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Balada número 10

Foto: Divulgação/Fifa

 

(...) Hoje outros craques repetem as suas jogadas
Ainda na rede balança seu último gol
Mas pela vida impedido parou...

(Balada nº 7, Moacir Franco)

 

Uma foto do rei Pelé, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o ex-jogador Maradona e outras personalidades do futebol, anda de mão em mão, nos últimos dias, pelo WhatsApp. Ela não é recente, como tentam sugerir. A fotografia realmente foi feita em Moscou, mas em dezembro de 2017, no sorteio dos Grupos da Copa de 2018.

Convidado de honra da Fifa, Pelé não pode comparecer à abertura da Copa da Rússia. O ex-craque ainda não se recuperou da última das quatro cirurgias a que se submeteu de 2016 para cá. Aos 77 anos, Pelé tem enfrentado dificuldades de mobilidade.

Cadeira de rodas

No final do ano passado, quando esteve presente ao sorteio, Pelé compareceu ao evento em uma cadeira de rodas. Ele foi festejado nos bastidores pelo presidente russo e até por seu eterno antagonista, o argentino Diego Maradona, de quem recebeu um beijo.

No início do ano passado, Pelé caminhava com o auxílio de uma bengala. Ele relatou à imprensa, à época, que, com tantas cirurgias, ficava um pouco abatido psicologicamente.

“Na primeira cirurgia nos quadris, disseram que eu ficaria no máximo três meses parado. Passaram-se vários meses e não melhorei. Resolvi fazer a revisão nos Estados Unidos, e falaram que em dois meses eu ficaria bem de novo. Quando estava melhorando, torci o joelho. Isso me deixou chateado, me abateu um pouco. Joguei trinta anos e nunca tive problema, afinal”, desabafou o rei do futebol.

Também por causa desses problemas físicos, ele não pode participar da cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

Ironia do destino

De fato, impressiona ver um atleta como Pelé nessa situação. Chega a doer na alma de quem o viu em campo, ou assiste os replays de suas jogadas espetaculares, e acompanhou a sua trajetória profissional.

Ele se destacou não apenas como um gênio em campo, mas como um atleta rigorosamente disciplinado, que sempre teve cuidado com a saúde, inclusive com o peso, e se manteve longe das drogas. E conservou essa disciplina mesmo depois de deixar o gramado, como um exemplo a ser seguido.

As pernas que correram tanto, que deram incontáveis dribles desconcertantes nos adversários, que foram mais fortes e mais ágeis que as das melhores defesas do futebol mundial e marcaram mais de mil gols, levaram-no ao topo como rei do futebol, mas hoje, nem com a ajuda de muletas, já não conseguem arrastá-lo ao centro do campo, para um trivial e simbólico gesto de abertura de uma Copa.

O destino e suas implacáveis ironias.  

 

A política do Piauí só tem artista

Imagem: Reprodução/DOE

Os atos aprovados e anulados pela Assembleia Legislativa

 

Se algum diretor de cinema se aventurasse, por uma razão qualquer, a fazer um filme sobre a política do Piauí, no gênero faroeste, aquele com mocinho e bandido, não iria conseguir. Para o elenco desse tipo de filme, por aqui só existem heróis, aqueles que na época de ouro dessas películas muitos de nós chamávamos de ar-tis-tas.

Veja só este arremedo de roteiro baseado em fatos reais: o governador Wellington Dias, o artista principal, sabe mais que todo mundo que em janeiro de cada ano, faça chuva ou faça sol, entra em vigor o valor do novo piso nacional do magistério. Isso vem desde 2008.

Sabendo que o governador sabe disso, mas às vezes faz questão de esquecer, as lideranças do magistério avisaram logo no começo do ano: os professores só entrariam em sala de aula, para dar início ao ano letivo de 2018, com o novo piso na conta-salário.

Índio sabido

O governador usou, então, a sua lábia de “índio mais sabido do Brasil”, nas palavras do ex-presidente Lula. Alegou que o Estado havia ultrapassado o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, etc. e tal e mais isso e mais aquilo e acabou convencendo as lideranças do magistério que só poderia pagar o piso de duas vezes, uma em maio e a outra em setembro. Isso foi já em março.

Acordo fechado, o projeto de lei foi encaminhado pelo governo à Assembleia Legislativa. O reajuste salarial do magistério, de 6,81%, foi aprovado por unanimidade, pois nenhum parlamentar iria se arriscar a se queimar com os professores.

Quando o projeto chegou às mãos do governador para sanção, descobriu-se que o prazo para concessão de reajuste salarial já havia passado. Ele acabara em 10 de abril. A partir daí, começava o período proibitivo e conceder aumento salarial seria incorrer em crime eleitoral e tornar-se inelegível.

Governador veta sua lei

O governador decidiu, então, vetar uma lei proposta por ele mesmo. E devolveu o calhamaço para a Assembleia Legislativa, para que a Casa apreciasse seu veto: “Toma, que o filho é teu!”.

A Assembleia, dando uma de independente, mas na verdade de comum acordo com o governo, derrubou o veto governamental, para que fizesse valer a lei aprovada por ela e fosse assegurado o reajuste do piso do magistério.

"Quem ama, não mata!"

Ocorre que, na hora da promulgação da lei, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB), outro cacique da tribo passado na casca do alho, saltou bem acolá: “Assino, não! Quem ama não mata!”

E mais não disse, porque não precisava. Em outras palavras, ele avisava: se o governador não pode sancionar porque é candidato, ele também não poderia, pois também vai concorrer às eleições deste ano. Ou seja, ele mesmo era que não iria ficar com essa batata quente nas mãos.

Os demais membros da Mesa Diretora – no total de oito – também tiraram o corpo de banda. Ninguém mais quis assinar a lei, nem o vice-presidente, deputado Luciano Nunes (PSDB), pré-candidato a governador pela oposição. Todos temiam ser alcançados pela inelegibilidade.

A deputada Juliana Falcão (PSDB), mesmo sendo a única que não será candidata nas próximas eleições, preferiu renunciar ao cargo de 4º. Secretária da Mesa a assinar o ato.

Mais sabedoria

Mas era preciso publicar a decisão, para que ela ganhasse força de lei. Resultado: o Decreto Legislativo derrubando o veto do governador e garantindo o novo piso do professor foi publicado no Diário Oficial do Estado sem assinatura. O ato saiu na edição do dia 14.

Além do Decreto Legislativo, saiu na mesma página do Diário Oficial um decreto do governador regulamentando o ato da Assembleia.

O governador, mostrando mais uma vez que não é menino, fixou em seu decreto o reajuste do professor em 2,95% , ou seja, menor que o aprovado anteriormente pela Assembleia e correspondente à inflação do período.

Anula tudo!

Quando se deram conta que a emenda havia saído pior que o soneto, governo e Assembleia decidiram por uma nova votação para ressuscitar o veto do governador e anular o aumento.

Alegaram que o Decreto Legislativo derrubando o veto fora publicado sem assinatura e que houve ainda outra falha: veto do governador não pode ser derrubado nem mantido em votação fechada, secreta, mas aberta.

Daí a celeuma ocorrida durante a semana para anular todos os atos relativos ao aumento de 6,81% e a concessão de um novo reajuste, de 2,95%, correspondente à reposição da inflação do período, na avaliação de todos permitida pela lei.

Dramalhão

Agora, os professores que entrem na justiça para cobrar a diferença. O governo está disposto a pagá-la, desde que esteja com uma ordem judicial em mãos.

Moral da história: na política do Piauí só tem artista. Se o governo tivesse dado o reajuste do piso do professor na época certa, como fizeram as Prefeituras de Teresina, de Parnaíba, de Morro Cabeça do Tempo, de Caxingó e de tantos outros municípios, todo esse dramalhão não estaria em cartaz.

  

Oposição busca inelegibilidade de Wellington

Imagem: Reprodução/D.O.E.

Acesso: http://www.diariooficial.pi.gov.br/diario.php?dia=20180614

 

Desde ontem, a oposição vibra no Piauí como que tivesse descoberto um tesouro encantado. Ela vê na publicação da Lei 7.131, reajustando os salários de servidores estaduais, um ato de descumprimento da Lei Eleitoral.

A nova Lei foi publicada no Diário Oficial do Estado, edição de quinta-feira passada, dia 14, já com sua regulamentação, através de um decreto do governador, o de número 17.813, da mesma data.

O cabeçalho da lei é confuso, pois dá a entender que ela foi promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB), tendo em vista que o governador havia se recusado a sancioná-la, alegando justamente o impedimento legal.

Mas não aparecem nem a assinatura do governador Wellington Dias, sancionando a Lei, nem a do presidente da Assembleia Legislativa, promulgando-a. No lugar da assinatura, está destacada a observação: “Lei decretada pela Assembleia Legislativa com a rejeição do veto do Chefe do Poder Executivo”.

Inelegibilidade

A oposição avalia que ambos, o governador e o presidente da Assembleia, incorreram em crime eleitoral, sendo passíveis de inelegibilidade.

Para ela, o esforço para derrubar a Lei, através de nova e tumultuada votação, na sessão de quarta-feira, ressuscitando o veto do governador que havia sido derrubado pela Assembleia, já seria uma tentativa para corrigir uma eventual lambança ou para construção de uma tese de defesa, em caso de processo.

Desde 10 de abril passado, até a posse dos candidatos eleitos em 2018 (1º de janeiro para presidente da República e governadores), é proibido aos agentes públicos fazer, na circunscrição da eleição, revisão geral da remuneração dos servidores públicos que supere a recomposição da perda de seu poder aquisitivo no ano eleitoral. Essa proibição está na Lei nº 9.504, de 1997, art. 73, inciso VIII (Lei das Eleições) na Resolução – TSE nº 22.252, de 2006.

Novo projeto

Ontem, os deputados começaram a discutir o Projeto de Lei 33/18, do Poder Executivo, que dispõe sobre a concessão de reajuste salarial de 2,95% para professores e servidores da Secretaria de Educação. O percentual repõe a inflação do período, mas está abaixo do índice definido para o piso do magistério em 2018, que é de 6,81%.

Os deputados oposicionistas defendem que a nova Lei é ilegal, uma vez que foi publicado no Diário Oficial, no dia 14 de junho, a Lei nº 7.131 que concede aumento de 6,81% aos professores.

Na Justiça

O líder do Governo na Casa, deputado Francisco Limma (PT), defendeu a votação dizendo que quando os deputados votaram o Veto do Governador, a Lei anterior perdeu a sua eficácia, uma vez que não foi promulgada.

Ele alegou que a manutenção do veto se deu porque o presidente e o vice-presidente da Casa se negaram a promulgar a referida Lei. O vice-presidente é o deputado Luciano Nunes, pré-candidato a governador pelo PSDB.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-PI) anunciou ontem que vai levar a questão à Justiça, a fim de garantir o pagamento do piso da categoria.

A estas alturas, talvez seja essa a solução imaginada pelo governo, só que ele não pode externá-la. De livre e espontânea vontade, o governador já não pode mais pagar o reajuste no percentual definido pelo piso. Com uma decisão judicial em mãos, no entanto, a situação seria diferente.

 

Assembleia anula decisão que derrubou veto

A história é capaz de dar um nó na cabeça de qualquer um que não prestar bem atenção à narrativa: aquele projeto de lei encaminhado pelo governador Wellington Dias à Assembleia Legislativa, reajustando os salários de várias categorias de servidores, foi aprovado pelos deputados e depois vetado pelo governador. A Assembleia derrubou os vetos, mas a história não se encerrou aí. Ontem, os deputados desderrubaram o veto.

Foi assim: sob protesto dos professores que lotaram as galerias e dos deputados de oposição, que se retiraram do Plenário, a Assembleia Legislativa aprovou, ontem, o Projeto de Resolução da Mesa Diretora que anulou, por 18 votos contra 10, as duas votações que rejeitaram os vetos do governador aos reajustes salariais dos professores, dos policiais militares e agentes penitenciários.

Em seguida, o Plenário aprovou, com 18 votos e 17 votos respectivamente, as Mensagens 33/18 e 34/18 do Poder Executivo que vetam os reajustes salariais.

A justificativa

Antes da votação, o líder do Governo, deputado Francisco Limma Lula (PT), pediu que os parlamentares da situação votassem para manter os vetos do governador.

Em seguida, o deputado Robert Rios (DEM), líder da oposição, disse que era o dia da vergonha para a Assembleia Legislativa e que a anulação das votações dos vetos poderia ser questionada na Justiça.

A Mesa Diretora justificou a anulação das votações que rejeitaram os vetos do governador assinalando que seguiu orientação da Procuradoria Geral da Assembleia Legislativa.

O deputado Nerinho (PTB) explicou que o presidente Temístocles Filho não assinou a derrubada do veto porque se tornaria inelegível e que os oposicionistas Luciano Nunes (PSDB), Rubem Martins (PSB) e Juliana Moraes Souza (PSDB) poderiam ter assinado, mas também não o fizeram, pelo mesmo motivo.  (Com informações da Alepi)

 

 

Imagem: Reprodução/D.O.E

Mudança na Sefaz

O secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, licenciou-se do cargo para se submeter a uma cirurgia em São Paulo.

Entretanto, o Diário Oficial do Estado publicou, na edição de terça-feira, 19, ato do governador Wellington Dias exonerando o secretário e nomeando para seu lugar o superintendente da Receita, Antônio Luiz Soares Santos.

Será o Benedito?

Tomás Moro – que deve ser um ancestral do juiz Sérgio Moro – é, por ironia do destino, o padroeiro dos políticos e governantes.

Ele nasceu em Chelsea, Londres, na Inglaterra, em 1478. Foi político, doutor em direito e professor.

A passagem do seu dia foi lembrada ontem, no Piauí, com celebração de missa na Praça do Povo, na Assembleia Legislativa.

A missa foi celebrada pelo padre Fábio Fernandes, da capela da Assembleia. Deputados e servidores participaram da celebração.

Plamta

O governo informou que na terça-feira, 18, fez o primeiro repasse para o pagamento de faturas em atraso da rede conveniada do Iaspi/Plamta, mas até ontem o dinheiro não havia caído nas contas dos hospitais, clínicas e laboratórios.

Hoje haverá uma audiência no Ministério Público sobre a questão.

 

Foto: Divulgação

Nova estrada para o litoral -  O governador Wellington Dias informou que a estrada que liga Cocal, Cajueiro da Praia e Barra Grande está quase pronta. A nova rodovia, de 66 quilômetros, é asfaltada e tem sinalização horizontal e vertical. “É mais estrutura para o turismo, o comércio e a agropecuária da região”, comemora. Segundo ele, finalizada, a obra vai diminuir em 80 quilômetros a distância entre Teresina e Barra Grande e vai interligar a Serra da Ibiapaba, no Ceará, ao litoral piauiense.

 

 

 

* O professor José Marques de Melo morreu ontem, aos 75 anos, em São Paulo. Uma perda irreparável para o jornalismo, sobretudo para os cursos de comunicação.

* Alagoano, José Marques de Melo sofreu um infarto fulminante em sua residência. Que ele viva nas sábias lições deixadas para as novas gerações de jornalistas e professores de comunicação.

* O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Teresina (Sintetro) anunciou, ontem, que a categoria vai parar hoje na capital.

* A entidade alega que não saiu o pagamento da 2ª parte do salário, que deveria ter sido feito ontem.  O pagamento do salário dos rodoviários é feito todo dia 5 e todo dia 20.

 

 

Casa da luz vermelha

O protesto da oposição, ontem, na Assembleia Legislativa, contra a anulação dos vetos ao projeto de lei do Executivo reajustando os salários dos servidores estaduais, foi parar no blog O Antagonista, de Diogo Mainard:

(...)“Revoltado com uma manobra do governador petista Wellington Dias para anular uma votação que derrubou um veto sobre reajuste de professores da rede pública, Robert Rios, um deputado estadual do Piauí, disse que a Assembleia Legislativa é “um cabaré sem alvará, com putas velhas e caras”.

Brasileiro não sabe administrar suas contas

O economista e consultor Ricardo Amorim, que esteve em Teresina no ano passado fazendo uma palestra para empresários e gestores públicos, escreveu um artigo interessante sobre o descuido dos brasileiros com as finanças.

O articulista escreve que “Em um país com tantos analfabetos funcionais, não surpreende que o analfabetismo financeiro tenha proporções epidêmicas. Não é surpresa, mas é grave.”

Ele cita exame PISA, realizado entre estudantes de 15 anos de 15 países, mostrando que os jovens brasileiros são os mais ignorantes em finanças.

“Até os peruanos, que são muito mais pobres que os brasileiros, estão à nossa frente. Os chineses lideram a pesquisa”, destaca.

Como era de se esperar, o estudo confirma que bons alunos em matemática, ciências e leitura tendem a conhecer mais também sobre finanças.

Ignorância financeira

Também não surpreende que países com renda per capita mais alta, melhor distribuição de renda ou um percentual maior da população com conta em bancos tenham resultados melhores no exame de finanças.

Para ele, existe um problema específico no ensino de finanças básicas no país.

“No Brasil, cultura cigana e química orgânica, por exemplo, fazem parte do currículo escolar obrigatório; finanças básicas, não. Como fazer um planejamento de vida ou de negócios decente sem conhecer finanças básicas?”, indaga.

Por fim, ele conclui que à luz da ignorância financeira que reina no país, fica fácil compreender como dezenas de milhões de brasileiros assumiram dívidas impagáveis, comprometendo seus futuros financeiros.

O articula aponta outros efeitos danosos dessa falta de educação financeira dos brasileiros, que, a rigor, só se esforçam para entender bem o futebol.

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Pagamento do Plamta

O secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, apresentou ao Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado do Piauí (SINDHOSPI) um cronograma de pagamento dos meses em atraso.

Pela tabela, o primeiro repasse já foi feito ao Iaspi/Plamta, para o pagamento das contas de fevereiro.

As faturas de março serão pagas em 16 de julho; as de abril, em 31 do próximo mês e as de maio em 15 de agosto.

Sem acordo

A dívida do Iaspi/Plamta com a rede conveniada gira em torno de R$ 78 milhões. São aproximadamente R$ 20 milhões por mês, para toda a rede.

Diretores de hospitais não se animaram, porém, a aceitar a proposta do governo, os acordos feitos anteriormente não foram cumpridos.

Diante disso, a suspensão do atendimento aos beneficiários do Plamta está mantida para a partir de 15 de julho.

PF chegou lá

Demorou, mas a Polícia Federal indicou o procurador Marcelo Miller por corrupção passiva no âmbito das tratativas do acordão de delação premiada dos executivos da J&F com a Procuradoria Geral da República (PGR).

Ele o braço direito do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A Polícia Federal afirma ter “elementos probatórios suficientes” para comprovar que o ex-procurador recebeu vantagens indevidas que ultrapassam R$ 1 milhão para favorecer a JBS e derrubar o presidente Michel Temer.

Foto: Jorge Bastos

Lançamento do III Feirão de Automóveis do Servidor Estadual

Feirão do Automóvel

O Governo do Estado lançou, ontem, o III Feirão de Automóveis do Servidor Público Estadual do Piauí.

O feirão vai permitir que os servidores financiem em condições especiais a compra e troca de veículos novos e seminovos, com juros a partir de 0,93%. 

O financiamento pode ser feito em até 60 meses, a partir de hoje e até  o final do mês, com 100% do valor do veículo.

 

 

 

* A Assembleia Legislativa aprovou, ontem a concessão para a iniciativa privada do Ginásio de Esportes Verdão.

* Outro projeto aprovado foi o da formação de uma parceria entre a ADH (Agência de Desenvolvimento Habitacional) e empresas particulares para construção de mil moradias.

* As novas habitações serão destinadas a servidores militares e civis do Estado. Os dois projetos foram apresentados pelo governo.

* O governo federal comemora que o Brasil subiu uma posição no ranking internacional dos maiores produtores de petróleo.

* Notícia boa mesmo, depois dessa, seria a que o Brasil baixou os preços dos combustíveis, que estão entre os mais altos do mundo.

 

 

Ensino à distância

Do humorista Fraga, sempre antenado na Rússia:

- Copa do Mundo é uma espécie de ensino à distância: com ela se desaprende futebol.

 

 

Dr. Pessoa gosta da ideia de disputar o governo

Foto: Divulgação

Elmano e Pessoa, no gabinete do presidente da Assembleia

O deputado Dr. Pessoa (SD), até aqui pré-candidato a senador, gostou da sugestão para que ele dispute o Governo do Estado nas próximas eleições. Seu nome foi lançado pelo deputado Robert Rios (DEM) e o ex-governador Wilson Martins (PSB), na semana passada, sob o argumento de fortalecer a campanha das oposições com um nome popular.

Ontem, o Dr. Pessoa admitiu mudar a sua estratégia e concorrer ao cargo de governador. Deu a entender que pouco importa que seu nome tenha sido sugerido pelos candidatos a senador da chapa encabeçada pelo deputado Luciano Nunes (PSDB).

O parlamentar do SD deve ter mirado, apenas, os números dos dois pré-candidatos na última pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Opinar, na qual Luciano e Elmano apareceram tecnicamente empatados com menos de 7%.

O deputado Dr. Pessoa se encontrou ontem com o senador Elmano Férrer, no gabinete do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, que o MDB tenta emplacar como candidato a vice na chapa de reeleição do governador Wellington Dias.

Pessoa não deu garantias ao senador de que vá disputar o Senado em sua chapa, indicando que está mais animado agora é para concorrer ao governo, como era, aliás, o seu plano original para as eleições deste ano.

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Plamta perde crédito

O Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado do Piauí (Sindhospi)  anunciou a suspensão, por tempo indeterminado, do atendimento aos beneficiários do IASPI/PLAMTA.

A suspensão começa em 30 dias.

A dívida

Conforme o sindicato, o movimento resulta dos reiterados atrasos do IASPI no pagamento da rede credenciada.

 O sindicato afirma que há um atraso de mais de 120 dias em algumas faturas e que apenas a fatura de janeiro de 2018 foi quitada.

Ontem, houve um encontro de representantes do governo com o sindicato, mas não saiu um acordo.

A dívida do Plamta com os hospitais gira em torno de R$ 20 milhões.

Reajuste sancionado

Saiu na última edição do Diário Oficial do Estado da semana passada a lei reajustando os salários de servidores estaduais.

O governador Wellington Dias, depois de nova consulta à sua assessoria jurídica, decidiu sancionar a lei que antes ele havia vetado.

Ela ganhou o número 7.131, de 14 de junho.

Feirão do Automóvel

O Governo do Estado lança hoje, através da Secretaria de Administração e Previdência (Seadprev), o III Feirão de Automóveis do Servidor Público.

O ato será realizado no  Palácio de Karnak, em solenidade marcada para às 11h30.

O Feirão será uma oportunidade para o servidor realizar o sonho de comprar seu carro.

O evento será realizado de 20 a 30 de junho, em parceria com o Banco do Brasil.

Carta branca

O governador Wellington Dias saiu de uma reunião com lideranças estaduais do PT, no domingo, com carta branca para negociar a composição da chama majoritária.

Os petistas apresentaram três pleitos ao governador: chapa pura na eleição proporcional, Regina Sousa como candidata ao Senado e Themístocles Filho para vice.

 

 

 

* O cantor Gleyffi Brauly será um dos 15 candidatos a deputado federal pelo PSDC. A convenção do partido foi marcada para 20 de julho.

* A missa de sétimo dia do professor e acadêmico Raimundo Santana será celebrada na próxima quinta-feira, às 19h30, na Igreja de Fátima.

* A Assembleia Legislativa aprovou, ontem, voto de pesar pela morte da ex-primeira-dama do Estado, Maria José Ferraz Arcoverde.

* Era viúva do ex-governador Dirceu Mendes Arcoverde e mãe do deputado Júlio Arcoverde, presidente do Progressistas no Piauí.

* O senador Elmano Férrer visitou ontem também o ex-governador e ex-senador Freitas Neto, com quem trocou ideias sobre o quadro sucessório estadual.

 

 

Copa do Mundo

Olhar do humorista Fraga sobre a Copa de 2018:

- Na Rússia, câmeras poderosas tentarão captar algo jamais visto nas Copas: espírito esportivo.

 

Oposição pensa em mais um nome para o governo

A pesquisa de intenção de voto do Instituto Opinar foi o principal fato político do Piauí na semana passada. Os números foram divulgados pelo Grupo de Mídia Cidade Verde – TV, Rádio, Revista e Portal.

A sondagem mostrou o governador Wellington Dias em confortável posição na corrida sucessória, com 50% das preferências dos eleitores consultados.

A surpresa da pesquisa de intenção de voto para governador ficou por conta do fraco desempenho da oposição, que não conseguiu emplacar seus candidatos.

Os mais citados foram o deputado Luciano Nunes (PSDB) apareceu com 6,75%, e o senador Elmano Férrer (Podemos), com 5,73%. Estão tecnicamente empatados.

Em outras campanhas, por estas alturas, a oposição já tinha entre 25% e 35% das preferências, no mínimo.

Mais um candidato

O governador disse que o momento não é de calçar sapato alto, mas de trabalhar mais para merecer a confiança do eleitor nas urnas.

Luciano e Elmano também se mostraram animados e estão certos de que poderão crescer nas próximas pesquisas.

Após a divulgação da pesquisa, o deputado Robert Rios, pré-candidato a senador pelo DEM, no palanque de Luciano Nunes, com 8,9%, lançou a ideia de um terceiro candidato a governador pelas oposições, no caso o deputado Dr. Pessoa (SD), que está fazendo campanha para ser senador.

A tese de Robert Rios foi imediatamente abraçada pelo ex-governador Wilson Martins, que lidera a disputa para senador com 19,2%, na chapa do deputado tucano. Para Wilson, a oposição precisa de um candidato a governador com apelo popular, com o perfil do Dr. Pessoa.

Não ficou muito claro se Robert e Wilson estão de fato querendo fortalecer a campanha das oposições para o governo ou limpar a área para eles na disputa pelo Senado, tendo em vista que o Dr. Pessoa aparece em terceiro lugar na pesquisa para senador, com 15,3%.

Bipolarização

A tradição política do Piauí é ter a eleição para governador transformada em um Fla X Flu. Mesmo com mais de um candidato, a campanha fica sempre bipolarizada.

Observe: em 1982, Hugo Napoleão e Alberto Silva); em 1986, Alberto Silva e Freitas Neto; em 1990, Freitas Neto e Wall Ferraz; em 94, Mão Santa e Átila Lira; em 98, Mão Santa e Hugo Napoleão; em 2002, Wellington Dias e Hugo; em 2006, Wellington e Mão Santa; em 2010, Wilson Martins e Silvio Mendes; em 2014, Wellington e Zé Filho.

Então, com a tese de apresentação de um terceiro candidato a governador, fica no ar a ideia de que os maiores partidos de oposição precisam lançar três nomes para ver se eles dão um.

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Ganhou, mas não levou

Várias categorias de servidores públicos estaduais ganharam, mas não levaram, os reajustes salariais concedidos este ano.

O governador Wellington Dias mandou projeto de lei para a Assembleia Legislativa propondo correção salarial para várias categorias.

Entre elas, está o magistério (6,81% - piso do professor – duas parcelas).

E mais 

Foram contemplados com mais 3,95% servidores da Secretaria de Educação, policiais militares, bombeiros militares, policiais civis, agentes penitenciários e procuradores do Estado. E o Ministério Público com 4,5%.

A Assembleia aprovou tudo, como o governo pediu.

Veto e derrubada

Acontece que o governador vetou todos os reajustes que ele mesmo propôs.

Ele justificou o veto alegando que, “em virtude do calendário eleitoral, é vedado fazer na circunscrição do pleito revisão geral da renumeração dos servidores públicos que exceda recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição a partir dos 180 dias que antecedem o pleito até a posse dos eleitos”.

Num fato inédito no atual governo, a Assembleia derrubou os vetos, por entender que não se tratava de aumento salarial, mas de reposição da inflação do período, o que a lei autoriza.

Devolução

O projeto foi novamente encaminhado para o governador, que o devolveu outra vez para ser promulgado pelo presidente da Assembleia Legislativa.

Por sua vez, o presidente da Assembleia, deputado Themístocles Filho, negou-se a promulgar a lei.

E até deu uma declaração enigmática: “Quem ama não mata”

Impedimento

Themístocles justificou: se o governador não pode sancionar por que está impedido pela legislação eleitoral, pois é candidato à reeleição, ele também não pode, já que também é candidato.

E despachou o caso para a procuradoria jurídica da Assembleia, para que ela se manifeste.

Foto: Divulgação

Lançamento - A professora e jurista Fides Angélica lançou seu primeiro romance, intitulado  'Presença do Tempo'. O lançamento foi no sábado, na Academia Piauiense de Letras, onde ela ocupa a cadeira 40, em sessão prestigiada por acadêmicos, familiares, magistrados, advogados, professores, estudantes e outros convidados, como o desembargador Francisco Sertório, diretor da Escola Superior da Magistratura de Pernambuco, e sua esposa, Eliana, engenheira da Prefeitura de Recife. Com experiência na área do Direito e da Política, em sua nova obra a escritora se aventura em uma história marcada por personagens simples e ricos de princípios morais, utilizando o tempo como arcabouço para as mudanças e superação de entreveros.

 

 

 

* Faleceu ontem, em Teresina, aos 86 anos, de complicações pulmonares, a viúva do ex-governador e ex-senador Dirceu Arcoverde, Maria José Ferraz Arcoverde,

* Era irmã do ex-prefeito Wall Ferraz e mãe do deputado Júlio Arcoverde, do engenheiro Dirceu Filho e do médico Aloísio Arcoverde.

* O Tribunal de Contas do Estado deu uma dura na Agespisa, acusada de ter servidores com acumulação ilegal de cargos.

* Não custa perguntar: isso é de hoje? Se não é, onde estava o TCE que não viu isso há mais tempo?

* O vice-prefeito de Monsenhor Gil, José Noronha (PT), trocou o cargo pelo de diretor da Agência Reguladora do Estado.

* Ele renunciou ao mandato no sábado, depois de sofrer impeachment na Câmara Municipal. Noronha já foi prefeito de Monsenhor Gil.

 

Desafinado

O governador Wellington Dias já tem em sua cabeça no mínimo os Planos A, B, C e D para a sua reeleição. E já fez também plano para quando sair da vida pública. Um deles é montar uma banda de música, dando o seu gosto pelo canto. E já escolheu até o nome para a banda:

“Desafinados do Brega”.

 

Enfim, juntos novamente!

Foto: Arquivo

Professor R. N. Monteiro de Santana

 

Na celebração de seus 80 anos, com a família e os amigos, o professor Raimundo Nonato Monteiro de Santana escreveu, cheio de vida, no convite: “Ao lado da Magui quase não percebi!”.

Era a reiterada declaração de amor que ele fazia para aquela que, a vida inteira, fora sua musa e dedicada companheira, Magnólia, uma Paranaguá da gema e a quem ele carinhosa e simplesmente chamava de Magui.

Foi a última grande festa de Santana e Magnólia juntos, com os filhos, os netos, demais parentes e os amigos. Ela viria a falecer algum tempo depois. E ele procurou resistir à sua ausência, até ser sequestrado pelo Mal de Alzheimer, no dizer do cronista Cineas Santos, um de seus amigos mais próximos.

Depois de anos lutando contra a terrível doença e, apesar dos cuidados da filha Ângela, médica, e de seu esposo, que se desdobraram em esforços e em afetos para recuperar a sua saúde e amenizar o seu sofrimento, o professor Santana recebeu o descanso eterno na sexta-feira, dia 15.

Uma mente brilhante

Com o seu silêncio, o Piauí perdeu uma das mais fulgurantes inteligências do século 20. Ele se despediu do mundo dos mortais aos 92 anos, em casa.

Mestre Santana, como o chamávamos, foi político, professor e escritor. Ele nasceu em Campo Maior, em 27 de fevereiro de 1926 e fez-se uma figura marcante no cenário cultural brasileiro.

Bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Ceará (1949). Diplomado, também, pelo Instituto Superior de Estudos Brasileiros, em Economia Política e Sociologia.

Professor catedrático de Economia da Universidade Federal do Piauí e da Universidade de Brasília. Foi professor ainda da Escola Superior de Guerra e de universidades norte-americanas.

Da política para a pesquisa 

Foi prefeito de Campo Maior, no período de 1951 a 1955. Elegeu-se com apenas 24 anos, depois de uma luta hercúlea contra uma poderosa e influente oligarquia comandada pelo senador Sigefredo Pacheco.

Após o cumprimento do mandato, apesar do sucesso de sua administração, ainda hoje lembrada como a melhor que Campo Maior já teve, mudou-se para Teresina, desencantado com a política.

Na capital, abraçou o magistério, como professor de escolas particulares, do velho Liceu Piauiense e de faculdades, sendo depois um dos fundadores da Universidade Federal do Piauí.

A sua inquietação intelectual era com os problemas sociais e econômicos. Na opinião do professor Paulo Nunes, outro expoente de sua geração, Santana tinha suas preocupações voltadas para a realidade brasileira, como um Euclides da Cunha.

 

As funções do QUE

A propósito, o mestre Santana me contou um dia, em uma das frequentes visitas que me fazia na redação do jornal Diário do Povo: quando chegou a Teresina, em meados dos anos 50, um grupo de intelectuais composto de amigos seus fazia uma acalorada discussão de alto nível sobre as 27 funções da palavra QUE na língua portuguesa.

Solicitado a entrar no debate e a opinar sobre o tema, ele dirigiu-se ao grupo:

- Vocês são todos brilhantes e deveriam gastar suas energias era com a elaboração de um diagnóstico sobre os problemas do Piauí e a busca de solução para eles. Desse tema aí, outros já se ocuparam. E só o que temos é livro de gramática tratando dele.

"Pai do Planejamento" 

De fato, por essa época e pelos anos seguintes, Santana entregou-se de corpo e alma à pesquisa. Foi um dos fundadores e diretor da Codese, a Comissão de Desenvolvimento do Estado, criada em 1956 – o embrião da futura Secretaria Estadual de Planejamento.

Pelos estudos que realizou e coordenou, é considerado o ‘Pai do Planejamento do Piauí’.

Era membro da Academia Piauiense de Letras, onde ocupava desde 1967 a cadeira 32. Também presidiu a instituição, de 2000 a 2001.

Bibliografia

É longa, vasta e intensa a contribuição intelectual do professor Santana ao Piauí, nos mais diversos campos do saber, e não apenas no da economia. Pensava e agia. Com seu esforço pessoal, editou mais de 100 livros de autores piauienses.

Ele fundou, ainda jovem, o Centro de Estudos Piauienses (1957) e o Movimento de Renovação Cultural do Piauí (1960). Mais recentemente, criou a Fundação de Apoio Cultural do Piauí (Fundapi).

De sua autoria, publicou, entre outros, os livros O Desenvolvimento Econômico Nacional na Teoria Econômica Geral, tese, 1959; Aspectos de Uma Ideologia para o Desenvolvimento; Introdução à Problemática da Economia Piauiense, 1957;  A Evolução Histórica da Economia do Piauí, 1964; Vale do Longá e Perspectiva  Histórica do Piauí, 1965: Piauí: Formação – Desenvolvimento – Perspectivas, 1995, e Apontamentos para a história cultural do Piauí, 2003.

Biblioteca

Em fevereiro deste ano, foi assinado convênio entre a Universidade Federal do Piauí (UFPI), a Academia Piauiense de Letras (APL) e a Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (Fundação Cepro) para a execução do projeto “Biblioteca Piauiense Professor Raimundo Nonato Monteiro de Santana”.

A biblioteca vai permitir acesso a obras sobre a realidade socioeconômica, política e cultural do estado, além de resgatar publicações esgotadas e viabilizar a edição de obras nunca publicadas.

Ela será composta por quatro séries: Ensaios Pioneiros, Estudos Contemporâneos, Teses e Dissertações, bem como a Obra Completa do Professor Santana.

Cidade Verde: Reprodução

 

Um cidadão

Mestre Santana foi, antes de tudo, um cidadão – elegante, fino, simples, ético e, sobretudo, bom –, sempre a instigar os de sua geração a travar o bom combate e a incentivar os mais jovens. Um educador pleno.

Era dotado também de fina ironia. Uma vez, na sala de aula, na UnB, um aluno, com a irreverência dos jovens, indagou, em tom de desdém:

- Professor, o que é que o seu Piauí tem?

- Muita coisa, meu filho, inclusive professor para ensinar a vocês por aqui.

Outra vez, em embarcar para Teresina, encontrou-se casualmente no aeroporto de Brasília com o então prefeito de Campo Maior, Raimundo Bona, o Carbureto, homem de poucas letras e limitados recursos oratórios, mas uma figura muito popular em sua cidade à época.

O prefeito puxou conversa com o professor Santana:

- Professor, dizem em Campo Maior que até hoje a cidade só teve dois prefeitos que foram grandes oradores.

- E quais foram, prefeito?

- O senhor e eu!

Ele gostou da piada!

 

O professor Santana cumpriu, verdadeira e plenamente, a sua missão. E deixou para se despedir do mundo dos mortais depois do festejo de Santo Antônio, o padroeiro de sua amada Campo Maior, para não estragar a festa.

Que siga em paz e na eternidade receba o merecido descanso dos justos!

Reencontro

Na literatura brasileira, é muito conhecido e admirado o soneto “Hão de chorar por ela os cinamomos”, do poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens, que expressa a dor da separação, por morte, de um casal que se amava intensamente.

O terceto final sintetiza todo o sentimento do poema:


(...) Os meus sonhos de amor serão defuntos...
E os arcanjos dirão no azul ao vê-la,
Pensando em mim: — "Por que não vieram juntos?"

 

Ao entardecer de sexta-feira passada, dia 15, o corpo inerte do mestre Santana baixou à sepultura, no mesmo jazigo onde repousam os restos mortais de sua amada.

Sem dúvida, o verso final de poema de Guimaraens, que ele tanto conhecia, tocou profundamente a alma do professor Santana, após a partida de sua mulher, 57 anos depois de casados.

Fico imaginando como “a vida foi pequena para tanto amor”! E que o mestre Santana e sua Magui, vencendo a separação temporária destes 12 anos, estão, enfim, novamente juntos para viver espiritualmente, na eternidade, todo o seu belo e infinito amor!

Assim seja!

 

Eleição para o Senado: o bicho vai pegar!

Foto: Pablo Cavalcante/RCV

Frank Aguiar nos estúdios da Rádio Cidade Verde FM 105.3

 

Surpresa na pesquisa de intenção de voto para o Senado, realizada pelo Instituto Opinar e divulgada pelo Grupo de Mídia Cidade Verde, o cantor e ex-deputado federal Frank Aguiar (PRB) pegou gás.

Ele ficou em segundo lugar, com 17,1% , quase colado no primeiro colocado, o ex-governador Wilson Martins (PSB), que chegou a 19,2 %.

Frank Aguiar garantiu ontem, em entrevistas à Rádio Cidade Verde e à TV Cidade Verde, que a sua candidatura não tem volta. O cantor disse que pretender concorrer no palanque do governador Welington Dias, tendo em vista que o seu partido é aliado do governo e ele é amigo do governador.

Mas o artista foi curto e grosso: caso a base aliada não aceite a sua candidatura, por já ter dois nomes cotados para a chapa - no caso os senadores Ciro Nogueira (Progressistas) e Regina Sousa (PT) – ele não descarta disputar a eleição até mesmo pela oposição.

“Se não me quiserem, que seja em outro lugar, nem que seja na oposição. Todos têm direito. Estou pré-candidato a senador e tenho convicção que vou materializar esse sonho. Eu sou um realizador de sonhos”, animou-se. Frank descartou disputar qualquer outro cargo eletivo que não seja o de senador.

Surpresa

O resultado da pesquisa para senador surpreendeu não apenas o próprio artista, mas todo o meio político. A disputa ainda está em aberto, claro, com seis nomes concorrendo a duas vagas – pela ordem, Wilson Martins (19), Frank Aguiar (17), Dr. Pessoa (15,3%), Ciro Nogueira (11,9%), Robert Rios (8,9%) e Regina Sousa (6,7%). (Confira aqui a pesquisa completa: https://cidadeverde.com/noticias/274658/wilson-martins-tem-19-e-frank-aguiar-17-na-corrida-para-o-senado-federal)

Para quem se lançou há menos de um mês, Frank Aguiar mostra que chegou chegando. Ele tem a seu favor o fato de ser um ídolo popular de projeção nacional, desgaste zero como político e a experiência de já ter disputado três eleições, em São Paulo, por onde foi eleito deputado federal e vice-prefeito de São Bernardo do Campo.

Mesmo assim, ele entra na campanha como a novidade da eleição e sua candidatura estará destinada a se encaixar na letra daquele conhecido xote pé de serra que diz que “pode acontecer tudo, inclusive nada”.

Crescimento

O total de eleitores que se declararam indecisos para o Senado ainda é muito alto – 73,2%. O levantamento foi feito no período de 8 a 10 de junho e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o Nº 09989/2018. A margem de erro é de 2,97% para mais ou para menos. O instituto entrevistou 1.082 eleitores em 51 municípios. 

Os seis pré-candidatos mais bem posicionados na pesquisa têm, todos eles, pelos mais diferentes e particulares motivos, grande potencial de crescimento ao longo da campanha, daí por que a disputa se tornará acirrada.

Ou, como diz Frank Aguiar em uma de suas músicas: “O bicho vai pegar”.     

 

 

 

Nova pesquisa: Wellington deita e rola

Infográfico: Reprodução/Cidadeverde.com

 

Se o governo Wellington Dias fosse um aluno, sem dúvida ele ficaria para recuperação. Ele não chegou a fazer nem o dever de casa. São muitas as notas baixas de seu mandato, em diversas áreas da gestão. Poucas de suas promessas de campanha foram cumpridas. E poucas das obras que já estavam em andamento foram concluídas.

Eis alguns exemplos do fraco desempenho do governo: as escolas da rede pública enfrentam uma nova greve dos professores, porque o Estado não conseguiu pagar o novo piso do magistério, ainda que ele tenha sido parcelado em duas vezes.

Na segurança pública, o Piauí não figura entre os estados mais violentos, porém os assassinatos aumentaram 55% nos últimos cinco anos. Nessa conta não entram os assaltos sem vítimas fatais do dia a dia, as explosões de bancos nem a sensação de insegurança vivida por todos.

Na saúde, muitos hospitais continuam com pouca resolutividade no interior e alguns estão com os dias contatos para fechar, por falta de material e também de pagamento dos terceirizados. Os hospitais e clínicas credenciados pelo Plamta estão sem receber seus pagamentos há quatro meses e ameaçam suspender novamente o atendimento.

Obras inacabadas

No setor de obras públicas, o Estado não foi capaz de terminar as obras dos acessos a Teresina, pelas BRs-316 e 343; não deu andamento à rodovia Transcerrados nem concluiu, sequer, os serviços do Centro de Convenções de Teresina.

Dinheiro não faltou. Nesse período, o Piauí recebeu quase R$ 5 bilhões em empréstimos para fazer obras. Também aumentou por quatro vezes o ICMS para vários setores da economia, inclusive dos combustíveis.

Seu mérito principal concentrou-se na gestão da folha de pessoal, que não sofreu atrasos, como em outros Estados.

Enquanto combatia veemente as iniciativas do governo federal para privatizar empresas, como a Cepisa, no Piauí o governador repassava às mãos da iniciativa privada o patrimônio do Estado, como os serviços de água e esgoto, a Ceasa e as rodoviárias de Teresina, Floriano e Picos, através de PPP’s (Parcerias Público-Privadas).

 

Um banho na oposição

A despeito de tudo isso, o governador Wellington Dias lidera com folga a pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Opinar e divulgada ontem pelo Grupo de Mídia Cidade Verde – TV, Rádio e Portal.

Ele aparece com 50% das preferências do eleitor, contra 6,75% de Luciano Nunes (PSDB) e 5,75% de Elmano Férrer (Podemos), os pré-candidatos a governador mais citados na sondagem.

O levantamento foi feito no período de 8 a 10 de junho e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o Nº 09989/2018. A margem de erro é de 2,97% para mais ou para menos. O instituto entrevistou 1.082 eleitores em 51 municípios piauienses.

Reeleição, um passeio

Em síntese, a pesquisa mostra que o governo foi muito competente para administrar a sua incompetência e a oposição muito incompetente – ou impotente – para mostrar a sua competência.

O resultado é que, a se confirmarem os números da sondagem, a reeleição do governador será um passeio, com vitória folgada ainda no primeiro turno.

 

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