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Um a menos

Eleitores do presidente Jair Bolsonaro saíram às ruas, no domingo, em dezenas de cidades brasileiras, em manifestações a favor da Operação Lava Jato e do veto total ao projeto de lei que pune abuso de autoridade aprovado pelo Congresso Nacional.

Os manifestantes acreditam que o projeto escancara as portas para a impunidade.

O texto aprovado na Câmara dos Deputados define os crimes de abuso de autoridade cometidos por servidores públicos, militares, membros dos poderes Legislativo, Executivo, Judiciário, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas.

A proposta lista uma série de ações que poderão ser consideradas crimes com penas previstas que vão de prisão de três meses até 4 anos, dependendo do delito, além de perda do cargo e inabilitação por até cinco anos para os reincidentes.

Pressão

A pressão sobre o presidente Bolsonaro para que ele vete a lei é crescente. Ocorre que o presidente ainda tem importantes matérias para aprovar no Congresso.

Assim, é pouco provável que ele tenha condição de peitar o parlamento, vetando integralmente o projeto do abuso de autoridade.

A propósito, com a caneta na mão, Bolsonaro já deu uma guinada no combate à corrupção, uma das principais bandeiras de sua campanha, no ano passado.

As ameaças de intervenção do presidente em órgãos de controle e investigação, como Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Polícia Federal sinalizam que ele mudou radicalmente.

Há um temor de que essa interferência política prejudique o trabalho de entidades que, em atuação conjunta e com autonomia, enfrentam a corrupção. 

Está claro também que o presidente vem desidratando o ministro da Justiça, Sergio Moro, símbolo maior de combate à corrupção no país.

Diante disso, talvez Bolsonaro já não seja mais um grande aliado de quem quer varrer a corrupção do Brasil.

 

 

Voto aberto

O deputado Henrique Pires (MDB) quer que a Assembleia Legislativa torne aberto o voto para a concessão de título de cidadania.

Ele alega que alguns deputados, aproveitando o sigilo, votam contra, criando constrangimento para o autor dos projetos de cidadania.

Ora, mas votar contra também é da essência da atividade parlamentar.

Fim do título

Henrique Pires bem que poderia ampliar a sua proposta e aprovar um projeto proibindo a concessão de títulos de cidadania.

Com certeza, com essa atribuição a menos, os parlamentares provavelmente tivessem mais tempo para se dedicarem aos assuntos de interesse do povo. 

Cassação

Outra coisa que o deputado pode propor também é a cassação do título de cidadão piauiense aprovado para algumas figuras como Eduardo Cunha e Severino Cavalcante, ambos ex-presidentes da Câmara dos Deputados.

Aí ele merece nota 10!

Saúde

O governo saiu na frente e, antes que a presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, deputada Teresa Brito (PV), divulgue o relatório da nova inspeção a hospitais do interior, a Secretaria de Saúde informou ontem que ao longo dos últimos anos investiu mais de R$ 1 milhão na compra de equipamentos para os hospitais e unidades de saúde das cidades de São Raimundo Nonato, Simplício Mendes, Uruçuí e São João do Piauí.

Conforme a Secretaria de Saúde, os investimentos trouxeram modernização e mais conforto aos pacientes que procuram estas unidades de saúde.

E mais

De acordo ainda com a Sesapi, em reforma e ampliação da rede de saúde desses quatro municípios, a Sesapi já desembolsou R$ 17.373.483,35.

Estes foram justamente os hospitais visitados pela Comissão de Saúde da Assembleia no final de semana.

Foto: Divulgação

O Livro do Centenário - O médico, escritor e acadêmico Itamar Abreu Costa entregou um exemplar do “Livro do Centenário da Academia Piauiense de Letras” na Academia Brasileira de Letras, no Rio. A obra foi escrita pelo acadêmico Nildomar da Silveira Soares.

 

 

* O IBGE iniciou ontem uma ampla pesquisa na área de saúde, com o objetivo de subsidiar a definição de políticas públicas para o setor.

* No Piauí, serão visitados 74 municípios. Até dezembro, os pesquisadores estarão em 3.105 domicílios coletando dados.

* O deputado Themístocles Filho disse que o Dr. Pessoa tem tudo para vencer a eleição de prefeito de Teresina no próximo ano.

* Ele observou que em 2018, concorrendo ao governo, o hoje pré-candidato do MDB a prefeito teve mais voto em Teresina que o candidato do prefeito Firmino Filho.

 

 

Estendendo o tapete

Ao ser informado do plano do presidente regional do PSB, ex-governador Wilson Martins, para ele ser candidato a vereador de Teresina, como puxador de votos, ao invés de concorrer ao cargo de vice-prefeito, o ex-deputado Robert Rios não se deixou perturbar:

- Sinceramente, eu acho que o Dr. Wilson Martins é um puxador de voto muito melhor do que eu. Ele é que deve ser candidato a vereador.