar o ambiente de negócios, reduzindo a burocracia e permitindo novas possibilidades de contratação. A ideia é facilitar a vida de quem quer empreender no país para estimular o crescimento da economia e o surgimento de novos empregos. As estimativas apontam para a criação de 4 milhões de empregos em uma década.

O texto original enviado pelo governo continha 53 artigos, reduzidos a 20, depois de uma ampla conversa para retirar o que poderia comprometer a sua aprovação. Hoje, os deputados votam os destaques, que podem ainda alterar o texto original e, em seguida, a medida segue para o Senado, onde deverá ser aprovada até o dia 27 deste mês para não perder a validade.

Uma das principais novidades, e também uma das que mais geraram polêmica, foi a que permite o trabalho aos domingos e feriados. No caso do trabalho aos domingos, o trabalhador deve receber em dobro ou trocar por uma folga. A medida determina ainda que a cada quatro semanas, a folga deverá cair obrigatoriamente em um domingo. No texto original, a proposta era de um domingo de folga a cada sete trabalhados.

A Medida da Liberdade Econômica faz parte de uma construção que, aos poucos, vai ganhando forma no Brasil para recuperar a capacidade de investimento no país, com o estímulo à abertura de negócios para fazer o dinheiro circular e trazer de volta ao mercado milhões de brasileiros que encontram-se hoje desempregados. Junte-se a ela a Reforma da Previdência e a Tributária e, com certeza, o ano que vem será melhor que este.

 

 

O que Bolsonaro vai deixar para o Piauí?

O presidente Jair Bolsonaro chega amanhã ao Piauí para participar das comemorações do aniversário de Parnaíba, no norte do Estado.Ele vem a convite do Prefeito Mão Santa e, na ocasião, será homenageado pela Fecomércio com a inauguração de uma escola militar que leva seu nome. Depois de tratar os nordestinos de forma jocosa como "paraíbas", Bolsonaro está tentando consertar o estrago com visitas aos estados da região. Já esteve na Bahia, em Pernambuco e, agora, no Piauí.

Consta também da agenda do presidente um sobrevoo ao projeto Tabuleiros Litorâneos, de produção irrigada de frutas. Em outra ocasião, o presidente declarou que pretendia transformar o projeto piauiense em uma segunda Petrolina, em alusão à produção de frutas existente na cidade pernambucana. É o que esperam os piauienses, pois de nada adiantará sua vinda para cá se não ficar algo de concreto para ajudar o Piauí, um dos estados mais pobres da federação e que, por isso mesmo, merece uma atenção diferenciada em aporte de verbas e obras públicas para tentar diminuir a grande desigualdade social existente com relação aos estados do sul e sudeste.

Nos últimos dias, o presidente tem sido manchete muito mais pelo que fala do que pelo que faz. Está na hora de ele tomar consciência de que declarações desastrosas não ajudam em nada o seu governo, pelo contrário. Além de acirrar os ânimos já exaltados entre esquerda e diretia, que só prejudicam o país, deixa-se de focar no que é essencial. O Brasil tem pressa em crescer, em alavancar o desenvolvimento e recuperar os milhões de empregos perdidos. A campanha eleitoral passou faz tempo e hoje Bolsonaro é presidente de todos os brasileiros e por eles deve trabalhar. De preferência, em silêncio.

Centro formador de revoltas

No dia 31 de julho, o governo do Estado já havia decretado  situação de emergência no Centro Educacional Masculino (CEM) de Teresina. Emergência não resolvida explodiu em um motim no início da tarde de ontem. Os adolescentes que se encontravam na unidade atearam fogo nos colchões e destruíram equipamentos lá dentro. Dessa vez, não houve vítimas. Os prejuízos foram apenas materiais.

Os problemas do CEM tornaram-se crônicos. O Centro deveria servir para que adolescentes infratores cumprissem medidas socioeducativas, o que não acontece. Amontoados em quantidade superior ao permitido pelo espaço, eles condições precárias e distantes do que se imagina como um centro de recuperação, os rapazes que estão por lá dedicam-se a promover rebeliões, motins, brigas internas, fugas. É nisso que se transformou o CEM.

Passados três anos de internação, tempo máximo permitido por lei para apreensão de menores infratores, os quase adultos saem de lá ainda mais revoltados e violentos, já que não houve política efetiva que permitisse a sua recuperação ou educação. Esse modelo de punição aos adolescentes que cometem crimes precisa ser revisto. Como está, só os torna piores.

Correndo atrás do prejuízo

Depois da divulgação de que o Nordeste havia recebido apenas 2,2% dos financiamentos da Caixa Econômica Federal, os parlamentares resolveram se mobilizar para protestar contra a discriminação sofrida pela região. Justamente por ser mais pobre, o Nordeste deveria ser contemplado com mais recursos para que a grande desigualdade regional existente hoje começasse a diminuir. Mas o preconceito existente contra “os paraíbas”, como denominou, pejorativamente, o Presidente Bolsonaro contra os nascidos aqui, só faz agravar ainda mais a situação.

Ontem, o deputado federal pelo Piauí, Júlio César (PSD), líder da bancada do Nordeste, participou de uma reunião com o presidente da Caixa , Pedro Guimarães, junto com outros dez deputados e mais cinco senadores para cobrar uma explicação do banco quanto à restrição de créditos para a região.

Os parlamentares saíram de lá com a informação de que o percentual destinado a obras e investimentos nordestinos já havia passado para 8%. Ainda irrisório, diga-se de passagem. No entanto, ficou acertada a formação de um grupo de trabalho para acompanhar, mês a mês, o aporte de verbas do banco público aos projetos do Nordeste.

O deputado Júlio César aproveitou para reclamar que, no caso do financiamento dos projetos municipais, 90 prefeituras do Piauí se inscreveram, mas, até agora, apenas os municípios de Oeiras e Francinópolis foram contemplados. Sem distribuição justa de dinheiro, o fosso que separa o Nordeste das regiões Centro, Sul e Sudeste só irá se aprofundar.

 

Privilégio indevido

A sociedade não consegue entender, com justificada razão, por que um homem cruel, capaz de assassinar a própria filha, uma menina indefesa de apenas cinco anos, é premiado com uma folga para passar o dia dos pais em liberdade. Não se entende sequer como alguém com esse perfil pode ser chamado de pai. Pai ama, cuida, protege. Pai de verdade defende os filhos dos bandidos e, se preciso, dá a vida por seus rebentos. Perfil completamente inverso ao do assassino Alexandre Nardoni, que jogou a pequena Isabela do sexto andar do edifício onde morava.

O mesmo raciocínio vale para Suzane Von Richthofen. Quem mata seus pais barbaramente, e por motivo torpe, não tem por que ganhar o benefício de passar o dia dos pais em liberdade. O pai dela foi condenado à prisão perpétua do sepulcro por ela própria. Então, é de se perguntar: é assim que se faz justiça?

Onde há fagulha... há perigo

O B-R-O-BRÓ propriamente dito ainda nem começou, já que, pela sigla, ele só inicia no primeiro mês que tem a sílaba BRO no nome. Setembro, portanto. Mas o clima muito seco e as altas temperaturas já estão provocando o terrível efeito das queimadas, não só na zona rural, onde é comum a prática de caeiras para limpar o terreno antes do plantio, mas também na área urbana.

Infelizmente, além das questões climáticas, a falta de consciência ambiental também contribui para que o fogo esquente ainda mais a temperatura neste segundo semestre do ano. Mas as consequências do fogo vão muito além da elevação da temperatura. A fumaça espalhada pelo ar prejudica a saúde dos pulmões e agrava a situação de quem possui problemas respiratórios. Sem falar no empobrecimento do solo.

Ainda é muito comum no Piauí o hábito de tocar fogo no lixo. Ocorre que, nessa época do ano, o que começa com uma pequena chama se alastra rapidamente, transformando-se em um incêndio que, muitas vezes, foge ao controle e traz uma tremenda dor de cabeça aos bombeiros. Sem muita estrutura para atender à demanda no combate ao fogo, os bombeiros, aliás, se desdobram para manter a cidade livre das chamas.

Às vezes, nem é preciso uma atitude intencional, basta o descuido de jogar uma bituca de cigarro no chão para que o fogo se inicie. Por isso mesmo, todo cuidado é pouco nesta época de dias quentes e ares enfumaçados.

Posts anteriores