Cidadeverde.com

Brasil possui 26 estudos clínicos com transfusão de plasma em pacientes com Covid

Uma estratégia que vinha sendo estudada clinicamente no Brasil como forma de controle da Covid-19 ganhou destaque depois que a FDA, a agência reguladora norte americana, autorizou seu uso em pacientes infectados pelo novo coronavírus. Trata-se da transfusão do plasma sanguíneo de pacientes já recuperados da doença para pacientes infectados em estado grave.

Nos EUA, essa técnica recebeu forte pressão do presidente Donald Trump para que fosse adotada no país, embora os resultados dos testes ainda sejam inconclusivos. Aqui no Brasil, existem pelo menos 26 estudos clínicos que estão sendo desenvolvidos, com resultados seguros e promissores, porém ainda não definitivos. O que impede um entusiasmo maior com os resultados obtidos até agora é que essa técnica é cara e de difícil acesso.

A transfusão de plasma não é exatamente uma novidade na ciência. Ela já vem sendo utilizada há mais de cem anos no controle de outras doenças infecciosas. Mais recentemente, foi aplicada no tratamento da SARS, MERS e Ebola. Mas, devido a complexidade do processo, não se imagina que seja usada em larga escala.

A expectativa maior, portanto, está nas vacinas. E muitos projetos já estão bem adiantados. É possível que a primeira vacina esteja pronta até o final deste ano. Até lá, o que resta fazer é manter o distanciamento social, fazer uso das máscaras de proteção facial  e conservar  as práticas de higiene pessoal.

25 anos da Biblioteca Carlos Castelo Branco

 

A biblioteca comunitária Jornalista Carlos Castelo Branco, da Universidade Federal do Piauí, completa hoje 25 anos. Na verdade, ela foi fundada em 1973, mas só em 1995 foi estruturada tal como a conhecemos hoje e ganhou as atribuições de uma biblioteca comunitária. É um patrimônio do conhecimento e do saber em nosso meio. Possui mais de 110 mil exemplares que estão disponíveis para o público acadêmico, bem como para toda a sociedade.

O jubileu de prata da biblioteca, infelizmente, vai ser celebrado de portas fechadas por causa da pandemia, mas não passará em branco. Ao longo desta semana, haverá uma série de palestras com professores de diferentes instituições de ensino do Brasil. Sim, porque a biblioteca não se trata apenas de um depósito de livros catalogados. Ela é muito mais do que isso. É um centro de disseminação e de partilha da cultura.

Atualmente, é no espaço Rosa dos Ventos, no entorno da biblioteca Carlos Castelo Branco que acontece o Salipi – Salão do Livro do Piauí, um encontro perfeito entre o público e as obras literárias. A leitura foi e sempre será o caminho mais seguro para o desenvolvimento de um povo. No momento em que a equipe econômica do governo federal pretende taxar os livros em 12%, vamos festejar este espaço que nos oferece, gratuitamente, uma variedade inestimável de obras para iluminar as trevas da ignorância que tanto mal fazem a uma nação.

Máscara deixa de ser obrigatória para pessoas portadoras de necessidades especiais

A máscara tornou-se acessório de uso indispensável e obrigatório em locais públicos, de acordo com o Decreto N° 19.055 ,do governo do Estado, sob pena de pagamento de multa. A medida é reconhecidamente eficaz no combate à propagação do novo coronavírus. Mas as pessoas com autismo, ou síndrome de Down, estão isentas dessa obrigação e não serão multadas caso sejam flagradas sem a máscara.

A decisão atende a uma solicitação da Secretaria do Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid), por reconhecer que essas pessoas têm dificuldade em manter o acessório no rosto e, em muitos casos, sequer compreender a gravidade da doença.  Para elas, colocar uma máscara pode provocar um grau de irritabilidade e alteração de humor indesejáveis. Portanto, em se tratando de pessoas especiais, o governo do Estado entendeu que poderia desobrigar essas pessoas do uso do acessório. 

É uma questão de sensibilidade com pessoas que possuem necessidades especiais e precisam, por isso, ser tratadas de forma especial. É o mesmo critério adotado para crianças com menos de 2 anos de idade. Para o restante da população, a máscara continua sendo obrigatória, como forma de proteção a si e aos outros.

Projeto do Piauí recebe R$ 1,6 milhão para pesquisa sobre Covid-19

Foto: Arquivo CV

O projeto de pesquisa do professor Márcio Dênis, da Universidade Federal do Piauí, sobre o comportamento da Covid-19 no Estado  foi selecionado pelo CNPQ e será contemplado com financiamento no valor de R$ 1,6 milhão. O tema do trabalho é Inquérito Sorológico de Infecção pelo novo coronavírus ( SARS-CoV-2) e Fatores Associados em Diferentes Grupos Etários, um estudo para compreender a magnitude e a dinâmica da doença.

O professor Márcio Denis, que é sub-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Comunidade, explica que como a Covid-19 é uma doença nova existem vários fatores que precisam ser melhor explicados. Para isso, será feito um inquérito sorológico seriado em quatro etapas , de base populacional, em amostra representativa do Piauí. Além disso, serão realizadas entrevistas  para coletar dados sociodemográficos,  comorbidade dos pacientes, distanciamento social, grau de conhecimento da doença, entre outros.

O estudo será realizado nos municípios de Parnaíba, Piripiri, Teresina, Campo Maior, Picos, Oeiras, Valença do Piauí, Floriano, São Raimundo Nonato, Bom Jesus e Uruçuí, que representam municípios-sede de cada território do desenvolvimento. Ao final, serão aplicadas 9.240 entrevistas. A amostragem é do tipo probabilística com múltiplos estágios.

O projeto foi apresentado por meio do CIATEN – Centro de Inteligência em Agravos Tropicais, Emergentes e Negligenciados –  do Centro de Ciências da Saúde da UFPI, e disputou com projetos de vários estados brasileiros. O recurso já foi empenhado e, assim que cair na conta, começa a pesquisa de campo, o que deve acontecer ainda este ano. O prazo previsto para conclusão do trabalho é de dois anos. Ao final desse período, teremos uma melhor compreensão de como a doença se manifesta nos diferentes grupos de risco e com qual intensidade. E o conhecimento, como se sabe, é o melhor caminho para a prevenção e o tratamento de qualquer epidemia.

Governo decide esta semana sobre prorrogação do auxílio emergencial

Ciente dos resultados positivos do auxílio emergencial distribuído a brasileiros desempregados durante a pandemia, o governo já tem como praticamente certa a prorrogação do benefício. Falta apenas definir o valor e quantidade de parcelas, o que deve acontecer ainda esta semana. O impasse está no impacto que a prorrogação do auxílio vai gerar nos cofres públicos. Como está sendo pago hoje, no valor de R$ 600, corresponde ao custo de R$ 50 bilhões por mês.

A proposta dos líderes partidários é conceder mais uma parcela de R$ 600 e duas de R$ 300. Já a equipe econômica, capitaneada pelo Ministro Paulo Guedes, trabalha com uma perspectiva mais tímida, com parcelas que podem variar de R$ 200 a R$ 300, até que seja feita a migração para o Renda Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família.

A concessão do auxílio emergencial tem sido um socorro importantíssimo durante a pandemia, para garantir o mínimo às pessoas que perderam o emprego durante a crise e ficaram sem qualquer tipo de renda. É bem verdade que o programa apresenta suas distorções, como costuma haver com programas governamentais deste tipo, em que pessoas que não se enquadram nos requisitos de extrema pobreza, ou mesmo que recebem algum tipo de renda – não declarada – também são beneficiadas, em detrimento de outras que realmente dependem desse dinheiro para comer. O dinheiro do auxílio emergencial também foi fundamental para manter funcionando os pequenos comércios de bairro.

A grande motivação do governo para a prorrogação do benefício, no entanto, é o crescimento da popularidade do Presidente Jair Bolsonaro, que viu sua aprovação aumentar à medida que o dinheiro ia caindo na conta dos brasileiros. De olho na reeleição em 2022, Bolsonaro tornou-se simpatizante da mesma estratégia do PT, que consiste em distribuir dinheiro para a população mais pobre, sobretudo do Nordeste, em troca de votos na próxima eleição.

Posts anteriores