Cidadeverde.com

HOJE É DIA DO ARRAIÁ DA ESPERANÇA

Pe. Tony Batista acende a fogueira hoje para celebrar uma festa já tradicional na cidade: o Arraiá do Seu Tunico. Não se trata de apenas mais uma festa de São João. É a noite de celebração do aniversário de um sacerdote que se dedica de corpo e alma, incansavelmente, para melhorar a vida dos teresinenses. Seja alimentando espiritualmente a fé dos católicos da  nossa Diocese, seja à frente dos muitos serviços desenvolvidos pela ASA – Ação Social Arquidiocesana.

Há mais de 40 anos, o Pe. Tony traz na pele e na alma o calor do sol que aquece a capital do Piauí, mas que também ilumina tantos caminhos perdidos pela dor do abandono, do preconceito, da doença e da desagregação familiar. Na condição de bom pastor que é , ele cuida do seu rebanho e chama a cada um pelo nome, curando feridas e oferecendo o abraço amigo que acolhe e conforta.

Suas palavras soam forte como o badalar dos sinos de uma catedral, pregando o Evangelho e aproximando a mensagem de Deus à vida das pessoas, famílias e comunidades. É um semeador de fé, que sabe espalhar a esperança e a confiança na mesma medida em que brada ferozmente contra qualquer tipo de injustiça social. E faz isso com a autoridade do pai, do pastor, do irmão mais velho, do amigo sempre disponível para escutar e apoiar quem o procura.

Com experiência acumulada, mas sem se deixar abater pela idade, percorre as ruas e avenidas de Teresina até ir ao encontro da periferia dos sentimentos humanos com a determinação de quem sabe a importância da sua missão. E nessa trajetória, arrasta uma multidão que, como ele, sonha com um mundo melhor. É assim na Caminhada da Fraternidade, quando milhares de pessoas vestem a mesma camisa e comungam do mesmo ideal de contribuir para somar forças na construção de uma sociedade mais igual. É assim também no comando de outros projetos sociais, com o Lar da Fraternidade, o Lar de Misericórdia, o Centro Maria Imaculada, a Casa de Zabelê, a Fundação Dom Avelar, a Escola Aberta.

O Padre Tony, ou Seu Tunico, como será saudado esta noite, é um anunciador do Reino de Deus, mas também um denunciante do reino dos homens, quando estes ferem a cidadania e a dignidade humanas. Sua voz pode ser doce ou ríspida, dependendo da ocasião; mas, sempre sábia e bondosa. A  mesma voz que hipnotiza as audiências com sua retórica impecável e que vem acompanhada de gestos concretos de amor e bondade. 

O arraia do Seu Tunico é também mais uma oportunidade de ajudar a quem precisa, uma vez que o dinheiro arrecadado na festa é investido nas muitas ações sociais da Paróquia de Fátima. Hoje, mais uma vez, a fogueira de São João vai arder no coração do pastor que irradia luz e calor por onde passa.

ESCURIDÃO NO HORIZONTE

O Piauí sofreu ontem mais uma humilhação no quesito infraestrutura. Os passageiros que estavam na noite desta quinta-feira no aeroporto de Teresina esperaram durante um bom tempo por uma explicação oficial para o vexame de esperarem por horas a fio para pegar o voo previsto. Os pousos e decolagens foram suspensos por falta da iluminação no balizamento da pista, tornando a operação absolutamente inviável por falta de segurança.

É inadmissível que a capital de um Estado brasileiro não disponha de um aeroporto com o mínimo de estrutura e conforto, como é o caso de Teresina. Há muito, reclama-se de uma reforma e ampliação, ou mesmo da construção de um novo terminal. E não é para menos. Vivemos em uma sociedade globalizada, onde as pessoas têm necessidade de deslocar-se constantemente a negócios, estudos ou simplesmente lazer.

Teresina, a muito custo, vem tentando consolidar-se como uma capital de eventos e negócios, já que não pode competir com os atrativos turísticos das outras capitais nordestinas banhadas pelo mar. Mas como atrair congressos, feiras e eventos se os passageiros não têm nem mesmo como chegar à cidade?

Não dá para imaginar que o único aeroporto de uma capital suspenda as operações porque as luzes do balizamento não funcionam e a pista fica no escuro. É muito primitivo. No mundo dos negócios, tempo é dinheiro. Perder voo por causa de mau tempo é aborrecido, mas parcialmente justificável, já que os aeroportos mais modernos funcionam por instrumentos nessas ocasiões. Ainda assim, em última análise, a culpa recai sobre a natureza. E esta, só Deus a governa. Agora, perder voo por conta de falta de equipamentos e, pior ainda, por falta de luz, é literalmente a treva.

Estamos na escuridão do desenvolvimento, do progresso, da modernidade. Que venham as luzes para clarear um novo caminho para o Piauí, permitindo novos investimentos e atraindo pessoas e negócios que promovam o crescimento do Estado.

SAUDAÇÃO À MANDIOCA

A mandioca elevada à condição de heroína, a grande redenção do povo brasileiro ! Pode haver algo mais tupiniquim? Viva Macunaíma e a República das Bananas! Agora é que o mundo inteiro , e nós mesmos, brasileiros , não entendemos coisa alguma do que está se passando no país. Durante a abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, a Presidente Dilma fez mais um dos seus discursos desconexos e desconectados. “ Então, aqui, hoje, eu tô saudando a mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil” , disse a Presidente.

Pois bem, se a mandioca é uma das maiores conquistas do Brasil nós estamos mesmo muito mal. Enquanto outras nações orgulham-se de listar entre suas conquistas a redução da desigualdade social, o acesso universal à educação de qualidade, a cobertura de saneamento básico à totalidade dos seus habitantes, a redução da mortalidade infantil, novas descobertas científicas  para o combate a doenças endêmicas, o avanço na tecnologia da informação, nós rendemos graças e louvores à mandioca.

No mesmo surpreendente discurso, a inspirada fala da Presidente foi além e instituiu o termo “mulheres sapiens”, para espanto dos presentes. Para falar a verdade, não só espanto, mas risos também.  Dilma falou que  “ quando nós criamos um bola dessas, nos transformamos em Homo sapiens ou mulheres sapiens”. Santa sapiência!

O discurso da Presidente Dilma é tão confuso quanto sua política de governo. Não se sabe aonde, e nem como, ela pretende chegar. Uma hora diz que não mexe no direito dos trabalhadores “ nem que a vaca tussa”, para logo em seguida mudar a regra do jogo. Anuncia como slogan de governo “A Pátria Educadora”  para, na sequência, cortar financiamento do FIES , programa de financiamento estudantil.

Com frases picotadas e sem sentido, o governo segue confundindo a cabeça dos brasileiros, cansados de trabalhar, pagar impostos, sofrer nas filas dos hospitais, esperar que a inflação baixe, que os serviços melhorem e que possam planejar a vida, sabendo o que os espera no futuro.

PRESÍDIOS EM COLAPSO

O Brasil expôs ontem uma radiografia preocupante do sistema prisional no país. A ponto de o próprio Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reconhecer que a situação “é ruim, péssima”. E o que o sistema “está em colapso”. O Ministro apenas admitiu publicamente o que todos já sabem. As cadeias brasileiras estão superlotadas, as celas são desprovidas das mínimas condições de higiene, a violência se multiplica e o índice de assassinatos dentro dos presídios é, no mínimo, assustador.

No Piauí, a situação não é diferente. O Estado registra a segunda maior taxa de assassinatos em presídios do Brasil.  São 27,9 mortes por 10 mil presos ( Fonte: INFOPEN – Sistema de Informações Estatísticas do Sistema Penitenciário, do Ministério da Justiça).

Tão grave quanto o alto número de mortes dentro das celas é a superlotação. A média no Brasil é de 66%. No Piauí, esse índice é de 61%. O Estado possui 2.230 vagas, ocupadas por cerca de 3.700 presos. Desses, mais de 2 mil aguardam julgamento, O que representa outro problema grave, gravíssimo: o tempo de espera dos presos por julgamento. Por lei, esse tempo deveria ser de , no máximo,  seis meses, mas na prática chega a três, quatro e até cinco anos, segundo o Secretário Estadual de Justiça, Daniel Oliveira.

Passando mais tempo encarcerados do que deveriam, sem assistência médica, sem saneamento básico, e amontoados feito bichos, não existe a menor condição de ressocialização dos presos. Daí, a velha máxima de que as cadeias brasileiras são escolas do crime e de que os presos costumam sair piores do que entraram.

Daniel Oliveira diz que é preciso mais investimentos para ampliação e reforma das cadeias e qualificação dos servidores para que haja um atendimento mais humanizado. E já anuncia mudanças para o segundo semestre. As audiências de custódia devem começar a ser realizadas ainda este ano para avançar nos julgamentos e diminuir a superlotação. O sistema vai funcionar com o encaminhamento do preso em flagrante para o juiz e a decisão deste, sem demora, optando, inclusive, por penas alternativas para crimes mais brandos.

A outra notícia vinda da Secretaria de Justiça para o próximo semestre é a retomada das obras do presídio de Campo Maior, que foram embargadas por uma decisão judicial. Se tudo der certo, são mais 140 vagas que, somadas às 140 do presídio de Altos, representam um acréscimo de 280 vagas. Não resolve, mas já ajuda bastante.

 

LINHA CRUZADA

A questão da mobilidade urbana é hoje um dos maiores problemas de todas as cidades brasileiras de médio e grande porte. E não é diferente em Teresina. Pelo contrário. Aqui, as reclamações sobre as dificuldades de deslocamento são repetidas exaustivamente por todos que precisam se deslocar diariamente de casa para o trabalho ou para a escola.

Carros demais, ruas de menos, excesso de carros e motocicletas, sistema de transporte público deficiente, tudo junto resulta em um trânsito complicado e cada vez mais caótico. Com poucos recursos, os investimentos na área não chegam na mesma proporção da necessidade dos moradores.

Para completar, ainda nos deparamos com algumas situações inusitadas, para não dizer absurdas. Um dos gargalos do trânsito da capital é a ponte Wall Ferraz. Estreita, com apenas uma via em cada sentido, a ponte já não atende mais à demanda de veículos que trafegam por lá todos os dias. Pois para piorar o cenário que já é naturalmente ruim, no horário de pico, compreendido entre 7h30 e 8h, os veículos ainda precisam parar por um longo tempo enquanto o trem de carga cruza a linha férrea que passa sobre a ponte.

Sem interrupção, o trânsito já sofre com o estreitamento na pista. Quando o trem cruza a ponte, então, rapidamente forma-se um longo congestionamento para complicar ainda mais a vida dos teresinenses que saem de casa logo cedo, gastando toda a cota de paciência que deveria ser usada ao longo do dia.

Posts anteriores