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A dor de Camila e de todas as mulheres

A bala que atingiu a estudante Camila feriu a todas nós, mulheres,  e também aos homens que silenciam diante da violência praticada diariamente contra mães, filhas, estudantes e trabalhadoras, pelo simples fato de pertencerem ao sexo feminino. A dor de Camila não se restringe apenas à família da jovem de 21 anos, que teve sonhos, projetos e futuro interrompidos. É uma dor coletiva, movida pela impotência diante de tantos crimes praticados contra mulheres de todas as idades.

Amanhã, a Camila estará esquecida e as notícias citarão outros nomes, outras vidas. Tem sido assim nos últimos tempos. É uma prova de que nossa sociedade falhou enquanto organização social que deveria proteger seus cidadãos e cidadãs. Assim também como são falhas as leis que promovem a impunidade de assassinos covardes, que se utilizam da sua superioridade física para sufocar a enorme carência afetiva e moral que carregam dentro de si. Ou alguém tem dúvida de que, dentro de pouco tempo, o assassino da jovem estará solto, gozando das prerrogativas do instrumento chamado progressão da pena?

A punição ao agressor é minimizada, suprimida, até. Já não se pode dizer o mesmo da dor da família que perde alguém de forma prematura e violenta. Para os pais e amigos da Camila, assim como de tantas outras jovens que perderam suas vidas, a dor é um abismo que se agiganta ainda mais ao ver que os algozes permanecem soltos, ameaçando outras mulheres. É como colocar sal sobre uma ferida que insiste em não cicatrizar.

Senado decide hoje futuro da Uber no Brasil

Uma queda de braço entre taxistas e motoristas do aplicativo Uber deve ser travada hoje no Senado, durante a votação das medidas que regulamentam o transporte individual. Os taxistas nunca se conformaram com a concorrência imposta pela Uber, que passou a oferecer serviços diferenciados ( com água, balas, motoristas treinados) a um preço melhor. O natural seria os taxistas também aperfeiçoarem seu serviço. Em vez disso, preferiram radicalizar contra um fenômeno bem sucedido no mundo inteiro. 

Os passageiros assistem a essa polêmica, na esperança de que vença a livre concorrência para terem a oportunidade de escolher o serviço que melhor lhes atenda, a um preço mais justo. 

Quem vai pagar o pato?

Aqui no Piauí, os empresários estão se mobilizando para uma manifestação de protesto amanhã de manhã na Assembleia Legislativa contra o aumento de impostos proposto pelo governo de estado. Depois de uma reunião na sede da Federação das Indústrias do Piauí, os empresários já conseguiram retirar do pacote de impostos a energia elétrica, que, aliás, já sofreu novo reajuste por parte do governo federal, em função do encarecimento na produção de energia, que passou a se valer das termelétricas. Os empresários e os deputados de oposição tentam retirar agora, pelo menos, os combustíveis. A manhã deve ser movimentada na Alepi.

Novo valor do mínimo

O governo redefiniu o valor do salário mínimo previsto para vigorar a partir do ano que vem. Preocupado com o déficit do país, baixou de R$ 969 para R$ 965. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 937; o aumento, portanto, é de R$ 28, cerca de 3%. Com isso, o governo federal espera economizar R$ 1,2 bilhão no pagamento de aposentados e pensionistas do INSS.

De qualquer forma, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, apressou-se em dizer que esta é a apenas uma previsão orçamentária e que o valor definitivo só será publicado em janeiro do ano que vem.

 

 

CNBB divulga nota sobre profanação dos símbolos religiosos

Depois das polêmicas exposições artísticas apresentadas no Brasil, nas quais símbolos religiosos bastante caros aos cristãos católicos, como o crucifixo e a eucaristia, foram desrespeitados de forma ostensiva, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, reunida em assembleia na semana passada, resolveu se pronunciar por meio de nota pública.

A CNBB ressalta que a fé e arte sempre andaram juntas. E é verdade. Os templos religiosos mais antigos são verdadeiros museus de arte sacra. O teto da Capela Sistina, no Vaticano, é uma das maiores expressões da arte renascentista de Michelângelo,  visitado até hoje por milhares de turistas, independente da  religião que praticam.

No seu texto, os bispos afirmam que “ Em toda a sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino.”  E prega mais respeito e tolerância com a fé do povo brasileiro, reconhecido por sua religiosidade, presente em diversas manifestações de norte a sul.

“Preocupam, portanto, o nível e a abrangência destas intolerâncias que, demasiadamente, alimentadas em redes sociais, têm levado pessoas e grupos a radicalismos que põem em risco o justo apreço pela arte, a autêntica liberdade, a sexualidade, os direitos humanos, a democracia do país”, diz a nota. A  liberdade artística não significa carta branca para profanação barata de símbolos religiosos. Esse tipo de atitude não traz em si qualquer sinal de beleza ou expressão criativa, mas somente o desejo de agredir e contestar o pouco que resta de sentimento sólido construído no coração dos brasileiros. 

Leia a nota na íntegra:

cnbb.net.br

Piauí participa do Fórum Nacional de Segurança Pública

A segurança pública, finalmente, está sendo vista como problema nacional, comum a todos os estados e que, portanto, deve ser tratada conjuntamente pelos governadores e presidente da República. O assunto vai ser debatido hoje em Rio Branco, no Acre, durante o Fórum de Governadores do Brasil sobre Segurança Pública, com a presença de Temer.

O governador Wellington Dias viajou ontem para participar do encontro. Ele, como os demais governadores do Brasil, tem motivos e preocupações de sobra para apresentar nesse fórum. A violência urbana é, hoje, um dos maiores problemas do país e ela passa, sem dúvida, pelo avanço das drogas. E o tema do encontro é justamente “ Narcotráfico, uma Emergência Nacional”.

 

Comissão tem  Relatoria da Oposição

Ninguém tem dúvida de que o projeto que estabelece o aumento de impostos, relativo à alíquota do ICMS, vai ser aprovado na Assembleia Legislativa. Mas até a aprovação final ainda deve haver muito barulho em torno dele.

Nunca havia se visto a classe empresarial fazendo um protesto tão articulado quanto agora. Ontem, quando a mensagem foi a votação na Comissão de Constituição e Justiça, tinha até trio elétrico em frente à Assembleia. Sem falar nas faixas e cartazes. A matéria foi aprovada na CCJ e agora segue para a Comissão de Finanças, onde o relator é um deputado de oposição, contrário à proposta. Coube ao deputado Rubem Martins (PSB) relatar o projeto a partir de agora. Já o deputado Robert Rios ( PDT) promete levar a questão para a Justiça. Segundo ele, o governo não poderia ter juntado três matérias diferentes em um só projeto: Refis, aumento de impostos e autorização de operações financeiras para cobrir o rombo da previdência.

 

 

 

O Day after

O arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer ontem, no plenário da Câmara dos Deputados, já era esperado. Afinal, o Planalto montou uma operação de guerra, procurando agradar não só as bancadas, como muitos parlamentares individualmente, com cargas e liberação de emendas. O presidente jogou o jogo político.

No entanto, a cada nova denúncia, Michel Temer sai mais fragilizado. Ontem, a votação a favor dele já foi menor do que na primeira. O PSDB, um dos partidos aliados com direito a assento no ministério, votou dividido, e com leve maioria contrária ao voto do relator, Deputado Bonifácio de Andrade. Foram 23 votos contra e 20 a favor.

A questão é saber qual o capital que restou ao presidente para conduzir  o conjunto de reformas do qual ele tanto se orgulhou em dizer que deixaria como legado do seu governo. Um sonho que vai ficando cada vez mais distante, embora necessário.

Não ao imposto

Hoje, na segunda sessão marcada para votar o projeto de aumento da alíquota do ICMS na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, mais tumultos e protestos no Palácio Petrônio Portela. A oposição, aliada à classe empresarial, está protestando a plenos pulmões para tentar barrar mais um aumento de impostos. Embora sejam minoria na casa, os deputados de oposição estão fazendo barulho. E prometem levar a questão para a justiça, se for preciso.

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