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Vacinas chinesas chegam ao Brasil para testes com voluntários

Foto: Roberta Aline

Chegaram hoje a São Paulo as doses da vacina chinesa contra a Covid-19 que serão testadas em nove mil voluntários brasileiros. Esta é a terceira fase de testes e será realizada em profissionais de saúde que ainda não tiveram a doença. As inscrições continuam abertas a quem tiver interesse em participar dos testes com as vacinas produzidas pelo laboratório chinês Sinovac Biotech.

O Instituto Butantan, em São Paulo, é um dos doze centros brasileiros responsáveis por esta etapa da pesquisa no Brasil e que ficará encarregado da fabricação da vacina. A previsão é de que, se tudo correr bem, até novembro deste ano a vacina estará pronta para seguir para a fase de aprovação dos órgãos reguladores, último passo antes da fabricação e distribuição do produto.

O Instituto Butantan já adiantou que tem capacidade para fabricar até 100 milhões de doses da vacina. O acordo com a China prevê que, desse total, 60 milhões de doses fiquem no Brasil para ser aplicadas na população local.

Em outra frente, seguem os testes com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, a mais adiantada de todas e a que já apresentou os resultados mais promissores até o momento.

Uso inadequado de máscaras pode causar acne no rosto

De tão necessárias para a prevenção da Covid-19, elas se tornaram até objeto de lei. Ninguém pode sair de casa sem máscara. Este é o novo normal para se proteger e proteger os outros. Mas o uso constante desse equipamento já começa a deixar algumas marcas no rosto. Com a face coberta por muito tempo, a pele fica sem respirar. Resultado: aumenta a oleosidade e, como consequência, vem junto a indesejável acne.

Se a pessoa passa muito tempo sem trocar a máscara, o tecido tende a ficar úmido e essa umidade acaba passando para a região do queixo, nariz e do buço. E aquelas marcas que tanto incomodavam na adolescência voltam a aparecer.

A dermatologista Andressa de Deus diz que qualquer coisa que provoque a obstrução dos poros favorece o surgimento de acne. E, já que as máscaras serão nossas companheiras ainda por um bom tempo, a médica dá algumas orientações para evitar que elas deixem marcas no rosto.

Dra. Andressa de Deus

 

A recomendação é:

-Usar máscaras de um tecido de algodão que permita que a pessoa possa respirar com mais facilidade;

-Trocar a máscara assim que perceber que ela esteja úmida;

- Usar hidratante próprio para o rosto (aqueles indicados para pele oleosa);

-Lavar o rosto 3 vezes ao dia com sabonete neutro;

Caso a acne se forme, a pessoa deve procurar o dermatologista para tratar o problema porque ele pode se agravar e desenvolver uma dermatite. E, por fim,  nunca tentar remover a acne por conta própria ou usando soluções caseiras, que podem prejudicar ainda mais a saúde da pele

Antônio Wall, irmão do ex-prefeito Wall Ferraz, morre vítima da Covid-19

O Piauí ultrapassou ontem a triste marca de mil mortes pela Covid-19, uma doença que vem se alastrando de forma avassaladora, destruindo vidas, roubando sonhos e interrompendo o futuro de muitas pessoas, incluindo crianças e jovens. Nesta mesma triste semana em que o Estado alcança um número tragicamente simbólico, foram registradas as mortes de uma criança de um ano de idade e de um jovem médico de trinta e nove anos (de segunda-feira até hoje já foram três médicos).

Ontem à noite, foi a vez do professor Antônio Wall Ferraz, irmão do ex-prefeito de Teresina, Raimundo Wall Ferraz. Antônio Wall foi professor do Departamento de Planejamento e Política Agrícola da Universidade Federal do Piauí e Pró-Reitor de Administração. Ele foi também chefe de gabinete do Tribunal de Contas do Estado, na gestão do então presidente Anfrísio Lobão.

A Covid-19 está roubando de nós muitos talentos. A área de saúde, até por estar diretamente em contato com a doença, tem sido particularmente atingida. Muitos médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem já foram infectados; muitos perderam a vida.

Outro setor também bastante afetado foi o da polícia militar. São profissionais que não têm a opção de ficar em casa para se proteger do novo coronavírus. A profissão deles exige a presença constante na rua, expondo a própria vida – e a dos seus familiares – ao perigo de uma doença tão letal. Por isso mesmo, o egoísmo de quem pode permanecer em isolamento e, ainda assim, decide promover festas, passeios e aglomerações, comprometendo a vida de quem precisa trabalhar chega a ser cruel e desumano.

INSS vai fazer prova de vida digital por meio de celular

A forte presença da tecnologia nas atividades cotidianas, que já vinha se consolidando nos últimos anos, mostrou-se imprescindível e irreversível nesses tempos de pandemia, em que o distanciamento social tornou-se obrigatório para conter a propagação do novo coronavírus. Até mesmo o serviço público, normalmente o último a aderir às novidades tecnológicas, parece ter se rendido à facilidade do mundo digital.

O INSS, conhecido pelas longas filas que forma e por uma burocracia com o peso de um elefante, aderiu às ferramentas da TI. A novidade é a possibilidade de os beneficiários realizarem a prova de vida por meio digital. A experiência começa em agosto com 550 mil pessoas, aquelas nascidas em janeiro e fevereiro e que não chegaram a fazer a prova em março por causa da pandemia.

A proposta é fazer o reconhecimento facial, por meio da câmera do telefone celular, para quem já tem carteira de motorista ou título de eleitor digital. Nesse primeiro momento, ainda em teste, a prova de vida digital deve atingir 1,5% dos 36 milhões de beneficiários. Quem não é adepto do mundo digital, e aí inclui-se boa parte dos aposentados brasileiros, continua valendo a prova de vida física, na qual o beneficiário tem de se apresentar em uma das agências. No caso dos beneficiários acima de 80 anos ou com alguma dificuldade de locomoção, eles podem solicitar a visita domiciliar do agente público até sua casa.

CNPQ destina R$ 5 milhões para pesquisas voltadas ao combate à Covid-19

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação está incentivando pesquisas que colaborem para o combate ao novo coronavírus e para o enfrentamento à Covid-19. Estão abertas até o dia 23 de agosto as inscrições para projetos de pesquisas financiados pelo CNPQ ( Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) no valor total de R$ 5  milhões, com R$ 750 mil para cada projeto que contribua significativamente para ajudar a diagnosticar precocemente ou tratar a doença.

As propostas devem se enquadrar em cinco linhas de pesquisa previamente distribuídas:

  1. Pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e ferramentas para diagnóstico da Covid-19;
  2. Pesquisa e desenvolvimento de vacinas e medicamentos para Covid-19, incluindo o reposicionamento de medicamentos disponíveis;
  3. Sequenciamento genético do Sars-CoV 2 e estudos sobre epidemiologia e modelagem matemática da pandemia;
  4. Inteligência Artificial, TICs e Computação de Alto Desempenho orientados à pesquisa de novos medicamentos, desenvolvimento de vacinas, tratamento, testes clínicos e sistemas e infraestruturas de saúde relacionadas à Covid-19;
  5. Estudos epidemiológicos e testes clínicos para avaliar a sobreposição Sars-CoV 2 e outras comorbidades, especialmente a tuberculose.

A pandemia será vencida pela soma dos esforços individuais de comportamento dos cidadãos e pela boa ciência, que tem se debruçado para descobrir novas formas de prevenção e combate à propagação do vírus e ao tratamento da Covid-19.

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