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A arte em tempos de crise

Foto: Divulgação

Premiação do Festival Humana de Cinema

 

O 1º Festival Humana de Cinema foi idealizado no embalo do grande entusiasmo que impulsiona os sonhos, mas logo refreado pela realidade que conspirava implacavelmente contra a sua concretização. Havia motivos de sobra para que tudo parasse na ideia e fosse logo esquecido.

Começa que o audiovisual vive uma crise particular, dentro da prolongada crise econômica, política e institucional que sufoca o Brasil e que, ainda sem uma luz no fim do túnel, queima as últimas esperanças do país.

Nesse cenário, o mais prudente seria, então, abandonar a ideia, sem qualquer trauma.

Seu idealizador, o médico José Cerqueira Dantas, apreciador da arte cinematográfica, afeito aos grandes sonhos e calejado na luta dos grandes desafios, decidiu, entretanto, bancar mais um de seus muitos devaneios.

Assim, levou a ideia adiante, com grande dose de apreensão, reforçada, ainda, pelo temor da qualidade das produções que viriam. Mas o medo maior, porém, era o de que não aparecessem interessados.

A surpresa

Deu-se, entretanto, que, quando foram abertas as inscrições, logo apareceram 100 curtas-metragens inscritos nas categorias:  ficção, animação e documentário. Os organizadores puseram as mãos na cabeça: como vamos julgar tantas produções?

O prazo das inscrições ainda estava correndo. Aí apareceram mais 100 filmes. Depois, outro lote de mais 100, até que elas foram encerradas com 413 filmes inscritos!

Trabalhando o dia e varando as noites, a Comissão Julgadora conseguiu, enfim, concluir os seus trabalhos a tempo, zelando, sobretudo, para que o julgamento fosse justo.

O festival proporcionou, ainda, um dia inteiro de atividades, no sábado. Pela manhã, uma mostra com os 10 filmes selecionados com exibição no Cinema do Teresina Shopping.  Também uma oficina de direção com o cineasta Cícero Filho, diretor do filme “Ai que vida!”.

A premiação

No sábado à noite, houve a premiação dos vencedores, em noite de gala realizada no auditório do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí e prestigiada por um público de bom gosto artístico.

Nessa premiação, o concerto da Orquestra Sinfônica de Teresina foi um espetáculo à parte, ao executar a trilha sonora de clássicos do cinema mundial, com regência do maestro Aurélio Melo

A promoção do Festival foi da Humana Saúde e Azmut Propaganda, com objetivo de ampliar o incentivo às produções audiovisuais e movimentar culturalmente a cidade de Teresina.

Os realizadores do evento encontraram na Prefeitura de Teresina, no Teresina Shopping e no Grupo de Mídia Cidade Verde os parceiros ideais para o projeto. 

A arte é necessária

Este grande e belo presente para Teresina, no aniversário da cidade, confirma, mais uma vez, a máxima do poeta Ferreira Gullar de que “A arte existe porque a vida não basta".

Se a duração da vida é curta, a arte, como criação do homem, cumpre a função de produzir o belo, para, em alcançando o espírito, preencher e alegrar a vida com o sublime, sendo especialmente necessária em tempos de crise.

Parabéns, portanto, aos que idealizaram, realizaram, apoiaram, participaram e aplaudiram o Festival Humana de Cinema.

Que ele tenha vida longa!

(Acesse o filme vencedor no Link:https://www.youtube.com/watch?v=Qbw2-dM-5X8&feature=youtu.be)

 

 

Calma, lá!

A anunciada pré-candidatura do ex-deputado Robert Rios a vice-prefeito de Teresina, pelo PSB, na chapa do ex-deputado Dr. Pessoa (MDB), não é prego batido e ponta virada.

O ex-parlamentar é visto pelo partido como um potencial puxador de voto e, nessa condição, tem convite para ingressar na sigla como candidato a vereador.

Abuso de autoridade

Em dezenas de cidades brasileiras foram realizadas manifestações, ontem, em defesa da Operação Lava Jato e do veto total ao projeto de lei que pune abuso de autoridade aprovado pelo Congresso.

Os manifestantes acreditam que o projeto escancara as portas para a impunidade.

Mãos atadas

O texto aprovado na Câmara define os crimes de abuso de autoridade cometidos por servidores públicos, militares, membros dos poderes Legislativo, Executivo, Judiciário, do Ministério Público e dos tribunais ou conselhos de contas.

O presidente Bolsonaro ainda tem importantes matérias para aprovar no Congresso e custa crer que ele venha a peitar o parlamento vetando integralmente o projeto do abuso de autoridade.

Na contramão

A propósito, com a caneta na mão, Bolsonaro já deu uma guinada no combate à corrupção, uma das principais bandeiras de sua campanha, no ano passado.

A transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Justiça para o Banco Central, é dos passos dele na direção contrária do que pregou.

O Coaf pegava no pé do ‘colarinho branco’, rastreando os caminhos e descaminhos do dinheiro.

Foto: Divulgação

FestLuso - Começa hoje o Festival de Teatro Lusófono (FestLuso 2019), que ano chega à sua 11ª edição. A abertura oficial será às 20h, e segue até 31 deste mês, no Theatro 4 de Setembro, Teatro João Paulo II, Espaço Trilhos, Clube dos Diários, Casa da Cultura e praça Pedro II. O festival reúne espetáculos de cinco países: Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Guiné-Bissau, além de atrações teatrais de Recife, Brasília, Teresina, Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul.

 

 

* A presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, deputada Teresa Brito (PV), deve apresentar esta semana o relatoria da nova viagem ao interior.

* No final de semana, a Comissão esteve fazendo inspeção nos Hospitais de Simplício Mendes, São Raimundo Nonato, São João do Piauí e Uruçuí.

* O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está propondo a criação de um Fundo de R$ 2,5 bi para combater os incêndios na Amazônia.

* Ora, os mais de R$ 3,5 bi do Fundo Eleitoral torrados na campanha passada dariam com sobra para esse objetivo.

 

 

Intolerância

Do humorista Fraga:

- A verdade é a seguinte: nossa sociedade não tem condições de viver em sociedade.