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O inimigo comum

 

O novo coronavírus está conseguindo uma façanha que os líderes brasileiros não haviam conseguido até o momento: suspender, ainda que temporariamente, a polarização irracional entre o nós e o eles, a esquerda e a direita. Agora, o povo brasileiro tem um inimigo em comum: a covid-19. E, pelo menos por enquanto, é para ela que as atenções e preocupações estão voltadas, com justificada razão.

Depois de minimizar o poder do novo coronavírus, alegando que era alarde da mídia, o presidente Bolsonaro finalmente caiu em si, mas isso só depois de um integrante da sua equipe mais próxima ser infectado pela doença. Precisou que o vírus chegasse ao Planalto para que o governo assumisse a posição que se espera de um chefe da Nação e começasse a adotar providências para conter a propagação da doença no país.

Ainda ontem à noite, o presidente ponderou que não era momento de formar-se aglomerações e que, por isso, as manifestações que haviam sido marcadas para o próximo domingo fossem suspensas. Os protestos, que contavam com o apoio declarado do presidente, eram um claro ato de manifestação contra os poderes legislativo e judiciário. Isso em um momento em que o governo precisa do apoio do Congresso para aprovar medidas urgentes e importantes para a economia do Brasil que, além das dificuldades naturais, ainda tem de enfrentar a crise global que está enlouquecendo o mercado financeiro e paralisando muitos setores, como a indústria do turismo, para citar só um deles.

Os movimentos que estavam à frente da organização da manifestação do dia 15 já emitiram comunicados avisando que eles não irão mais acontecer, o que é bastante prudente diante da ameaça do vírus que já começa a ser transmitido de forma sustentada, sem que a pessoa infectada tenha viajado para o exterior.

É hora de prudência, cautela e planejamento para encarar com serenidade uma ameaça que não se sabe até onde pode ir. E isso deve partir, prioritariamente, do chefe da Nação.

Ex-Arcebispo de Teresina é o novo cardeal primaz do Brasil

Arquivo: cidadeverde.com

O ex-arcebispo metropolitano  de Teresina Dom Sérgio da Rocha foi nomeado hoje pelo Papa Francisco como novo Cardeal primaz do Brasil e passará a servir em Salvador, primeira capital do Brasil. Atualmente, Dom Sérgio estava servindo como arcebispo de Brasília, no Distrito Federal. O anúncio foi publicado no Boletim Diário do Vaticano.

Dom Sérgio da Rocha substitui Dom Murilo Krieger, que pediu renúncia do cargo após completar 75 anos de idade. O novo Cardeal Primaz do Brasil tem até dois meses para tomar posse, a contar do anúncio do Vaticano.

Dom Sérgio tem 60 anos e é natural de São Paulo. Ordenou-se sacerdote em 1984 e em 31 de janeiro de 2007 tornou-se arcebispo coadjutor de Teresina, assumindo como Arcebispo Metropolitano da capital piauiense no dia 3 de setembro de 2008.

Ponte Estaiada receberá Paixão de Cristo

A Ponte Estaiada, que já se consolidou não apenas como cartão postal de Teresina mas como espaço de eventos políticos e culturais, será palco de uma grande apresentação teatral no próximo mês. A encenação da Paixão de Cristo que era feita no bairro Lourival Parente, na zona sul, será transportada este ano para o complexo turístico da Ponte Estaiada.

A encenação será dia 5 de abril e contará com 3 palcos, estrutura completa de som e iluminação e reunirá cerca de 200 pessoas, entre atores e atrizes, produtores, auxiliares e diretores. Uma grande produção comandada pelo grupo Ato de Teatro, com entrada aberta ao público.

A transferência da apresentação da Paixão de Cristo para o complexo da Ponte Estaiada facilita o acesso de mais pessoas de diferentes bairros para assistir à encenação que representa o maior símbolo da fé católica: a morte e ressurreição de Jesus.

Inquérito apura danos ambientais causados por empresa de energia fotovoltaica

Depois das denúncias de danos ambientais provocados pela empresa Enel Green Power 22 S/A, responsável pelo empreendimento de geração de energia fotovoltaica no município de Gilbués, 773 km ao sul de Teresina, o Ministério Público instaurou inquérito civil público para avaliar os prejuízos socioambientais causados pela empresa.

A Promotoria de Justiça de Gilbués quer saber mais detalhes sobre o processo de erosão e assoreamento fluvial causados pelo desmatamento da vegetação em volta dos brejos, riachos e cursos d’água que deságuam no Rio Gurgueia. O comprometimento ao meio ambiente é grande e pode ter consequências desastrosas.

O MP encaminhou ofício à empresa requisitando informações sobre os fatos mencionados e documentados em vídeos e fotos pelos moradores da região. No documento, é solicitada a copia integral do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental ( EIA/RIMA), além do licenciamento do empreendimento. O promotor José Sérvio de Deus Barros quer saber ainda quais as providências que estão sendo adotadas pela empresa. Tudo isso em um prazo de 30 dias.

É um contrassenso que uma empresa instalada para produzir energia limpa prejudique o seu entorno, comprometendo seriamente o meio ambiente e a vida da população à sua volta. O Piauí vem se destacando na produção de energia renovável -  e isso é motivo de orgulho - desde que não traga como efeito colateral danos irreparáveis à natureza.

A empresa Enel enviou a seguinte nota de esclarecimento sobre o caso:

" A Ener Green Power informa que está atuando para analisar os impactos da forte chuva que atingiu a região do parque Solar São Gonçalo na manhã do último sábado. Oo volume de chuva no sábado foi equivalente a 10 dias em relação à média histórica de chuvas para o mês de fevereiro. Cerca de 80 técnicos com 50 máquinas têm trabalhado dentro e fora do parque para conter os efeitos das chuvas. 

Representantes da companhia também visitaram moradores das comunidades de Buritizinho e Macacos para identificar as pessoas afetadas e prestar a assistência necessária. A companhia contratou uma empresa de consultoria especializada, que está realizando um estudo voltado a mapear as áreas atingidas e o possível impacto de chuvas futuras.

A empresa também está fornecendo água potável às pessoas afetadas e mantém um canal de diálogo aberto com moradores, que podem entrar em contato por meio do 0800 285 3455 e da Ouvidoria Móvel, com um profissional que circula pela cidade de São Gonçalo do Gurguéia em um veículo identificado como Enel."

 

 

 

 

Charles Silveira se despede da FMS

Hoje à noite, o professor Charles da Silveira participa da sua última solenidade à frente da Prefeitura de Teresina. O atual presidente da Fundação Municipal de Saúde entrega a reforma do Hospital do Dirceu às 19h desta segunda-feira, 9 de março, e amanhã mesmo entrega o cargo. É bem verdade que o Prof. Charles já havia anunciado a sua saída há algum tempo. No início do ano, perguntei ao então presidente da FMS se a saída dele tinha a ver com a decisão da escolha do futuro candidato a prefeito do Palácio da Cidade, no que ele respondeu que, independente de ser ou não escolhido, iria entregar o cargo.

O portal cidadeverde.com acabou antecipando a escolha do nome do Secretário Municipal de Educação, Kléber Montezuma, como o indicado do prefeito Firmino Filho. Ao longo dos últimos meses, o prefeito fez mistério o quanto pode sobre essa escolha e apontou vários secretários como possíveis indicados, estimulando-os a viabilizarem seus nomes.

Não se sabe até que ponto essa estratégia de incentivar uma eventual candidatura entre os colegas de administração gerou algum tipo de rusgas entre os que não foram escolhidos.  Fica sempre uma gota de desapontamento em quem estava se preparando para ser o escolhido e foi deixado para trás.

O desafio do prefeito agora é manter a equipe unida em torno do nome indicado para fortalecer a campanha do candidato do Palácio da Cidade. É verdade que não é a primeira vez que Firmino se vale dessa estratégia. Em 2004, ele usou do mesmo artifício até revelar que o candidato seria o então secretário Sílvio Mendes. Espera obter o mesmo desempenho agora em 2020.

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