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Vacina contra Covid-19 pode ser aprovada até o final deste ano

 

A vacina que o mundo inteiro espera contra a Covid-19 pode estar mais perto do que se imaginava. Em entrevista concedida  ontem ao Jornal Cidade Verde, o Diretor Clínico do Grupo Fleury, infectologista Celso Granato, disse que, em uma previsão otimista, a vacina desenvolvida na Universidade de Oxford, na Inglaterra, deve ser aprovada até o final deste ano. Como o Brasil está se habilitando para produzi-la, as doses poderão estar disponíveis para a população em março do próximo ano.

Dr. Celso é responsável pela etapa da triagem dos voluntários brasileiros que estão participando da terceira etapa da pesquisa, a última antes de ser encaminhada para aprovação. O Grupo Fleury, do qual ele faz parte, vai colher o sangue de 2.300 profissionais de saúde previamente selecionados pela Universidade de São Paulo para realizar o teste sorológico nessas pessoas. Esta etapa é para afastar os voluntários que testarem positivo, já que a vacina deve ser aplicada apenas em quem ainda não teve a doença, a fim de aferir a sua eficácia.

Os dois mil voluntários selecionados serão, então, divididos em dois grupos, sendo que metade receberá a vacina de Oxford e a outra metade receberá a vacina contra meningite. Os pesquisadores irão avaliar quantos dos que receberam a vacina contra a Covid-19 desenvolverão a doença. Se tudo sair como planejado, o processo de aprovação ocorrerá ainda este ano, avalia o Dr. Celso Granato.

Esta, com certeza, é a notícia mais aguardada no mundo inteiro hoje.

Universalização do acesso à água potável é estimada para 2033

O Senado volta a ser palco hoje de uma importante votação para o Brasil, que é o novo Marco Legal  do Saneamento Básico. A aprovação da matéria já é tida como certa e vai representar um importante impulso para o desenvolvimento de um setor vital para a saúde pública e para o controle de doenças, além de contribuir para a recuperação da economia, segundo o governo. Isto porque a regulação, quando aprovada, vai facilitar a privatização do serviço de abastecimento de água.

Atualmente, o serviço de água é controlado por estatais em 94% das cidades brasileiras. Em apenas 6%, o serviço é privatizado, entre elas Teresina. A capital piauiense sempre teve um péssimo desempenho no quesito de esgotamento sanitário, índice que vem melhorando gradativamente depois da privatização, embora ainda esteja muito, muito distante do ideal. Hoje, apenas 31% do esgoto são tratados.

Esta é a realidade de boa parte dos municípios brasileiros. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 100 milhões de brasileiros não têm esgoto coletado e 34 milhões não têm acesso à água tratada. A estimativa dos especialistas na área é de que, com a aprovação do marco legal, o setor receba investimentos da ordem de R$ 500 bilhões a R$ 700 bilhões. Nesse cenário,  a universalização do acesso a água potável deve ser  alcançada em 2033. Um horizonte distante, porém, agora, já perceptível.

TCE aplica questionário para fiscalizar despesas com Covid-19

O Tribunal de Contas do Estado está aplicando um questionário eletrônico aos gestores de todos os municípios piauienses, bem como ao governo do Estado, para avaliar a efetividade das ações implementadas para o enfrentamento da pandemia da Covid-19. O modelo de questionário é o mesmo que está sendo aplicado em todo o Brasil por seus respectivos Tribunais de Contas e foi elaborado pelo Tribunal de Minas Gerais.

Os gestores terão até o dia 6 de julho para responder a todas as perguntas. De posse das respostas, o TCE acredita que poderá  aprimorar a fiscalização no controle das contas públicas. Dessa forma, os auditores pretendem aferir se o dinheiro destinado ao combate da Covid-19 está sendo efetivamente aplicado com resultados positivos para o enfrentamento à doença, além de orientar os gestores sobre a importância de determinadas ações a serem tomadas para amenizar os efeitos da crise, não só na área da saúde, mas também na economia.

A chefe da Governança do TCE-PI, Lucine Batista, diz que a aplicação do questionário é de fundamental importância para o trabalho de controle realizado pelo Tribunal.

Kléber Montezuma é diagnosticado com Covid-19

Depois do prefeito Firmino Filho, foi a vez do ex-secretário municipal de Educação e pré-candidato a prefeito de Teresina pelo PSDB, Kléber Montezuma, testar positivo para a Covid-19. O professor diz que, mesmo tomando todos os cuidados, como estava em contato com pessoas que trabalham na linha de frente da pandemia, acabou contraindo o novo coronavírus. Até alguns dias atrás, Kléber Montezuma fazia parte do Centro de Operações Especiais do Município no combate à Covid. Ele deixou o grupo por fazer parte do grupo de risco: tem 62 anos, é diabético, obeso ( pesa 112 kg) e hipertenso.

Kléber Montezuma realizou o exame PCR , no qual é feita a coleta por swab, na última sexta-feira. O resultado saiu ontem à noite. Junto com ele, fizeram também o exame o Secretário Municipal de Governo, Fernando Said, e o Secretário Municipal de Finanças, Francisco Canindé. Ambos testaram negativo.

O professor Kléber Montezuma diz que está bem e que não sente nenhum dos sintomas característicos da doença, como febre, dor, tosse, perda de olfato ou palaar. Ele está cumprindo isolamento e trabalhando de casa, seguindo todas as recomendações médicas e aproveitou para fazer um apelo para que a população cumpra o isolamento social.

Número de mortes por Covid-19 em Teresina chega a 281

Teresina chegou à marca dos 5.856 casos da Covid-19. Até o momento, já são 281 vidas perdidas nesta pandemia. Os números da última pesquisa sorológica apontavam para um ritmo de crescimento menos acelerado do número de casos, o que pode sugerir que estejamos chegando ao pico da doença e que a próxima etapa seja o famoso platô, quando os casos param de crescer e se mantêm em um nível estagnado. É a última fase antes da curva de declínio.

Infelizmente, nem todos têm colaborado com a quarentena. Sábado passado, mesmo com todas as medidas restritivas impostas pelo último decreto do governador, o índice de isolamento social registrou 41,8%. Menos da metade da população seguiu as determinações de permanecer em casa, o que ajudaria bastante o nosso retorno às atividades.

No entanto, por cansaço, necessidade ou teimosia muita gente insiste em desrespeitar as recomendações de evitar sair à rua e de só o fazer em casos de extrema necessidade. Esse comportamento insubordinado tem adiado a nossa retomada à vida pelo menos parecida com a que tínhamos.

Com o nível de ocupação dos leitos de UTI ainda altos, fica difícil programar uma flexibilização segura, porque coloca a população no risco de vir a precisar de internação hospitalar e não encontrar vagas. Esta semana, a Prefeitura deve entregar os primeiros leitos do Hospital de Campanha montado ao lado do HUT, que aguardava a contratação de médicos intensivistas. Com a ampliação dos leitos de UTI, esses profissionais tornaram-se escassos e, de repente, surgiu um outro problema. Criaram-se mais leitos, mas não tinha como se formar novos profissionais especializados em um tempo tão curto. E os que já estão no mercado estão sobrecarregados, com cargas de trabalho extenuante.

De qualquer forma, parece que agora já é possível ver alguma luz do outro lado do leito.

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