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MP cobra plano de ação da Equatorial para evitar apagão

O apagão ocorrido em Teresina na noite do réveillon por causa de um temporal que desabou sobre a cidade ainda repercute e gera discussão. Ontem, foi a vez do Ministério Público do Estado cobrar explicações da Equatorial Energia. Na reunião, realizada por vídeochamada, o presidente Maurício Álvares Velloso informou aos promotores que a empresa teve que lidar com os efeitos de um evento climatológico severo, que registrou mais de 1700 descargas atmosféricas e ventos com velocidade que variaram de 87 até 102 km/h.

Mas o Ministério Público está interessado mesmo é em saber o que a Equatorial pretende fazer daqui para frente. O coordenador do Procon, Nivaldo Ribeiro, questionou quais medidas estão sendo adotadas para ressarcir os prejuízos dos consumidores, que não foram poucos. Em alguns casos, as famílias ficaram quatro dias sem energia, perdendo todos os alimentos que havia na geladeira, além dos danos nos eletrodomésticos.

Outra indagação do MP foi com relação a um plano de controle de arborização a ser implementado pela empresa, já que parte dos estragos foi causada pela derrubada de árvores sobre a fiação elétrica. E, por fim, os promotores também cobraram da empresa uma estratégia de pronto atendimento em caso de fenômenos graves como o da noite do dia 31 de dezembro.

Por enquanto, as respostas não foram convincentes, mas agora a cobrança não é mais somente dos contribuintes. Os órgãos públicos, como o Ministério Público, a Prefeitura de Teresina e a própria Aneel – a agência reguladora de energia elétrica – estão de olho nas ações da concessionária no Piauí.

Economia do Nordeste deve encolher 8%, apontam analistas.

A perspectiva econômica para a Região Nordeste não é nada boa para este ano de 2021. Estima-se uma queda de 8% na renda da região, em consequência do fim do Auxílio Emergencial, que teve sua última parcela paga no mês de dezembro. Os estudos foram feitos pela Consultoria Tendências.

O Nordeste foi uma das regiões com maior número de pessoas beneficiadas com o Auxílio Emergencial, justamente em função do grande número de trabalhadores informais, o que já revela uma fragilidade da economia local. A economia na região encolheu 3,8% e a estimativa de crescimento para este ano é de apenas 2,1%, abaixo na média nacional, que deve ficar em 2,9%.

Esses números são reflexos da histórica desigualdade regional existente no país que, pelo menos por enquanto, não tem qualquer projeto para combatê-la. No passado, criou-se a Sudene – Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – exatamente para esse fim. Mas, como tantos outros órgãos públicos no Brasil, acabou virando cabide de empregos políticos e mais uma instituição burocrática.

Até hoje, a distância econômico-social que separa o Nordeste das regiões Sul e Sudeste é gigante. Políticas públicas de combate à essa desigualdade são imprescindíveis para tornar o Brasil um país mais justo. E maior delas, sem dúvida, é a educação de qualidade a todos, indistintamente.

Polícia deve mirar prévias carnavalescas

Acertadamente, e seguindo todas as recomendações médicas, os governos do Piauí e de Teresina decidiram suspender o carnaval de 2021. O anúncio veio no dia em que o Brasil atingiu a triste marca de 200 mil mortes provocadas pela Covid-19. De fato, não há sentindo algum em promover festas com multidões concentradas em ruas ou clubes quando vidas se perdem aos milhares.

No entanto, os órgãos públicos, em especial as autoridades de segurança e vigilância sanitária, precisam estar atentas e atuarem com rigor nas festas particulares de Momo, a exemplo do que aconteceu no Revèillon. Desde já, muitas prévias carnavalescas estão sendo organizadas e anunciadas na capital e no litoral.

Já há até mesmo grandes bandas contratadas para tocar em festas programadas para o período pré-carnavalesco, justamente quando estaremos enfrentando um repique da doença, ainda como consequência das comemorações da virada do ano.

A falta de compromisso com a vida e com a saúde pública é proporcional ao número de vítimas, muitas delas fatais. Se toda a capacidade de argumentação médico-científica não foi capaz de convencer essas pessoas de que o momento é de crise, e não de celebrações, só mesmo a força policial para conter esse ímpeto negacionista que está esgotando a capacidade de atendimento nos hospitais e levando os profissionais de saúde à exaustão.

É preciso lembrar que a vacina foi desenvolvida, mas ainda não foi aplicada. Portanto, continuamos em uma pandemia.

Taxa de ocupação das UTIs deve ser levada em conta na volta às aulas

Os governos estaduais e municipais ajustam seus calendários para a retomada das aulas agora no início de 2021. Os alunos foram afastados da sala de aula ainda em março do ano passado, logo no início da pandemia da Covid-19. Passados mais de dez meses, já há grupos de pais pedindo a volta das aulas presenciais. Eles consideram que o aprendizado de forma virtual ficou aquém do desejado e, na balança entre o risco do contágio na volta à escola e o prejuízo causado com o confinamento, optam pelo primeiro. Isso considerando que as escolas terão todo o cuidado com as regras higiênico-sanitárias e que farão todo o possível para manter o distanciamento necessário.

É difícil prever o que pode acontecer. Mas, certamente, o risco é menor do que o que ocorre nos bares lotados, onde a maioria dos frequentadores não usa máscaras e o distanciamento acaba sendo ignorado depois do terceiro ou quarto copo.

A preocupação maior é com este mês de janeiro, especialmente a partir da próxima semana, quando começaremos a sentir os efeitos das festas de fim de ano, sobretudo no litoral piauiense. Os médicos não preveem um janeiro tranquilo. E as taxas de ocupação dos leitos de UTI para Covid só reforçam esta preocupação. Na rede privada, em Teresina, a taxa bate 100% em alguns hospitais. No HGV, ela chega a 80%. Um índice extremamente preocupante e que deve ser levado em conta antes de qualquer decisão.

Governo do Estado estuda PPP para a área da saúde

O governo do Piauí está estudando a possibilidade de realizar uma Parceria Público Privada na área da saúde no Estado. A proposta é de realizar a telemedicina para desafogar o atendimento de alta complexidade, hoje concentrado basicamente nas maiores cidades do Estado, como Teresina, Parnaíba e Picos. O Sistema de Saúde Digital facilitaria o atendimento aos pacientes das menores cidades, evitando longos deslocamentos até as cidades polos.

A PPP inclui também os serviços de lavagem de roupas e esterilização dos produtos, retirando dos hospitais o serviço de lavanderia. Seria construído um centro de processamento e lavagem que forneceria o enxoval a sete hospitais de Teresina e um de Demerval Lobão.

De acordo com a superintendente de Parcerias e Concessões, Viviane Moura, “A PPP traz a atualização tecnológica para esta área. A concessionária terá de entregar uma infraestrutura adequada a um custo que poderá ser controlado”.

Os resultados dos estudos devem ser apresentados já em fevereiro.

 

 

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