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50 anos da Paróquia de Fátima em Teresina

Crédito: Pascom

A Paróquia de Nossa Senhora de Fátima iniciou as comemorações pelo seu jubileu de ouro. Há cinquenta anos, começava ali na avenida que acabou levando o mesmo nome da padroeira, um trabalho evangelizador de extrema relevância para a Igreja de Teresina. Mais que um templo católico para a celebração de missas, casamentos e batizados,  a Paróquia de Fátima viria a se tornar um centro irradiador da ação social da igreja que se faz presente na vida dos mais fragilizados e necessitados de Teresina. 

Sob a liderança do Padre Tony Batista, pároco de lá desde 1975, Fátima ganhou uma dimensão extraordinária , sendo referência como modelo de igreja que agrega os seus fiéis não só em volta do altar, mas,também, na realização de trabalhos voluntários nas suas inúmeras pastorais, quando exercitam o verdadeiro sentido de uma “igreja em saída”, como ensina o Papa Francisco.

Para citar apenas um, entre tantos serviços realizados pela paróquia, lembramos a Pastoral da Misericórdia, que acolhe fraternalmente os moradores de rua, pessoas que já perderam os laços familiares e qualquer possibilidade de ressocialização. Na pastoral, que funciona nas dependências da igreja, essas pessoas recebem afeto, orientação espiritual, alimentos, roupas e espaço para tomarem banho. É um ponto de apoio para quem já não tem mais nenhum outro apoio na vida. Além disso, atende também mais de 150 famílias em situação de extrema pobreza das periferias de Teresina.

Para dar início às comemorações do jubileu de ouro da igreja, a imagem de Nossa Senhora de Fátima, que fica ao lado do templo, recebeu um novo oratório, coberto em vidro, para protegê-la dos efeitos do sol e da chuva. As festividades se estendem até o dia 31 de outubro, quando também encerram os tradicionais festejos da padroeira.

Cenário econômico ainda é perturbador

Os brasileiros ainda não desenvolveram o hábito de poupar, uma preocupação que vem à tona agora, quando se discute o futuro da Previdência. A Associação Nacional de Participantes dos Fundos de Pensão encomendou uma pesquisa para conhecer melhor o comportamento financeiro dos brasileiros e descobriu que metade deles não consegue juntar dinheiro para guardar na poupança.

É verdade que a pesquisa foi feita diante de uma realidade de dificuldade econômica acentuada no país, com 13 milhões de desempregados. Entre os entrevistados, 42% alegaram que não possuem renda suficiente para poupar. Apenas 13% poupam com regularidade e, destes, 69% só conseguem juntar até R$ 300 por mês. Mas nem sempre pensando no futuro; a maioria junta dinheiro de olho nas eventualidades ou em alguma viagem.

A situação é preocupante. Os economistas já começam a sentir cheiro de recessão e temem um crescimento econômico inferior ao do ano passado. Além das dificuldades no cenário político, que vem atrasando o calendário das reformas indispensáveis ao país, outros fatores contribuem para esse pessimismo entre os especialistas. A crise na Argentina compromete a produção da indústria automobilística brasileira, e a tragédia de Brumadinho afetou o setor de mineração.

Já estamos caminhando para a metade do ano sem perspectivas positivas que possam animar o mercado. Este deveria ser o ano da recuperação, portanto, se o perdermos, o sonho dos índices de emprego voltarem a crescer ainda vão demorar mais tempo para virar realidade.

Um mosaico difícil de completar

Pouco a pouco, com cinco meses de atraso, a equipe de governo de Wellington Dias, neste quarto mandato, vai se completando. Perdeu-se muito tempo até aqui, ainda mais quando se recorda que o governador foi eleito logo no primeiro turno e que já tinha ideia que seria vitorioso antes mesmo da abertura das urnas, em função de todas as pesquisas eleitorais que o apontavam como favorito da disputa ao Palácio de karnak.

O governador, político hábil e experiente, até ensaiou um discurso de que faria diferente desta vez, chegando a dizer que não repetiria a grande quantidade de suplentes na Assembleia Legislativa e que iria reduzir substancialmente a máquina estatal. As pressões políticas, no entanto, e o olho sempre atento no próximo pleito, fizeram com que o governador fosse acomodando os aliados um a um, de forma a deixar todos satisfeitos.

Depois de tanta espera, ainda houve alguns equívocos que precisaram ser corrigidos, como o da nomeação da irmã da deputada Margarate Coelho, Nailer Castro. Ela foi exonerada ontem do cargo de assessora especial do Palácio de Karnak, porque é secretária de administração na Prefeitura de São Raimundo Nonato, no sul do Piauí, sendo notória a impossibilidade de estar nos dois lugares simultaneamente.

Por outro lado, o governador acertou em cheio ao nomear o médico Gilberto Albuquerque para a direção do Hospital Getúlio Vargas. Um médico experiente, dedicado e comprometido com o trabalho que realiza, como prova a sua gestão à frente do HUT por mais de dez anos. Para um hospital de grandes proporções e complexidade como o HGV era necessário mesmo alguém do porte do Dr. Gilberto.

É só seguir o dinheiro

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região derrubou a liminar que havia garantido a liberdade ao ex-presidente Michel Temer e ao seu amigo, o Coronel João Baptista Lima. Os dois forram presos na Operação Descontaminação, um desmembramento da Lava Jato, acusados de participação no desvio de R$ 1,8 bilhão da Usina Nuclear Angra 3.

Temer que, no fundo, já esperava por isso, recebeu a informação com serenidade aparente e, ainda ontem à noite, concedeu entrevista, dizendo que irá se apresentar hoje à polícia e que seus advogados irão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça.

Com Temer, o Brasil assiste ao segundo ex-presidente da República preso, acusado de corrupção. Além dos dois ex-presidentes, temos ainda o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e os últimos governadores do Rio de Janeiro. O ex-governador de Minas, Aécio Neves, do PSDB, aguarda na fila a sua vez.

Muitos desses desdobramentos só foram  possíveis porque os investigadores seguiram o curso do dinheiro. Por isso mesmo, muitos políticos enrolados com transações tenebrosas tentam tirar o COAF das mãos do ex-juiz e agora ministro Sérgio Moro. Eles sabem que o rastro do dinheiro é o caminho mais curto para se chegar aos que desviam o dinheiro público. Mais um motivo para os brasileiros pressionarem os seus representantes no Congresso a deixarem o COAF sob os cuidados de quem irá fazer bom uso dele.

Médico Gilberto Albuquerque vai assumir direção do HGV

Foto: arquivo/cidadeverde.com

O médico Gilberto Albuquerque, que dirigiu o Hospital de Urgência de Teresina por mais de dez anos, é o novo diretor do Hospital Getúlio Vargas. 

Ele decidiu aceitar o desafio depois de insistentes convites e passará a administrar o maior hospital público do Estado. 

Gilberto Albuquerque é conhecido por ser um profissional extremamente dedicado.

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