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Seu candidato está comprometido em recuperar a economia local? Veja aqui

No próximo dia 15 de novembro os eleitores vão às urnas, no primeiro turno, para escolherem os futuros prefeitos e vereadores das suas cidades. Nos últimos anos, esta ação tem sido vista como mera obrigação para ficar em dia com a Justiça Eleitoral, o que é uma pena. Votar livremente é ter a oportunidade de escolher o destino da sua cidade. O ano de pandemia que estamos vivendo deixou um rombo na economia mundial, sentida ainda com mais força nas pequenas e médias cidades.

Por isso mesmo, a escolha que será feita em novembro é fundamental para a recuperação do cenário administrativo que vai definir como será a vida dos cidadãos nos próximos anos. Recuperar a economia, ao lado de promover a saúde, é fundamental. O governo federal não tem como sustentar por muito tempo a política do auxílio emergencial. É chegada a hora de políticas públicas de incentivo ao empreendedorismo como caminho de fortalecimento da economia.

Para isso, o Sebrae lançou o Guia do Candidato Empreendedor, que pode ser baixado gratuitamente no site www.sebrae.com.br A ideia é que os candidatos se comprometam com propostas de incentivo ao pequeno e médio empreendedor, estimulando cadeias produtivas, fazendo o dinheiro circular e gerando emprego e renda.

Algumas das orientações estão contidas nos cinco passos do candidato empreendedor. Conheça quais são e veja se seu candidato é comprometido com essas ações.

1º - Priorizar e implantar políticas de desenvolvimento voltadas para os pequenos negócios;

2º- Promover a sustentabilidade econômica local pela participação dos pequenos negócios nas compras públicas e compras dos pequenos negócios locais;

3º - Aumentar a produtividade dos setores econômicos do município;

4º- Agregar valor à Produção Agrícola Local;

5º - Estimular e promover a cultura empreendedora.

Jovens representam o maior perigo no recrudescimento da Covid-19

Os números da Covid-19 ainda oscilam bastante no Piauí, que ora se apresenta em alta, segue para estabilização, queda e logo depois retorna para o estágio de alta no número de casos. É próprio da dinâmica da doença e também da mudança de comportamento da população. Não resta dúvida que o pior momento já passou, mas o vírus continua circulando livremente e fazendo vítimas de norte a sul do Estado. E não podemos relaxar enquanto houver mortes e internações em UTIs provocadas pelo novo coronavírus, sejam elas dez, cem ou mil. Cada vida importa.

A maior preocupação agora, dizem os especialistas, são os jovens. Aqui em Teresina, os números apresentados pela última pesquisa sorológica, na semana passada, apontam que o maior número de infecções está concentrado nos jovens adultos. Impacientes pelo longo tempo de quarentena, eles viram na reabertura dos bares a justificativa que procuravam para achar que a vida estava voltando ao normal e que, portanto, poderiam voltar à rotina de antes.

Desde então, o que se tem visto são bares e restaurantes lotados, pessoas sem máscaras, gente se abraçando para fotos e por aí vai. Esse cenário é extremamente preocupante porque é nele que o vírus encontra um corredor largo para correr e se espalhar, não só nas mesas festivas, mas para as casas onde esses jovens moram e voltam depois de cada balada.

Vários países da Europa tornaram a adotar medidas restritivas depois de uma segunda onda da doença. Israel decretou lockdown para conter o novo avanço da Covid-19. Não queremos isso para o Brasil, até porque se já foi difícil manter a quarentena no início da pandemia, imagine agora. Justo aqui, o país onde a população se orgulha de infringir regras e bate no peito ostentando o sobrenome para desacatar autoridades quando elas estão no estrito cumprimento do seu dever.

Para quem não quer escutar o que diz a ciência médica, que pelo menos olhe para os números dos casos e mortes que continuam a se manifestar dia após dia. Já perdemos muitas vidas, não podemos alimentar ainda mais essa triste estatística.

Igreja São Benedito pode reabrir dia 4 de outubro

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Os fiéis da Igreja de São Benedito estão ansiosos com a expectativa de reabertura do templo, o que pode acontecer no próximo dia 4 de outubro, início dos festejos de São Francisco de Assis, coordenados pelos capuchinhos

A Igreja de São Benedito já está fechada há quatro anos, desde setembro de 2016, quando parte da torre desabou, danificando o teto e os bancos do templo religioso. Felizmente não havia ninguém lá dentro na hora do acidente e, por isso, não houve feridos. De lá para cá, foi empreendida uma campanha de arrecadação de recursos para a reconstrução da igreja que resultou em cerca de R$ 600 mil. A parte estrutural, garante o frei, já está pronta. Falta a pintura externa.

Os religiosos aguardam agora a autorização do Conselho Regional de Engenharia – CREA e da Defesa Civil do Município para que as portas da Igreja voltem a ser abertas para os tradicionais festejos de São Francisco. Mas, mesmo que a reabertura seja autorizada, nem todo mundo vai poder estar lá dentro. Por causa da pandemia, que exige distanciamento social, a presença dos fiéis deverá ser confirmada mediante agendamento prévio até um número limite para evitar aglomerações. De qualquer forma, já é um retorno.

A Igreja de São Benedito tem um simbolismo muito forte na cidade. Ela foi construída no lugar conhecido como alto da Jurubeba, no início da Avenida Frei Serafim, e é um marco também porque foi erguida com o suor e a doação de gente muito simples. Suas portas entalhadas manualmente são tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional e, agora, finalmente, vão poder abrir novamente. É o que todos esperam.

UFPI desenvolve pesquisa sobre Febre do Nilo no Piauí

Embora rara, a febre do Nilo Ocidental tem se manifestado do Piauí desde 2014. Em abril deste ano, a Secretaria de Saúde do Estado registrou o sétimo caso da doença. Trata-se de uma enfermidade causada por um Flavovírus e transmitida por meio da picada de um mosquito, provavelmente do gênero Culex (pernilongo). Esses mosquitos se infectam ao picarem aves silvestres e acabam contaminando não só humanos, mas também outros animais.

Um grupo de pesquisa coordenado pela professora doutora Lílian Catenacci, da UFPI, em parceria com a SESAPI, Fundação Municipal de Saúde e ADAPI vem pesquisando a doença no Piauí desde 2018. Os pesquisadores já coletaram dados nas cidades de Teresina, Piripiri, Lagoa Alegre e Água Branca e devem seguir com os trabalhos também em Amarante e Parnaíba. O objetivo é reunir dados que ajudem a entender o ciclo epidemiológico no Brasil para que seja feito um monitoramento que possa conter a expansão do vírus no Piauí.

A Febre do Nilo pode ser assintomática, mas 20% das pessoas infectadas desenvolvem sintomas como febre aguda, anorexia, náusea, vômitos, dor nos olhos, cefaleia, e dor muscular. Os casos mais graves podem evoluir para manifestações neurológicas, desenvolvendo encefalite, meningoencefalite e síndrome de Guillain-Barré.

Como ainda não há vacina para a doença, o grupo de pesquisas em viroses, denominado ZIKAZOO, dá sequência aos trabalhos que possam levar à proteção da população piauiense.

MP multa donos de sucatas instaladas ilegalmente às margens do Rio Parnaíba

O Ministério Público do Piauí, por meio da 24ª Promotoria, constatou que os proprietários de sucatas instaladas às margens do Rio Parnaíba, na altura do bairro Saci, zona sul de Teresina, estão desmatando áreas de preservação permanente para a expansão do negócio. Os promotores fizeram uma inspeção no local, acompanhados do Batalhão da Polícia Ambiental e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

A fiscalização foi feita com base em denúncias recebidas pelo MP de que a área às margens do rio estava sendo devastada para dar lugar a automóveis velhos e peças de veículos que movimentam o mercado das sucatas. Os técnicos comprovaram a denúncia e encontraram até mesmo edificações construídas em um espaço onde só deveria existir mata nativa. O proprietário do imóvel foi autuado e multado.

As áreas de preservação permanente foram instituídas pelo Código Florestal, em 2012, e constituem-se em espaços territoriais legalmente protegidos, ambientalmente frágeis e vulneráveis. É o caso das margens dos rios, que precisam da vegetação nativa para conter o assoreamento.

A cena vista durante a inspeção foi de um monte de lataria amontoada onde deveria haver mata virgem. Nenhum dos proprietários de sucata apresentou qualquer autorização para ocupar aquela área.

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