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Quem será o próximo?

O caldeirão político voltou a ferver, no final de semana, com um novo entrevero entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores do Nordeste.

Na sexta-feira, o presidente postou uma mensagem no Twitter atacando o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), por fazer propaganda do 13º Bolsa Família. Ao seu estilo, Bolsonaro disparou:

A desonestidade ainda persiste na política. O espertalhão da vez agora é o Governador de Pernambuco, do PSB. Mas o povo de bem reage às mentiras”.

O presidente havia assinado na véspera ato para o pagamento do 13º Bolsa Família.

Acontece que ele, na pressa de acertar o governador pernambucano, acabou trocando as bolas.

É que o Estado de Pernambuco também tem um Bolsa Família e a propaganda do governador se referia ao seu programa, não ao do governo federal. Lá também será pago o 13º do benefício.

Os governadores nordestinos correram e lançaram uma nova nota pública contra o presidente pela crítica ao colega, “vítima de um descabido e desrespeitoso ataque proferido, hoje, pelo presidente Jair Bolsonaro.”

O presidente viajou para a Ásia e ficou aí mais esse episódio que cria o quarto desafeto político dele entre os governadores do Nordeste. Bolsonaro já havia batido de frente com os governadores do Maranhão, da Paraíba, do Maranhão e da Bahia.

Qual será o próximo?

  

 

Troca de farpas

Outro assunto que esquentou a política no final de semana foi o bate-boca, com troca de ofensas pessoais, entre o deputado Eduardo Bolsonaro e a deputada federal Joice Hasselmann, ex-líder do governo na Câmara. Os dois se atracaram através das mídias sociais.

Foi mais um desdobramento da disputa pela liderança do PSL na Câmara, na qual o presidente Bolsonaro saiu derrotado e atirando para todos os lados.

A primeira vítima foi a deputada Joice, catapultada da liderança do governo.

Nada republicano

Além de assinar a carta dos governadores nordestinos repudiando o ataque do presidente ao governador de Pernambuco, o petista Wellington Dias publicou no Twitter suas próprias impressões sobre o episódio:

“A postura do presidente Jair Bolsonaro neste momento não é republicana. Ele é o presidente dos 26 estados e do Distrito Federal e deve se comportar como tal.”

O que falta

E disse mais: “Os governadores do Nordeste estão trabalhando juntos, não como oposição ao presidente ou em busca de conflitos. Nós queremos somar esforços. Eu acredito que é assim que atravessaremos esta crise.”

Para Wellington Dias, o “Brasil precisa de medidas reais que estimulem o crescimento econômico. Mais do que isso, precisa da união de seus líderes em prol da nação. Patriotismo é mais do que jurar perante a bandeira”.

Fotos: Divulgação

Auditório Herbert Parentes Fortes é reaberto como sede da Academia de Ciências do Piauí

De volta à cena

O velho auditório Herbert Parentes Fortes volta a integrar a cena cultural de Teresina. Depois de mais de 20 anos ao abandono, ele foi recuperado e abriga, desde sábado, a sede da Academia Piauiense de Ciências, presidida pelo físico nuclear, professor e acadêmico Jôntathas Nunes.

A solenidade foi das mais prestigiadas e contou com a presença dos reitores da Ufpi, da Uespi e do IFPI, além de outros convidados.

O professor Jônathas Nunes instala a sede da Academia de Ciências em solenidade prestigiada por intelectuais

 

 

* O processo de privatização dos Correios começa a tramitar oficialmente em decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro.

* O ato representa o primeiro passo para que a privatização da estatal seja realizada. Além dos Correios, o presidente também incluiu a Telebrás.

* Já são 650 os municípios que aderiram à Escola Cívico-militar, lançada pelo governo Bolsonaro.

* O MEC anunciará em breve as primeiras cidades contempladas. Elas vão iniciar o ano letivo de 2020 já com a nova metodologia de ensino.

 

 

O pivô da crise

O senador Major Olímpio (PSL-SP) sugere que o presidente Bolsonaro mande não apenas um, mas os três filhos para embaixadas longe do Brasil, para que seu governo possa ter tranquilidade política. Seu Malaquias atalhou:

- Resolve não. Quem tem que ir para longe é o Bolsonaro. Ele é que é o pivô de tudo.