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Famosos são vítimas de fraudes na campanha eleitoral

 
Padre Marcelo Rossi faz vídeo dizendo que não se mete em política e pede para não compartilhar

Nesta campanha eleitoral, de ânimos exaltados e argumentos nada refinados, sobra todo tipo de artimanha para tentar conquistar o eleitor incauto. Apesar das inúmeras advertências do Tribunal Superior Eleitoral e dos próprios veículos de comunicação contra a propagação de fake news, é impressionante a quantidade de notícias falsas e montagens grosseiras que estão circulando nas redes sociais.

Em alguns casos, montam-se notícias, como se tivessem sido postadas por algum veículo oficial. Mas uma análise mais apurada logo revela que o autor da façanha simplesmente colou o cabeçalho de um site verdadeiro sobre uma informação mentirosa, disfarçada de notícia.

Mais recentemente, ganhou corpo a postagem de sonoras e vídeos  com depoimentos de pessoas famosas, supostamente apoiando determinado candidato. Tudo fake. Já foram vítimas do golpe, Marcelo Tas, Arnaldo Jabor, William Bonner e Renata Vasconcelos, Pe. Marcelo Rossi e, mais recentemente, o humorista João Cláudio Moreno. Todos fizeram questão de negar com veemência que estejam apoiando o suposto  candidato beneficiado. Em todos esses casos citados, os áudios se reportavam ao candidato Jair Bolsonaro, do PSL. É possível que haja também montagens como essas referentes a outros candidatos, mas é bom lembrar que não passam de fraude.

Os eleitores, na ânsia de promoverem o seu candidato preferido, costumam compartilhar essas mensagens sem, antes, se darem ao trabalho de checar a sua veracidade. Com isso, dão asas a uma trambicagem  grosseira e ainda ajudam a multiplicar mentiras. Nem todos fazem isso de má fé, é bom que se diga. Muitos compartilham ingenuamente, acreditando naquilo que ouviram. Contudo, em época de eleição, mais que em qualquer outra, não custa lembrar que nem tudo que reluz é ouro. Em boa parte, é o que se pode chamar de ouro de tolos.

O que esperar da gestão de Toffoli no STF

Até pouco tempo atrás, quase ninguém falava em Supremo Tribunal Federal. O cidadão comum sequer conhecia os nomes dos ministros que compõem a Corte máxima da justiça brasileira. Até que veio o mensalão e, depois, o petrolão. Para completar, o Congresso entrou em um vácuo de poder, deixando de exercer seu papel de legislar para dedicar-se às negociatas nada republicanas ou para salvar a própria pele dos parlamentares dos muitos inquéritos em que a maioria deles está envolvida.

Agora, o STF assumiu um protagonismo na vida brasileira como jamais visto na história desse país. As discussões travadas em seu plenário são acompanhadas em tempo real, muitas delas apimentadas por acaloradas discussões entre seus integrantes.

Hoje, mais uma vez,  a atenção dos brasileiros se volta para a Suprema Corte, a fim de acompanhar a posse do ministro Dias Toffoli na presidência da Casa. Muitos questionamentos cercam a sua futura gestão, que se acumula com a presidência do Conselho Nacional de Justiça, por um período de dois anos.

Dias Toffoli é o mais novo dos ministros, com apenas 50 anos. No seu currículo consta o trabalho como advogado do Partido dos Trabalhadores, o que o levou a ser nomeado para o STF pelo então presidente Lula, hoje preso em Curitiba por conta da Operação Lava Jato. No julgamento do mensalão, votou pela absolvição de José Dirceu. Sob sua gestão, será votada a possibilidade de prisão após a condenação em segunda instância, caso que afeta diretamente o ex-presidente e amigo Lula. As expectativas, portanto, se voltam para saber como atuará o futuro presidente do Supremo. Ele será a pessoa responsável por ditar a pauta de julgamentos do STF.

Carmem Lúcia conduziu a presidência da Casa com rigor e isenção, mantendo erguido o braço forte da lei. A nação acompanha de perto a posse de hoje para saber se prevalecerá a doutrina ou a amizade. A conferir.

Candidatos brigam pelo dinheiro do Fundo de Campanha

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, criado para substituir o financiamento de empresas privadas a campanhas eleitorais, entrou em vigor este ano e, como previsto, já causa confusão dentro dos partidos políticos. Financiado pelo dinheiro do distinto contribuinte, ou seja, nós, eleitores, o valor total chega a R$ 1,7 bilhões, divididos entre os partidos de acordo com sua representação no Congresso.

Para que o dinheiro seja liberado, as agremiações partidárias precisam definir as regras de distribuição entre os candidatos, aprovadas previamente pela maioria dos integrantes da direção nacional. Na prática, essas regras são elaboradas apenas para atender a uma exigência legal, determinada pelo TSE..

O que está acontecendo, de verdade, é que os diretórios nacionais estão destinando o dinheiro de acordo com o seu bel-prazer, na maioria das vezes, beneficiando amigos mais próximos da cúpula do partido, que disputam a eleição pelos estados mais ricos da nação.

Aqui no Piauí, o candidato a deputado federal Jorge Lopes (Solidariedade) já entrou com um Mandado de Segurança no TSE e uma representação junto ao Ministério Público Eleitoral, questionando por que, até agora, não recebeu um centavo sequer do partido para realizar sua campanha, apesar de se enquadrar em todos os critérios definidos pela sigla.

De acordo com o candidato, contemplada mesmo, por enquanto, só a candidata Major Elisete, por se beneficiar do valor mínimo dos 30% que devem ser destinados às mulheres. O próprio candidato ao governo, Dr. Pessoa, teria recebido somente R$ 200 mil, ainda segundo Jorge Lopes. O candidato denuncia a discriminação sofrida, mais uma vez, pelos estados menores

Na distribuição nacional, os partidos que receberam mais recursos foram: MDB ( R$ 230 milhões); PT (R$ 212 milhões); e PSDB (R$ 185 milhões). Ao Solidariedade, coube R$ 40 milhões.

Indefinição marca cenário, a menos de um mês da eleição.

O Datafolha apresentou um cenário de indefinição na pesquisa apresentada ontem à noite, a menos de um mês da eleição. Parte dessa incerteza é provocada pelo ex-presidente Lula, que insiste em segurar a candidatura do Partido dos Trabalhadores em suas mãos, embora o Tribunal Superior Eleitoral já tenha lhe negado o registro pelo fato de ele estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

O prazo para o PT apresentar o substituto de Lula na corrida presidencial termina hoje. E, até que isso aconteça, Haddad permanece como um fantasma entre os eleitores. Ainda assim, na condição de sombra do grande líder petista, já abocanha 9% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

O crescimento de Jair Bolsonaro (PSL) não foi tão grande como esperavam os seus correligionários, após o atentado sofrido pelo candidato na última quinta-feira. Os mais próximos tentaram midiatizar de todas as formas a enfermidade do candidato, comprometendo até mesmo a recuperação da sua saúde, ao transformarem a UTI em uma cabine eletrônica, com a produção de fotos e vídeos de Bolsonaro,  ainda em estado debilitado por conta da facada que levou na região do intestino.

Mesmo assim, a rejeição a Bolsonaro é a maior de todas, chegando a 43%. Isso significa que o candidato tem um teto para crescimento, que esbarra no contingente de eleitores que declararam que não votam nele de forma alguma. Em segundo lugar, aparecem embolados, nessa ordem, Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT). Marina sofreu uma queda acentuada, que foi bem aproveitada por Ciro, o candidato que vem ocupando o campo da esquerda, já que o candidato petista não recebeu ainda a autorização de Lula para assumir a campanha.

Como faltam menos de 30 dias para a eleição, pode sobrar pouco tempo para Haddad se tornar conhecido em todo o país, levando em conta que, com Lula preso em Curitiba, seu poder de transferência de votos fica comprometido.

Em busca dos indecisos

A quatro semanas da eleição, candidatos entram na reta final, que será decisiva para definir o pleito no próximo dia 7 de outubro. Este ano, as eleições apresentam uma característica diferente, com menos tempo de campanha, e com as restrições impostas pela justiça eleitoral, não há tanta movimentação nas ruas. É uma campanha, por assim dizer, silenciosa.

Os embates estão acontecendo mesmo nos debates veiculados nas emissoras de TV. Agora, começa a temporada do vale-tudo. No cenário nacional, a campanha ganhou uma conotação dramática com o atentado sofrido pelo líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro. As atenções estão voltadas para ele. Primeiro, para acompanhar sua recuperação, já que o golpe foi profundo. Segundo, para saber como a população vai reagir a esse ataque. O candidato não se afastou da campanha pelo fato de estar internado, mesmo que seu estado de saúde ainda inspire cuidados. Ao contrário, Bolsonaro e seus companheiros estão midiatizando a sua enfermidade a um nível abusivo até, para quem ainda corre risco de infecção.

Com isso, ele tenta sensibilizar a opinião pública e colocar-se como um mártir que expôs a vida e deu o sangue em defesa do restabelecimento da ordem no país. Além disso, ganhou uma trégua momentânea dos adversários que, em respeito ao seu estado de saúde, suspenderam as propagandas mais ofensivas contra ele. É bem possível, portanto, que se beneficie com o episódio.  Aliás, episódio lamentável, porque feriu a própria democracia, quando tirou o embate do campo das ideias para o da violência.

Aqui no Piauí, os candidatos ao governo estão se desdobrando para percorrer o Piauí em busca dos eleitores indecisos, que ainda são muitos. Muitas variáveis pesam na cabeça do eleitor que ainda não decidiu o seu voto. Assim como os demais brasileiros, os piauienses estão desencantados com a política e precisam de bons argumentos para confiar o voto a alguém.

 

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