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Por que o Brasil não está crescendo como deveria

A economia do país tinha tudo para estar em ritmo de crescimento outra vez, depois de um ano e meio de pandemia. Com 60% da população brasileira já vacinada com a primeira dose e as atividades voltando a funcionar na quase totalidade, era de se esperar um aumento no consumo e na demanda por serviços. E esse aumento até acontece, mas em setores específicos, e em um ritmo abaixo do esperado.

Com a desvalorização do real diante o dólar, muitos produtores estão preferindo exportar a vender para o mercado interno. Resultado: a mercadoria fica escassa por aqui e o preço naturalmente sobe, puxando para cima uma inflação que já é alimentada pelos preços dos combustíveis. O litro da gasolina já está quase chegando a R$ 7 nas bombas.

A seca também entrou em campo para bagunçar um pouco mais o cenário. E, não bastasse os prejuízos que traz para o campo, também esvazia os reservatórios de água, provocando uma série crise hídrica, que já é responsável pelo aumento considerável no valor da tarifa de energia. Estamos operando na bandeira vermelha da crise hídrica.

No momento que deveria ser de crescimento, o Brasil precisa economizar energia para não sofrer um apagão. Essa ameaça impacta diretamente a produção industrial e os serviços. E, para completar o caldo de dificuldades, a instabilidade política criada no país afasta os investidores estrangeiros e dificulta até mesmo os planos de investimentos dos brasileiros. É o que os economistas costumam chamar de tempestade perfeita.

Os setores que mais cresceram no Piauí no 2º trimestre do ano

O Produto Interno Bruto do Piauí - a soma de todas as riquezas produzidas no Estado - ficou estável no segundo trimestre deste ano. De abril a junho de 2021, o PiB piauiense foi medido em -0,1%. Comparado com o mesmo período do ano passado, houve um crescimento de12,4%. O segundo trimestre de 2020 compreendeu o período em que praticamente todos os setores da economia tiveram que fechar as portas por causa da pandemia. Os dados são do IBGE.

Quando olhamos para o primeiro semestre deste ano, o PIB apresenta alta de 6,4%. A maior queda foi no setor de agropecuária (-2,8%), seguida pela indústria (-0,2%). Já o setor de serviços cresceu 0,7%.

Alguns setores da indústria até apresentaram crescimento, como as Indústrias Extrativas (5,3%) e de Construção (2,7%). Mas esse crescimento não foi suficiente para compensar as perdas na indústria de Transformação, que caiu 2,2%, e na atividade de Eletricidade e gás, água e esgoto, que caiu 0,9%.

No setor de serviços, a alta foi puxada pela Informação e Comunicação (5,6%). O comércio cresceu 0,5% e atividades imobiliárias, 0,4%.

Desigualdade vacinal impede fim da pandemia, diz cientista

São Paulo registrou ontem a primeira morte causada pela variante Delta. A vítima é uma mulher de 74 anos, de Piracicaba, que apresentava comorbidades e já havia sido imunizada com as duas doses. A presença da variante Delta no país é inequívoca e cabe agora aos governos federal, estadual e municipal, bem como aos cidadãos, lançarem mão de todas as formas de controle possíveis para evitar que os leitos hospitalares voltem a ficar superlotados, levando o sistema de saúde ao colapso.

Em entrevista ao Jornal Cidade Verde, ontem à noite, a epidemiologista Denise Garrett, foi clara ao enfatizar que, a essa altura, só a vacina é insuficiente para conter uma escalada descontrolada da Delta. Segundo a médica, que é vice-presidente do Instituto Sabin de Vacina, nos Estados Unidos, é preciso proibir eventos com grande quantidade de público e limitar o número de pessoas em qualquer outro tipo de atividade.

No Brasil está acontecendo exatamente o contrário. Embalados pela queda de ocorrências nas últimas semanas, os governos de diferentes Estados, inclusive o Piauí, decidiram flexibilizar as medidas restritivas como se a pandemia já estivesse chegando ao fim. Infelizmente, não está.

Outro ponto que merece ser lembrado da entrevista concedida pela Dra. Garrett é que enquanto todos os países não tiverem acesso à vacina para imunizar os seus cidadãos, nenhum país estará inteiramente seguro, mesmo que ofereça a terceira dose até mesmo às crianças, como acontece em Israel. É preciso que haja segurança de imunização para todos, ou não haverá para ninguém.

Lacen é denunciado por más condições de funcionamento

O Sindicato dos trabalhadores em saúde pública vai encaminhar ao Ministério Público do Trabalho uma denúncia contra o Laboratório Central, o Lacen, por causa das condições precárias de funcionamento do prédio. Eles relatam que há várias infiltrações e a presença de fungos no ambiente, o que pode, segundo o sindicato, até mesmo interferir no resultado dos testes realizados por lá.

O Lacen é responsável por muitos testes indispensáveis para a prevenção e diagnóstico de várias doenças, como o teste do pezinho, por exemplo. Mas sua importância ganhou mais destaque ainda agora, durante a pandemia, quando o laboratório passou a realizar os testes de Covid.

Justamente pelo papel relevante que desempenha, o prédio que abriga o Lacen deveria encontrar-se em boas condições físicas, mas não é isso o que as imagens mostram. O que se vê é um ambiente úmido, insalubre, com instalações que comprometem a segurança dos profissionais e do próprio material colhido para leitura de exames.

A Secretaria de Saúde do Estado diz que não teve condições de fazer uma reforma no prédio porque o Lacen não podia parar durante a pandemia, mas que irá enviar uma equipe ao local para fazer uma análise. Demorou muito, mas sempre é tempo de corrigir o que precisa ser feito. Ainda mais, quando se trata de saúde pública.

Um novo jeito de fazer calourada

Se os tempos atuais pedem o distanciamento social por causa da pandemia, a Universidade Federal do Piauí descobriu um jeito diferente de fazer a tradicional calourada de acolhimento dos novos alunos. Será por meio de uma live transmitida pelo canal da UFPI no Youtube, a partir das 9h desta segunda-feira, 30.

Com um formato leve e divertido, e linguagem própria para prender a atenção de jovens na faixa etária entre 18 e 19 anos, a live reunirá informação e entretenimento. Será mostrado como funciona a instituição, o campus da Ininga, em Teresina, e os do interior em Bom Jesus, Picos e Floriano.

E é nesse formato virtual que os novos alunos também tomarão conhecimento sobre os serviços e cursos de extensão oferecidos pela universidade, bem como as oportunidades de pesquisas e bolsas, além de conhecerem os museus de Arqueologia e Paleontologia.

Dessa forma, os alunos ingressam no terceiro grau por meio de uma nova linguagem que já existia, mas se intensificou e deve ser incorporada definitivamente em nossa realidade. O mundo virtual veio para ficar não só na educação, mas também na saúde e no mundo dos negócios.

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