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Cai a exigência do reconhecimento de firma

Reprodução/CNJ

 

O site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) traz uma informação da Agência Senado que vai mexer com o dia a dia de muita gente em todo o Brasil.

A notícia é sobre o fim da obrigatoriedade do reconhecimento de firma, dispensa de autenticação de cópias e não-exigência de determinados documentos pessoais para o cidadão que lidar com órgãos do governo.

Tudo isso está previsto e determinado na Lei 13.726, de 2018, sancionada pelo presidente Michel Temer e publicada no Diário Oficial da União de terça-feira passada (dia 9).

Selo

O texto também prevê a criação do selo de desburocratização na administração pública e premiação para órgãos que simplificarem o funcionamento e melhorarem o atendimento a usuários.

Pela nova lei, órgãos públicos de todas as esferas não poderão mais exigir do cidadão o reconhecimento de firma, autenticação de cópia de documento, apresentação de certidão de nascimento, título de eleitor (exceto para votar ou registrar candidatura) e autorização com firma reconhecida para viagem de menor se os pais estiverem presentes no embarque.

O que fazer

Para a dispensa de reconhecimento de firma, o servidor deverá comparar a assinatura do cidadão com a firma que consta no documento de identidade.

Para a dispensa de autenticação de cópia de documento, haverá apenas a comparação entre original e cópia, podendo o funcionário atestar a autenticidade.

Já a apresentação da certidão de nascimento poderá ser substituída por cédula de identidade, título de eleitor, identidade expedida por conselho regional de fiscalização profissional, carteira de trabalho, certificado de prestação ou de isenção do serviço militar, passaporte ou identidade funcional expedida por órgão público.

Quando não for possível fazer a comprovação de regularidade da documentação, o cidadão poderá firmar declaração escrita atestando a veracidade das informações.

Em caso de declaração falsa, haverá sanções administrativas, civis e penais.

É uma boa notícia para todos os brasileiros que enfrentam as intermináveis e enervantes filas dos cartórios para serviços banais.

Agora é ficar de olho no cumprimento da lei, divulgada pelo CNJ.

Que a OAB, o Ministério Público, as entidades de classe e a própria imprensa fiquem atentas à sua execução.

 

 

Queimada

O deputado federal e senador eleito Marcelo Castro (MDB) tomou um baita prejuízo no final de semana.

O fogo invadiu e destruiu uma fazenda dele, no Sul do Piauí.

Por pouco ele não perde duas mil cabeças de gado.

Sucessão na Alepi

Já são três os nomes citados como candidatos à presidência da Assembleia na próxima legislativa: Themístocles Filho (MDB), Wilson Brandão (PP) e Francisco Limma (PT).

O grande eleitor será o governador Wellington Dias, que terá uma bancada de 26 deputados no próximo mandato.

Mudar pra quê?

A estas alturas, tirar o presidente da Assembleia Legislativa do cargo seria até um ato de covardia.

Se nada mudou no Piauí nas eleições passadas, por que iriam mudar o presidente da Assembleia, que fez tudo para que nada mudasse?

Pregão

O ex-presidente FHC avisou a quem interessar possa: não está vendendo a alma ao diabo.

Resta saber se o capeta estaria interessado na alma deste senhor. Para quê mesmo?

 

 

* Na Prefeitura de Teresina é dado como certo que o ex-prefeito Silvio Mendes não retorna ao comando da Fundação Municipal de Saúde.

* E também que o deputado Luciano Nunes (PSDB), que já presidiu a FMS, não voltará ao cargo depois que concluir seu mandato.

* Na próxima legislatura, a Assembleia volta desfalcada de quatro oposicionistas: Roberto Trios (DEM), Dr. Pessoa (SDD), Luciano Nunes (PSDB) e Rubem Martins (PSB).

* A nova oposição na Assembleia deve ser feita pelos deputados Marden Menezes (PSDB), Gustavo Neiva (PSB), Evaldo Gomes (PTC) e Teresa Brito (PV).

 

 

Modéstia

Do humorista João Cláudio Moreno, quando soube que o governo elegeu 8 dos 10 novos deputados federais do Piauí:

- Se o governador tivesse botado mais uma forcinha, dava pra ele ter feito os dez.

 

Bolsonaro é uma criação da esquerda

Tantas você fez, que ela cansou

Porque você, rapaz

Abusou da regra três

Onde menos vale mais...

 

Lembrei-me destes versos da canção de Toquinho e Vinícius a propósito do clima de esquizofrenia que domina a esquerda brasileira, ante a iminente vitória do deputado federal Jair Bolsonaro para a Presidência da República.

O candidato do PSL foi o mais votado no primeiro turno, com uma diferença de 16% sobre o segundo colocado, o candidato do PT, Fernando Haddad. E já larga com 58% na primeira pesquisa de intenção de voto do Datafolha para o segundo turno, contra 42% de Fernando Haddad.

Pois bem! Bolsonaro não é tudo que se diz dele. Mas é quase tudo. Está há 30 anos no Congresso Nacional, com contribuição zero para a vida política do país.

É um nepotista de carteirinha, com três filhos pendurados em mandatos eletivos conquistados à sombra de seu prestígio popular. Um deles acaba de se eleger senador pelo Rio de Janeiro.

Ele é ainda defensor de um país militarizado e excludente.

Mãe da criança

O que não se diz é que Bolsonaro, com seus muitos e conhecidos defeitos, é um produto da esquerda. Sim, o candidato do PSL é criação genuína da esquerda brasileira.

A oligarquia partidária petista, ambiciosa e egoísta, desesperada para manter seus núcleos de poder, para traficar prestígio e azeitar negócios, produziu Bolsonaro.

Há um ano, ele não passava de um parlamentar do baixo clero, que só aparecia quando se metia em polêmicas histéricas e estéreis.

Mas, aos poucos, ele foi caindo no gosto do eleitor inconformado e indignado com a bandalheira que assolava o país. Um eleitor desconfiado de tudo e de todos.

O ex-presidente Lula, o manda-chuva do PT, e os demais líderes das esquerdas, subestimaram os milhares de brasileiros contrários a eles. E ficaram prendendo a bola da sucessão indeterminadamente com uma candidatura fake, falsa, impossível, que era a dele, Lula, condenado, preso e enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Monstro das urnas

Em um dado momento, o candidato do PSL canalizou e catalisou todo o sentimento de revolta contra o PT, a esquerda e o sistema político como um todo. Disso resultou o Bolsonaro que aí está, com um pé no Palácio do Planalto.

A construção desse Bolsonaro, esse novo monstro das urnas, não foi, porém, uma tarefa única e exclusiva do PT. Trata-se de uma obra coletiva.

Os aliados do Partido dos Trabalhadores, e até partidos situados no outro lado da rua, como o PSDB e outras legendas do carcomido sistema político brasileiro, participaram ativamente da empreitada.

E, como nos versos de Toquinho e Vinícius, tantas fizeram, tanto abusaram, que o povo cansou... E foi em busca de outra alternativa, ainda que não seja a ideal nem a melhor. O eleitor tem o direito de errar. A esquerda não tem mais.

Então, agora não adianta mais chorar sobre o leite derramado. A vitória de Bolsonaro é irreversível, a não ser que um fato extraordinário mude, brusca e radicalmente, de uma hora para outra, a rota das urnas e o curso da história.

Todos os que aí estão gritando contra Bolsonaro estão simplesmente colhendo o que plantaram.

 

Justiça do Trabalho funcionará em um só local

Fotos: Ascom/TRT

O novo edifício-sede do TRT do Piauí, na Avenida João XXIII

 

A partir do próximo dia 31, os serviços da Justiça do Trabalho no Piauí estarão concentrados em um só lugar: o novo edifício-sede do TRT, inaugurado na semana passada.  A mudança das unidades para a nova sede será gradativa, mas já começou e será concluída até o final do ano.

O edifício, com 11 andares, amplo auditório e estacionamento, vai abrigar todos os órgãos administrativos e jurisdicionais de primeiro e segundo graus com atuação em Teresina – incluindo as quatro Varas de Trabalho da capital.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, ministro Brito Pereira, prestigiou a inauguração e afirmou que as novas instalações vão melhorar significativamente a qualidade do atendimento oferecido pelo Tribunal Regional à sociedade piauiense. 

O ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, também do TST, destacou a importância de um local adequado para atender a quem procura a Justiça do Trabalho.

 

A inauguração foi presrtigiada pelo presidente do TST e outras autoridades

Nova imagem do TRT

O presidente do TRT/PI, desembargador Giorgi Alan Machado Araújo, afirmou que a nova sede, além de proporcionar melhores condições de atuação para magistrados e servidores, leva para a sociedade uma imagem de Justiça do Trabalho única, uma vez que a primeira e a segunda instâncias funcionarão no mesmo lugar.

Localizada na Avenida João XXIII, 1460, bairro Noivos, a nova sede do TRT/PI ganhou o nome do jurista e professor Jorge Chaib.

O edifício tem 11 mil metros quadrados de área construída em seus 11 andares e custou cerca de R$ 67 milhões. 

O seu auditório, bem equipado em termos de imagem e som, tem capacidade para 624 pessoas. “E aqui é importante frisar que o auditório servirá para a comunidade piauiense e estará disponível para a realização de eventos e seminários, por exemplo”,  observa diretor-geral de Administração do TRT-22ª Região, Álvaro Resende.

Atualmente, o TRT/PI funciona em três locais distintos em Teresina: na Rua 24 de Janeiro, onde estão instalados os gabinetes dos desembargadores e a maioria das unidades administrativas; no bairro Cristo Rei, onde funcionam a Escola Judicial, a  Biblioteca e algumas unidades administrativas; e na Avenida Miguel Rosa, onde está o Fórum Trabalhista, com as quatro Varas de Trabalho da capital. (Com informações da Ascom/TRT)

 

Vai dar Bolsonaro no 2º turno

Foto: Exame.com

Jair Bolsonaro, candidato do PSL a presidente

 

Hoje trago um levantamento sobre os resultados das eleições presidenciais, desde quando elas foram restabelecidas no Brasil, em 1989.

Na primeira eleição para presidente, no período democrático, foram para o segundo turno os candidatos Fernando Collor (PRN), com 30,47% dos votos, e Lula (PT), com 17,18%.

No segundo turno, Collor venceu a eleição com 53,03% dos votos, contra 46,97% de Lula.

Na eleição de 94, não houve segundo turno. O tucano Fernando Henrique Cardoso FHC venceu no primeiro, com 54,24%, contra 27,07% de Lula.

A eleição seguinte, em 98, também foi decidida já no primeiro turno. FHC se reelegeu com 53,06%, contra 31,71% de Lula.

Em 2002, Lula conseguiu 46,44% dos votos no primeiro turno, contra 23,19% de Serra. No segundo turno, o petista obteve 61,27% da votação e o tucano, 38,72%.

Na eleição de 2006, novamente a parada foi decidida no segundo turno. No primeiro, o presidente Lula conseguiu 48,61% da votação, contra 41,64% de Geraldo Alckmin.

No segundo turno, o presidente foi reeleito com 60,83%, enquanto o tucano ficou com 39,17% dos votos.

Novo segundo turno na eleição presidencial de 2010. A petista Dilma Rousseff conquistou 46,91% dos votos no primeiro turno, contra 32,61% do tucano José Serra.

No segundo turno, ela foi eleita com 56,05, contra 43,95% dos votos conseguidos pelo tucano.

Mais uma vez, a eleição foi decidida no segundo turno em 2014. No primeiro turno, a presidente Dilma alcançou 41,59% da votação e Aécio Neves (PSDB), 33,55%.

No segundo turno, a presidente foi reeleita com 51,64%, contra 48,36% do senador Aécio.

A eleição deste ano também empurrou a decisão final para o segundo turno. No primeiro, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) ficou com 46,03% dos votos, contra 29,28% atribuídos ao candidato do PT, Fernando Haddad.

Resumo da ópera

Ou seja, de 1989 para cá foram realizadas oito eleições presidenciais. Apenas duas delas não tiveram segundo turno, em 94 e em 98, ambas vencidas por FHC.

As outras cinco foram conquistadas pelo candidato com maior votação no primeiro turno. Isto é, o segundo turno apenas confirmou o resultado do primeiro.

A sexta eleição presidencial com segundo turno, que é esta de 2018, ainda está em aberto. Ela só será concluída dia 28.

Porém, pelo histórico das eleições presidenciais e pela análise do cenário político brasileiro, não é difícil arriscar um palpite certeiro sobre o seu resultado.

Os 11 candidatos que não chegaram ao segundo turno obtiveram, juntos, 24,69% dos votos. O candidato do PSL entrou no segundo turno com uma vantagem de mais de 16%, sobre Haddad. Até aqui é a maior diferença imposta a um candidato petista que passa ao segundo turno. 

Bolsonaro precisava de mais 4% dos votos para liquidar a fatura no primeiro turno; Haddad, de pouco mais de 20%.

No segundo turno, ganha quem simplesmente obtiver a metade dos votos mais um. Os eleitores de Haddad não desistem dele. Os de Bolsonaro também não.

Nas eleições presidenciais brasileiras, até hoje, nenhum candidato na segunda colocação virou a votação no segundo turno.

Além do mais, a “onda amarela” chegou à eleição de domingo passado num crescendo.

Portanto, Jair Bolsonaro está virtualmente eleito. O mais é farofa-fá!

  

 

PP, PSDB e Novo lavam as mãos com 2º turno

Todos reconhecem que o momento do país é grave. Mesmo assim, os partidos que não conseguiram chegar com seus candidatos ao segundo turno, mas que tiveram as melhores votações entre os derrotados, buscam a saída mais cômoda para a sucessão presidencial, que é lavar as mãos com a eleição do próximo dia 28.

Ontem, o PP, o PSDB e o Novo anunciaram posição de neutralidade no segundo turno. Ou seja, não vão apoiar nem o deputado Jair Bolsonaro (PSL) nem o ex-ministro Fernando Haddad (PT), os finalistas da eleição presidencial.

Em nota, o Progressistas, que formalmente apoio o tucano Geraldo Alckmin, indicando sua vice, afirma que "o eleitor quer tomar sua decisão sem que qualquer outro aspecto, que não os candidatos, sejam levados em consideração como critério de escolha".

A sigla destaca ainda que deseja contribuir com o futuro governo - o partido elegeu 37 deputados federais e cinco senadores.

Tucano vota no PT

O PSDB também anunciou posição de neutralidade. Segundo o seu presidente, Geraldo Alckmin, candidato derrotado à Presidência da República, a cúpula da sigla decidiu liberar os diretórios estaduais da legenda e os filiados para fazer a escolha que quiserem.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já se adiantou, no entanto,e declarou voto para o candidato do PT.

O Novo, do candidato Amôedo, uma das surpresas da eleiçao presidencial, também anunciou a decisão de manter a neutralidade. "O cenário presidencial no segundo turno não é aquele que desejávamos. Manteremos nossa coerência e nossa contribuição se dará através da atuação de nossa bancada eleita", informa o documento. 

O partido elegeu oito deputados federais, 11 estaduais e um distrital em sua estreia nas urnas.

Adesões a Bolsonaro

O DEM deve liberar o apoio individual de seus quadros aos candidatos. O partido presidido pelo prefeito de Salvador (BA), ACM Neto, não fará um anúncio formal de adesão.

Como o DEM, historicamente, faz oposição ao PT, a tendência é que a maior parte dos filiados com mandato e militantes do partido siga em campanha por Bolsonaro.

É o caso da líder da Frente da Agropecuária, Tereza Cristina (MS), de Onyx Lorenzoni (RS), coordenador da campanha de Bolsonaro à revelia do DEM, e do líder da bancada da bala, Alberto Fraga (DF), que perdeu a eleição para o governo do Distrito Federal.

O PTB anunciou apoio a Bolsonaro. "Acreditamos que Jair Bolsonaro trabalhará para que o nosso país volte aos trilhos do desenvolvimento social e econômico, e pela pacificação e união do povo brasileiro", informou a sigla em nota. O partido elegeu 10 deputados federais nas eleições de domingo.

O PRB reuniu ontem à noite a bancada de 30 deputados eleitos para definir a posição do partido no segundo turno das eleições presidenciais. A preferência da cúpula da legenda era apoiar Bolsonaro.

O partido é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, cujo líder religioso, o bispo Edir Macedo, declarou voto ao candidato do PSL.

O PRB foi uma das legendas conservadoras que mais cresceu, passando de 21 para 30 parlamentares, aumento de 42%. O partido estava aliado ao tucano Geraldo Alckmin.

Adesões a Haddad

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que o partido deve anunciar o que está chamando de “apoio crítico” à candidatura de Fernando Haddad (PT).

O PSol, que concorreu à presidência com Guilherme Boulos, oficializou apoio ao petista.

O Solidariedade deve liberar seus integrantes, majoritariamente favoráveis ao candidato do PT. A executiva nacional do partido se reúne hoje em São Paulo para bater o martelo.

Por debaixo dos panos

Pela sua gravidade, o momento exige um posicionamento claro e firme dos líderes políticos. Eles precisavam dizer de que lado estão.

Quando tiram o corpo fora, dão ao eleitor a oportunidade de procurar um “novo” líder, à revelia deles, velhos políticos, velhos caciques e velhas raposas que, mesmo não dando as caras no segundo turno, por debaixo dos panos aguçam o apetite para o banquete dos eleitos

Caciques massacrados nas urnas

Velhos caciques da política e outras personalidades de expressão pública foram derrotados domingo em todo o país. Em sua maioria, são parlamentares veteranos, detentores de forte liderança em suas legendas e fora delas. Os mais conhecidos são do Senado.

A lista é encabeçada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ela liderou todas as pesquisas de intenção de voto para o Senado, mas acabou em quarto lugar no resultado oficial do TSE.

A seguir, vem o presidente do Congresso Nacional senador Eunício Oliveira (MDB-CE), que não conseguiu renovar o seu mandato.

Outros derrotados

Outro senador de grande influência derrotado no domingo foi Romero Jucá, também do MDB. Ele naufragou nas urnas depois de seis mandatos consecutivos e de ser líder dos governos FHC, Lula, Dilma e Temer.

Também fracassou nas urnas outro senador do MDB com tradição no Congresso Nacional, Roberto Requião (PR).

Engrossando a lista dos sem-mandato, a partir de 2019, está ainda o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), ex-ministro da Educação e ex-governador de Brasília.

Disputa presidencial

O senador Álvaro Dias (Podemos) perdeu a eleição para presidente da República.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) concorreu ao cargo de vice-presidente na chapa do tucano Geraldo Alckmin e foi derrotada.

Outro senador de grande projeção nacional que também não se entendeu com as urnas foi o evangélico Magno Malta (PR-ES). Ele se recusou a ser candidato a vice-presidente na chapa do deputado Jair Bolsonaro e acabou perdendo o mandato.

De craque a perna de pau

O senador Romário, que entrou no campo da política como um craque, acabou como perna de pau, derrotado na disputa pelo Governo do Rio de Janeiro.

A eleição do Rio de Janeiro foi a que causou maior desfalque: foram derrotados os senadores Lindbergh Faria (PT) e Eduardo Lopes (PRB), além dos deputados federais Miro Teixeira (Rede) e Chico Alencar (PSOL).

Miro é o deputado com maior número de mandatos na atualidade. Ao todo são onze mandatos, com apenas uma interrupção, entre 1983 e 1987. Chico Alencar está no quarto mandato na Câmara dos Deputados.

No Nordeste

Os senadores Garibaldi Alves (MDB) e Agripino Maia (DEM), dois dos principais caciques do Rio Grande do Norte, também saíram das urnas derrotados.

Garibaldi tentava a reeleição e ficou em quarto lugar na disputa para senador. Agripino, com mandato ininterrupto desde 1995, desistiu de concorrer à reeleição e tentava se eleger deputado federal. Não conseguiu.

Ainda no Rio Grande do Norte, o atual governador Robinson Faria (PSD) ficou em terceiro lugar na disputa estadual e não irá para o segundo turno.

Em Pernambuco, o deputado federal Mendonça Filho (DEM), ex-ministro da Educação, também perdeu.

Um dos principais defensores de Dilma na Câmara dos Deputados, Silvio Costa (Avante-PE), tentou sem sucesso uma vaga no Senado.

O líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), também foi derrotado.

Os eleitores do Maranhão tiraram do cenário nacional o senador Edison Lobão (MDB), ex-ministro das Minas e Energia, e o deputado federal Sarney Filho (PV), ex-ministro do Meio Ambiente. Ambos concorriam ao Senado.

Suplicy derrapa

Em São Paulo, o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), ex-senador e aposta do partido para reforçar a bancada, também foi derrotado. As pesquisas o apontavam como o campeão de votos.

Os ex-governadores Beto Richa (PSDB-PR), Raimundo Colombo (PSD-SC), Marconi Perillo (PSDB-GO) e Jackson Barreto (MDB-SE) também não tiveram sucesso nas urnas.

Mais derrotados

Os senadores Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Valdir Raupp (MDB-RO), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Vicentinho Alves (PR-TO), Ataídes Oliveira (PSDB-TO), Lúcia Vânia (PSB-GO), Wilder Morais (DEM-GO), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Waldemir Moka (MDB-MS), Benedito de Lira (PP-AL), Angela Portela (PDT-RR) e Paulo Bauer (PSDB-SC) também não foram reeleitos.

Dos 18 senadores que se candidataram a governador, apenas dois conseguiram se eleger no primeiro turno: Ronaldo Caiado (DEM), em Goiás, e Gladson Cameli (PP), no Acre. 

Três vão disputar a eleição estadual no segundo turno: João Capiberibe (PSB), no Amapá; Antônio Anastasia (PSDB), em Minas Gerais, e Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte.

(Com informações da Agência Brasil)

A votação de todos os candidatos no Piauí l

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Sebastião Ribeiro Martins, marcou para as 10 horas de hoje, na sede do TRE, a proclamção dos resultados das eleições de ontem no Piauí. A ideia dele era fazer isso ontem à noite, logo após a apuração, mas houve problemas com a contagem dos votos em dois municípios, o que retardou a totalização para as eleições proporcionais.

Veja o resultado oficial das eleições para governador, senador, deputado federal e deputado estadual, com as respectivas votações:

GOVERNADOR

SENADOR

DEPUTADO FEDERAL

DEPUTADO ESTADUAL

Confira mais detalhes diretamente no link do TSE, clique aqui!

Fonte das imagens acima: site Gazeta do Povo.

 

Governo faz cabelo, barba e bigode no Piauí

Foto: Cidadeverde.com

Wellington Dias bate o próprio recorde nas urnas

 

O governador Wellington Dias é o único político do Piauí com três mandatos no Palácio de Karnak. Ontem, ele quebrou o seu próprio recorde, ao se eleger para o quarto mandato de governador.

Todas as suas eleições para o governo foram conquistadas sempre no primeiro turno.

Em 2002, Wellington Dias conseguiu a sua primeira eleição de governador com 50,95% dos votos válidos, contra 44,06% do governador Hugo Napoleão (PFL) e 3,10% do professor Jônathas Nunes (PMDB).

Ele foi reeleito em 2006 com 61,08%, contra 25% do senador Mão Santa (PMDB) e 12,21% do então ex-prefeito Firmino Filho (PSDB).

Wellington, à época na metade do mandato de senador, venceu nova eleição para o governo, em 2014, pela oposição, com 63,08% dos votos, contra 33,25% do então governador Zé Filho (PMDB). Foi o seu melhor desempenho na disputa para o governo.

Ontem, ele foi reeleito com 55,65 % dos votos.

Foto: Gabriel Piauilino

 

Marcelo Castro e Ciro Nogueira, os senadores

O novo mandato

O governador disse ontem à noite, em sua primeira entrevista após a reeleição, que depois da vitória tudo parece fácil, mas não foi nada fácil na conquista de seu quarto mandato para o Palácio de Karnak. Ele afirmou que aconteceram milagres.

Wellington Dias garantiu que o novo mandato nada terá a ver com os anteriores, porém não detalhou no que ele será diferente.

Além de renovar o mandato, o bloco do governo conseguiu ontem eleger os dois senadores – Ciro Nogueira (Progressistas) e Marcelo Castro (MDB).

Fez mais: preencheu oito das dez cadeiras de deputado federal e 25 das 30 cadeiras da Assembleia Legislativa.

Como se diz popularmente, fez cabelo, barba e bigode.

 

 

Complô

O deputado Dr. Pessoa (SD), que enfrentou a máquina do governo com a cara e a coragem na eleição para governador, não aceitou os resultados. Ele ficou com  20,48% dos votos.

Ele relacmou que seus adversários têm carne e osso, mas não têm coração.

O parlamentar avalia que houve um complô geral contra a sua eleição.

Satisfeito

O candidato do PSDB, deputado Luciano Nunes, o terceiro colocado na disputa, com 17,30%, ficou satisfeito com o seu desempenho.

Ele cumprimentou todos os candidatos que participaram do pleito, inclusive o governador Wellington Dias, pela vitória.

Ponto fora da curva

O destaque para a eleição de governador do Piauí, ontem, foi para o candidato do PSL, publicitário Fábio Sérvio, que ficou com 3,65% dos votos.

Ou seja, mais do dobro da votação do senador Elmano Férrer (Podemos), de 1,28%.

Fábio se beneficou da arrancada do candidato presidencial Jair Bolsonaro e de seu desempenho nos debates.

Nova campanha

Descanso após uma maratona eleitoral é para os fracos. Reeleito ontem, o governador Wellington Dias já viaja amanhã a São Paulo para uma reunião com a coordenação geral da campanha do candidato Fernando Haddad.

Ele disse que a eleição do petista será boa para o Brasil e muito mais será para o Piauí.

Marcelo é PT

O senador eleito Marcelo Castro anunciou ontem que estará no palanque do petista Fernando Haddad no segundo turno da eleição presidencial.

Ele lembrou a sua condição de antigo aliado do PT.

Faltou o novo senador avisar quando vai se filiar ao Partido dos Trabalhadores.

Para cima

Já o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, remeteu para a direção nacional do partido e sua bancada federal a decisão sobre o segundo turno da eleição presidencial.

O PP vai se reunir amanhã em Brasília.

Dilma derrotada

Na campanha para o Senado, o deputado federal Marcelo Castro se apresentava como senador do time da Dilma.

O curioso é que a ex-presidente perdeu feio a eleição para o Senado em Minas, ficando na quarta colocação.

As pesquisas de intenção de voto diziam que ela seria a primeira colocada.

Outro que estava na primeira colocação para a eleição de sennador mas acabou derrotado, em São Paulo, foi Eduardo Suplicy.

O fim

As urnas estraçalharam ontem o PSDB, o MDB e a Rede.

Alckmin ficou com 4,76%, perdendo inclusive em São Paulo; Meireles e Marina chegaram à reta final da eleição presidencial com vexarórios 1,20% e 1%, respectivamente.

 

 

* O médico oftalmologista Tiago Castro e o jornalista Arimatéia Azevedo foram vistos conversando descontraidamente na fila de votação, ontem à tarde.

* O senador Aécio Neves (PSDB) escapou em Minas como deputado federal.

* A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, também se salvou concorrendo à Câmara Federal.

* Os senadores Roberto Requião (MDB-PR) e Vanessa Graziotini (PCdoB-AM) , barulhentos aliados do PT, foram derrotados.

* O presidente do TRE, desembargador Sebastião Martins, marcou para hoje, às 10 horas, a proclamação do resultado das eleições de ontem no Piauí.

 

 

A apuração

Do humorista Fraga:

- Depois da apuração, vem a depuração do pleito.

 

Chega de ódio!

Reprodução/TSE

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador Sebastião Ribeiro Martins, dirigiu ontem uma mensagem aos eleitores piauienses a propósito das eleições gerais que serão realizadas hoje. Ele conclamou os eleitores a comparecerem às urnas e a votarem de forma livre e consciente.

O desembargador lembrou que a presença do eleitor nas urnas é fundamental para o fortalecimento da democracia. O presidente do TRE garantiu que o Piauí terá uma eleição limpa, pacífica e segura.

Sebastião Ribeiro Martins criticou o discurso do ódio que marcou a campanha eleitoral deste ano. Para ele, “essa onda de ódio eleitoral não deveria existir. Devemos unificar o país.”

Radicalismo

De fato, o Brasil realizou em 2018 a campanha mais acirrada desde o restabelecimento das eleições diretas para presidente, em 1989.  A radicalização chegou ao extremo de ter um candidato à presidência, o deputado Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas, esfaqueado durante ato público em plena luz do dia.

Os extremismos levaram à bipolarização do pleito. Os brasileiros vão decidir hoje o futuro do país divididos em duas gigantescas e antagônicas correntes. Uma não tolera a outra.

Daí nasceu essa onda de terrorismo, de lado a lado. E muitos vão votar ou por ódio ou por medo, e não propriamente por amor ao país e apreço à democracia.

Verdades e mentiras

Claro que há muitas verdades nos ataques que esses megagrupos desferiram um contra o outro. Mas há também muita mentira e, principalmente, muito exagero.

O Brasil não vai acabar com a eleição do novo presidente, seja ele quem for. Entre os mais cotados nas pesquisas de intenção de voto, qualquer um que seja o escolhido terá obrigatoriamente que se submeter ao conjunto de regras que organizam a vida institucional do país.

Essas regras asseguram a legitimidade dos eleitos, mas não conferem poder absoluto a ninguém.

O dia seguinte

Chegar até aqui não foi fácil. Ao longo da história, muitos se sacrificaram para que o Brasil pudesse novamente resolver as suas crises e procurar as suas saídas no voto, como faz hoje.

Então, que a vontade das urnas seja acatada, em respeito à soberania popular. Este é o princípio básico da democracia. 

Do mesmo modo, o eleito passa a ser o representante de todos, e não mais apenas de sua corrente política.

Se não foi possível fazer uma campanha eleitoral com o mínimo de tolerância, que a eleição se faça em clima de respeito, sensatez e paz! Já será um grande e importante passo para a reconciliação do país.

Sua Excelência, o eleitor

Imagem: Reprodução/Fundação 1º de Maio

Mais de 147 milhões de brasileiros estão aptos a votar nas eleições de amanhã. Esses brasileiros escolherão o novo presidente da República, dois terços dos 81 senadores e os 513 deputados federais, além dos governadores e dos deputados estaduais.

Todo este eleitorado está distribuído pelos 5.570 municípios do país, bem como em 171 localidades de 110 países no exterior.

A campanha eleitoral obrigatória no rádio e na TV se encerrou na quinta-feira. Os eleitores puderam conhecer melhor as propostas e também os defeitos dos candidatos.

No Brasil, o voto é obrigatório, mas é também livre e secreto. Assim, o eleitor poderá votar livremente nos representantes políticos de sua escolha.

Cada eleitor mede os candidatos com uma régua própria. Aí está a grandeza e a beleza da democracia. O sentido do voto é jogar nas mãos do povo o direito e a responsabilidade de escolher os melhores.

Ao votar em um determinado candidato, o eleitor estará assinando um cheque em branco e entregando-o ao escolhido para que ele faça o uso que lhe for conveniente pelos próximos quatro anos.

O custo das eleições

As eleições custam muito ao país. São recursos na casa de muitos e muitos bilhões, com a propaganda na televisão e no rádio; o Fundo Eleitoral Especial, criado para as eleições deste ano; mais o Fundo Partidário, para manter a máquina dos partidos em funcionamento.

E existem ainda os custos milionários da realização das eleições, com transporte de urnas, transmissão de dados, a mobilização de pessoal e das forças de segurança, etc.

O eleitor é o personagem principal da eleição. Os destinos do país e dos estados são colocados em suas mãos.

Boas escolhas apontam para tempos de bonança. Escolhas ruins significam tormentas.

Então, por tudo isso, o eleitor não deve desperdiçar o seu voto. É muito importante que ele vote. E mais ainda que faça uma boa escolha.  

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