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Improviso no sistema prisional

Uma série de desencontros e atropelos registrados desde o final da semana passada contribuiu para tumultuar ainda mais a já delicada situação do sistema prisional do Piauí. A confusão começou ainda no final da semana passada quando os agentes penitenciários, em greve, decidiram deixar de receber presos na Central de Flagrantes, alegando superlotação da casa, o que era verdade.

Para tentar dar uma solução imediata, a Secretaria de Justiça decidiu, atabalhoadamente, transferir os presos para o presídio de Campo Maior, que ainda nem havia sido inaugurado. Rapidamente, a Defensoria Pública mobilizou-se para fazer uma inspeção no local e constatou que lá não havia condições de receber os presos.

TRANSFERÊNCIA

Diante do laudo da Defensoria, a Sejus decidiu, então, transferir os detentos para a penitenciária de Altos. Nova movimentação para mudar os presos de lugar, operação que sempre oferece risco de fuga e atos de violência.  A determinação de levar os presos para o recém-construído presídio de Campo Maior provou ter sido um ato precipitado e sem planejamento, apenas para dar uma satisfação à sociedade.

 

MUDANÇA DE NOME

Por fim, depois de devolver os presos que havia recebido horas antes, o novo presídio de Campo Maior perdeu também o nome original que lhe havia sido atribuído. Os críticos de plantão não perdoaram a escolha do nome do prêmio Nobel da Paz, Nélson Mandela, para batizar uma penitenciária. Justo Mandela, que sofreu tantos anos, injustamente, confinado em um presídio. Outra vez, o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, voltou atrás e logo tratou de postar um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas e solicitando a sugestão de um nome que possa ser atribuído ao presídio localizado na terra dos carnaubais. Menos improviso e mais planejamento, por favor!

 

 

Piauí fica em 25° lugar em qualidade de vida

O Piauí ficou em 25° lugar, entre os 27 estados da federação, no ranking que avalia os estados com melhor qualidade de vida do país. A pesquisa foi feita pela Macroplan com base no Índice dos Desafios da Gestão Estadual, que avalia 28 indicadores, agrupado em nove áreas: saúde, segurança, gestão pública, educação, juventude, infraestrutura, condições de vida e desenvolvimento social e econômico.

Os estados recebem notas de zero a um. Quanto mais próximo do numeral um, melhor o desempenho apresentado. O estado considerado como o que apresenta melhores condições  de vida é São Paulo, seguido de Santa Catarina. O Piauí obteve nota 0,489, ficando à frente apenas dos estados de Alagoas e Maranhão. Fonte: Revista Exame.

 

 

Central de Flagrantes deixa de receber presos a partir de hoje

 A Central de Flagrantes deixa de receber presos a partir de hoje, por tempo indeterminado, depois de decisão tomada ontem à tarde pelos agentes penitenciários. Com capacidade para abrigar 15 pessoas, a Central está atualmente com 70 . Mais do que o quádruplo. Um verdadeiro armazém onde se amontoam os detidos, sem a menor condição de higiene ou segurança.

A Central de Flagrantes de Teresina já nasceu problemática. Localizada em uma zona de extremo movimento, próxima ao entroncamento das avenidas Miguel Rosa, José dos Santos e Silva e Joaquim Ribeiro, ela contribui para tornar o trânsito naquela região ainda mais caótico, com a chegada de viaturas a todo instante, algumas vezes pela contramão.

Ainda por cima, as instalações são inseguras, o que favorece às seguidas tentativas de fuga dos detentos que lá se encontram à espera de serem transferidos para uma penitenciária. Por vezes, têm os ratos como companhia.

 

GREVE DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS

A suspensão do atendimento na Central de Flagrantes se dá em razão da greve dos agentes penitenciários, iniciada segunda-feira passada. De braços cruzados, eles não estão mais recebendo os presos na Casa de Custódia e, assim, o contingente de presos vai aumentando na Central, em efeito cascata.

A segurança pública e o sistema prisional são hoje dois gargalos complicados para a administração pública por se tratarem de setores complexos e que vivem sob permanente estado de tensão, provocando medo na sociedade.

 

OUTRO LADO

A Secretaria de Justiça do Estado informou  em nota que está dialogando com os agentes penitenciários para tentar por fim ao movimento grevista.

 

As carreiras com mais chance de emprego no Brasil de hoje

Cada povo aprende a lidar com as dificuldades próprias da sua região. Nos Estados Unidos, a população enfrentou o furacão Irma e segue tocando a vida, reconstruindo o que foi perdido e se protegendo como pode dos efeitos do fenômeno. Aqui no Brasil, de tanto enfrentar terremotos políticos, o país também já está aprendendo a se descolar deles. Tanto é que em meio a uma tempestade de escândalos, a economia segue emitindo sinais positivos.

Levantamento do Senai mostra o crescimento de empregos nas áreas ligadas ao  consumo das famílias, como vestuário, alimentos, eletrodomésticos e veículos. Esses setores foram os que mais abriram vagas no primeiro semestre do ano. Os dados são baseados no Cadastro Geral de Empregados do Ministério do Trabalho, o CAGED.

CARREIRAS QUE MAIS EMPREGARAM

Entre as 10 ocupações com formação técnica que mais tiveram vagas no mercado de trabalho neste primeiro semestre estão profissionais de informática e de telecomunicações. Veja a lista:

- Técnico de vendas especializadas

-Instaladores-reparadores  de linhas e equipamentos de telecomunicações

-Técnico em operação e monitoração de computadores

-Montadores de veículos automotores

-Técnico em programação

-Colorista

-Instaladores e mantenedores de sistemas eletroeletrônicos de segurança

-Técnico na manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos

-Montador de aparelhos de telecomunicação

Técnico de laboratório industrial

 

VAGAS PARA NÍVEL SUPERIOR

Entre os profissionais com nível superior, o maior número de vagas foi aberto nas seguintes áreas:

- Desenhista industrial ( designers)

- Diretor de produção e operações  de construção civil e obras públicas

-Profissional de metrologia

-Especialista em editoração

-Profissional de biotecnologia

 

 

 

 

Piauí tem mais de 300 obras paradas

 

O Piauí tem 320 obras federais paradas no estado por falta de repasse dos recursos financeiros da União. Essas obras são , na maioria, resultados de convênios entre os municípios e os ministérios. Algumas já estão até com os recursos empenhados, porém retidos em Brasília. Os dados são da Confederação Nacional dos Municípios, que somam 152 obras que pararam no meio do caminho e outras 168 que sequer foram iniciadas, apesar de estarem com contratos assinados.

Em dinheiro, o estado contabiliza R$ 33 milhões empenhados ( recursos assegurados pelo governo), mas que não foram liberados.

ATRASO

A retenção dos recursos federais em Brasília por conta da recessão econômica impacta diretamente na vida dos piauienses. Além dos benefícios das obras que deixam de ser feitas para atender a população carente, é mais dinheiro que deixa de circular no mercado local, proporcionando a geração de emprego e renda. Um duplo golpe em um estado já tão castigado pela falta de investimentos.

PICO DA BOLSA

O alento é que a economia já começa a dar sinais mais vigorosos de recuperação. Ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo atingiu o pico de mais de 74 mil pontos. Um recorde registrado nos últimos vinte anos.  A euforia dos operadores da bolsa mostra que os investidores estão voltando a acreditar na retomada do ambiente de negócios no país.
Se as novas gravações que o empresário Joesley Batista diz ter em seu poder não voltarem a contaminar o cenário político, é possível que o país finalmente comece a emergir da mais profunda crise em que mergulhou na sua história.

 

 

 

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