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Variante Delta traz de volta mortes e internações ao redor do mundo

Desde o início da pandemia, o Brasil tem tido a oportunidade de olhar para o que acontece primeiro nos Estados Unidos e na Europa, e só depois por aqui,  para aprender com eles os erros e acertos no enfrentamento à Covid-19. No entanto, apesar de haver uma diferença temporal na manifestação da doença entre os continentes, o que poderia nos colocar em uma posição vantajosa, o país se recusa a olhar para o que está acontecendo lá fora, a fim de adotar medidas preventivas aqui antes que a situação piore.

Foi assim na primeira e segunda ondas. Está sendo assim agora, também, na terceira onda. Os gráficos de mortes e internações em leitos de UTI mostram que a pandemia está tomando corpo novamente ao redor do mundo por causa da variante Delta, de maior poder de transmissibilidade. Mesmo assim, as autoridades brasileiras fecham os olhos para a realidade e afrouxam os protocolos de segurança.

Notem que Israel vacinou mais de 80% da sua população adulta com a vacina Pfizer – considerada de alta efetividade – e ainda assim os casos explodiram no país, No Brasil, o Rio de Janeiro tem sido o epicentro dos casos provocados pela nova variante, que já se alastra também para os outros estados. Mas os cuidados, tanto por parte dos governantes quanto da população, estão cada vez mais esquecidos. Aglomerações e relaxamento no uso de máscara podem ser vistos naturalmente sob a leniência do poder público. É como se as pessoas estivessem lutando contra a vida e não contra o vírus.

 

Internações em UTI

 

Óbitos 

Estudos avançam para a aplicação da 3ª dose da vacina contra Covid

A variante Delta já está presente em quase todos os Estados brasileiros, alguns com maior incidência, como o Rio de Janeiro, onde já foram identificados 431 casos de Covid pela nova variante. No Nordeste, Estados vizinhos ao Piauí já apresentam casos notificados. O Ceará contabiliza 16 casos; Pernambuco, 14; e Maranhão, 7. Diante desses números, segundo os infectologistas, seria muito ingênuo achar que a Delta não está circulando no Piauí. O problema é que aqui não está sendo feito o sequenciamento genômico que permite identificar qual a cepa do vírus em circulação.

Com o avanço da nova variante, embora a Gama – aquela originalmente detectada no Amazonas – ainda seja predominante, estudiosos investem em pesquisas sobre a possibilidade, cada vez mais real, da efetividade de uma terceira dose. Isso porque, embora não haja comprovação até agora de que seja mais letal, a Delta é muito mais transmissível.

Na segunda-feira, 16, a Unifesp e o Ministério da Saúde iniciaram um estudo com 1.200 voluntários que já tomaram as duas doses da Coronavac há pelo menos seis meses para receber a terceira dose. Já se estuda também a possibilidade da intercambialidade de vacinas, ou seja, a administração de doses de fabricantes diferentes.

Enquanto isso, a ciência reforça o uso de máscara, a higienização constante das mãos e o distanciamento social.

Polícia investiga roubo de jumentos no litoral do Piauí

Já faz algum tempo que a população do litoral piauiense denuncia o roubo de jumentos na região. E o que era uma simples suspeita virou caso de polícia. A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente está investigando o que seria uma ação organizada do roubo e abate desses animais para envio ao Estado do Ceará, de onde partiriam para exportação.

O delegado Emir Maia já teria até identificado os vaqueiros responsáveis pelo sumiço dos jumentos naquela região, mas eles não foram localizados para prestar depoimento. Segundo alguns levantamentos preliminares, os homens receberiam cerca de R$ 30 a R$ 50 por animal abatido. Este era o valor pago na Bahia, onde também estava ocorrendo prática semelhante. A carne do animal seria exportada supostamente para a China.

A polícia já localizou até mesmo os currais onde os animais eram guardados antes do abate, situado na zona rural de Luís Correia. Mas o crime de roubo e maus tratos aos jumentos também já foi denunciado em Barra Grande.

Polícia é chamada para acabar com festa na Homero Castelo Branco

Na véspera do aniversário de Teresina, uma multidão decidiu celebrar da pior forma possível o dia que deveria ser de homenagens à cidade. Com uma pandemia que já matou mais de 500 mil pessoas em todo o país e a variante Delta fazendo recrudescer os casos da doença pelo mundo inteiro, jovens se aglomeraram no meio da rua como se não houvesse um vírus mortal circulando.

A cena acima  foi registrada nesta madrugada na Avenida Homero Castelo Branco, zona leste da capital. A polícia chegou a ser acionada para dispersar a aglomeração por volta das 3h da madrugada.

Tanta gente junta e próxima umas das outras - sem máscara - é um verdadeiro culto ao vírus, que adora ambientes assim para se multiplicar. E quanto mais isso acontece, mais aumentam as chances de surgirem novas variantes, adiando ainda mais o fim da pandemia.

A atitude dos frequentadores dessa festa macabra não é apenas insana, é irresponsável com a própria saúde e com a saúde coletiva. Profissionais de saúde estão há um ano e cinco meses trabalhando dia e noite para tratar e combater a Covid. Enquanto isso, pessoas alheias à realidade em volta e sem a menor sensibilidade para o que está acontecendo promovem aglomerações desnecessárias.

Os vizinhos e a população em geral devem chamar a polícia cada vez que depararem com uma cena dessas.

Lacen-PI aguarda equipamento para fazer o sequenciamento da variante Delta

Depois da identificação da variante Delta nos Estados vizinhos do Ceará, Maranhão e Pernambuco, a Secretaria de Saúde do Estado pede o reforço nas barreiras de, pelo menos, 26 municípios piauienses que mantêm fluxo mais intenso com pessoas oriundas desses Estados. É o caso, por exemplo, de Floriano, Amarante, Luzilândia e Pedro II. Este último já intensificou o controle na entrada e saída do município, assim que foi informado de um caso na cidade de Poranga, no Ceará.

A Sesapi está aguardando um aparelho de automação que deve ser encaminhado pelo Comitê Gestor de Recursos Laboratoriais- CGLab – para que o Lacen possa fazer aqui no Piauí o sequenciamento que permite a identificação da variante Delta. Com isso, o Estado terá maior clareza sobre a situação epidemiológica do Piauí com relação à nova cepa do coronavírus.

Os infectologistas avaliam que a variante Delta já pode estar circulando no Piauí. E lembram que ela tem um poder de transmissibilidade bem maior que as demais. A Coordenadora de Epidemiologia do Estado, Dra. Amélia Costa, diz que atualmente a maior incidência dos casos da doença está entre os jovens porque eles estariam banalizando a doença e descuidando dos cuidados básicos, como uso de máscaras e distanciamento social e faz um apelo para que eles mantenham a vigilância necessária até que a pandemia esteja sob controle.

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