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Músico tem violão roubado e está impedido de trabalhar

O músico Damião Bezerra, violonista bastante conhecido, foi a mais recente vítima dos ladrões que agem a todo instante e em todas as regiões de Teresina. Bastou um instante em que o músico estacionou o carro em frente a uma farmácia no bairro Morada do Sol, na zona leste, para os ladrões levarem seu violão que estava dentro do veículo.

Ao roubarem o violão, o ladrão não levou apenas um objeto de valor, mas o instrumento de trabalho de Dam, que ganha a vida produzindo música da melhor qualidade e assim o faz porque é um apaixonado pela arte. Homem simples, de grande habilidade com as cordas, Damião Bezerra se dedica incansavelmente ao ofício de tocar e encantar os ouvidos da plateia. Não é vaidoso, não tem grandes ambições, mas, literalmente, não pode viver sem música porque é dela que tira seu sustento.

Seria apenas mais um roubo entre tantas ocorrências registradas diariamente em uma cidade cada vez mais violenta. Mas, desta vez, calaram um artista e privaram toda a população de ouvir os acordes que tanto fazem falta, especialmente nesses dias difíceis de doenças, crimes e guerra ideológica.

Variante Delta está lotando UTIs pediátricas nos EUA

 

Em entrevista ao Jornal Cidade Verde, ontem á noite, o médico intensivista brasileiro Luís Fernando Correia, radicado nos Estados Unidos, fez um alerta importante. A variante Delta está afetando as crianças de maneira desproporcional. E isso se dá não apenas por causa do maior poder de transmissibilidade da cepa, mas também porque as crianças saíram do isolamento e voltaram às escolas, que nem sempre respeitam todos os protocolos necessários.

O médico citou o caso dos Estados do Alabama e da Louisiana que já estão com os leitos de UTI pediátricos lotados. As crianças, lembra ele, acumulam uma carga viral muito grande no nariz e na boca.  E, embora muitas vezes não desenvolvam sintomas, são transmissoras importantes da doença. Essa conclusão foi publicada na JAMA – Journal of the American Association, respeitada revista científica.

Agora que as festas infantis, aulas e outras atividades voltaram com todo gás em Teresina, é bom voltar os olhos para o que está acontecendo nos Estados Unidos para que não ocorra o mesmo por aqui.

Boates insistem em desrespeitar decreto do Governo

A insensatez e falta de bom senso continuam a atuar firmemente na propagação do coronavírus, adiando o fim da pandemia, que já causou tanta dor e morte no mundo inteiro. Apesar do último decreto do governo do Estado determinando que até o dia 29 de agosto ficam suspensas todas as atividades que gerem aglomeração, bem como eventos culturais, boates, casas de shows ou quaisquer atividades festivas público ou privadas, com ou sem a cobrança de ingressos, os piauienses seguem desrespeitando a autoridade pública e a doença.

A foto acima foi feita no último sábado à noite na porta de uma boate na Avenida Homero Castelo Branco, zona leste de Teresina. Aglomeração, ausência de distanciamento, negligência no uso de máscara - tudo que contraria as medidas sanitárias de proteção contra a Covid. E isso era só a expectativa de entrar dentro da boate. Lá dentro, em local fechado, sem ventilação, com música alta, o vírus encontra o ambiente perfeito para dançar junto com os frequentadores.

A polícia militar e a Vigilância Sanitária foram até o local para conversar com os proprietários e, mais uma vez, orientar sobre os protocolos definidos para funcionamento de estabelecimentos comerciais. Pelo decreto, as boates sequer podem funcionar. Ainda mais nestas condições.

Os profissionais de saúde seguem em um trabalho inglório de lutar contra uma doença que está sendo estimulada pela própria população.

 

Variante Delta traz de volta mortes e internações ao redor do mundo

Desde o início da pandemia, o Brasil tem tido a oportunidade de olhar para o que acontece primeiro nos Estados Unidos e na Europa, e só depois por aqui,  para aprender com eles os erros e acertos no enfrentamento à Covid-19. No entanto, apesar de haver uma diferença temporal na manifestação da doença entre os continentes, o que poderia nos colocar em uma posição vantajosa, o país se recusa a olhar para o que está acontecendo lá fora, a fim de adotar medidas preventivas aqui antes que a situação piore.

Foi assim na primeira e segunda ondas. Está sendo assim agora, também, na terceira onda. Os gráficos de mortes e internações em leitos de UTI mostram que a pandemia está tomando corpo novamente ao redor do mundo por causa da variante Delta, de maior poder de transmissibilidade. Mesmo assim, as autoridades brasileiras fecham os olhos para a realidade e afrouxam os protocolos de segurança.

Notem que Israel vacinou mais de 80% da sua população adulta com a vacina Pfizer – considerada de alta efetividade – e ainda assim os casos explodiram no país, No Brasil, o Rio de Janeiro tem sido o epicentro dos casos provocados pela nova variante, que já se alastra também para os outros estados. Mas os cuidados, tanto por parte dos governantes quanto da população, estão cada vez mais esquecidos. Aglomerações e relaxamento no uso de máscara podem ser vistos naturalmente sob a leniência do poder público. É como se as pessoas estivessem lutando contra a vida e não contra o vírus.

 

Internações em UTI

 

Óbitos 

Estudos avançam para a aplicação da 3ª dose da vacina contra Covid

A variante Delta já está presente em quase todos os Estados brasileiros, alguns com maior incidência, como o Rio de Janeiro, onde já foram identificados 431 casos de Covid pela nova variante. No Nordeste, Estados vizinhos ao Piauí já apresentam casos notificados. O Ceará contabiliza 16 casos; Pernambuco, 14; e Maranhão, 7. Diante desses números, segundo os infectologistas, seria muito ingênuo achar que a Delta não está circulando no Piauí. O problema é que aqui não está sendo feito o sequenciamento genômico que permite identificar qual a cepa do vírus em circulação.

Com o avanço da nova variante, embora a Gama – aquela originalmente detectada no Amazonas – ainda seja predominante, estudiosos investem em pesquisas sobre a possibilidade, cada vez mais real, da efetividade de uma terceira dose. Isso porque, embora não haja comprovação até agora de que seja mais letal, a Delta é muito mais transmissível.

Na segunda-feira, 16, a Unifesp e o Ministério da Saúde iniciaram um estudo com 1.200 voluntários que já tomaram as duas doses da Coronavac há pelo menos seis meses para receber a terceira dose. Já se estuda também a possibilidade da intercambialidade de vacinas, ou seja, a administração de doses de fabricantes diferentes.

Enquanto isso, a ciência reforça o uso de máscara, a higienização constante das mãos e o distanciamento social.

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