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O ALTO CUSTO DOS SUPLENTES

Coisa boa é viver em um Estado rico, que passa longe da crise econômica que assombra o país . É o caso do Piauí. O Estado se dá ao luxo de convocar 10 suplentes de deputados estaduais, onerando as despesas do Erário, e justamente em um momento de tantas demandas sociais.

Um terço da Assembléia Legislativa é composto hoje por suplentes. Despesa a mais para quem alega estar com as contas no vermelho e que, portanto, deveria cortar gastos, especialmente os supérfluos, para equilibrar o orçamento. É isso o que fazem empresários e donas de casa quando precisam ajustar suas despesas.

Agora mesmo, bombeiros aprovados no último concurso estão reclamando a nomeação deles. O Corpo de Bombeiros está com um número reduzido de profissionais e precisando aumentar o seu efetivo, assim também como a Polícia Militar.O argumento do governo é o de que não há disponibilidade financeira e que está passando por um momento difícil.

Mas quando o assunto é a acomodação política não há dificuldade. Para isso, o cofre está sempre de porta aberta, para espanto dos demais contribuintes que não conseguem entender por que falta dinheiro para setores essenciais e sobra para os absolutamente dispensáveis.

É, de fato, um Estado contraditório, que alia extremas carências com opulências inacreditáveis. E a população, perplexa, assiste a tudo sem entender a lógica das despesas públicas.

DOAÇÃO DE MEDULA COMO ESPERANÇA DE VIDA

O Rotary Club Teresina Fátima e o HEMOPI iniciam hoje uma campanha de doação de medula óssea para ajudar a salvar vidas de pacientes com leucemia e outras doenças do sangue. As doações podem ser feitas de hoje até o dia 3 de julho, no horário das 8h às 18h, na sede do HEMOPI, na rua 1º de Maio, 235.

A campanha é uma importante inciativa porque o transplante de medula pode ser a última esperança para salvar a vida de pacientes com doenças graves. A medicina avançou bastante até permitir a realização desse tipo de transplante. O problema agora é encontrar doadores compatíveis com o paciente, uma vez que, segundo as estatísticas oficiais, a chance de achar uma medula compatível é, em média, de uma em 100 mil. Por isso, quanto maior o número de doadores, maiores são as chances de encontrar justamente aquele que pode mudar o destino de um paciente, devolvendo-lhe a possibilidade de recuperar a saúde.

Para doar, basta ter idade entre 18 e 55 anos de idade e estar em boas condições de saúde. Com uma simples coleta de 5 a 10 ml de sangue, é possível saber as características genéticas do doador e fazer parte do registro de doadores voluntários de medula óssea.

Muitos pacientes passam anos na fila à espera de um doador compatível. E essa espera é angustiante porque significa a chance decisiva entre a vida e a morte. E não depende dos médicos, de medicamentos ou de hospitais, mas tão somente da boa vontade de quem se dispõe a ajudar. Alguns casos de necessidade de transplante tornaram-se conhecidos no Piauí e comoveram toda a sociedade com uma grande mobilização, como o do menino Caio. Mas ele não é o único. Como ele, milhares de outros pacientes estão na expectativa de contar com um gesto solidário que pode trazer de volta a esperança de um futuro feliz.

 

HOJE É DIA DO ARRAIÁ DA ESPERANÇA

Pe. Tony Batista acende a fogueira hoje para celebrar uma festa já tradicional na cidade: o Arraiá do Seu Tunico. Não se trata de apenas mais uma festa de São João. É a noite de celebração do aniversário de um sacerdote que se dedica de corpo e alma, incansavelmente, para melhorar a vida dos teresinenses. Seja alimentando espiritualmente a fé dos católicos da  nossa Diocese, seja à frente dos muitos serviços desenvolvidos pela ASA – Ação Social Arquidiocesana.

Há mais de 40 anos, o Pe. Tony traz na pele e na alma o calor do sol que aquece a capital do Piauí, mas que também ilumina tantos caminhos perdidos pela dor do abandono, do preconceito, da doença e da desagregação familiar. Na condição de bom pastor que é , ele cuida do seu rebanho e chama a cada um pelo nome, curando feridas e oferecendo o abraço amigo que acolhe e conforta.

Suas palavras soam forte como o badalar dos sinos de uma catedral, pregando o Evangelho e aproximando a mensagem de Deus à vida das pessoas, famílias e comunidades. É um semeador de fé, que sabe espalhar a esperança e a confiança na mesma medida em que brada ferozmente contra qualquer tipo de injustiça social. E faz isso com a autoridade do pai, do pastor, do irmão mais velho, do amigo sempre disponível para escutar e apoiar quem o procura.

Com experiência acumulada, mas sem se deixar abater pela idade, percorre as ruas e avenidas de Teresina até ir ao encontro da periferia dos sentimentos humanos com a determinação de quem sabe a importância da sua missão. E nessa trajetória, arrasta uma multidão que, como ele, sonha com um mundo melhor. É assim na Caminhada da Fraternidade, quando milhares de pessoas vestem a mesma camisa e comungam do mesmo ideal de contribuir para somar forças na construção de uma sociedade mais igual. É assim também no comando de outros projetos sociais, com o Lar da Fraternidade, o Lar de Misericórdia, o Centro Maria Imaculada, a Casa de Zabelê, a Fundação Dom Avelar, a Escola Aberta.

O Padre Tony, ou Seu Tunico, como será saudado esta noite, é um anunciador do Reino de Deus, mas também um denunciante do reino dos homens, quando estes ferem a cidadania e a dignidade humanas. Sua voz pode ser doce ou ríspida, dependendo da ocasião; mas, sempre sábia e bondosa. A  mesma voz que hipnotiza as audiências com sua retórica impecável e que vem acompanhada de gestos concretos de amor e bondade. 

O arraia do Seu Tunico é também mais uma oportunidade de ajudar a quem precisa, uma vez que o dinheiro arrecadado na festa é investido nas muitas ações sociais da Paróquia de Fátima. Hoje, mais uma vez, a fogueira de São João vai arder no coração do pastor que irradia luz e calor por onde passa.

ESCURIDÃO NO HORIZONTE

O Piauí sofreu ontem mais uma humilhação no quesito infraestrutura. Os passageiros que estavam na noite desta quinta-feira no aeroporto de Teresina esperaram durante um bom tempo por uma explicação oficial para o vexame de esperarem por horas a fio para pegar o voo previsto. Os pousos e decolagens foram suspensos por falta da iluminação no balizamento da pista, tornando a operação absolutamente inviável por falta de segurança.

É inadmissível que a capital de um Estado brasileiro não disponha de um aeroporto com o mínimo de estrutura e conforto, como é o caso de Teresina. Há muito, reclama-se de uma reforma e ampliação, ou mesmo da construção de um novo terminal. E não é para menos. Vivemos em uma sociedade globalizada, onde as pessoas têm necessidade de deslocar-se constantemente a negócios, estudos ou simplesmente lazer.

Teresina, a muito custo, vem tentando consolidar-se como uma capital de eventos e negócios, já que não pode competir com os atrativos turísticos das outras capitais nordestinas banhadas pelo mar. Mas como atrair congressos, feiras e eventos se os passageiros não têm nem mesmo como chegar à cidade?

Não dá para imaginar que o único aeroporto de uma capital suspenda as operações porque as luzes do balizamento não funcionam e a pista fica no escuro. É muito primitivo. No mundo dos negócios, tempo é dinheiro. Perder voo por causa de mau tempo é aborrecido, mas parcialmente justificável, já que os aeroportos mais modernos funcionam por instrumentos nessas ocasiões. Ainda assim, em última análise, a culpa recai sobre a natureza. E esta, só Deus a governa. Agora, perder voo por conta de falta de equipamentos e, pior ainda, por falta de luz, é literalmente a treva.

Estamos na escuridão do desenvolvimento, do progresso, da modernidade. Que venham as luzes para clarear um novo caminho para o Piauí, permitindo novos investimentos e atraindo pessoas e negócios que promovam o crescimento do Estado.

SAUDAÇÃO À MANDIOCA

A mandioca elevada à condição de heroína, a grande redenção do povo brasileiro ! Pode haver algo mais tupiniquim? Viva Macunaíma e a República das Bananas! Agora é que o mundo inteiro , e nós mesmos, brasileiros , não entendemos coisa alguma do que está se passando no país. Durante a abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, a Presidente Dilma fez mais um dos seus discursos desconexos e desconectados. “ Então, aqui, hoje, eu tô saudando a mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil” , disse a Presidente.

Pois bem, se a mandioca é uma das maiores conquistas do Brasil nós estamos mesmo muito mal. Enquanto outras nações orgulham-se de listar entre suas conquistas a redução da desigualdade social, o acesso universal à educação de qualidade, a cobertura de saneamento básico à totalidade dos seus habitantes, a redução da mortalidade infantil, novas descobertas científicas  para o combate a doenças endêmicas, o avanço na tecnologia da informação, nós rendemos graças e louvores à mandioca.

No mesmo surpreendente discurso, a inspirada fala da Presidente foi além e instituiu o termo “mulheres sapiens”, para espanto dos presentes. Para falar a verdade, não só espanto, mas risos também.  Dilma falou que  “ quando nós criamos um bola dessas, nos transformamos em Homo sapiens ou mulheres sapiens”. Santa sapiência!

O discurso da Presidente Dilma é tão confuso quanto sua política de governo. Não se sabe aonde, e nem como, ela pretende chegar. Uma hora diz que não mexe no direito dos trabalhadores “ nem que a vaca tussa”, para logo em seguida mudar a regra do jogo. Anuncia como slogan de governo “A Pátria Educadora”  para, na sequência, cortar financiamento do FIES , programa de financiamento estudantil.

Com frases picotadas e sem sentido, o governo segue confundindo a cabeça dos brasileiros, cansados de trabalhar, pagar impostos, sofrer nas filas dos hospitais, esperar que a inflação baixe, que os serviços melhorem e que possam planejar a vida, sabendo o que os espera no futuro.

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