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Uma festa rica para a santa dos pobres

Milhares de brasileiros participaram da cerimônia de canonização de Irmã Dulce, celebrada no domingo, no Vaticano, pelo papa Francisco.

Só da Bahia, sua terra natal, foi uma delegação de 15 mil pessoas. A comitiva oficial totalizou quase 40 autoridades, sob o comando do vice-presidente Hamilton Mourão, ministro-chefe da delegação brasileira.

Além do general Mourão, integraram a comitiva oficial o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP); o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ); o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli; o procurador-geral da República, Augusto Aras; o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; o embaixador do Brasil na Santa Sé, Henrique Sardinha Pinto; o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto); e o ex-presidente José Sarney.

A lista de representantes brasileiros também contou com mais de 20 parlamentares, entre senadores e deputados federais.

Todos com passagens e diárias pagas pelo poder público, com o país em crise. Os custos dessa viagem à Itália ainda não foram revelados.

Não é preciso nem fazer qualquer cálculo, no entanto, para se chegar à seguinte conclusão: se irmã Dulce fosse viva e soubesse que seria assim, certamente diria que preferia que todo esse dinheiro fosse gasto com ajuda aos pobres do Brasil.

  

 

Precatórios

O Senado aprovou, na semana passada, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que adia de 2024 para 2028 o prazo final para que estados e municípios paguem suas dívidas referentes a precatórios.

Em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigou que os precatórios de Estados e municípios fossem pagos integralmente até 2020.

O Congresso Nacional correu e aprovou, a toque de caixa, uma proposta estendendo o prazo da quitação para 2024.

Novo adiamento

Agora, o Senado empurra esse prazo novamente para mais adiante.

Essa PEC foi aprovada através de acordo de lideranças. Por isso, não teve que cumprir todos os ritos e prazos.

Mas proposta ainda precisa passar pelo crivo da Câmara dos Deputados para ganhar força de lei.

E agora, José?

Em isso acontecendo, ou seja, com o prazo para o pagamento dos precatórios dos estados sendo espichado para 2028, como fica o caso do Piauí?

Explico melhor: com a dilatação desse prazo, quase a perder de vista, o Governo do Estado ainda vai insistir em tomar o empréstimo de R$ 1 bilhão e 500 milhões para pagar precatórios?

Foto: Divulgação/TCE

Estação de Leitura - O Tribunal de Contas do Estado instalou, no hall de sua biblioteca, o espaço “Estação Leitura”. Durante o evento, houve o lançamento do livro de memórias “Poucas & Boas” e da publicação científica Revista TCE 2019. As atividades fazem parte das comemorações pelos 120 anos de criação da Corte de Contas. O ato contou com a presença do presidente do TCE/PI, conselheiro Abelardo Pio Vilanova; da vice-presidente, conselheira Lilian Martins; da conselheira Waltânia Alvarega;  e do conselheiro substituto Jaylson Campelo, diretor da Escola de Contas, além de servidores e convidados.

 

 

* O Supremo cavou a sepultura da Lava Jato e, a partir de quinta-feira, começa a jogar uma pá de cal na operação a cada julgamento.

* O prefeito Firmino Filho e sua equipe apresentam hoje, às 8h, no Palácio da Cidade, o novo Plano de Ordenamento Territorial de Teresina.

* Tudo indica que na próxima eleição haverá candidato policial saindo pelo ladrão.

 

 

Bola de cristal

O presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, declarou pela mídia que o seu partido não fez força para segurar Jair Bolsonaro na sigla porque não tinha bola de cristal. Isto é, não adivinhava que ele chegaria à presidência da República. Agora o senador jura que ele e o tucano Firmino Filho entrarão juntos no Palácio de Karnak, em 2022, pois o PP e o PSDB estarão coligados e ganharão a eleição de governador. Vendo as duas situações, Seu Malaquias matutou:

- E o senador já tem bola de cristal?