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Fogo se espalha em vários pontos do Estado

 

O Piauí vive um momento preocupante com o surgimento de focos de incêndio em diferentes pontos do Estado. Começou na região de Pedro II e Milton Brandão, próximo à divisa com o Estado do Ceará. O incêndio por lá durou vários dias até ser controlado.

Logo depois, um outro incêndio, ainda maior, avançou pela área da Serra da Capivara em São Raimundo Nonato. As chamas chegaram a 8km do Parque Nacional que guarda as pinturas rupestres mais antigas da América – um patrimônio natural da humanidade reconhecido pela Unesco.

Só ontem, com a chegada de aeronaves ao local, o fogo foi mantido sob controle, pelo menos na área que dá acesso ao Parque. Algumas comunidades ainda continuam em alerta. Uma aeronave fez o trabalho de pulverização, enquanto a outra monitora toda a extensão do município para identificar focos remanescentes ou possíveis novos focos.

Aeronave de combate a incêndio em São Raimundo Nonato

 

Ainda no final de semana, o fogo atingiu o Brejo da Atalaia, em Santa Filomena. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente informa que é comum a ocorrência de incêndios no segundo semestre do ano, quando o clima fica extremamente quente e seco, com a presença de ventos fortes que ajudam a espalhar as chamas. Só que este ano os focos começaram mais cedo que o normal.

Incêndio em Santa Filomena

O Corpo de Bombeiros conta com uma estrutura precária, com deficiência de homens e equipamentos. Em São Raimundo Nonato, por exemplo, não existe unidade do Corpo de Bombeiros. E, para completar, ainda persistem práticas de risco no preparo da terra para o plantio. As queimadas costumam fugir ao controle nesta época, provocando os desastres a que estamos assistindo.

Com baldes e mangueiras, moradores controlam fogo em Barra Grande

20h40 -  O Secretário Municipal de Turismo e Meio Ambiente de Cajueiro da Praia, Thiago Soares,  traz mais detalhes sobre o incêndio desta noite na Praia de Barra Grande. Ele disse que o fogo começou no teto de uma barraca ainda em construção. Como não havia nada dentro, os prejuízos não foram tão grandes. As chamas ameaçavam os terrenos vizinhos, mas foram controladas pela própria comunidade que se mobilizou rapidamente para ajudar a apagar o incêndio. Quando a unidade do Corpo de Bombeiros chegou ao local, o fogo já havia sido debelado pelos moradores.

20h15 - O fogo acaba de ser controlado na Praia de Barra Grande. Moradores e proprietários das barracas se uniram em um grande mutirão com balde e mangueiras e conseguiram controlar o fogo que avançava com velocidade sobre as barracas, empurrado pelo vento forte da praia. Ainda não é possível avaliar os prejuízos com o incêndio que assustou a população esta noite.

Um incêndio na noite deste sábado (11) na praia de Barra Grande, litoral do Piauí, assusta barraqueiros e moradores. O fogo atinge as barracas, que têm cobertura de palha e são combustíveis para a propagação das chamas. Outro fator que ajuda a espalhar as labaredas é o vento forte que sopra nesta época do ano.

A unidade do Corpo de Bombeiros de Parnaíba já foi acionada para ajudar a apagar o incêndio. Barra Grande se tornou um lugar muito badalado e um dos preferidos dos turistas que procuram o litoral do Estado. O turismo tem sido fonte de renda para muitas famílias que moram lá.

Desesperados, os próprios moradores e trabalhadores estão tentando apagar o fogo. Muitos estão pegando a água do próprio mar para jogar contra as chamas, mas encontram dificuldade por causa das correntes de ar.

Mais informações a qualquer momento

Protesto dos caminhoneiros põe em risco o abastecimento das famílias

Os temores relativos ao 7 de Setembro ainda não acabaram. Não bastasse o acirramento da crise política, com a tensão em ponto máximo entre os Poderes da República, os caminhoneiros realizam protestos e bloqueios de rodovias em pelo menos 15 Estados.

Todo brasileiro ainda tem fresco na memória o transtorno causado pela greve da mesma categoria em maio de 2018 durante o governo Temer. O que se viu à época foi desabastecimento nas prateleiras dos supermercados e fila nos postos de combustíveis. Não é a toa que ontem já havia filas semelhantes em postos de vários Estados, como Santa Catarina, Pernambuco e Tocantins.

Ainda ontem à noite, o Presidente Bolsonaro gravou um áudio pedindo que os caminhoneiros liberassem as estradas. Com a inflação já alta, um protesto dessa natureza só complica ainda mais a vida do governo, que  vê os índices de popularidade caírem nos últimos meses. Se os produtos não chegam aos supermercados, a população não tem como abastecer a despensa.

É o tipo da manifestação inoportuna que traz prejuízos à economia como um todo, justamente em um momento em que ela precisa se recuperar. As lojas já começam a se abastecer com mercadorias para o Natal. Uma paralisação agora é como um balde de água fria em quem planejava recuperar o prejuízo com as vendas de fim de ano. Em um clima de incerteza e instabilidade, perdem todos: o governo, o país e, principalmente, a população que já não suporta mais esse tipo de arroubo insensato.

 

 

Fogo avança em direção à Serra da Capivara

Foto: André Pessoa

Depois da região de Pedro II, no norte do Estado, o fogo atinge agora a zona rural do município de São Raimundo Nonato, a 530 km de Teresina. O tempo quente e seco, aliado a fortes ventos da estação, ajudaram a propagar rapidamente as chamas que já se aproximam da área urbana e estão a 8 km do Parque Nacional da Serra da Capivara, um Patrimônio Natural da Humanidade.

O fogo já atingiu um vilarejo criado pela arqueóloga Niède Guidon para abrigar os moradores da região que trabalham no Parque. Duas casas foram atingidas e as famílias tiveram que deixar o local. A preocupação também é grande com os animais nativos que habitam a área, como tatus e capivaras.

O mais preocupante é que a cidade não possui uma unidade d Corpo de Bombeiros. Moradores tentam apagar as chamas desesperadamente, usando baldes de água, uma luta inglória contra as labaredas que avançam com velocidade e fúria. Para tentar controlar o fogo foi disponibilizado um carro pipa, mas a mangueira estava furada e o desperdício de água, tão preciosa neste momento, era notável.

Hoje de manhã, equipes do Corpo de Bombeiros foram deslocadas até o local do incêndio para tentar impedir que o fogo chegue ao Parque. Um tesouro da humanidade que precisa ser protegido e que já merece contar com uma unidade fixa dos bombeiros.

Vacina da Oxford pode gerar um imunizante contra o câncer

Depois de causar tantas dores e mortes – só Brasil já são quase 600 mil – a Covid-19 pode deixar um legado positivo para a ciência e para a humanidade. É o desenvolvimento de uma vacina contra o câncer. As experiências da vacina de Oxford, em parceria com a Astrazeneca, podem abrir caminho para a criação de um imunizante contra o câncer.

Os primeiros testes realizados em camundongos apontaram que a vacina pode aumentar os níveis de células que combatem o câncer, melhorando a eficácia do tratamento contra a doença.

A tão sonhada vacina utiliza a mesma tecnologia para combater o coronavírus, chamada de vetor viral não replicante. Esse mecanismo induz a resposta do sistema imunológico e aumenta a proteção contra a doença. De acordo com os estudos realizados até agora, a vacina apresentou resultados positivos quando utilizada de forma combinada com a imunoterapia, uma técnica que leva o próprio organismo do paciente a combater as células cancerosas.

A imunoterapia é uma promessa no tratamento do câncer, mas nem sempre é indicada porque ela precisa que o paciente apresente células corretas do sistema imune – as CD8+ - que atacam o tumor. Acontece que nos pacientes oncológicos essas células costumam ser reduzidas justamente pela ação do tumor. E essa seria a ação da vacina, que induziria a fortes respostas de células específicas da defesa do organismo.

Segundo a Universidade de Oxford, a próxima etapa da pesquisa é a realização de um ensaio clínico de fases 1 e 2 da vacina contra o câncer em combinação com imunoterapia. O estudo inicial será feito com 80 pacientes com câncer de pulmão e deve ser realizado ainda este ano.

O médico oncologista Stephen Doral Stefani, do Rio Grande do Sul, diz que podemos ter esperança, mas é cauteloso. “Precisamos calibrar a expectativa. Essa estratégia pode reduzir risco de alguns tipos de câncer. É uma boa notícia, mas não deve chegar como solução única para todos os tipos de câncer. Seria como a vacina do HPV que reduz o câncer de colo de útero”, diz.

 

Dr. Stephen Doral Stefani

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