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Na semana da eleição, Alckmin vai a 3° lugar e passa de Ciro

A semana decisiva para as eleições 2018 começou com a divulgação de mais uma pesquisa de intenção de votos para presidente da República, encomendada pelo BTG Pactual.  Segundo os dados da pesquisa, Jair Bolsonaro( PSL) mantém a liderança, com 31 %; Haddad (PT) está  com 24% e, surpresa, Geraldo Alckmin (PSDB) ultrapassou Ciro Gomes e está agora em terceiro lugar, com 11%. Ciro (PDT) caiu para o quarto lugar, com 9%. João Amoedo ( Novo) passou de Marina e aparece em quinto lugar, com 5%. Já Marina (Rede), que não conseguiu sair da curva descendente apresenta 4%, seguida por Henrique Meireles (MDB) e Álvaro dias (Podemos), ambos com 2%. Os votos brancos e nulos somam 2%; Não sabe, não respondeu, 4%.

A grande novidade desta pesquisa com relação às anteriores foi a ascensão de Alckmin, que ficou à frente de Ciro Gomes. Nos últimos dias, o tucano vinha apostando no discurso de que a última semana seria da virada. Mas a oscilação positiva ainda é pequena para permitir que Alckmin chegue ao segundo turno.  Outro que subiu na reta final foi João Amoedo. Interessante notar que os dois são de centro, como se os eleitores estivessem começando a cansar da polarização entre os extremos, que tem levado a posições exacerbadas de ambos os lados.

Curiosamente, nas simulações de segundo turno, o candidato que lidera no primeiro turno só venceria de Haddad e Marina. Ainda segundo a pesquisa BTG/Pactual, Bolsonaro perderia tanto para Alckmin, quanto para Ciro. Esta última semana de campanha reserva novas pesquisas e, também, debates eleitorais importantes para a definição dos números. Importante observar que o número de indecisos vem caindo, mas ainda há uma margem para avançar sobre eles.

Bolsonaro sofre segundo golpe

O escândalo do dia recai sobre a rumorosa separação do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas para a Presidência da República, e Ana Cristina Siqueira Valle. Depois que a ex-mulher negou a reportagem publicada pela Folha de São Paulo sobre o pedido de proteção ao Itamaraty por conta das ameaças que vinha sofrendo de Bolsonaro, a Revista Veja traz agora o conteúdo de todo o processo litigioso, que inclui acusações gravíssimas, inclusive a do furto de um cofre no Banco do Brasil.

Segundo consta no processo, a ex-mulher acusa o atual candidato a Presidente de ter furtado jóias avaliadas em R$ 600 mil e mais de R$ 200 mil em dinheiro vivo de um cofre que ela mantinha no Banco do Brasil. O fato teria se dado em outubro de 2007 e foi registrado em um Boletim de Ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia Civil.

Ana Cristina, ainda no mesmo documento, também  acusa o ex-marido de ocultar uma pequena fortuna em patrimônio pessoal na prestação de contas à Justiça Eleitoral em 2006, quando ele disputou uma vaga à Câmara Federal, para a qual foi eleito.

Os documentos em poder do Itamaraty já publicados pela imprensa davam conta que ela sofria ameaças e que Bolsonaro agia com “desmedida agressividade” contra a ex-mulher. Atualmente, Ana Cristina disputa uma vaga para a Câmara Federal valendo-se do sobrenome Bolsonaro, e diz que exagerou nas acusações durante o período da separação. Mas os detalhes contidos no processo são um golpe, talvez mais profundo que o primeiro, sofrido durante o atentado em Juiz de Fora. Naquele, Jair Bolsonaro foi vítima; neste, é o acusado.

PF faz apreensão em endereço de Ciro Nogueira

A pouco mais de uma semana das eleições, fatos novos continuam a surpreender os eleitores diariamente. Hoje cedo, a Polícia Federal desencadeou uma operação para cumprir mandado de busca e apreensão, autorizado pelo TSE, na casa do senador Ciro Nogueira (PP), que concorre à reeleição.  A operação é vinculada à Lava Jato e está em busca na sede do PP.

O candidato Ciro Gomes (PDT) teve que se submeter a um procedimento de urgência para cauterizar um vaso na próstata no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, depois de sentir um desconforto para urinar.

Jair Bolsonaro, o líder das pesquisas  desde o início da campanha, ainda se recupera em outro hospital de São Paulo, o Albert Einstein, de um atentado a faca, sofrido durante uma caminhada na cidade mineira de Juiz de Fora. O segundo candidato mais bem colocado nas pesquisas teve sua candidatura lançada em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde se encontra preso o seu mentor, o ex-presidente Lula.

É, sem dúvida, uma eleição sui generis, na qual o eleitor se pergunta o que ainda falta a acontecer. De escândalos, a atentados, doenças, fake news, já se viu um pouco, ou um muito, de tudo.

TSE confirma presença do Exército em mais 10 municípios do Piauí

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou ontem o envio de forças armadas para mais dez municípios piauienses durante a eleição, no próximo dia 7 de outubro. Até o momento, portanto, o Piauí já sabe que poderá contar com o reforço do exército em 124, dos 224 municípios do Estado, ou seja, mais da metade.

O Piauí, aliás, é o Estado brasileiro com o maior número de municípios a receber o reforço das tropas federais no dia do pleito. Os dez municípios que receberam a aprovação ontem foram: Fronteiras, São Julião, Alegrete do Piauí, Caldeirão Grande do Piauí, Piripiri, Brasileira, São Raimundo Nonato, Coronel José Dias, Dom Inocêncio e São Lourenço do Piauí. Ainda estão sob apreciação do TSE os pedidos para outras 24 cidades piauienses.

É preocupante que, para exercer um ato de cidadania dentro de um regime democrático, o Estado precise de presença maciça do Exército Brasileiro. Reflete não só a insegurança em que vivemos, como a falta de estrutura dos órgãos que deveriam garantir a paz e a tranquilidade no Estado, e, ainda, o clima de intolerância e beligerância em que estas eleições estão transcorrendo.

Se até um candidato a presidente da República, sob a proteção da Polícia Federal, foi esfaqueado, é porque a violência parece mesmo fugir do controle em um momento que deveria ser uma grande festa cívica, com a escolha soberana dos nossos representantes. É uma pena que o país e o Piauí, particularmente, tenham chegado a esse ponto.

Disputa entre os extremos

A nova pesquisa Ibope para presidente da República, divulgada ontem, aponta para a direção de um afunilamento entre os dois candidatos extremos de esquerda e de direita. Os candidatos da chamada terceira via, que representam o pensamento do centro, não conseguiram se viabilizar para chegar ao segundo turno. Ciro Gomes, do PDT, mais alinhado à esquerda, é o que chega mais próximo.

O centro se pulverizou em várias candidaturas que, isoladas, não conseguiram decolar. Se estivessem reunidas como alternativa  aos extremos poderiam romper a polarização existente hoje, que está levando o país a uma radicalização preocupante.

Bolsonaro mantém a liderança conquistada desde o início da campanha, mas esbarra em uma rejeição muito grande que compromete a sua vitória no segundo turno.  46% dos eleitores disseram que não votam no candidato do PSL de forma alguma. É um índice muito superior ao dos que se dispõem a votar nele.

Fernando Haddad, que teve um crescimento vertiginoso desde que foi lançado oficialmente como candidato, também tem uma alta taxa de rejeição: 30%. Ou seja , parece que o pleito vai ser definido por aqueles que não querem determinado candidato: seja do PT, seja do PSL. De fato, a escalada de Bolsonaro se deu muito menos por suas qualidades ou propostas e mais pelo fato de ele conseguir puxar para si a imagem de anti-PT.

De dentro da cela na Polícia Federal em Curitiba, onde cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula mostra que continua dando as cartas no jogo pela disputa presidencial. A onze dias da eleição, a novidade é que o número de indecisos diminuiu e limita-se, hoje, a 6% do eleitorado.

 

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