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POPULAÇÃO PEDE O FIM DO "CABEÇA DE JACARÉ"

A Prefeitura de Teresina iniciou o asfaltamento da Avenida Frei Serafim, principal corredor urbano da capital, por onde circulam pessoas de todas as áreas da cidade, já que ela é o divisor entre as zonas norte e sul e a mais importante via de ligação do centro com a zona leste.
Outras avenidas também estão a merecer o asfaltamento para facilitar o escoamento do tráfego, hoje um dos maiores problemas de Teresina. Com a ação do tempo e o peso dos veículos, é natural que o asfalto comece a sofrer um desgaste, que dificulta a passagem de veículos grandes e pequenos.
Mas seria interessante que a Prefeitura observasse também a situação de algumas ruas secundárias, que passaram a ter grande uso depois das modificações do trânsito na zona leste. Com a proibição das conversões à esquerda e o fechamento dos retornos, o motorista viu-se obrigado a trafegar por ruas paralelas às grande avenidas da área, como a Nossa Senhora de Fátima, Joquey Clube, Dom Severino e Homero Castelo Branco, só para citar algumas.
Se o motorista tentar fugir desses corredores para circular pelas ruas que o circundam, vai encontrar enorme dificuldade diante do estado ruim do calçamento encontrado. São ruas que, repito, devido às mudanças recentes no trânsito passaram a ter maior importância. Mas ainda apresentam um calçamento de péssima qualidade que, aqui, foi batizado de cabeça de jacaré. Os motoristas reclamam bastante, e com razão. Eles argumentam que não há mais razão para existir ruas com revestimento tão ruim.
Hoje, por força de lei, a Prefeitura já não trabalha mais com esse tipo de calçamento. Mas em toda a zona leste, considerada área nobre da cidade, é ele que predomina, atrapalhando a vida de motoristas e danificando os seus veículos. Seria bom a SDU, em conjunto com a STRANS, fazer um levantamento para saber quais dessas ruas mereceriam receber o asfalto para ajudar na política de melhoria do trânsito.

PREFEITOS DO INTERIOR DÃO EXEMPLO AO PAÍS

Os Estados brasileiros estão preocupados com a situação finaceira e como vão fazer para honrar os compromissos com a folha de pagamento, que costuma comprometer boa parte  da receita de cada um. No Rio Grande do sul, a crise chegou ao extremo, com o parcelamento do pagamento dos servidores públicos e o protesto destes expresso nas ruas.


A crise nacional contamina os Estados e os municípios. O Prefeito de Itabira, no interior de Minas Gerais, reduziu em 25% os salários dele próprio, do vice e dos cargos comissionados. Em Água Comprida, no mesmo Estado, o Prefeito decidiu cortar metade do salário,temporariamente, até que a situação melhore. Além disso, estabeleceu cortes nas despesas com telefone, combustível  e energia elétrica.


A mesma disciplina financeira já havia sido adotada aqui também, no interior do Piauí, pelo Prefeito de Corrente, Jesualdo Cavalcante. Preocupado com a receita em queda, Jeualdo, que é um administrador experiente, resolveu cortar gastos, incluindo o seu próprio salário, para não sacrificar os servidores e os serviços essenciais que o município deve oferecer à população.


A preocupação agora volta-se para o Estado do Piauí. Ontem, o Secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, disse que tem em caixa R$ 90 milhões, dos R$ 150 milhões necessários para pagar a parcela do décimo terceiro salário aos servidores públicos. Resta pouco mais de dois meses para ele conseguir os R$ 60milhões restantes. 


Os pequenos estão ensinando o caminho. Os exemplos dos Prefeitos do Piauí e de Minas Gerais bem que poderiam ser seguidos pelo Estado e pela Presidência da República. Fazer sacrifício e cortar despesas não é fácil, mas é o meio mais seguro e honesto de equilibrar as contas públicas.

UM GOLPE NA VAIDADE

A polícia civil tem mostrado um bom trabalho na investigação e solução de crimes em todo o Estado. O mais recente ainda repercute fortemente no meio social pelo público envolvido.  Por meio da Operação Mercedes, os policiais descobriram um golpe praticado na compra e venda de carros de luxo, no qual a quadrilha comprava carros caríssimos, como os da marca mercedes, que dá nome à Operação, e os revendia a um preço bem abaixo do mercado. O prejuízo ficava com os bancos, responsáveis pelo financiamento, que não viam a cor do dinheiro.


Dos 13 veículos apreendidos até agora, somente os compradores de 3 deles conseguiram provar ser vítimas de um golpe. Crimes dessa natureza prosperam  porque aqui ainda há um culto exagerado ao consumismo e à ostentação. A sociedade se alimenta de festas suntuosas e as pessoas são julgadas pelas roupas que usam e os carros que dirigem, ainda que não possam pagar por eles. Quem chega de fora para visitar Teresina pode chegar à falsa impressão de que esta é uma cidade rica, onde circula muito dinheiro. Não é. Boa parte dos empregos está concentrada no serviço público que, exceto à uma pequena casta de servidores, paga baixos salários, muito distantes dos artigos de luxo que são vistos na cidade.


Para fazer parte do clubinho social fechado, tem gente que se endivida até não poder mais. Outros, sujeitam-se a pagar R$ 40 mil por um carro que, na concessionária, não sai por menos de R$ 120 mil. É preciso olhar com cautela para ofertas exageradamente generosas como essa, pois, como todo mundo sabe, ou deveria saber, não existe almoço de graça. 


O sonho de desfilar em carros de luxo para circular nos meios sociais foi transformado em caso de polícia. O chefe da quadrilha já foi preso e, com ele, espera-se obter os esclarecimentos necessários para desvendar o que ainda permanece obscuro em toda essa história.

OS RESULTADOS DO RECADASTRAMENTO

O governo do Estado anunciou a necessidade de realizar o recadastramento dos servidores púbicos para conhecer o tamanho e a dimensão exata da máquina que administra. Convocou a todos para fazerem o recadastramento, sob pena de cortar os salários de quem não o fizesse.
Ocorre que o site estava sempre  congestionado e muitos servidores, sobretudo os mais velhos, queixavam-se da dificuldade de realizar todo o procedimento. As reclamações eram de que, quando já estavam no meio do formulário, o sistema caía. Com isso, o prazo foi elastecido.
Agora, encerrada a primeira fase, o governo divulga que 6.149 não fizeram a atualização dos dados e terão seus vencimentos cortados, até que a situação seja regularizada. Enquanto isso não acontece, o Estado vai economizando dinheiro e fazendo caixa, em um momento particularmente difícil para as finanças públicas.
Espera-se que este não seja o objetivo final do programa anunciado com tanto alarde. Até porque tem muito servidor público que se cadastrou, mas, efetivamente, não trabalha e não produz coisa alguma para o Estado. Estes continuarão a receber seus salários normalmente?
A outra pergunta que ecoa na cabeça dos piauienses é: uma vez conhecido o tamanho da máquina e a situação de cada trabalhador, há algum planejamento para melhorar a situação deles? Tome-se o caso dos aposentados, por exemplo. Ao longo dos anos, seus salários foram congelados e, hoje, recebem menos da metade do que recebiam no passado. O recadastramento ajudará a corrigir essa distorção? Ou ficará somente no corte?

QUEM VAI PAGAR O PATO?

A tentativa do governo federal de cobrar mais impostos e trazer de volta a CPMF, que tributa todas as transações financeiras, já começou a provocar reações. E elas estão partindo justamente do setor produtivo, que movimenta a economia e gera empregos no país.


Ontem, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP, comandada pelo empresário Paulo Skaf, lançou a campanha "Eu não vou pagar o pato",fazendo uso de uma conhecida expressão popular, comumente empregada quando se quer dizer que alguém vai pagar a conta por algo que não fez. E é exatamente esta a intenção da campanha. No manifesto assinado por Skaf, ele diz que "toda vez que precisa cobrir gastos, em vez de cortar despesas, o governo acha mais fácil passar a conta adiante."


Os brasileiros já pagam uma carga pesadíssima de impostos, como mostram alguns exemplos . Um televisor que custa R$ 1 mil, tem quase metade do seu custo, mais precisamente   R$ 449,00, só de impostos. No caso da conta de energia, um serviço indispensável, o contribuinte paga, para cada R$ 30 consumidos, R$ 14,48 de impostos. Na gasolina, dos 3,09 pagos por um litro do combustível, R$ 1,86 são tributos. No carro, a desproporção é ainda mais gritante. Para comprar um veículo de R$ 82 mil, você irá  pagar    R$ 42 mil só de impostos. 


O Presidente da FIESP faz um alerta sombrio. Ele deixa claro que o retorno da CPMF  vai forçar as indústrias a fechar um grande número de vagas de emprego. Ou seja, demissões à vista. Mais demissões. E isso deve se estender ainda para o comércio e para o setor de serviços.
Os detalhes da campanha e o espaço para assinar esse documento estão disponíveis no endereço eletrônico: www.naovoupagaropato.com.br

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