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Por que os preços dispararam no supermercado durante a pandemia

Ao longo da pandemia, o consumidor foi surpreendido por um aumento expressivo de preços nos produtos comercializados nos supermercados. Durante todo a quarentena, com mais tempo livre dentro de casa, as pessoas passaram a cozinhar mais, a testar novas receitas e a aumentar o consumo de alimentos. Mas logo perceberam que a conta no supermercado estava pesando cada vez mais no bolso.

Os supermercados foram uma das poucas empresas que não fecharam as portas na pandemia. Na verdade, passaram a vender tanto ou mais do que antes. No entanto, em uma economia em recessão, com aumento no índice de desemprego, os preços dos produtos nas prateleiras aumentaram de forma considerável. Os consumidores sentem o peso na hora em que passam pelo caixa e veem o valor do dinheiro diminuir a cada nova compra.

A explicação dada pelas associações de supermercados brasileiros está na crescente procura internacional pelos alimentos produzidos no Brasil, especialmente pela China, que forma estoques estratégicos de proteína vegetal e animal. E os produtores brasileiros preferem vender para o comércio exterior, já que a cotação do dólar está acima de R$ 5, o que lhes garante um lucro bem maior.

Mercadorias como o óleo de soja, o arroz, o feijão, o milho, o açúcar e até mesmo o frango e a carne bovina sofreram os maiores impactos na alta dos preços. No caso da soja, de janeiro a julho deste ano, o Brasil exportou 50,5 milhões de toneladas, um aumento de 32% com relação ao mesmo período do ano passado. O mercado internacional da soja está tão promissor que o Brasil já começou a negociar a soja que será colhida em 2022. Bom para quem produz, ruim para o consumidor brasileiro, que cada vez leva menos produtos para casa e deixa mais dinheiro no supermercado.

Feriadão faz piauiense esquecer pandemia

Nem mesmo os tubarões assustaram os banhistas. Os relatos que chegam do litoral piauiense neste feriadão dão conta de praias superlotadas, com muita gente nos bares sem máscaras, como se a brisa praiana tivesse levado o vírus embora num passe de mágica. Os médicos estão preocupados com os números que podem aparecer daqui a 14 dias, tempo para que se possa medir a infecção de novos casos.

Pouco a pouco, com a reabertura das atividades, as pessoas passaram a entender que a vida estava retomando seu curso de antes e que já não há mais a ameaça da doença. Ledo engano.  O novo coronavírus continua presente e circulando livremente. A autorização para a reabertura das atividades deu-se pelo simples fato de que se a quarentena demorasse mais tempo a economia entraria em colapso. As empresas já não tinham mais como sobreviver com as portas fechadas.

Mas, desde o início, todas as autoridades de saúde alertaram que essa retomada precisaria ser gradual e que, a partir de agora, a responsabilidade passaria a ser de cada cidadão. Os piauienses precisam entender que ainda estamos vivendo uma pandemia e que não podemos baixar a guarda. O cansaço e o desgaste psicológico causados pelo distanciamento social são perfeitamente compreensíveis, mas eles não podem servir de justificativa para que as pessoas joguem fora todo o esforço já feito até aqui.

Ou existe a compreensão de que precisamos nos cuidar e cuidar uns dos outros ou o coronavírus sairá vencedor. Sair de casa ainda deve ser a última opção até que tenhamos a segurança que, provavelmente, só virá com a vacina.

A volta possível do setor de eventos culturais e esportivos

O setor de eventos criativos e culturais já se prepara para a volta às atividades, ainda de forma bastante restrita, com limitação máxima de 100 pessoas por apresentação realizada. Ainda assim, um alento para quem está há quase seis meses parada. Este é um segmento econômico que movimenta uma extensa cadeia produtiva, que vai desde os artistas de palco, a produtores, iluminadores, maquiadores, técnicos de som e de luz, cerimonialistas, fotógrafos, decoradores e outras categorias que, somadas, chegam a 52.

O governo do Estado liberou a realização de eventos a partir da próxima terça-feira, 8 de setembro. A Prefeitura de Teresina já sinalizou que vai seguir o cronograma do Governo. Mas, segundo o protocolo definido pela Vigilância Sanitária do Piauí, ainda não poderá ser realizada nenhuma atividade esportiva ou cultural em lugar fechado, como cinemas e teatros. Os eventos deverão ocorrer em espaços abertos ou semiabertos, respeitando o distanciamento entre as pessoas, o uso de máscara e a disponibilização de álcool em gel.

Uma das formas permitidas dentro desse novo cenário é o de apresentações em drive-in, um modelo que já vem sendo adotado em cidades como Brasília, por exemplo. Mas aí também há um número máximo de pessoas permitidas por veículo e o condutor não pode fazer uso de bebida alcóolica.

A adaptação deste setor tem sido bem difícil. Até hoje, não foi liberada nenhuma das parcelas previstas pela Lei Audir Blanc, que consiste em um auxílio para o setor cultural. Muitos profissionais desta área estão fazendo outros tipos de “bico” para sobreviver ou contando com a ajuda de parentes e amigos. Uma triste realidade para quem vive de promover festa e alegria para o distinto público.

Teresina entra na lista dos municípios investigados pela PF

Hoje foi a vez de Teresina. Durante toda a pandemia, a Polícia Federal e os profissionais que integram a Rede de Controle – responsável pela fiscalização dos gastos públicos – estão trabalhando pesado na apuração das despesas com equipamentos e insumos usados para enfrentar a Covid-19. Diante da situação de emergência, os governos – nas suas diferentes esferas – declararam estado de calamidade pública.

A Prefeitura de Teresina baixou o seu decreto ainda no dia 20 de março. O decreto de Nº 19.538 estabelece no Art 2º que os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal ficam autorizados a adotar medidas excepcionais necessárias para se contrapor à disseminação do novo coronavírus. Agora, a Polícia Federal diz que não houve transparência na compra, com dispensa de licitação, de equipamentos de proteção individual, kits para testes e insumos hospitalares, resultando em superfaturamento superior a 400%.

A operação da Polícia Federal está recolhendo material para investigação e a Prefeitura ainda não se manifestou sobre o assunto. É uma denúncia gravíssima, que precisa ser esclarecida. A cidade, como o restante do mundo, vive um momento de séria crise de saúde pública, onde cada centavo deve ser bem aplicado para diminuir os impactos da pandemia. Já não é aceitável qualquer desvio de conduta dos agentes públicos na aplicação do dinheiro recolhido dos impostos dos cidadãos, mas, em se tratando de saúde pública, a tolerância é menor ainda. Ou melhor, tolerância zero.

Governo define mais 4 parcelas de R$ 300 para auxílio emergencial

Foto: Estadão Conteúdo

Depois de muitas discussões até acertar o valor final, o governo bateu o martelo ontem e anunciou a prorrogação do auxílio emergencial para mais quatro parcelas de R$ 300. A equipe do ministro Paulo Guedes propunha um valor menor, que não ultrapassava R$ 270. Mas o Presidente firmou posição em um valor mínimo de R$ 300.

O anúncio oficial foi feito ontem à noite. Agora, o governo deve encaminhar uma Medida Provisória ao Congresso, alterando o valor do auxílio emergencial. É um dinheiro que pesa na contabilidade do teto dos gastos públicos, mas que tem sido fundamental para que a população de baixa renda enfrente esse período de pandemia, quando o nível de desemprego já atingiu a casa de 13%.

É esse dinheiro também que tem movimentado os pequenos e médios comércios, evitando que o tombo na economia seja ainda maior em razão do isolamento social necessário para conter a disseminação do novo coronavírus.

O que precisa ser feito pelo governo é passar um pente fino na concessão do benefício para evitar que pessoas que não se enquadrem nos critérios recebam indevidamente o dinheiro que deveria ser pago a pessoas que realmente necessitam. Como escrevemos na coluna de hoje, mais de 6 milhões de pessoas receberam o auxílio de forma irregular.

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