Cidadeverde.com

Iaspi briga na Justiça para não pagar hospital

Uma polêmica vem crescendo nos últimos dias, em Teresina, especialmente nos meios médicos e no seio funcionalismo público estadual.

A Unimed Teresina cobrou administrativamente uma dívida superior a R$ 5 milhões, por serviços prestados ao Iaspi, instituto responsável pela gestão do Plamta, o plano de saúde dos servidores estaduais. O Iaspi (Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí) não pagou a conta e a Unimed decidiu cobrá-la na Justiça.

Na semana passada, a Unimed divulgou nota com aviso de suspensão do atendimento aos segurados do Plamta, por falta de pagamento.

Sem credenciamento

Esse tipo de conflito entre o Iaspi e seus conveniados é muito comum. Vem desde o antigo Iapep. A novidade, agora, é que o Iaspi, para não pagar a conta, alega que a Unimed Teresina apresentou a fatura de um hospital que não está credenciado para prestar serviço ao Plamta.

Em nota divulgada na segunda-feira, o Iaspi informa que a Unimed tem credenciado apenas o Hospital da Ilhotas. A Unidade Primavera não tem credenciamento. Porém, de acordo com o Iaspi, a Unimed faturou por procedimentos realizados na Unidade Primavera, com CNPJ da unidade Ilhotas. O pagamento foi negado.

Claro que essa situação precisa de muitos outros esclarecimentos. Por exemplo: antes do procedimento, é preciso a autorização do Iaspi. Então, como o Iaspi/Plamta autorizou procedimentos para um hospital que não era credenciado?

Enquanto isso, quem está pagando o pato mesmo é o segurado do Plamta. O desconto para o plano é feito todo mês, no contracheque. Na hora de uma necessidade, no entanto, ele não pode contar com a cobertura de seu plano de saúde, se o hospital que desejar for da rede Unimed.

Foto: Divulgação

Robert Rios reúne bancada da oposição para afinar o discurso

No mesmo tom

O deputado Robert Rios (PDT), recebeu a bancada da oposição na Assembleia Legislativa ontem à noite em sua casa.

Segundo o parlamentar, estiveram em pauta as eleições de 2018 no Piauí:

- Discutimos como afinar o discurso de oposição daqui para frente.

Fast Food

De um construtor, sobre a predileção dos políticos por calçamento:

- Calçamento e uma obra rápida, de fácil execução e de baixo custo. E ainda enche a vista. Atende , portanto, os interesses de todos os envolvidos. É uma espécie de fast food das obras públicas.

Reforma tributária

O deputado Heráclito Fortes (PSB/PI) participa, durante esta semana, em Washington (EUA), de mesa redonda sobre o tema da Reforma Tributária, bem como sobre as relações parlamentares entre Brasil e Estados Unidos.

O debate faz parte de uma agenda de eventos que acontece na capital norte-americana desde segunda-feira, 18, seguindo até hoje.

Know-how

O convite para o evento é do deputado Luiz Carlos Hauly, presidente do Grupo Parlamentar Brasil-EUA e relator da Reforma Tributária na Comissão Especial da Câmara.

Heráclito Fortes já foi presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado e atualmente é membro da mesma Comissão na Câmara.

Foto: Divulgação/Alepi

Deputado João Mádison pede vista de projeto das comarcas

Menos comarcas

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se reuniu ontem para avaliar o projeto do Tribunal de Justiça sobre a nova organização judiciária do Piauí.

O relator do projeto, deputado Edson Ferreira (PSD),  explicou que de 45 comarcas de entrâncias inicial ficarão 19  e serão criados 25  postos avançados de atendimento.

O deputado João Mádison (PMDB) pediu vista.

Foto: Divulgação

eunião na presidência da Eletrobras, no Rio

Eletrobras - O presidente nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria) João Henrique Sousa, e o prefeito Firmino Filho estiveram reunidos ontem com o presidente da Eletrobrás, José Wilson Ferreira, na sede da empresa, no Rio de Janeiro. A reunião foi para discutir ação de cobrança na Justiça Federal da Prefeitura contra a Eletrobrás. A companhia já perdeu a ação na Justiça Federal no Piauí e no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. Agora, Prefeitura e Eletrobrás buscam um acordo para encerrar a pendência. A pedido do prefeito, João Henrique intermediou o encontro, pelo seu acesso à direção nacional da Eletrobrás. Segundo ele, a reunião foi proveitosa porque abriu caminho para a concretização do acordo. 

* A Câmara Municipal de Teresina realiza amanhã, às 19 horas, sessão especial comemorativa do Dia do Radialista.

* A Assembleia Legislativa aprovou, ontem, requerimento do deputado Rubem Martins (PSB) pedindo a presença do secretário da Fazenda, Rafael Fonteles.

* O secretário deve compareça à Comissão de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação do Poder para prestar esclarecimentos sobre a situação das finanças estaduais.

* Deu jararaca na nova pesquisa de intenção de voto para presidente. Lula lidera com folga, segundo a CNT/MDA.

A Lei do Pitbull

O governador Wellington Dias discursava, no ano passado, em evento no Tribunal de Contas do Estado sobre gestão pública e a atividade parlamentar, quando citou a quantidade de leis que são votadas e aprovadas pelo Congresso Nacional. Citou que até lei para capar pitbull foi aprovada no Senado. Sentado à mesa de honra do evento, o secretário de Governo, Merlong Solano, interrompeu:

- E eles (pitbull) não gostam não, governador.

Wellington entrou na brincadeira e a plateia caiu na gargalhada:

- Se fosse você também não ia gostar, não, Merlong.

 

Na Codevasf, calçamento é desenvolvimento

Imagem: Reprodução

Recursos da Codevasf vão para calçamento

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, vinculada ao Ministério da Integração Nacional, se apresenta como uma empresa pública que promove o desenvolvimento e a revitalização das bacias dos dois rios, com a utilização sustentável dos recursos naturais e estruturação de atividades produtivas para a inclusão econômica e social. 

A empresa também informa que mobiliza investimentos públicos para a construção de obras de infraestrutura, particularmente para a implantação de projetos de irrigação e de aproveitamento racional dos recursos hídricos. E destaca que é reconhecida principalmente pela implantação de polos de irrigação, a exemplo do Polo Petrolina–Juazeiro.

Pesquisa

A Codevasf investe ainda na aplicação de novas tecnologias, diversificação de culturas, recuperação de áreas ecologicamente degradadas, capacitação e treinamento de produtores rurais, além da realização de pesquisas e estudos socioeconômicos e ambientais, entre outras ações.

No âmbito do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, a empresa realiza constantes investimentos em ações de controle de processos erosivos, esgotamento sanitário e coleta, tratamento e destinação de resíduos sólidos.

Produção

Além disso, a Codevasf contribui para o fortalecimento dos arranjos produtivos locais em comunidades rurais, especialmente em áreas tradicionalmente afetadas por longas estiagens, promovendo a inclusão produtiva de famílias por meio do fomento a atividades como apicultura, piscicultura, maricultura, ovinocaprinocultura, cajucultura, entre outras.

Eu tinha a noção que a Codevasf desenvolvia exatamente essas atividades, sempre com foco no desenvolvimento local e regional. Fui ao seu site e confirmei que era isso mesmo!  

E por que calçamento?

Daí porque estranhei a aplicação de seus recursos em obras de pavimentação poliédrica dentro das cidades, o popular calçamento. Quando o dinheiro da companhia é investido em uma estrada vicinal, para facilitar o escoamento da produção, tudo bem. Mas em calçamento?

Tomei um espanto quando vi no Portal da Transparência que a Codevasf joga muito dinheiro na construção de pavimentação poliédrica em dezenas de municípios, talvez centenas.

Apressadamente, concluí que a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba só pode é estar nadando em dinheiro, ao liberar recursos para a construção de calçamento, quando deveria investir em desenvolvimento.

Se eu fosse mais atento, entretanto, saberia que isso não é de agora.

Emendas orçamentárias

O chefe de Gabinete da Codevasf, José Augusto Nunes, que já presidiu a empresa, esclareceu ontem, de Brasília, que esses recursos são alocados através de emendas parlamentares. Ou seja, os parlamentares é que definem as prioridades para aplicação das verbas oriundas de suas emendas.

Por aqui, fico a palpitar que quem confunde calçamento com desenvolvimento é capaz de confundir jumento com jipe. A não ser que por trás de todo esse interesse por calçamento, com recursos da Codevasf, esteja também algum plano de pavimentar eleições.

Credo

Como Pilatos entrou no Credo, assim também o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, entrou na polêmica do nome do ex-líder sul-africano Nelson Mandela para a nova Penitenciária de Campo Maior.

Na verdade, a proposta foi apresentada pelo deputado Aloisio Martins (PT), através de projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa e vetado ontem pelo governador Wellington Dias.

Seca

O deputado federal Paes Landim (PTB) relatou da tribuna da Câmara o agravamento dos efeitos da prolongada seca na região de São Raimundo Nonato, no coração do semiárido.

Depois de lembrar que a Bacia do Rio Piauí dista apenas 50 km a jusante da Barragem de Sobradinho, do Rio São Francisco, ele lamentou que o Piauí não tenha sido incluído no projeto de transposição.

Ignorância

“Como eu disse outras vezes aqui, foi um erro lastimável de grande ignorância política dos problemas nacionais e, sobretudo, de omissão da elite dirigente do meu Estado, não ter incluído a Bacia do Rio Piauí, que nasce exatamente na fronteira com o Rio São Francisco, no projeto da Transposição do Rio São Francisco. O Piauí está muito mais perto do Rio e necessita tão quanto, quiçá mais do que todos os outros destinos, dessa transposição.”

Medalhados

O Governo do Estado entregou ontem a Medalha do Mérito de Educação e Segurança no Trânsito.O ato abriu oficialmente a Semana Nacional de Trânsito no Piauí.

Ao todo, 32 personalidades piauienses receberam a comenda, entre elas o deputado federal Assis Carvalho, ex-diretor-geral do Detran.

A homenagem ao parlamentar deve ter sido por conta ainda da “Cidade Detran”, criada em sua gestão.

Foto: Divulgação/Ascom-Alepi

Olimpíada - Diretoria, professores, pais e alunos da Escola Cidadão Cidadã estão orgulhosos dos alunos de 1º a 3º ano que venceram a etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), no último final de semana, em Parnaíba. A Escola Cidadão Cidadã é mantida pela Asalpi-Sindicato (Associação dos Servidores da Assembleia Legislativa do Piauí). 

* O secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, informou ontem que o Estado começou a fazer caixa para o 13º salário no mês passado.

* Segundo ele, nos anos anteriores essa poupança começava já no início do ano. Em 2017, não foi possível devido ao agravamento da crise.

* O prefeito Firmino Filho foi ontem ao Rio, para tentar resolver uma antiga pendência com a Eletrobras.

* A Assembleia Legislativa realiza hoje sessão solene em alusão aos 85 anos da Ordem dos Advogados do Piauí (OAB-PI) e 20 anos da Escola Superior de Advocacia (ESA – PI).

* A solenidade, proposta pelo deputado Luciano Nunes (PSDB), acontece às 10h, no plenário da Casa.

Certeza absoluta

Do humorista Fraga:

- Quando você discute com um imbecil, pode ter certeza de que são dois.

 

Wellington denuncia novo golpe

Depois da queda da presidente Dilma Rousseff, em maio do ano passado, um novo golpe contra o PT está em marcha. Pelo menos é isso o que imagina o governador Wellington Dias. Ele denunciou a suposta trama na semana passada, em Curitiba, onde foi acompanhar o novo depoimento do ex-presidente Lula na Lava-Jato.

Para o governador, há uma clara perseguição a Lula e seu projeto político. “O que acontece com o Lula, acontece com o Brasil. Não é o Lula que está colocado aqui nessa perseguição, é um campo político, um projeto político”, denunciou o governador, ao lado da presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann.

É só teatro!

“Se a gente olhar para traz – frisou –, o que aconteceu no Brasil de 2003 até Dilma? Saldo positivo de emprego, o país crescendo, o país com autoestima, respeitado no mundo. É isso que eles querem apagar”, criticou.

Wellington Dias foi mais longe: “Enquanto fazem esse teatro, estamos vendo um desmonte do nosso país. Estão entregando nossas maiores riquezas. O país está de joelho. Olha o que estão fazendo com o setor elétrico. Olha o desmonte na área trabalhista”, apontou. 

“O que querem aqui, a partir do que faz o senhor Sérgio Moro, é ganhar por WO. Se o presidente Lula fosse tudo isso que dizem, qual medo de enfrentá-lo nas urnas? E eleição sem Lula em 18 é fraude. É isso que nós não aceitamos. Não é só por solidariedade ao cidadão Lula. É em defesa do Brasil”, afirmou Wellington Dias.

Miou

Ainda para ser inaugurado, o presídio do município de Campo Maior recebeu, através de um projeto de Lei aprovado pela Assembleia Legislativa, o nome do líder sul-africano Nelson Mandela, que passou 27 anos na prisão.

O projeto está na mesa do governador Wellington Dias para sanção ou veto, hoje.

Diante da reação à tosca homenagem, o governador já informou que será vetado.

Foto: Divulgação

A Caravana Piauí em Movimento em Campo Maior

Pé na estrada

Indiferente ao aviso do presidente do PMDB do Piauí, deputado Marcelo Castro, de que o partido apoiará a reeleição do governador Wellington Dias, em 2018, o presidente nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi) e vice-presidente estadual da legenda, João Henrique Sousa, botou o pé na estrada outra vez, no final de semana.

Campo Maior e Jaicós

Na sexta-feira, ele reuniu lideranças políticas, empresários, servidores públicos e dirigentes de entidades sindicais e comunitárias em Campo Maior, para mais uma palestra da Caravana Piauí em Movimento.

A cidade foi a 12ª a receber a palestra “O Brasil atual e o Piauí que você quer”, apresentada pelo ex-ministro.

No sábado, João Henrique se reuniu em Jaicós (350 quilômetros ao Sul de Teresina), com dirigentes e lideranças do PMDB oriundas de dez municípios da região.

Mais Luz

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), anunciou a liberação de recursos para o Programa Luz para Todos no Piauí. Fernando Coelho já havia se comprometido, ainda em agosto, em um almoço na residência do deputado Heráclito Fortes (PSB), que o Programa seria retomado no Estado neste semestre.

“O Programa já reiniciou suas atividades nos estados do Pará, Mato Grosso e Tocantins. No Piauí, será retomado com a liberação da primeira parcela de R$ 29 milhões, de um saldo de R$ 100 milhões que falta ser contratado”, destacou à época.

Foto: Divulgação/Secult

Voo direto - A Azul fez no sábado o voo inaugural 6992 - jato Embraer 195, de Campinas, São Paulo, para Parnaíba e Teresina. A aeronave partiu lotada com 100% dos 118 lugares ocupados.Segundo o secretário de Cultura, Fábio Novo, o voo sairá de Viracopos aos sábados, direto para Parnaíba. Na recepção da viagem inaugural, grupos culturais, banda de música, o boi Estrela Cadente, Quadrilha Balança Mas Não Cai e mimos com artesanato da Parnaiba, cajuína e castanha de caju.

* Começa amanhã, com duração de dois dias, o Fórum Novo Centro de Teresina, aberto a todos os interessados no assunto.

* As atividades do evento serão realizadas no auditório do Sebrae, no Centro da cidade.  

* A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) só pode é estar nadando em dinheiro.

* A empresa está liberando recursos para a construção de calçamento, quando deveria investir em desenvolvimento.

Saudade, saudade

O líder da oposição, deputado Robert Rios (PDT), passou três dias sem fazer discurso na tribuna da Assembeia Legislativa. Quando retornou à tribuna, na quinta-feira passada, o deputado Dr. Pessoa (PDT) não se esqueceu de estender-lhe o tapete vermelho:

- Deputado Robert, eu já estava com saudade de seus discursos!

 

Quando todos pagam a conta sem dever

Na prolongada crise política brasileira, muitos empresários aparecem envolvidos nos escândalos que se sucedem. Alguns deles já foram presos, como Marcelo Odebrecht, dono da maior construtora do país, e os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS-Friboi, a maior empresa do setor no Brasil.

Contra todos eles, o Ministério Público e a Polícia Federal encontraram um rastro de malfeitos. Esses malfeitos vão desde o crime de caixa-2 nas eleições ao derrame de propinas para os políticos e altos servidores públicos.

Em troca, os empresários receberam muitas facilidades para operar suas empresas e fazer crescer os seus negócios, numa concorrência desleal e brutalmente predatória.

As investigações estão em andamento.

Jogo sujo

O cenário é confuso. Tem bala perdida para todos os lados. Assim, todo cuidado é pouco para não confundir os bons políticos – sim, eles existem! – com os maus.

O mesmo cuidado deve ser exercido também em relação aos empresários e às empresas. Nem todos eles entraram nesse jogo sujo de ganhar a qualquer preço. Na verdade, apenas uma pequeníssima minoria entrou nesses vergonhosos esquemas.

A esmagadora maioria dos empresários toca seus negócios pagando um preço maior. Nesse caso, as empresas carregam nas costas, além da pesada carga tributária, da enervante burocracia e de outros custos, o sobrepeso da corrupção. Com se sabe, a corrupção acaba sobrecarregando todo mundo que não faz parte dela.

O joio e o trigo

Portanto, apesar de toda essa confusão e de tantas crises sobrepostas, não se pode perder a noção de que muitos fazem a coisa correta. É preciso separar sempre o joio do trigo, pois de um lado estão aqueles que se aproveitam das facilidades, com desvios éticos, e do outros estão os que trabalham com retidão.

Os primeiros estão na mídia, porque foram parar na cadeia ou estão a caminho dela. Os demais estão aí em todo lugar, trabalhando duro e muitas vezes anonimamente, com seus colaboradores, para ajudar a manter de pé este maltratado e dilapidado país.

A última flechada

Como esperado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disparou ontem a última flechada contra o presidente Michel Temer. Ela atinge também outros membros da cúpula do PMDB. Janot não poderia deixar de levantar o arco novamente na direção presidente.

Em primeiro lugar, esse novo lançamento de flechas foi alardeado por muito tempo. O procurador tinha, portanto, o compromisso moral de fazê-lo. Em segundo lugar, o Supremo confirmou esta semana que ele poderia continuar, sim, como arqueiro que mira o presidente Temer como alvo.

A nova denúncia

Nessa nova denúncia, Janot mete Temer no chamado “Quadrilhão do PMDB”. Além do presidente da República, são acusados de participar do esquema os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves, ex-presidentes da Câmara Federal; os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco e os ex-deputados Geddel Vieira Lima e Rodrigo Loures.

Segundo a denúncia, eles praticaram ações ilícitas em troca de propina por meio da utilização de diversos órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados.

Pelas contas do procurador, o esquema permitiu que os denunciados recebessem ao menos R$ 587 milhões em propina.

Delações

O núcleo político da organização criminosa, descreve a denúncia, era composto também por integrantes de PP e PT, dispostos em subnúcleos específicos, além de outros parlamentares do chamado “PMDB do Senado”.

A denúncia é baseada em delações de executivos da JBS e também do doleiro Lúcio Funaro, apontado operador do PMDB nos esquemas de corrupção.

Em documento de 245 páginas, Janot argumenta que, ao avalizar a compra de silêncio de Funaro e também do ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, Temer cometeu o crime de obstrução de Justiça.

Rito

Se seguir o trâmite da primeira denúncia, feita em maio passado, o ministro Edson Fachin, relator do caso JBS no Supremo, deve enviar a denúncia diretamente à Câmara. Para que a investigação seja autorizada, são necessários 342 votos dos deputados, dos 513 votos possíveis.

As chances de autorização da denúncia pela Câmara são ainda menores do que na primeira denúncia do procurador contra Temer. Começa que, desta vez, o procurador já estará sem arco e sem flecha quando e se a denúncia chegar à Câmara.

Além disso, a denúncia chega enfraquecida também pelo fato de os delatores que incriminam o presidente e seus aliados terem perdido completamente a credibilidade. Outro obstáculo é que o presidente está calejado para esse tipo de situação e não ficará mais na defensiva, como na anterior.

Suspensão

Ontem, o procurador-geral da República anunciou que os acordos de delação com os executivos da JBS foram rescindidos. O Ministério Público destaca, no entanto, que, mesmo com a rescisão, as provas entregues pelos delatores permanecem válidas.

Ainda ontem, a defesa do presidente Temer protocolou no Supremo pedido de suspensão da nova denúncia apresentada por Janot. A defesa pede que o Supremo só mande à Câmara o pedido de autorização para investigar o presidente após a conclusão das investigações sobre a delação da JBS. (Com informações do congressoemfoco.com)

Foto: Divulgação/ABI

Jornalista Domingos Meirelles, presidente da ABI, hoje em Teresina

Imprensa em debate

Com a presença do presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), jornalista Domingos Meirelles, será aberto hoje, no Sesc Campos Sales, o X Encontro Estadual dos Jornalistas. A promoção é do Sindicato dos Jornalistas do Piauí.

As atividades do evento se estendem por todo o dia de sábado, com palestras, debates, lançamento de livros e exibição de filmes.

Segurança

O deputado federal Silas Freire (Podemos) cobrou na Câmara que os bancos financiem as atividades de segurança de suas agências.

Ele disse que, sozinhos, os governos estaduais não têm condição de garantir a segurança dos bancos em tempo integral.

Silas enfatizou que nos Estados falta dinheiro e, nos bancos, o dinheiro sobra.

Greve

O Tribunal de Justiça determinou, ontem, em caráter de tutela antecipada, que o sistema prisional retome a execução dos procedimentos rotineiros nos estabelecimentos penais – garantindo o mínimo de 60% do contingente de agentes penitenciários –, como visitas de familiares, advogados, servidores e outras pessoas ligadas ao sistema penitenciário e de justiça, procedimentos operacionais e atividades normais das unidades.

O relator do processo é o desembargador Edvaldo Moura, que acatou pedido feito pela Procuradoria Geral do Estado (PGE-PI), acerca do movimento paredista deflagrado pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), iniciado na última segunda-feira (11).

Acordo

Já o Sindicato dos Médicos do Piauí informou que chegou a um entendimento com a diretoria do Instituto da Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí (IASPI) sobre a implantação dos códigos para as cirurgias endoscópicas no plano de saúde PLAMTA.

Os médicos vinham realizando cirurgias por vídeo, mas o PLAMTA faturava com os códigos de cirurgia aberta.

Além da questão ética, os médicos recebiam valores bem abaixo do que deveriam, segundo o sindicato.

Após diálogos e movimento acompanhado pelo sindicato, o IASPI reconheceu a falha e introduziu os códigos para as cirurgias endoscópicas.

Foto: Divulgação

Viver bem -  Projeto Neuro em ação, idealizado e coordenado pelo médico Benjamin Vale e desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, focaliza a prevenção de trauma de crânio e coluna e este ano procura conscientizara comunidade sobre temas como: 1- perigo do uso de celular no trânsito ao dirigir; 2- perigos do mergulho em águas rasas; 3 - má postura como causa de problemas na coluna. As atividades são desenvolvidas através de palestras nas escolas públicas e privadas e também nas universidades públicas e particulares, por profissionais da neurocirurgia e estudantes de medicina, após curso de capacitação e tutorias. O encerramento do projeto será hoje, às 18 horas, no Cine-Teatro da Ufpi.

* A superlotação da Central de Flagrantes de Teresina levou a Secretaria de Justiça a inaugurar, às pressas, o novo presídio de Campo Maior.

* Começam na segunda-feira as inscrições para o novo concurso do Corpo de Bombeiros. Os candidatos devem ter entre 18 e 30 anos.

* No sétimo ano seguido de seca, os carros-pipas já estão pegando água no semiárido do Piauí a 150 quilômetros de distância.

* O professor Washington Bonfim, secretário municipal de Planejamento, já começou a limpar as gavetas. Vai trabalhar em São Paulo.

* O ex-ministro Joao Henrique Sousa leva hoje a Caravana 'Piauí em Movimento' a Campo Maior. 

Canoa furada

Do humorista Fraga:

- Como diria o dono do único colete salva-vidas a bordo da canoa furada: estamos todos no mesmo barco.

 

Pelo cano

O processo de subconcessão dos serviços de água e esgoto de Teresina, que foi parar no Supremo Tribunal Federal, está ameaçado de sofrer mais um revés.

O primeiro foi quando, em março passado, o desembargador Sebastião Ribeiro Martins, do Tribunal de Justiça, suspendeu todas as decisões do Tribunal de Contas do Estado sobre o caso. Na prática, ele dava ao Governo do Estado autorização para tocar a subconcessão.

Dez dias depois, o mesmo desembargador desfez a sua decisão e mandou o TCE seguir com o processo.

No dia 18 de abril, uma nova liminar, do desembargador José Ribamar Oliveira, confirmava que não cabia ao TCE julgar o processo de subconcessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Teresina.

Desta vez, o magistrado entendeu que repetir etapas já realizadas da licitação, como estava decidindo o Tribunal de Contas, traria mais prejuízo à administração e à população.

Assinatura do contrato

Com essa decisão liminar em mãos, o Governo do Estado correu, assinou o contrato com a Aegea (Águas de Teresina) e repassou para a empresa, em julho passado, os serviços de abastecimento de água da capital.

O Tribunal de Contas levou o caso para o Supremo Tribunal Federal, por entender que suas funções estavam sendo retiradas no Piauí.

Agora, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, deu sinal verde para a cassação da decisão liminar do desembargador José Ribamar Oliveira. Em seu parecer, ele reafirma a competência do TCE para julgar o caso e que sua atuação deu-se nos limites de suas atribuições.

Rodrigo Janot também destaca que o Tribunal de Contas agiu na prevenção de danos ao erário e na fiscalização da legalidade do procedimento licitatório e da contratação em causa.

Reviravolta

Depois da posição do procurador-geral da República, favorável à suspensão da liminar do desembargador Oliveira e restaurando a decisão do desembargador Sebastiao Ribeiro Martins, a bola volta agora para o Supremo Tribunal Federal.

Como foi assinado às pressas, como quê para criar uma situação de fato, como se ela não pudesse ser desmanchada, o contrato para a concessão da água em Teresina corre, pois, o risco de entrar pelo cano e descer de água abaixo.

Ombro amigo

O governador Wellington Dias esticou ontem sua viagem até o Paraná, para o novo depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro, no processo da Lava-Jato.

Antes da audiência, Wellington conversou com o ex-presidente, juntamente com outras lideranças do PT.

À imprensa, o governador disse que tudo é perseguição a Lula, fazendo parte de um plano para acabar com o projeto de governo do Partido dos Trabalhadores.

Cabo de guerra

O presidente regional do PMDB, deputado federal Marcelo Castro, bateu o pé: não haverá convenção extraordinária do partido para definir que rumo tomar nas eleições de 2018 no Piauí.

Segundo Marcelo Castro, o partido já se definiu: vai marchar com a reeleição do governador Wellington Dias. E pronto.

Alto lá!

O vice-presidente regional do PMDB, ex-ministro João Henrique Sousa, presidente nacional do Sesi, também bate o pé: haverá a convenção, sim, pois a decisão já foi tomada pelo partido e está registrada em ata. O ex-ministro vai além:

- Eles não dizem que têm 80% dos votos dos convencionais? Então, façam a convenção!

Eles, no caso, são os peemedebistas que estão no Governo do Estado.

Nova agência

A Assembleia Legislativa aprovou, ontem, em primeira e segunda votações, os Projetos de Lei do Poder Executivo que criam a Agrespi (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Piauí) e o Proete (Programa Estadual de Transporte Escolar).

Cinco deputados de oposição votaram contra a criação da Agrespi, que recebeu 17 votos favoráveis.

As proposições seguem agora para sanção do governador Wellington Dias.

Voto contra

O deputado Gustavo Neiva, líder do PSB, pediu que fosse registrado seu voto contrário à criação da Agrespi, afirmando que não concorda que o Governo do Estado crie cargos em um momento de crise financeira do país.

Já o deputado Robert Rios (PDT) pediu que a matéria fosse votada nominalmente.

O deputado Dr. Pessoa (PSD) se absteve de votar. Votaram contra ainda os deputados Rubem Martins (PSB), Firmino Paulo (PSDB), Robert Rios e Juliana Moraes Souza (PMDB).

* O deputado federal Silas Freire chega ao Podemos ocupando espaço. Ele foi empossado vice-líder do partido na Câmara.

* Como esperado, o Supremo decidiu ontem que o procurador-geral Rodrigo Janot continuara no calcanhar do presidente Michel Temer.

* A defesa do presidente pediu a suspeição do procurador-geral da República no Caso JBS, negada pelo STF.

Fora, Trump!

Um eleitor viciado em DAS bate à porta do vice-prefeito de Dom Inocêncio, Marcos Damasceno. Ao tempo em que é esperto, é também bobo; fácil de ser enganado.

O eleitor: - Arrume um DAS pra mim; daqueles que a gente recebe sem trabalhar... 

Vice-prefeito: - Meu amigo, aquele presidente dos Estados Unidos, o tal de ‘Tramp’, proibiu DAS no mundo todo.

O eleitor: - Aquele homem é contra a humanidade!

 

Governadores cobram dívida bilionária

Foto: Álvaro Luís Carneiro/Governo do Piauí

Governadores lançam a "Carta de Diamantina"

Na semana passada, a imprensa de Teresina dava conta que o governador Wellington Dias informava que o governo federal deve cerca de R$ 800 milhões de indenização ao Piauí. O débito estaria vinculado à federalização da Cepisa.

Não dei muita bola para esta informação. Primeiro, porque não sou muito afeito aos números que saem da boca dos políticos, principalmente os mais exagerados. Depois, a Cepisa está nas mãos da Eletrobras há 20 anos. Por que só agora o Governo do Piauí cobra essa dívida ao governo federal?

Muito bem! Na segunda-feira, Wellington Dias anunciou que levaria para o Fórum dos Governadores, em Minas Gerais, a discussão sobre o ressarcimento de cerca de R$ 500 bilhões por parte do governo federal.

Conta antiga

Segundo o governador, o valor calculado é referente às perdas dos estados e municípios com a Lei Kandir, que isenta a cobrança do ICMS sobre as exportações de produtos primários e não industrializados.

 “Há a necessidade de se ter uma solução, ou de anular a regra da Lei Kandir ou encontrar uma fonte segura para isso”, ressaltou o governador, que viajou na segunda-feira para Belo Horizonte. 

A Lei Kandir é de setembro de 1996. Como é que só agora os governadores descobriram esse calote bilionário da União? O Governo do PT, que durou 13 anos, ajudou a dar esse cano nos Estados, incluindo o Piauí?

Para se ter uma ideia do tamanho dessa conta, basta citar que o socorro financeiro aprovado pelo Governo Federal para o Rio de Janeiro será de R$ 41 bilhões, até 2020.

Essa ajuda se dará através do alívio provisório de dívidas e novas concessões de empréstimos ao Estado, a fim de que possa honrar a folha de pagamentos, colocar em dia as aposentadorias atrasadas e pagar os fornecedores.

Orelha em pé

As duas contas apresentadas pelo governador Wellington Dias só me fazem desconfiar que os Estados, entre eles o Piauí, estão com o caixa zerado. E começam a arrumar cartão de seguro para justificar eventuais atrasos nos pagamentos, inclusive de salários, no final do ano.

Que eu esteja redondamente enganado!

Foto: Reprodução

Luiz Carlos Cronemberger, diretor da Petrobras

Petrobras

O engenheiro piauiense Luiz Carlos Cronemberger Mendes é o novo diretor-geral-executivo da Petrobrás. Ele acumula o cargo com a gerência geral de Implantação de Projetos.

Técnico da empresa há 34 anos, ultimamente ele vinha se dedicando a três projetos do pré-sal na Bacia de Campos.

Luiz Carlos é irmão do médico Sílvio Mendes, presidente da Fundação Municipal de Saúde.

Cadeia nele!

Da senadora Ana Amélia, sobre as espertezas do delator-mor da República, Joesley Batista:

- Depois de obter empréstimos bilionários através da corrupção e manipular a Procuradoria Geral da República, Joesley Batista não pode ficar livre de uma severa punição.

Cobra engolindo cobra

Deu no Antagonista, o blog do jornalista Diogo Mainard:

- No último depoimento à PGR, obtido por O Antagonista, Francisco de Assis e Silva diz que Ricardo Saud deu a impressão de que “estava pronto para delatar o Joesley”.

Segundo o diretor jurídico da J&F e também colaborador, Saud já tinha “toda a documentação” separada. Francisco contou que Saud estava “inseguro e indeciso” e que Joesley teve de convencê-lo a integrar o acordo.

Seca

O deputado Gustavo Neiva (PSB) denunciou que o Governo do Estado está atrasando em até três meses o pagamento dos carros-pipas que deveriam abastecer as cidades do semiárido que sofrem com a falta d’água. 

O parlamentar citou a cidade de Curimatá, no Sul do Estado, onde os carros pipas foram contratados há três meses e nunca receberam o pagamento do Governo. 
 

* Hospital da Unimed Ilhotas divulgou nota com aviso de suspensão do atendimento aos segurados do Plamta, por falta de pagamento.

* Já o Hospital da Unimed Primavera está cobrando do plano dos servidores estaduais uma dívida superior a R$ 5 milhões.

* Ao final do Fórum dos Governadores, ontem, em Minas, os participantes divulgaram a “Carta de Diamantina”.

* No documento, eles reivindicam recursos da Lei Kandir e uma política de segurança para o país.

O desconhecido

Do presidente regional do PMDB, deputado federal Marcelo Castro, botando o pé na parede contra a candidatura do ex-ministro João Henrique Sousa ao Governo do Estado, nas eleições do próximo ano:

- Encomendei uma pesquisa e nela 76% dos entrevistados jamais tinham ouvido falar em meu nome, mesmo com minha forte atuação na Câmara dos Deputados. Agora você imagina o João Henrique, que foi candidato pela última vez em 1998. Vão completar agora 20 anos que ele não é candidato. Se você fizer uma pesquisa hoje, quantos por cento você acha que o conhecem? 

O custo Joesley

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Joesley Batista, preso pela Polícia Federal

O devaneio do bilionário Joesley Batista, dono da Friboi, de derrubar o presidente da República, através da caneta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com a chancela do ministro Édson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, causou grandes estragos. Aos políticos, sim. E muito mais ao país. Com a dirferença de que os políticos podem e sabem se defender.

Antes de entregar ao Ministério Público Federal a gravação contra o presidente, o dono da JBS-Friboi, um dos maiores negócios de alimentos do mundo, cuidou de fazer a mudança de sua empresa para o exterior. A providência era para evitar qualquer dano ao grupo na eventualidade de um revés.

Ainda no ano passado, o grupo tentou migrar sua sede para a Irlanda, como parte desse plano, mas a rota teve que ser alterada por oposição do BNDES e quando o Brasil passou a considerar aquele país um paraíso fiscal.

Em maio passado, a maior parte das operações do JBS -- quase 80% -- já estava no exterior, conforme o jornal Valor Econômico. Nos Estados Unidos, eram 56 fábricas de processamento de carne e quase metade das suas vendas globais.

Somente depois disso, Joesley tratou de abrir o bico e fechar, a toque de caixa, a delação que o procurador-geral da República recebeu com as duas mãos.

Caiu dos céus

O acordo de delação premiada do dono da Friboi se tornou o mais vantajoso dos 155 firmados até então na Operação Lava-Jato. A delação simplesmente os livrou de qualquer punição pelos mais de 240 crimes que confessaram ter cometido em conluio com políticos, graduados funcionários públicos e outros cúmplices.

Logo após a delação, os executivos da JBS, que pagaram propinas a torto e a direito para o sucesso de seus negócios sujos, além de abastecerem campanhas políticas com dinheiro de caixa 2, foram liberados para fixar residência em Nova York, nos Estados Unidos.

A multa de R$ 225 milhões aplicada à empresa pareceu um troco perto dos R$ 170 bilhões faturados em 10 anos. Somente por seus delatores na Lava-Jato, a Odebrecht pagará R$ 500 milhões em multas, além de R$ 6,7 bilhões devidos do acordo de leniência.

Mais um nó

Os delatores deram mais um nó no Ministério Público, que pareceu enfeitiçado com a lábia de Joesley: sua delação incluiu medidas para garantir a segurança deles e da família. O mesmo documento prevê que os executivos sejam incluídos em um programa de proteção a depoentes, caso necessário.

Segundo ainda o jornal Valor Econômico, o acordo foi justificado pela Procuradoria-Geral da República por causa do “caráter emergencial de alguns relatos dos signatários que narram supostos crimes praticados no presente e com perspectivas de práticas futuras”.

Lucrando com a crise

O jornal O Globo publicou uma nota, na manhã do dia 18 de maio, logo após a explosão do escândalo, informando que a JBS comprou dólares em grandes quantidades antes do fechamento do mercado, no dia anterior, quando a moeda registrou valorização de 1,67%, sendo negociada a R$ 3,13.

No dia seguinte ao escândalo da gravação no Jaburu, o dólar disparou, atingindo o limite máximo permitido de 3,3235 reais. A moeda abriu subindo cerca de 5% e as negociações começaram mais tarde. Por volta das 11 horas, a moeda bateu 3,43 reais.

Bolsa quase quebra

No mesmo dia, a bolsa abriu em queda de mais de 10% e entrou em circuit breaker. O mecanismo, que paralisa as negociações em 30 minutos, só é acionado quando as cotações superam o limite de 10% de alta ou de queda.

Na volta das negociações, se a queda atingir 15 por cento ante o encerramento do dia anterior, os negócios são suspensos por 1 hora. A última vez em que isso ocorreu no Brasil foi em 2008, em meio à crise internacional.

No abismo

Esses não foram, contudo, os maiores estragos causados pelas espertezas do dono da JBS. Com a sua traquinagem, ele lançou o país no abismo das incertezas política, financeira e econômica. Após o golpe traiçoeiro, a muito custo, o presidente conseguiu se equilibrar no cargo e por um milagre a economia não degringolou completamente.

Temer assumira o poder, um ano antes, com o compromisso de recuperar a economia, promover o ajuste fiscal, fazer as reformas e buscar a retomada do emprego, num país de 13 milhões de desempregados e sem perspectivas no horizonte imediato. Estava conseguindo, a duras penas. Mas aí teve que gastar todas as suas energias para escapar da arapuca que armaram contra ele.

A conta chegou

Agora, viu-se que, além desses estragos na política e na economia, Joesley Batista e seus cúmplices deixaram também numa sinuca de bico as instituições, à frente o Ministério Público Federal e o Supremo.

De forma açodada, elas deram crédito desmedido aos seus relatos, sem as necessárias diligências para apurá-los adequadamente e sem atentar para as consequências da megadelação para o país. A conta está chegando. A galope.

Janot e Fachin criaram um 'monstro'

Foto: Agência Brasil

Procurador Rodrigo Janot: muito por pouco

O Brasil promete mais uma semana de grande agitação política, no desdobramento do caso envolvendo o delator-mor da República, Joesley Batista. Ele e seu braço direito no Grupo JBS e nas tramoias, Ricardo Saud, estão presos desde ontem, sob a acusação de omissão de informações na delação premiadíssima que receberam.

A princípio, a prisão da dupla é temporária, de 5 dias. Nada impede que ela seja convertida em preventiva, com prazo indeterminado. Mais uma vez, no entanto, fica patente o tratamento brando que o Ministério Público e o Supremo dispensam a Joesley. Com os demais envolvidos nesse escândalo, eles têm agido com mão é de ferro.

Desconfiômetro

A prisão apenas temporária da dupla dá margem a que se pense que se trata apenas de uma forma de dar satisfação à sociedade, que desde o começo desse processo está com o pé atrás, tanto em relação às denúncias do dono da Friboi, quanto com o prêmio por ele recebido.

Ainda no início desse rumoroso caso, em maio passado, a imprensa divulgou que o executivo da JBS e Fachin andavam de braços dados no Senado, cabalando voto para que o hoje relator do processo envolvendo o grupo chegasse ao Supremo. O ministro jamais desmentiu a informação.

Procurador sai Ileso

Quanto ao procurador Marcelo Miller, braço direito do procurador-geral Rodrigo Janot, a questão é ainda mais intrigante. Pelo que foi exposto na mídia, a partir das autogravações de Joesley e Saud, ele teve participação direta na montagem da arapuca contra o presidente da República e na megapremiação dos executivos da JBS. E, no entanto, escapou da prisão.

No governo militar, o general Golbery do Couto e Silva, um dos cérebros do regime, criou o Serviço Nacional de Informações (SNI), que ao longo de sua existência foi acumulando superpoderes. O SNI acabou engolindo o seu próprio criador. Ao se despedir do governo, em 1981, Golbery cunhou a frase: “Criamos um monstro”.

Joesley Batista foi o “mostro” criado pelo procurador Rodrigo Janot, com a chancela do ministro Fachin. Com ele, pretendeu-se derrubar o presidente da República, ao custo do maior perdão da história do instituto da delação no Brasil. Com mais de 200 crimes confessos nas costas, os bilionários delatores ganharam a imunidade penal.

Gato por lebre

No começo desse episódio, desconfiou-se de que o Ministério Público Federal e o Supremo haviam comprado gato por lebre. Agora, com os novos, chocantes e constrangedores fatos expostos à nação, desde a semana passada, não há qualquer dúvida de que se comprou rato por gato.

Depois de mais essa da prisão apenas temporária dos falsos heróis nacionais, Janot e Fachin terão extremas dificuldades para convencer o país de que efetivamente têm condição de continuar atuando nesse embaraçoso caso.

Guerreiro do povo

Não é à toa que o ex-ministro José Dirceu é considerado herói do povo brasileiro pelo PT.

Condenado na Operação Lava Jato, o ex-ministro disse que prefere “morrer” antes de delatar, como tenta fazer o também ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Uma 'causa'

Questionado por interlocutores sobre o depoimento bombástico que Palocci deu ao juiz Sérgio Moro, na semana passada, acusando o ex-presidente Lula diretamente de receber propinas para o PT, Dirceu respondeu:

“Só luta por uma causa quem tem valor. Os que brigam por interesse têm preço. Não que não me custe dor, sofrimento, medo e às vezes pânico. Mas prefiro morrer que rastejar e perder a dignidade”.

José Dirceu acha que roubar é "causa". E muita gente pensa como ele.

Filme

Em Teresina, haverá amanhã à noite uma exibição especial do filme “Polícia Federal – A lei é para todos”.

Os convidados são policiais federais que atuam no Piauí.

Taí o Zé!

O ex-governador Zé Filho participou de festividades na região Norte do Estado no final de semana. Ele esteve na região de Luís Correia, na localidade Timbaúba, onde a pedido do ex-vereador Ribamar da Emater participou do encerramento dos festejos de Nossa Senhora da Graça.

Diversas lideranças políticas da região, como o vereador Stênio (PSB), da cidade de Cajueiro da Praia, prestigiaram o ex-governador.

Ciro vem aí!

O PDT do Piauí confirmou a vinda do ex-ministro Ciro Gomes ao Piauí no próximo dia 10. Hoje presidenciável, ele participará da convenção regional do partido.

Com a indefinição da candidatura Lula ao Planalto, Ciro sonha em receber o apoio do PT para tentar chegar lá.

* O governador Wellington Dias recebeu elogio da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman, pela nota de apoio ao ex-presidente Lula.

* A nota do governador foi divulgada logo após a revelação do ex-ministro Antônio Palocci de que Lula recebeu um pacote de propina da Odebrecht.

* Começa hoje a Campanha Nacional de Multivacinação 2017 para atualização da caderneta vacinal de crianças e adolescentes até 15 anos de idade.

* As vacinas estão disponíveis nas Unidades de Saúde em todos os municípios do Piauí, informa a Secretaria de Saúde. 

Esperteza cearense

Nas férias, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (PMDB), visitava uma cidade turística do litoral cearense. Ao entrar na cidade, muito calma, ele parou em frente à igreja e começou a andar pela praça. Em seguida, dirigiu-se a um cidadão que o observava discretamente:

- Amigo,  qual é o padroeiro dessa cidade?

O cidadão olhou o deputado de cima a baixo, se fixou em seus cabelos brancos e mandou brasa:

- O padroeiro daqui, meu patrão, é o senhor!

Como delatores rasgaram a boca no arame

Foto: MPF

Joesley armou armadilha para muitos e caiu em uma delas

De fortes emoções, talvez, mas de tédio ninguém morre na política do Brasil. A cada dia, um fato novo e chocante mexe com o cenário nacional. Nesta semana, eles ocorreram em cadeia, cada qual com mais adrenalina. E quase todos num espaço de 24 horas.

O primeiro foi a apreensão de uma bolada de R$ 51 milhões socados em malas e em caixas de papelão, em um apartamento no Centro de Salvador. Geddel Vieira Lima, ministro nos governos Lula, Dilma e Temer, foi apontado como dono ou guardião da dinheirama.

Logo em seguida, um ex-presidente da República, Lula, foi denunciado em nova ação do Ministério Público Federal sob a acusação de ter recebido R$ 230 milhões em propina.

Na mesma ação, a ex-presidente Dilma também foi acusada pelo Ministério Público Federal de ser beneficiária de propina no valor de R$ 170 milhões.

Em depoimento na Lava-Jato, o ex-ministro Antônio Palocci, um dos mais poderosos nos governos Lula e Dilma, acusou o ex-presidente de receber da construtora Odebrecht uma oferta de R$ 300 milhões para fazer política, além de imóveis, incluindo a sede do Instituto Lula.

Mas o fato de maior repercussão na semana foi o revés na delação premiadíssima do dono da JBS, Joesley Batista, vítima de sua própria armadilha – uma gravação.

Boca no arame

Em Água Branca, a minha cidade, quando a pessoa fala demais, incriminando-se, diz que ela rasga a boca no arame. A lembrança desse axioma vem a propósito da situação dos delatores da JBS. Como eles caíram na própria armadilha das gravações ocultas?

Foi assim: eles desencadearam uma operação de gravação às escondidas de altos figurões da República para usos espúrios, entre eles o de fazer chantagens e acusações.

Porém, da mesma forma que o delator-mor não tem familiaridade com a língua portuguesa, também não tem intimidade com a tecnologia. E eis que, numa reunião na qual tratavam de seus planos maquiavélicos, soltaram a língua com o próprio gravador ligado, sem saber que a conversa com seu braço direito estava sendo gravada.

Provando do próprio veneno

Depois que Joesley Batista gravou clandestinamente o presidente Michel Temer, ele negociou sua megadelação com a Procuradoria Geral da República em troca de impunidade para mais de 200 crimes que confessou ter praticado.

Sua proposta foi aceita de muito bom gosto pelo procurador Rodrigo Janot. Aí chegou a hora de ser feita a perícia na gravação, exigida tanto pelo acusado, Michel Temer, quanto pelo Supremo.

Para começar o serviço, a Polícia Federal requisitou o aparelho da gravação. Até então, ela só tinha em mãos o CD da conversa de Joesley com o presidente.

O gravador foi entregue. Na varredura que fez no aparelho, a PF encontrou a gravação com o presidente. E encontrou muito mais. Lá estavam outros áudios que Joesley Batista deletou, mas que a  PF, com o uso da tecnologia, conseguiu recuperar.

E foi aí que apareceram aquelas conversas abjetas, inclusive impróprias para menores de 18 anos, em linguagem chula, que provocaram a reviravolta no caso. E que levarão Joesley para a cadeia.

Vaca vai pro brejo

Quando a JBS descobriu que a PF havia recuperado todas as gravações de seu gravador, aí mais uma vez tentou a esperteza. E mandou o áudio incriminando os delatores, fazendo parecer que ele estava indo por engano. Era um remendo para evitar a acusação de omissão de informações que ameaçaria os megabenefícios da delação.

O procurador Rodrigo Janot, sabendo que essas gravações estavam em poder da PF, não teve outro caminho a não ser o de denunciar a tramoia, para não virar cúmplice.

Foi assim, portanto, que o poderoso dono da Friboi rasgou a boca no arame. Agora a vaca vai pro brejo! Ou melhor, o dono dos bois vai.

Posts anteriores